2026


Imagem: GMM's

Redução das substâncias químicas nocivas e condições atmosféricas favoráveis marcam o segundo ano seguido de resultados abaixo da média histórica, segundo a Organização Meteorológica Mundial

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida voltou a surpreender positivamente cientistas e organizações ambientais ao redor do mundo. De acordo com o mais recente Boletim de Ozônio divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno registrado em 2025 foi um dos menores tamanhos registrados em décadas, consolidando uma tendência que reforça o sucesso das políticas internacionais voltadas à proteção dessa camada essencial para a vida no planeta. 

Segundo o boletim, o buraco do ano passado foi o quarto ou quinto menor desde 1992, ano em que passaram a ser monitorados de forma sistemática os padrões mais severos de destruição da camada de ozônio. Mais do que isso, foi o segundo ano consecutivo em que tanto a profundidade quanto a extensão do buraco ficaram significativamente abaixo da média registrada entre 1990 e 2010 — um indicativo de que a recuperação não foi um evento isolado, mas parte de uma trajetória consistente. 


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Um fenômeno cada vez mais raro e mais curto
Dados complementares divulgados por agências como NASA, NOAA e o Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (CAMS) ajudam a dimensionar esse avanço. De acordo com essas instituições, o buraco de 2025 apresentou a menor extensão e duração desde 2019, encerrando-se de forma antecipada em relação aos quatro anos anteriores. 

As medições, no entanto, variam ligeiramente conforme o método utilizado: enquanto o CAMS registrou uma área máxima de aproximadamente 21 milhões de km², a NASA apontou algo em torno de 22,8 milhões de km² — diferenças explicadas pelos instrumentos e algoritmos distintos utilizados por cada instituição. Ainda assim, ambos os números confirmam uma redução expressiva frente aos buracos observados no início da década, quando a extensão média chegava a superar os 26 milhões de km².

A concentração mínima de ozônio em 2025 também trouxe um sinal positivo: o índice mais baixo registrado foi de 147 Unidades Dobson, medida usada para calcular a densidade atmosférica de ozônio. O valor, embora ainda represente uma perda significativa em relação ao normal, está bem acima dos patamares observados entre 2020 e 2023, período em que os níveis frequentemente despencavam para menos de 100 Unidades Dobson.


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Protocolo de Montreal segue como principal responsável pelo avanço
Boa parte do mérito por essa recuperação recai sobre o Protocolo de Montreal, tratado internacional firmado em 1989 que estabeleceu metas globais para eliminar gradualmente a produção e o consumo das chamadas Substâncias Destruidoras de Ozônio (SDOs) — compostos químicos, como os antigos CFCs usados em aerossóis e sistemas de refrigeração, que corroem a camada protetora da atmosfera.

Segundo especialistas ouvidos por veículos internacionais, a redução contínua dessas substâncias, combinada a condições meteorológicas menos propícias à destruição do ozônio em 2025, foi determinante para o resultado positivo do ano. O cientista da NASA Paul Newman chegou a afirmar que, sem os avanços obtidos nas últimas décadas, o buraco deste ano teria sido consideravelmente maior — da ordem de milhões de quilômetros quadrados a mais do que o observado.

Vale lembrar que o comportamento do buraco de ozônio não segue uma linha reta de melhora ano após ano. Entre 2020 e 2023, por exemplo, o fenômeno voltou a apresentar dimensões relativamente grandes, muito provavelmente em decorrência de fatores como erupções vulcânicas no Pacífico Sul e alterações na circulação estratosférica ligadas às mudanças climáticas. Isso mostra que, apesar da tendência geral ser de recuperação, o processo ainda está sujeito a oscilações naturais de curto prazo.


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Por que isso importa para a saúde e para o planeta
A camada de ozônio funciona como um verdadeiro escudo natural da Terra, filtrando grande parte da radiação ultravioleta (UV) nociva emitida pelo Sol. Sua degradação está diretamente associada ao aumento de casos de câncer de pele, catarata e outros problemas de saúde ligados à exposição solar excessiva, além de causar danos a ecossistemas sensíveis e impactos negativos na agricultura em escala global.

Justamente por isso, o boletim da OMM chama atenção para um ponto que pode passar despercebido em meio às boas notícias: mesmo com a recuperação da camada de ozônio, o índice de radiação UV vem aumentando em algumas regiões do planeta. Desde meados da década de 1990, por exemplo, a radiação UV cresceu em até 20% em partes da Europa — um efeito atribuído principalmente à redução da cobertura de nuvens e ao aumento da insolação, e não à espessura da camada de ozônio em si. O próprio boletim reforça que, diante desse cenário, medidas de proteção contra a radiação solar continuam sendo fundamentais para a saúde pública.


