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Na cultura popular, ter um período de seca significa passar por algum tipo de crise. Mas quando o assunto é o clima, um período seco tem um nome específico: "seca" — e não é uma mera crise. Apesar de muitos locais do planeta naturalmente apresentarem períodos secos como parte da variabilidade climática, esses períodos com pouca ou nenhuma chuva (durante semanas, meses ou mesmo anos) podem ter efeitos devastadores em pessoas, animais e plantas na área afetada.

As precipitações ocorrem quando gotas d'água ou cristais de gelo nas nuvens ficam pesados o bastante para cair na superfície da Terra em forma de chuva ou neve. Diversos fatores (inclusive ciclos atmosféricos, como a Oscilação Sul-El Niño e a Oscilação de Madden-Julian) podem influenciar os padrões de chuva e neve, resultando às vezes em pouca ou nenhuma precipitação. Se a ausência de precipitação durar tempo suficiente, a região enfrentará seca, sobre a qual as pessoas têm quatro formas de pensar:

Seca meteorológica: não existe uma definição universal para o déficit de precipitação ou a duração de tempo para que um evento seja considerado uma seca. Áreas com chuvas o ano todo (como a úmida Louisiana) medirão a seca de modo diferente de regiões que naturalmente passam por longos períodos de pouco chuva (como o árido Deserto de Sonora, no Arizona). Na verdade, em um lugar como o sul do Arizona, muitos mananciais dependem do acúmulo de neve do inverno para reabastecer os aquíferos subterrâneos e não apenas da precipitação líquida nos reservatórios. Na verdade, isso depende da quantidade normal e da variabilidade de precipitação em uma região e da utilização principal daquela água.

Seca agrícola: como a seca afeta a agricultura de uma região também depende de muitos fatores. As culturas podem conseguir sobreviver à seca se esta ocorrer após a cultura ter uma germinação saudável ou até mesmo se ela tiver alguma outra capacidade de adaptação para sobreviver por períodos prolongados sem água (como o cacto, no deserto). Por outro lado, uma seca que ocorra no início da temporada de plantio pode levar a pouco ou nenhum rendimento em culturas que não estejam preparadas para a falta d'água.

Seca hidrológica: o efeito da seca no manancial da região pode não ser inicialmente observado e pode ser estender bem além da seca meteorológica. Os agricultores podem sentir os efeitos da pouca chuva imediatamente com o murchar das culturas, mas pode levar muito mais tempo para que pescadores, praticantes de rafting e empresas hidroelétricas notem o fluxo reduzido de um rio. Isso é especialmente verdade no caso mencionado acima, no qual a precipitação do inverno é importante. Os níveis de águas subterrâneas podem estar baixos na primavera devido ao acúmulo reduzido de neve, mesmo em face das chuvas normais na primavera.

Secas socioeconômicas: uma seca pode ter efeito significativo na economia local e global. Uma área terá perturbações socioeconômicas se a seca interromper o suprimento de energia hidrelétrica, alimentos básicos, peixe, água potável ou outros recursos.

Curiosidades sobre as secas

O IPCC (http://www.ipcc.ch/) observa que as áreas afetadas pela seca devem ter aumentado desde a década de 1970 e que isso provavelmente é causado pela influência humana no clima.

A seca no Chifre da África em 1984-85 levou à inanição e morte de 750.000 pessoas.

A seca nos Estados Unidos no verão de 2012 foi a pior na história registrada naquela área, afetando mais da metade do país


Ricardo Castro Santos/Flickr

Os níveis dos gases do efeito estufa na atmosfera tiveram uma alta recorde em 2014, em um momento em que o agravamento das mudanças climáticas faz com que o planeta fique mais perigoso para as gerações futuras, disse nesta segunda-feira (9) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas especializada no comportamento da atmosfera da Terra.

"A cada ano dizemos que o prazo está se esgotando. Temos que agir agora para reduzir as emissões de gases do efeito estufa se quisermos ter uma chance de manter o aumento da temperatura em níveis administráveis", disse o secretário-geral da entidade, Michel Jarraud, em comunicado.

