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RONALD GRANT
Uma criatura amarela que mora na floresta e não tem cérebro, mas é capaz de pensar


Que tal começarmos com um teste rápido.
Você está perdido em uma enorme loja que parece um labirinto e não sabe como sair dela. A quem você pede ajuda?

Pergunta 2: Você está redigindo um documento de política para assessorar o governo dos Estados Unidos sobre como governar suas fronteiras nacionais. Onde você procura conselhos?

Última pergunta: Você precisa desenhar um mapa da teia cósmica, como você faz isso?

Existem, é claro, várias respostas para essas perguntas, mas em todos os casos você poderia ser inspirado por um organismo: o bolor limoso, que também pode ser conhecido por muitos nomes diferentes.

Sendo cientificamente preciso ele não é exatamente um bolor...

"O bolor é uma divisão do mundo dos fungos, mas o bolor limoso é na verdade um protista (não é um animal, planta ou fungo) - é essencialmente uma célula gigante", diz o biólogo Merlin Sheldrake, autor do livro Entangled Life, que aborda o tema.

O bolor limoso é um plasmódio, ou seja, uma célula que contém muitos núcleos. Então, ao contrário da maioria dos organismos unicelulares, você não precisa de um microscópio para vê-lo.

E essa única célula é capaz de tecer vastas redes exploratórias feitas de tentáculos semelhantes a veias que podem se estender até um metro.

A estrela entre todos
Existem cerca de 900 espécies de bolor limoso, mas vamos nos concentrar no Physarum Polycephalum, que literalmente quer dizer "bolor de várias cabeças". Ele também é conhecido como "blob" (referindo-se ao clássico filme de 1958 The Blob).

GETTY IMAGES
Clássico filme The Blob serviu de inspiração para nomear popularmente o bolor limoso

Por que os cientistas do mundo estão tão empolgados com essa espécie em particular?

"Ele se tornou um organismo emblemático de resolução de problemas. É fácil de cultivar e cresce rápido, o que é uma das razões pelas quais tem sido tão bem estudado", explica Sheldrake.

"Mas acima de tudo, seus comportamentos são extraordinários."

Ele pode fazer todos os tipos de coisas.

"Explorar, resolver problemas, adaptar-se a novas situações, tomar decisões entre cursos alternativos de ação - e tudo sem cérebro!"

Como ele faz isso?
"O Physarum é sensível ao gradiente químico, então pode crescer em direção a sinais químicos ou ficar longe dos pouco atraentes".

"Primeiro, ele tende a crescer em todas as direções ao mesmo tempo. E então, quando encontra comida, ele se retrai e forma as conexões entre suas fontes de alimento."

É um pouco como se você estivesse no deserto e precisasse procurar água. Você tem que escolher apenas uma direção para caminhar.

O Physarum Polycephalum pode "andar" em todas as direções ao mesmo tempo até encontrar alimentos; depois encolhe os ramos que não encontraram nada e fortalece os que encontraram, através de uma série de contrações químicas.

SCIENCE PHOTO LIBRARY
Em um experimento memorável, "blob" aprendeu a "ignorar" os químicos colocados para bloquear seu caminho para a comida. Esse comportamento sugere uma forma primitiva de memória, e ninguém sabe como ela realiza essa façanha

"Nunca deixa de me surpreender que eles possam usar essas contrações para fazer esse tipo de cálculo analógico, para integrar informações sem precisar de um cérebro. Que sua coordenação ocorra em todos os lugares ao mesmo tempo e em nenhum lugar em particular."

Uma rede ferroviária no Japão
Tudo isso significa que o "blob" é capaz, em termos humanos, de resolver problemas, fazer redes, navegar em sistemas e labirintos com uma eficiência incrível.

Há um estudo japonês icônico de 2010, quando o Physarum traçou a rede ferroviária da Grande Tóquio, e para isso precisou somente de uma pequena placa de Petri e um punhado de aveia.