Imagem: GMM's

Quando a camada de ozônio deve se recuperar totalmente
As projeções mais recentes de organizações como a ONU indicam um horizonte relativamente próximo para a recuperação completa da camada de ozônio, desde que as políticas ambientais atuais sejam mantidas. A expectativa é que isso ocorra até 2066 na região da Antártida, até 2045 no Ártico e até 2040 no restante do planeta.

Em nota sobre o tema, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que a recuperação da camada de ozônio comprova que o progresso é possível quando as nações levam a sério os alertas da ciência — uma mensagem que ganha ainda mais peso em um momento em que o mundo discute outras crises ambientais urgentes, como as mudanças climáticas.

Especialistas da própria OMM, no entanto, fazem questão de frisar que os resultados positivos não devem gerar acomodação. O monitoramento contínuo do fenômeno segue sendo essencial para garantir que as políticas de proteção à camada de ozônio permaneçam eficazes nas próximas décadas — e para assegurar que o planeta continue no caminho certo rumo à restauração completa desse escudo natural.

               Nesse Globo interativo você poderá girar com o mouse para vê exatamente onde fica o maior buraco da Camada de Ozônio.

Carregando o globo…
Área aproximada do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida (temporada 2025) — arraste com o mouse para girar o globo.

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Para muitos, um vulcão ativo é um símbolo de destruição iminente. No entanto, para a Costa Rica, o Vulcão Arenal é exatamente o oposto: um motor de vida, prosperidade econômica e um dos pilares da sustentabilidade do país. Localizado no coração do Parque Nacional Volcán Arenal, na província de Alajuela, este cone quase perfeito de 1.670 metros não é apenas uma paisagem de cartão-postal; ele é a força vital que transformou uma região rural esquecida em um dos destinos mais vibrantes do planeta.

O Despertar que Mudou a História
A relação moderna da Costa Rica com o Arenal foi forjada no fogo. Em 29 de julho de 1968, após séculos de dormência, o vulcão entrou em erupção violenta, alterando para sempre a topografia e a demografia da região. Embora tenha sido um evento trágico, ele marcou o início de uma nova era.

O que se seguiu foi uma transformação fascinante. A atividade constante do vulcão entre 1968 e 2010 atraiu cientistas, aventureiros e viajantes de todo o mundo, colocando a pequena cidade de La Fortuna no mapa global. Hoje, o Arenal é o exemplo máximo de como uma nação pode transformar um risco geológico em uma oportunidade de conservação e desenvolvimento sustentável.


O Pulmão Econômico e o Turismo de Aventura
O impacto econômico do Arenal é incomensurável. Ele é o epicentro do ecoturismo costarriquenho. A presença do vulcão gerou um ecossistema de serviços que inclui:

  • Termalismo: Graças à atividade geotérmica, a região abriga dezenas de fontes de águas termais naturais, que são a base de uma indústria de bem-estar e luxo que atrai milhões de dólares anualmente.
  • Biodiversidade: O microclima criado pela altitude e pelas cinzas vulcânicas (que fertilizam o solo de forma extraordinária) sustenta uma variedade impressionante de fauna e flora, transformando a área em um laboratório vivo para biólogos.
  • Turismo Ativo: Caminhadas sobre antigas línguas de lava, observação de aves e esportes náuticos no Lago Arenal dependem diretamente da majestosa presença do vulcão.


Energia Limpa e Sustentabilidade
Para além do turismo, o Arenal desempenha um papel estratégico na matriz energética da Costa Rica, que é uma das mais limpas do mundo. O Lago Arenal, ampliado artificialmente na década de 1970 aos pés do vulcão, abriga uma usina hidrelétrica que produz uma parcela significativa da eletricidade do país.


Além disso, o potencial de energia geotérmica da região é um campo de estudo e exploração constante, alinhando-se à meta nacional de descarbonização. O vulcão, portanto, não apenas atrai visitantes, mas também ajuda a manter as luzes da Costa Rica acesas sem agredir o meio ambiente.

Um Símbolo de Resiliência
O Vulcão Arenal é, acima de tudo, um lembrete da força da natureza e da capacidade humana de adaptação. Ele ensinou à Costa Rica a importância de respeitar os ciclos da Terra. Hoje, mesmo em um período de repouso (sem erupções ativas de lava), sua silhueta imponente continua a ditar o ritmo da região.

Proteger o Arenal e seu parque nacional não é apenas uma questão de conservação ambiental; é proteger a própria identidade costarriquenha — uma mistura de respeito sagrado pela natureza e uma visão inteligente de futuro.