Gráficos de emissões elaborados pela agência em seu relatório anual sobre as condições atmosféricas do planeta mostram a elevação constante dos níveis de dióxido de carbono, o principal gás do efeito de estufa, que alcançou 400 partes por milhão (ppm), estabelecendo um novo recorde a cada ano desde que foram iniciados monitoramentos confiáveis, em 1984.

Os níveis de dióxido de carbono alcançaram a média de 397,7 ppm em 2014, mas rapidamente romperam a barreira de 400 ppm no hemisfério norte no início de 2014, e novamente no início de 2015.

"Logo, 400 ppm será uma realidade permanente", disse Jarraud. "Isso significa temperaturas mais quentes no mundo, eventos climáticos mais extremos, como ondas de calor e inundações, derretimento de gelo, elevação do nível do mar e aumento da acidez dos oceanos. Isto está acontecendo agora e estamos nos movendo em território desconhecido em uma velocidade assustadora."

Outros gases do efeito estufa - Níveis dos outros dois principais gases do efeito de estufa produzidos pelo homem, o metano e o óxido nitroso, também continuaram sua ascensão em 2014, chegando a 1.833 partes por bilhão (ppb) e 327,1 ppb, respectivamente, de acordo com o relatório. Ambos tiveram seu mais rápido ritmo de aumento em uma década.

O painel de cientistas do clima da ONU estima que as concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso são as mais elevadas em pelo menos 800.000 anos.

Mais de 150 países, liderados pela China e Estados Unidos, os maiores emissores de gases de efeito estufa, divulgaram planos para limitar as emissões de gases do efeito de estufa a partir de 2020. Mas os planos revelados até agora não irão reduzir as emissões o suficiente para atender a uma meta acordada em 2010 de limitar o aquecimento mundial a menos de 2°C em relação aos níveis pré-industriais.

Em 30 de novembro se inicia a a Conferência de Paris (COP-21), a Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (UNFCCC), em que os países discutirão propostas para conter as mudanças climáticas.

Gabriel Garcia - INFO Online
Reprodução/Facebook

É bem provável que o pesquisador Paulo Gonella, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, não esperasse descobrir uma nova espécie de planta ao abrir seu feed de notícias do Facebook. Mas foi exatamente isto o que aconteceu há pouco mais de dois anos, resultando em um estudo publicado na última sexta-feira (24).

Reginaldo Vasconcelos, um amigo orquidófilo de Gonella, fotografou a nova espécie pela primeira vez em 2012, durante uma caminhada por uma montanha de Governador Valadares, Minas Gerais. "As plantas na foto pareciam muito diferentes de todas as outras espécies que eu conhecia", afirma o pesquisador da USP.

Gonella, especialista em plantas do gênero Drosera, resolveu ir até o local da foto para confirmar que a planta era inédita. Após estudar a espécie nos últimos anos, o pesquisador anunciou a descoberta na revista científica Phytotaxa, ao lado de outros pesquisadores do Jardim Botânico de Berlim, na Alemanha, onde atualmente faz doutorado.

A nova planta é uma espécie até então desconhecida das Drosera e foi batizada como Drosera magnifica. A planta pode crescer até 1,5 metro e é uma das três maiores espécies carnívoras do mundo. As plantas do gênero Drosera têm folhas capazes de capturar insetos do tamanho de borboletas, graças a pequenos "tentáculos" que capturam e imobilizam os animais.

"Bancos de dados baseados na internet se tornaram uma ferramenta importante para botânicos e entusiastas de plantas compartilharem seus interesses e conhecimentos", escreve Gonella no artigo. Segundo o pesquisador, a descoberta da nova espécie da Drosera marca a primeira vez que uma nova planta foi encontrada por meio de uma rede social, mas não deve ser a última.