Segundo os estudos, o Physarum adora aveia, é a sua comida preferida.

"Então, eles modelaram a área da Grande Tóquio colocando copos de aveia nos centros urbanos e depois o lançaram. Ao longo de algumas horas, havia formado uma rede eficiente que conectava os copos de aveia, e essa rede parecia muito com a rede de metrô existente na área da Grande Tóquio", detalha o estudo.

O Physarum havia estabelecido, em questão de horas, uma rede eficaz que levou décadas para ser feita na vida real.

TIM TIM / WIKIPEDIA
Adaptação da ilustração do estudo do professor Toshiyuki Nakagaki sobre a criação e otimização de redes por parte do P. polycephalum.

O "blob" no universo
Após o estudo de Tóquio, experimentos com Physarum Polycephalum decolaram em todo o mundo, para projetar novas redes de transporte urbano ou encontrar rotas eficazes de evacuação de incêndio, até mesmo mapear a teia cósmica... o que parece estranho, mas ocorreu.

Uma equipe de cientistas fez uma simulação digital traçando as localizações das 37.000 galáxias conhecidas.

Então, um algoritmo inspirado no "blob", adaptado da placa de Petri para trabalhar em três dimensões, foi liberado em um banquete virtual onde as galáxias estavam representadas por pilhas de copos de aveia digital, por assim dizer.

A partir daí, o algoritmo produziu um mapa digital em 3D da teia cósmica subjacente, visualizando os fios em grande parte invisíveis de matéria que os astrofísicos acreditam que unem as galáxias do universo.

Eles compararam com dados do Telescópio Espacial Hubble, que detecta traços da teia cósmica, e descobriram que tudo combinava em grande parte.

Portanto, parece haver uma estranha semelhança entre as duas redes, a rede de "blob" formada pela evolução biológica e as de estruturas no cosmos criadas pela força primordial da gravidade.

NASA, ESA Y J. BURCHETT Y O. ELEK (UC SANTA CRUZ)
Os astronômos apelaram à criatividade ao tentar rastrear a indescrítivel teia cósmica, a coluna vertebral do cosmos. As imagens mostram algumas das galáxias das quais o "blob" se "alimentou" (representadas em amarelo) e os fios de conexão da rede cósmica (roxo) sobrepostos

Os "blobs" acadêmicos
Vamos voltar para a dura realidade daquele pequeno ponto azul no espaço que é o nosso mundo.

O Physarum também pode nos ajudar com problemas que vão além do mapeamento e da criação de redes, como para coisas humanas mais complexas, como formulação de políticas e governança.

"De certa forma, os Physarum são economistas, em termos de alcançar um ótimo universo", diz o filósofo experimental Jonathon Keats.

Em 2018, ele foi ao Hampshire College, em Massachusetts, EUA, com uma ideia.

"Propus que os "blobs" fossem nomeados como professores visitantes, com a ideia de ter um grupo desses especialistas no campus para refletir sobre alguns dos problemas mais desafiadores do mundo."

Foi o primeiro programa acadêmico do mundo para uma espécie não humana e foi chamado de Consórcio Plasmodium.

Página de universidade americana tem área dedicada ao consórcio

Os polycephalies de Physarum se tornaram estudiosos, com direito a escritório.

"Não tem janelas, mas os "blobs" não gostam muito de luz, então do ponto de vista deles foi bom, e logo que eles se instalaram lá, pudemos começar."

Eles modelaram os problemas humanos de maneira que os blobs pudessem "entendê-los" para obter sua perspectiva imparcial.

"Os Physarum são superorganismos: eles são um apesar de serem muitos. Portanto, eles são mais objetivos do que nós quando se trata de assuntos humanos."

Eles começaram com as questões usuais de rede e mapeamento, distribuição e transporte, antes de passar para algumas preocupações políticas maiores, "desde políticas de drogas até questões de nosso uso de recursos", observa Keats.