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Fonte: Izabelly Mendes.

O urbanismo sustentável vai além da preservação ambiental e do planejamento urbano eficiente: ele também se conecta diretamente à infraestrutura social, garantindo que todos os cidadãos tenham acesso a serviços essenciais, habitação digna, educação, saúde e espaços de convivência. Integrar sustentabilidade e infraestrutura social é fundamental para construir cidades justas, inclusivas e resilientes.

A infraestrutura social compreende sistemas de abastecimento de água, saneamento básico, transporte coletivo, habitação, saúde, educação e lazer. Quando planejada de forma sustentável, essa infraestrutura reduz desigualdades, promove qualidade de vida e fortalece o bem-estar coletivo, integrando desenvolvimento urbano, justiça social e proteção ambiental.

O urbanismo sustentável prioriza cidades compactas, conectadas e acessíveis, onde serviços essenciais estão próximos das residências. Essa organização reduz deslocamentos longos, incentiva transporte sustentável, diminui poluição e contribui para hábitos mais saudáveis, integrando eficiência urbana e qualidade de vida.

A inclusão social é um aspecto central. Projetos de habitação popular, escolas, centros de saúde e espaços públicos acessíveis garantem que pessoas de diferentes idades, condições socioeconômicas e capacidades físicas possam usufruir dos benefícios da cidade, promovendo equidade e cidadania.

Áreas verdes, praças e espaços de lazer integrados à infraestrutura social também têm papel fundamental. Elas oferecem ambientes para convivência, atividades físicas e educação ambiental, fortalecendo vínculos comunitários, bem-estar e consciência ambiental.

A tecnologia potencializa a gestão da infraestrutura social no urbanismo sustentável. Sensores urbanos, plataformas digitais e sistemas de monitoramento em tempo real permitem otimizar recursos, detectar problemas e priorizar investimentos, tornando a cidade mais eficiente, transparente e resiliente.

Além disso, a participação cidadã fortalece a sustentabilidade social. Moradores envolvidos ajudam a identificar necessidades, fiscalizar políticas públicas, propor soluções e adotar práticas sustentáveis, garantindo que a infraestrutura social atenda às reais demandas da população.

O planejamento urbano sustentável que integra infraestrutura social também aumenta a resiliência da cidade. Sistemas de transporte, habitação e serviços planejados reduzem vulnerabilidades diante de desastres naturais, crises climáticas ou situações de emergência, protegendo a população e garantindo a continuidade dos serviços essenciais.

 
Em síntese, urbanismo sustentável e infraestrutura social são inseparáveis na construção de cidades inclusivas e resilientes. Ao combinar planejamento urbano, sustentabilidade ambiental, tecnologia e equidade social, as cidades se tornam mais humanas, eficientes e preparadas para os desafios do futuro.

 

Via: Obras 10

Fonte: Izabelly Mendes.

A educação urbana para a consciência ambiental é um elemento essencial na construção de cidades mais sustentáveis, equilibradas e responsáveis. Em um cenário de crescente urbanização e intensificação dos impactos ambientais, torna-se fundamental capacitar os cidadãos para compreenderem o papel que exercem no espaço urbano e a importância de suas ações para a preservação do meio ambiente.

A consciência ambiental urbana envolve o entendimento das relações entre o cotidiano da cidade e os impactos gerados no meio ambiente. Consumo excessivo, descarte inadequado de resíduos, desperdício de água e energia e uso intensivo do transporte motorizado são práticas comuns que afetam diretamente a sustentabilidade urbana. A educação surge como ferramenta estratégica para transformar hábitos e promover atitudes mais responsáveis.

A educação urbana para a consciência ambiental deve estar presente desde a infância, integrando o ensino formal e informal. Escolas, universidades e centros comunitários desempenham um papel fundamental ao abordar temas como gestão de resíduos, mobilidade sustentável, preservação de áreas verdes e uso consciente dos recursos naturais. A vivência prática, por meio de projetos comunitários e ações educativas, fortalece o aprendizado e estimula o engajamento social.

No ambiente urbano, a educação ambiental também precisa alcançar a população adulta. Campanhas públicas, oficinas, eventos culturais e uso de mídias digitais são estratégias eficazes para disseminar informações e incentivar práticas sustentáveis. Quando a população compreende os impactos de suas escolhas, torna-se mais participativa e colaborativa na implementação de políticas públicas ambientais.