A pupila horizontal de bois, por exemplo, revela que eles estão mais para presa do que para predadores, de acordo com estudo da 'Science Advances'

O senso comum costuma dizer que os olhos são a janela da alma - e a ciência descobriu que entre as informações íntimas que eles revelam está se o animal nasceu para ser caça ou caçador. De acordo com uma análise publicada no periódico Science Advances na última sexta-feira (7), é mais provável que pupilas alongadas e verticais, como a de gatos ou cobras, pertençam a predadores. Pupilas horizontais, como a de cavalos ou vacas, revelam animais destinados a ser presa. Já as circulares, como a humana, de cães ou leões, revelam caçadores capazes de apanhar animais afastados do chão, em árvores ou nos céus.

A função principal da pupila é regular a entrada de luz - quando é excessiva, ela diminui e, quando a iluminação é reduzida, ela se expande. Além disso, é responsável pelo foco e precisão das imagens. Para descobrir por que os olhos de alguns animais se retraem verticalmente e outros horizontalmente, os cientistas da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos e da Universidade Durham, na Inglaterra, analisaram as pupilas de 214 vertebrados terrestres, domésticos e selvagens. A hipótese é de que poderia haver alguma relação entre as pupilas dos animais e seu lugar na cadeia alimentar, pois os olhos são fundamentais na caça e também na fuga.

Caça ou caçador - Os modelos de computador revelaram alguns padrões diferentes entre predadores e presas. Pupilas horizontais, alinhadas com o solo, recebem mais luz vinda da frente e dos lados. Assim, esses animais conseguem ver precisamente a linha do horizonte, de onde virá o possível predador e para onde a fuga será possível. Eles também costumam ter os olhos nos lados da cabeça, o que oferece um amplo ângulo de visão. Essas características revelam os animais que costumam ser presa de outros.

"A primeira necessidade desses animais é detectar predadores. Por isso, desenvolveram uma visão panorâmica com poucos pontos cegos", explica Martin Banks, professor de óptica da Universidade de Berkeley e um dos autores do estudo.

Já os predadores, com suas pupilas verticais, conseguem ver com muita precisão linhas e bordas, borrando o que está ao redor. As pupilas desses animais se dilatam com muita facilidade (os olhos de um gato podem aumentar até dez vezes mais que de um humano), aproveitando o melhor da iluminação para caçadas noturnas ou durante o dia. É o caso das cobras e dos gatos domésticos, que se alimentam de animais que vivem rente ao chão.

Espécies maiores, como leões, tigres e, também, humanos, têm as pupilas circulares, que permitem estimar distâncias com exatidão e ter uma visão panorâmica do entorno, pois caçam animais que saltam ou voam.

Os pesquisadores pretendem, no futuro, analisar espécies aéreas e aquáticas, que têm os olhos mais "esquisitos" do reino animal. Além de ajudar na construção de futuros sistemas ópticos, como câmeras fotográficas ou telescópios, o estudo pode ajudar a compreender os detalhes da visão animal. "Estamos aprendendo o tempo todo o quanto os olhos são incríveis. Esse trabalho é um peça para a compreensão desse quebra-cabeça", diz Banks.

Tributo à cultura dos Alpes

ThinkStock
Nilbberth Silva, da Casa.com.br

Coberta de neve até março, a cadeia de montanhas oferece paisagens dramáticas para quem quer esquiar durante as férias escolares e o Carnaval.

A beleza, porém, não está só a céu aberto: os interiores de muitos hotéis também arrancam suspiros. E não se tratam apenas de palacetes da antiga nobreza ou cabanas pitorescas.

Cada vez mais turistas se hospedam em estabelecimentos modernos com decoração contemporânea. É a chance de conhecer ambientes que misturam design de vanguarda com objetos típicos do modo de vida dos camponeses alpinos.

O resultado é um belo tributo à cultura da região.

Eden Hotel, em Bormio, Itália

Divulgação/Design Hotels
O edifício de linhas retas, com grandes painéis de vidro, consegue ser aconchegante e caloroso sem um pingo de sentimentalismo.

O mérito é dos arquitetos Antonio Citterio e Patricia Viel. A dupla economizou nos adornos e adotou tons terrosos e cores neutras.