O muro de Trump
Talvez os experimentos mais polêmicos tenham sido aqueles que exploraram a política de fronteira internacional.

"Criamos um mundo simplificado, que é realmente o que qualquer um faz quando está criando qualquer tipo de modelo (os economistas fazem isso o tempo todo)."

"O que fizemos foi pegar uma das condições mais fundamentais: um lugar tem alguma coisa, outro lugar tem outra coisa, e cada lugar quer proteger o que tem contra o outro."

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O "blob" com seu prato preferido: aveia

Eles usaram dois recursos essenciais para os "blobs", proteína e açúcar, e os espalharam em uma placa de Petri, cada um em um lado oposto, e tentaram com uma parede entre eles e também sem ela, deixando Physarum descobrir o que fazer com esses recursos.

"Eles não apenas sobreviveram, mas prosperaram no caso de não haver muro e floresceram mais na área de fronteira", explica o pesquisador.

"Então escrevemos uma carta para Kirstjen Nielsen, que era a Secretária de Segurança Nacional nos EUA na época, e também enviamos para as Nações Unidas e muitos outros órgãos governamentais, dizendo a eles que as fronteiras não são uma boa ideia e que devemos superar o medo para reconhecer como ter fronteiras abertas beneficia a todos."

Absurdo?
É claro que esses problemas internacionais multifacetados não podem ser reduzidos a algumas poucas placas de Petri.

Mas o ponto é que esses experimentos são deliberadamente exagerados para nos desafiar a pensar de novas maneiras.

"O consórcio Plasmodium é, em certo sentido, absurdo. As pessoas riem quando ouvem que os "blobs" montaram um grupo de especialistas em colaboração com humanos em uma universidade nos Estados Unidos porque simplesmente não é assim que as coisas são feitas."

Mas acho que também há algo muito sério por trás disso. O Physarum têm uma inteligência excepcional, então precisamos incorporar algumas das ideias que obtemos ao observar como eles se comportam, pensando em nós mesmos de maneiras que não tínhamos feito antes", declara o pesquisador.

Esse é o aspecto mais atraente de tudo isso. Que um organismo sem cérebro pode nos ensinar a ser mais objetivos, a pensar mais a longo prazo, e que pode abordar um problema de uma maneira que simplesmente não pensaríamos.

E no caso de alguns enigmas, como mapear o cosmos, pode ser mais rápido do que a gente.

Tudo isso põe em dúvida nossas definições humanas de inteligência.

SCIENCE PHOTO LIBRARY
Do fundo de nossas hierarquias, Physarum é considerado um desafio que tem sido cada vez mais estudado

"Nossa visão hierárquica da inteligência com humanos no topo da Grande Pirâmide revela o narcisismo de nossa espécie", afirma Sheldrake.

"Pensar sobre o mundo sem usar a nós mesmos como o padrão pelo qual todos os outros seres vivos devem ser julgados pode ajudar a amortecer algumas das hierarquias que sustentam o pensamento moderno", completa.

Essas hierarquias significam que nós, Homo sapiens, temos uma opinião incrivelmente alta de nós mesmos, e isso tem nos ajudado a chegar longe.

Mas talvez isso já tenha cumprido o seu propósito.

"Acho que nós, humanos, temos a necessidade de acreditar em um tipo de superioridade. Essa alta autoestima tem sido o motor da dominação. Temos sido capazes de fazer mais e isso é um resultado de acreditar que podemos mais", aponta Keats. .

"Mas estamos chegando a um limite, ao ponto em que essa forma de pensar está piorando o mundo para nós e para outras espécies. Então é hora de repensar."

E um catalisador para esse repensar é o Physarum Polycephalum, um protista de uma única célula sem cérebro que fica na parte inferior dessa hierarquia, de onde pode abalar todo o sistema.