A consciência ambiental urbana está diretamente relacionada ao fortalecimento da cidadania. Cidadãos conscientes tendem a valorizar os espaços públicos, respeitar normas ambientais e cobrar ações sustentáveis dos gestores públicos. Essa participação ativa contribui para uma governança urbana mais transparente e comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Outro aspecto relevante é a relação entre educação urbana e justiça socioambiental. A educação ambiental ajuda a evidenciar como os impactos ambientais afetam de forma desigual diferentes grupos sociais, especialmente os mais vulneráveis. Ao compreender essas desigualdades, a sociedade passa a buscar soluções mais justas e inclusivas, promovendo equidade no acesso aos recursos e aos serviços urbanos.

A tecnologia pode ampliar o alcance da educação urbana para a consciência ambiental. Plataformas digitais, aplicativos educativos e redes sociais facilitam o acesso à informação e estimulam a troca de experiências entre cidadãos. Essas ferramentas potencializam a mobilização social e fortalecem a cultura da sustentabilidade nas cidades.

Além disso, a educação urbana contribui para a formação de cidades resilientes. Populações informadas e conscientes estão mais preparadas para lidar com desafios como mudanças climáticas, escassez de recursos e eventos extremos. A educação fortalece a capacidade de adaptação e resposta coletiva frente às adversidades ambientais. 

Em síntese, a educação urbana para a consciência ambiental é um pilar indispensável da sustentabilidade urbana. Ao promover conhecimento, engajamento e responsabilidade coletiva, ela contribui para a construção de cidades mais conscientes, participativas e comprometidas com a preservação do meio ambiente e a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Fonte: Izabelly Mendes.

O planejamento urbano sustentável é um dos principais instrumentos para a construção de cidades mais humanas, inclusivas e ambientalmente responsáveis. Ao integrar desenvolvimento urbano, preservação ambiental e bem-estar social, esse modelo de planejamento contribui para a criação de espaços urbanos equilibrados e preparados para os desafios contemporâneos.

A importância do planejamento urbano sustentável
Planejar o crescimento das cidades de forma sustentável significa antecipar impactos, otimizar recursos e promover qualidade de vida. O planejamento urbano sustentável orienta o uso do solo, a organização da infraestrutura e a preservação ambiental, garantindo cidades mais eficientes e resilientes.

Esse processo é essencial para evitar problemas como expansão desordenada, degradação ambiental e desigualdades sociais.

Cidades mais humanas e inclusivas
O planejamento urbano sustentável prioriza as pessoas. A criação de espaços públicos acessíveis, seguros e bem distribuídos estimula a convivência social e fortalece o senso de pertencimento. Calçadas adequadas, áreas de lazer, equipamentos públicos e mobilidade ativa tornam as cidades mais humanas.

Esse modelo promove inclusão social e acesso equitativo aos serviços urbanos.

Integração entre áreas verdes e espaço urbano
As áreas verdes desempenham papel fundamental no planejamento urbano sustentável. Parques, praças, corredores ecológicos e arborização urbana contribuem para o equilíbrio ambiental, a melhoria do microclima e a qualidade do ar.

Integrar o verde ao espaço urbano fortalece a relação entre cidade e natureza.

Mobilidade sustentável e organização urbana
A mobilidade urbana sustentável é um dos pilares do planejamento urbano moderno. A priorização do transporte público, ciclovias e deslocamentos a pé reduz congestionamentos, emissões de poluentes e melhora a qualidade de vida urbana.

Cidades bem planejadas facilitam o deslocamento e reduzem a dependência do transporte individual.

Planejamento e inovação tecnológica
A tecnologia é uma aliada do planejamento urbano sustentável. Ferramentas digitais, sistemas de informação geográfica e análise de dados auxiliam na tomada de decisões mais eficientes e transparentes. A inovação tecnológica fortalece a gestão urbana e amplia a capacidade de planejamento.

Esses recursos contribuem para cidades mais inteligentes e sustentáveis.

Benefícios ambientais, sociais e econômicos
O planejamento urbano sustentável gera benefícios amplos. Além de reduzir impactos ambientais, promove desenvolvimento econômico equilibrado, atrai investimentos e melhora a qualidade de vida da população.

Esses resultados reforçam a importância de políticas públicas integradas e de longo prazo.

Construindo o futuro das cidades
Construir cidades mais humanas e verdes exige planejamento, compromisso e participação coletiva. Ao adotar o planejamento urbano sustentável, gestores e instituições contribuem para ambientes urbanos mais resilientes, inclusivos e preparados para o futuro. 

Esse modelo reafirma o compromisso com cidades que colocam as pessoas e o meio ambiente no centro do desenvolvimento urbano.

Via: Obras 10

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