Eden Hotel, em Bormio, Itália

Divulgação/Design Hotels
Citterio passou muitos verões nos Alpes quando era criança.

A experiência deve ter contribuido para a decisão de usar materiais naturais e discretos nos ambientes, como pedra, couro e madeira.

Chetzeron, em Crans-Montana, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Para criar esse hotel, os proprietários reformaram completamente um estação teleférica 2100 m acima do nível do mar.

Agora os visitantes desfrutam da arquitetura com ar industrial e de uma vista desimpedida para as montanhas.

Chetzeron, em Crans-Montana, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Ao projetar o hotel, o escritório Actescollectifs Architectes preservou os pórticos de concreto e as paredes de pedra do edifício original.

No interior, os arquitetos contrastaram os revestimentos rústicos com móveis macios e iluminação cálida.

As amplas janelas permitem aproveitar os últimos raios do sol poente, raridade nessa parte do mundo.

Kitzhof, em Kitzbuhel, Áustria

Divulgação/Design Hotels
As antigas casas de fazenda do Tirol austríaco inspiraram ambientes com texturas típicas da região.

O piso, por exemplo, ganhou madeira reciclada de antigas cabanas, ao passo que galhadas de cervos decoram as paredes. O design é do escritório Hochbau Attelier, com interiores criados pela proprietária, Uschi Schelle-Muller.

Parc Hotel Billia, em Saint-Vicent, Itália

Divulgação/Design Hotels
Para garantir harmonia com o ar campestre do Vale de Aosta, o arquiteto Piero Lissoni criou um edifício discreto, construído com madeira e pedras locais.

A construção funde-se à paisagem, mas as linhas retas e delgadas da fachada revelam a inspiração moderna.

Parc Hotel Billia, em Saint-Vicent, Itália

Divulgação/Design Hotels
Lissoni concebeu o interior como um chalé contemporâneo. Por isso, os revestimentos têm cores neutras e materiais naturais, a exemplo de pedra e madeira.

Vez ou outra, peças chamativas quebram a sobriedade dos ambientes. No restaurante, as paredes ganham vida graças a pinturas à óleo com molduras douradas.

The Cambrian, em Adelboden, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Esse hotel engana o hóspede desavisado: seu exterior mostra uma majestosa vila em meio às montanhas. Por dentro, o visitante encontra arte moderna e decoração minimalista.

The Cambrian, em Adelboden, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Em alguns ambientes, o escritório de design Momentum traz referências lúdicas aos interiores vitorianos.

A sala de conferências lembra uma biblioteca tradicional inglesa, com um toque de humor.
A mobíla antiga veio do tradicional mercado Spitalfields, de Londres.

A cúpula que começou na segunda-feira (30), em Paris, tem a meta de limitar o aquecimento da temperatura global em 2°C. Saiba o que será debatido no encontro

Começou na segunda-feira (30), com a presença de representantes de mais de 190 países, a 21ª. Edição da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP), encontro anual no qual as nações revelam seu grau de comprometimento com metas destinadas a construir um planeta saudável. Até 11 de dezembro, as autoridades têm a missão de tentar fechar um acordo que limite o aquecimento a 2ºC em relação à era pré-industrial, reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa, responsáveis por 86% do carbono que chega à atmosfera e por grande parte do aumento da temperatura.

O encontro deste ano tem uma relevância especial, pois dele sairá a assinatura de um tratado que deve substituir o defasado protocolo de Kyoto, em vigor desde 1997. O texto do novo acordo, cujo esboço foi feito na reunião de 2014, será o novo guia para regular o corte das emissões de carbono, que deve ser seguido por todas as nações.