* Este artigo é baseado no episódio "Slime mould and Problem solving" da série NatureBang da BBC.
- Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62703311

Além de bonito é um gado milenar.


você vai conhecer a raça bovina Barrosã, considerada a mais bonita do mundo.

Barrosã, conheça o boi mais belo do mundo.
O Barrosã é considerado o mais belo entre todos os bovinos e têm registros de sua existência pelo menos há mais de dez mil anos.

Alguns autores informam que a origem da existência da raça é do norte da África. Animais de características parecidas, principalmente no tamanho e na espessura dos chifres já existiam por lá.

O gado migrou para a península ibérica e a expansão da raça aconteceu posteriormente no Planalto Barroso, norte de Portugal. Local que deu origem ao nome da raça.

Carne Barrosã certificada

O animal da raça possui uma carne saborosa e macia. Que tem sido explorada cada vez mais a partir do momento em que se tornou Carne Barrosã – Produto Certificado de Origem Protegida.

O Barrosã, possui a certificação exclusiva de suas vitelas quando os animais são abatidos entre os 5 e 9 meses de idade, pesando até 130 kg. Além disso, os touros são ótimos reprodutores e seus sêmens podem ser coletados a partir dos 16 meses.

Raça como troféu

Em Portugal, nas tradicionais chegas, é possível ver a disputa entre dois touros da raça de aldeias distintas. O boi vencedor é desfilado como troféu decorado com flores e bandeirolas, com a finalidade de simbolizar a força cultural e econômica daquele povo.

Além das festividades que acontecem geralmente aos domingos, ainda é possível encontrar diversos exemplares do animal no tradicional concurso anual da raça.

O boi mais belo do mundo, não está no Brasil
O Barrosã é considerado um animal dócil de características marcantes. Sua pelagem de cor cereja é curta e fina, e nas regiões dos olhos e pálpebras apresentam cores mais claras.

Contudo, no Brasil não foram encontradas fazendas de criação do Barrosã. A raça ainda continua sendo principalmente desenvolvida com mais força no país de origem.

A Amiba (Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã) é a responsável pelo registro oficial e genealógico dos animais.


No meio de uma região de selva fechada em Belize, existe uma caverna que por muitos anos foi utilizada pelos maias para reencenar a história da criação. A Actun Tunichil Muknal (caverna ATM) é uma entrada para Xibalba, o submundo sagrado dos maias.

Xibalba é descrito na mitologia maia como um lugar no mundo inferior onde espíritos de doenças e morte reinam. Segundo o Popol Vuh — algo como “livro da comunidade”, é um dos principais registros culturais dos maias —, seria uma corte abaixo da superfície da Terra associada à morte e com doze deuses ou governantes poderosos conhecidos como os Senhores de Xibalba. A caverna ATM era utilizada como uma representação deste local.

Uma oferenda aos deuses do submundo
Esqueleto de uma pessoa que foi utilizada durante um sacrifício maia na caverna ATM.

Os primeiros estudos levaram os pesquisadores a concluir que a caverna ATM era um local utilizado para que os maias se conectassem com suas divindades. Mas foi somente em 2021, que um grupo de arqueólogos liderados por Holley Moyes e Jaime J. Awe conseguiu construir uma imagem das cerimônias religiosas que aconteciam ali.

De acordo Moyes e Awe, os maias estavam usando a caverna para encenar reconstituições teatrais elaboradas e mortais do mito da criação. Não existem relatos sobre o que realmente acontecia nestas cerimônias, nem sua principal motivação. A principal teoria é que os maias estavam pedindo um “renascimento” do mundo para os deuses durante um período de forte seca.

No mito da criação Popol Vuh, duas figuras divinas conhecidas como os Heróis Gêmeos vão ao submundo para acalmar os Senhores de Xibalba e desafiá-los para um jogo. Os gêmeos perdem e são prontamente sacrificados, mas acabam sendo vingados por outros heróis. Um destes heróis vingado renasce como o Deus do Milho, que dá origem a toda a vida humana.

Evidências dentro da caverna ATM sugerem que é esse mito que os maias estavam reencenando. “Os maias devem ter acreditado que os senhores de Xibalba estavam triunfando de alguma forma durante o período de seca”, disse Moyes. “Os Senhores de Xibalba não têm permissão para ter coisas boas, e quase tudo o que encontramos na caverna está quebrado, o que me faz pensar que devem ser oferendas para divindades do submundo”.

Dentro da caverna
Entrada da caverna ATM.

A caverna ATM, que hoje é aberta a visitação, possui alguns rios que se espalham por dentro. Em determinados pontos, é necessário nadar para poder avançar. Os pesquisadores acreditam que era assim também com os maias, que provavelmente precisavam nadar com tochas acesas. Por mais de 1.000 anos, os 5 quilômetros de túneis da ATM permaneceram intactos. Sua descoberta aconteceu em 1986, por moradores da região. Pouco tempo depois os primeiros esqueletos foram encontrados pelo hidrólogo e espeleólogo Thomas Miller.

Por ser um sítio arqueológico que se manteve intocado por séculos, ele logo se tornou objeto de muitos estudos, oferecendo aos cientistas um vislumbre único da religião e sociedade maia de cerca de 700 a 900 a.C.. Ao chegar à câmara principal, é possível se deparar com uma parte importante da história dos maias. Quase 1.500 objetos e fragmentos foram registrados até agora, além de 21 esqueletos humanos.


Você já parou para pensar há quanto tempo a água existe no Universo? Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, pode ajudar a responder essa questão.

De acordo com os pesquisadores, a substância é muito mais antiga do que imaginamos. Para ter uma noção, a equipe foi capaz de detectar sinais de água e monóxido de carbono em uma galáxia a 12.880 bilhões de anos-luz da Terra.

Isso sugere que a água já existia quando o Universo era apenas um recém nascido, com 780 milhões de anos. Estima-se que ele tenha hoje quase 14 bilhões de anos.

A galáxia em questão recebe o nome de SPT0311-58. Ela é super massiva e parece ser o produto de duas galáxias que, há mais de 12 bilhões de anos, estavam prestes a colidir.

As detecções foram feitas a partir do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um observatório localizado no Deserto do Atacama, no Chile. Os cientistas identificaram a presença de água na galáxia a partir da análise da poeira cósmica.

Imagem: Erda Estremera/Unsplash/Reprodução

A poeira cósmica absorve a radiação ultravioleta das estrelas e a reemite como fótons infravermelhos, estimulando as moléculas e provocando uma emissão de água que os cientistas conseguem enxergar.

O estudo, publicado no The Astrophysical Journal, sugere ainda que a água se formou ao mesmo tempo em que surgiram os primeiros elementos pesados. Estes, por sua vez, são criados no centro de estrelas a partir da fusão nuclear.

Além disso, a água e o monóxido de carbono são substâncias químicas essenciais para a existência de vida. Ter eles presentes nos primórdios do Universo é extremamente significativo.

Seus olhos, que são verdes e brilhantes, ficam na parte interna de sua cabeça; veja imagens desta peculiar espécie!

O peixe olho de barril - Divulgação/ MBARI

Nessa semana, pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), da Califórnia, publicaram imagens de um animal marinho conhecido como barreleye, ou olho de barril.

Seu nome, um tanto quanto curioso, faz referência a uma característica ímpar da espécie: seus verdes e brilhantes olhos ficam na parte interna do animal, que possui uma cabeça translúcida.

O que torna o peixe ainda mais único é que acima de sua boca, onde normalmente ficariam os olhos da maioria das espécies, ele possui apenas dois pequenos orifícios, órgãos olfativos, que o auxiliam a identificar a presença de outros seres vivos na água.