Aquecimento - No fim de outubro, a Convenção de Mudanças Climáticas da ONU divulgou um relatório afirmando que, com os atuais comprometimentos de 146 países para reduzir emissões de gases do efeito estufa, seria possível diminuí-las em 8% até 2025 e em 9% até 2030. Isso quer dizer que, se comparadas às do período entre 1990 e 2010, as emissões de agora até 2030 terão seu ritmo diminuído em 60%. De acordo com a ONU, apesar de representarem um passo na direção certa, de um mundo de baixo carbono, os números não teriam a ambição necessária: com essas metas, o aquecimento até o final do século deve ser de 2,7°C. Ou seja, a meta de limitar o aumento de temperatura em 2°C, estabelecido na Cúpula do Clima de 2010, em Cancun, não será alcançado.

Visto de maneira isolada, o valor de 2,7ºC pode não parecer alarmante. Contudo, o planeta, assim como os humanos, os animais e as plantas, são vulneráveis mesmo ao aumento mais sutil de temperatura. Desde o início dos registros históricos, em 1880, a temperatura global subiu 0,85 grau, o que é muito, suficiente para criar um descompasso na natureza. Condições climáticas improváveis se espalham, com vários exemplos: o calor fora do comum no Ártico; as chuvas torrenciais da Índia; a secura dos mananciais de São Paulo. Isso tudo por ter ocorrido uma elevação de 0,85 grau em mais de 130 anos. O que pode acontecer com uma elevação superior a 2 graus em 100 anos, situação à qual chegaremos caso continuemos a poluir na mesma toada, pode ser o agravamento de desastres ambientais, com reflexos profundos na economia.

Estimativas feitas por cientistas revelam que, com esse aumento, uma porcentagem 26% maior de pessoas irá sofrer com a escassez de água até 2080, em comparação com a taxa de 1980. Nesse mesmo ano, o número de pessoas expostas a enchentes será seis vezes maior. A biodiversidade também será afetada, e um bom exemplo são os corais: um terço deles será degradado devido às águas mais quentes nas próximas décadas. Além disso, o calor deve diminuir a produtividade de trabalhadores em 20% até 2100.

A grande dificuldade da COP-21 é encontrar uma ação de combate que agrade a todos os 196 países (são cerca de 40.000 pessoas participando da Convenção). Países menos desenvolvidos alegam que o direito de usar combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás, os grandes emissores de carbono) poderia diminuir a miséria de suas populações, já que os países mais desenvolvidos fazem uso deles há 200 anos. Além disso, a transição para o uso de energias renováveis (como eólica ou solar) tem um custo e uma das grandes questões é decidir quem vai pagar por ele.

Vanessa Barbosa - EXAME.com
No ano passado, as energias renováveis responderam por quase metade de todas as novas usinas construídas no mundo, segundo relatório recente da Agência Internacional de Energia (AIE).

De acordo com o World Energy Outlook 2015, a energia verde é o segundo maior gerador de eletricidade do mundo, com potencial de destronar os combustíveis fósseis até 2030. 

Segundo o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, o relatório é um indicativo da consolidação da indústria de energia renovável. "Ela não é mais um nicho, tornou-se um combustível mainstream", disse ele ao jornal The Guardian.

O estudo aponta que 60 por cento de todos os novos investimentos em energia está sendo canalizando em projetos de geração renovável, apesar dos US$ 490 bilhões em subsídios que os combustíveis fósseis receberam no ano passado.

A inclinação do mundo para fontes de energia mais limpas é um sinal promissor que chega a poucas semanas da cúpula do clima da ONU em Paris, onde diplomatas de quase 200 países vão elaborar um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases-estufa.

Apesar do crescimento, as energias renováveis continuam a representar apenas uma pequena fração do consumo de energia global. Muito mais deve ser feito para descarbonizar o fornecimento de energia global, advertem os analistas a Agência.

Seu ritmo de expansão precisa acelerar se quisermos evitar os piores efeitos das mudanças climáticas associados a um aumento superior a 2ºC na temperatura do Planeta.

Para se ter ideia, um estudo divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que os governos dos principais países industrializados fornecem mais de US$ 450 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis.

Isso é quase quatro vezes os subsídios mundiais para a expansão das energias renováveis, que totalizou US$ 121 bilhões em 2013, segundo dados da AIE.

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