O peixe olho de barril / Crédito: Divulgação/MBARI

O peixe olho de barril foi identificado durante uma expedição na Baía de Monterey, na costa da Califórnia, na semana passada, em uma profundidade de cerca de 700 metros. Entretanto, a espécie já é conhecida desde 1939, segundo aponta um artigo da CNET.

Até 2019, de acordo com o Daily Mail, pesquisadores acreditavam que o peixe possuía um olho fixo, que só permitia que ele enxergasse para cima, em direção ao topo de sua cabeça. Porém, agora, sabe-se que seus olhos possuem um movimento de rotação muito mais complexo, sendo que ele pode enxergar até mesmo através da boca.

Segundo os especialistas, seus olhos são conhecidos como tubulares, típicos de criaturas que vivem no fundo do mar. Eles são compostos por uma retina multicamadas e uma "grande lente" — o que permite que eles detectem a maior quantidade de luz possível vinda de uma direção.

Os biólogos também descobriram que o olho de barril usa suas nadadeiras grandes e planas para permanecer imóvel na água, o que permite que ele se camufle no fundo do mar e não seja avistado por predadores.

Embora se alimente de pequenos peixes e plânctons, o peixe olho de barril — que pode medir até 15 centímetros — tem nas medusas sua comida favorita.

O peixe foi avistado por um veículo controlado remotamente (ROV) por profissionais da MBARI, que dizem já terem realizado mais de 5.600 mergulhos e terem capturado mais de 27.600 horas de vídeo, sendo que a espécie só foi avistada em apenas nove ocasiões.

Silkie Chicken é espécie de galinha chinesa explorada na agricultura ornamental ou como animal de estimação

A Galinha Sedosa é uma raça que chama atenção pelo visual exótico. Com plumas que dão um aspecto "peludo" e um formato de coração, ela é muito usada como animal de estimação e na agricultura ornamental. A Silkie Chicken, nome verdadeiro da espécie, embora seja de origem chinesa, também é conhecida (erroneamente) como Sedosa do Japão. Por baixo das penas, sua pele pode ser azul ou preta e o preço, quando adulta, pode chegar a 400 reais.

Para saber mais sobre essa espécie inusitada, a Globo Rural conversou com o zootecnista César Giordano, professor doutor da Escola de Avicultores. Confira, a seguir, tudo sobre a Galinha Sedosa.

Silkie Chicken, a galinha 'sedosa' que costuma ser adquirida como pet (Foto: Reprodução)

Origem
A Silkie Chicken é de origem chinesa e seu primeiro registro é de 1958. “No Brasil, ela é chamada de 'sedosa' ou 'sedosa do Japão', o que é errado, afinal ela é da China. O motivo pelo qual relacionam o Japão à sedosa tem a ver com um melhoramento genético pelo qual a raça passou no país asiático”, explica Giordano.

Principais características
O professor ressalta que quando se fala de raças puras, é necessário seguir alguns quesitos e padrões para classificar as galinhas, como a cor da pele, do bico e das plumas.

A principal característica racial da sedosa é o seu "topete" que pode ser exclusivamente de pena, mas também de osso. “O ideal é que seja formado por penugem. Além disso, elas podem possuir barba, o que também dá o aspecto ‘fofinho’ dela, e por isso ela é comumente usada como pet”.

Para o especialista, a característica mais interessante da espécie é a coloração da pele que é azul - ou preta azulada. Ele explica que essa cor ocorre por conta de um gene chamado ‘fibromelanose’, responsável por diferir ela das outras raças. A cor do bico segue o mesmo padrão e costuma ser azul escura, puxada para o preto.

Galinha Sedosa e seu filhote (Foto: Divulgação/Wikipedia)

Além disso, ele destaca outros traços únicos da sedosa. Seus pés têm cinco dedos, todos com bastante pluma e suas penas podem ter diferentes colorações. “Apesar de existirem cruzamentos que trazem diferentes cores, as principais são brancas, pretas, 'boof' que é dourada, perdiz dourado, perdiz prata e lavanda”, afirma o zootecnista.

O professor acredita que um dos maiores motivos para elas serem adquiridas como animais de estimação é o seu formato. “Quando ela está ‘retinha’, a sedosa tem formato de coração, muito por conta das suas penas. Esse é um fator importante para ela ser muito explorada como ave ornamental”.

Giordano também explica como as sedosas são geradas. “O ‘silk’ é o nome de um gene recessivo que dá as características de pluma que faz ela ser sedosa. Se há um cruzamento com um gene dominante, ela não vai trazer essa característica para as penas. Deve haver dois genes recessivos para ele se expressar”.

Ovos e carne para consumo
“Ela bota cerca de 80 a 100 ovos em um ano, o que é uma produção baixa para exploração comercial e os seus ovos são menores que os convencionais”. Por isso, a sedosa não é utilizada para esse fim, apesar de seus ovos poderem ser consumidos.

Na China e no Japão, ela é considerada uma iguaria por conta da sua coloração, e tem sua carne considerada exótica. “Não é comum o consumo, mas quem a tem no quintal pode consumir seus ovos e carne”.

Galinha Sedosa ou Silk Chicken (Foto: Divulgação/ Wikipedia By Boris Bartels )
Domesticação

A Silkie é a principal raça de galinhas utilizada para estimação. Segundo o professor, elas são extremamente dóceis, porém deve haver um processo para a domesticação. “Devem ser aplicadas algumas práticas desde que ela nasce para trazer essa ‘estimação’. Por ela ser pequena, isso também chama atenção para tê-la como pet”.

Preço
Existe uma grande variação de preço em função da região e do padrão genético dos animais. Ele exemplifica: "se o rosto, em volta do olho, a barbela, a crista forem puxados para o preto, o valor é menor. Agora, se é um azul vivo vale mais". Já se a Sedosa tiver essas partes da pele vermelha, fica desvalorizada, pois está fora do padrão racial. "Como estamos falando de uma raça ornamental, o padrão precisa existir”, explica.

No Brasil, existem criatórios que vendem os ovos férteis da raça e que fazem essa reprodução. “A unidade dos ovos variam entre oito e 15 reais. Os pintinhos variam entre 15 e 50 reais. Já as aves adultas variam entre 80 até 400 reais, sempre a depender do padrão racial”.

Tempo de vida
Em média, a sedosa vive de oito a dez anos, com uma vida produtiva de quatro anos. “Ela tem uma produção regular e frequente”, finaliza.

De acordo com zoólogos, essa espécie raramente é encontrada na Rússia, mas a sua presença indica um crescimento no número de animais que estavam ameaçados de extinção

Imagem: Pixabay

A agência estatal de notícias russa TASS relatou uma descoberta impressionante: a primeira aparição de pegadas de tigre siberiano no nordeste da república siberiana de Sakha, na Rússia, pela primeira vez em meio século.

O serviço de proteção florestal do país avistou as pegadas ao longo da margem direita do rio Aldan, no sudeste de Sakha. De acordo com zoólogos, os tigres siberianos têm dificuldade de se fixar nesta região devido à falta de florestas decí-duas e de javalis, que lhes servem de alimento.

A descoberta das pegadas indica que a população da espécie ameaçada de extinção está se recuperando, graças aos trabalhos de conservação em andamento. A Rússia decidiu proteger o tigre de Amur, como também é conhecido, depois que a caça excessiva levou a espécie à beira da extinção em meados do século 20.

Agora, a sua população no Extremo Oriente da Rússia quase dobrou desde 2005, quando havia apenas 330 tigres registrados. Viktor Nikiforov, chefe da instituição de caridade ambiental Tigrus afirmou ao Optimist Daily que “o fato de os tigres explorarem seus ancestrais locais de caça indica que o número de animais mais ao norte não é motivo de preocupação”.

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