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De acordo com zoólogos, essa espécie raramente é encontrada na Rússia, mas a sua presença indica um crescimento no número de animais que estavam ameaçados de extinção

Imagem: Pixabay

A agência estatal de notícias russa TASS relatou uma descoberta impressionante: a primeira aparição de pegadas de tigre siberiano no nordeste da república siberiana de Sakha, na Rússia, pela primeira vez em meio século.

O serviço de proteção florestal do país avistou as pegadas ao longo da margem direita do rio Aldan, no sudeste de Sakha. De acordo com zoólogos, os tigres siberianos têm dificuldade de se fixar nesta região devido à falta de florestas decí-duas e de javalis, que lhes servem de alimento.

A descoberta das pegadas indica que a população da espécie ameaçada de extinção está se recuperando, graças aos trabalhos de conservação em andamento. A Rússia decidiu proteger o tigre de Amur, como também é conhecido, depois que a caça excessiva levou a espécie à beira da extinção em meados do século 20.

Agora, a sua população no Extremo Oriente da Rússia quase dobrou desde 2005, quando havia apenas 330 tigres registrados. Viktor Nikiforov, chefe da instituição de caridade ambiental Tigrus afirmou ao Optimist Daily que “o fato de os tigres explorarem seus ancestrais locais de caça indica que o número de animais mais ao norte não é motivo de preocupação”.

Um fogão solar sendo usado para preparar comida em Madhya Pradesh, na Índia.

De cordilheiras frias e úmidas da Europa e florestas úmidas da Ásia Central até a expansão urbana na América do Norte e as paisagens áridas do continente africano, milhões de pessoas estão cozinhando usando apenas os raios do sol como combustível.

Essa magia culinária é conhecida como cozimento solar. Em vez de queimar uma fonte de combustível, o cozimento solar usa superfícies espelhadas para canalizar e concentrar a luz do sol em um espaço pequeno, cozinhando alimentos enquanto produz emissões zero de carbono.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo cozinham suas refeições diárias em fogueiras. Alimentados com madeira, resíduos animais, querosene e carvão, esses fogos produzem fumaça altamente poluente e contribuem para o desmatamento, a erosão do solo e, em última instância, a desertificação - mas os fogões solares podem ser uma alternativa.

Fogões solares e florestas em declínio
Solar Cookers International (SCI) é uma organização sem fins lucrativos que defende a adoção de tecnologias de cozimento térmico solar. SCI diz que conhece mais de 4 milhões de fogões solares em todo o mundo, que as pessoas estão usando para cozinhar e assar sob o sol direto ou até mesmo em dias pouco nublados.

Uma dessas pessoas é Janak Palta McGilligan. A senhora de 73 anos é membro do Conselho Consultivo Global da SCI e diretora do Centro Jimmy McGilligan para o Desenvolvimento Sustentável em Madhya Pradesh, Índia - que ela fundou com seu falecido marido em 2010.

Em um país onde até 81% das comunidades rurais dependem de combustíveis poluentes para cozinhar, Palta McGilligan percebeu que as pessoas estavam sendo prejudicadas por cozinhar com lenha de ecossistemas em declínio. Sua saúde foi afetada e o ambiente natural ao redor deles corroído. “As meninas não podiam ir à escola porque passavam o dia todo catando lenha”, acrescenta Palta McGilligan.

Janak Palta McGilligan.

Ainda assim, com uma estimativa de 300 dias de sol por ano, a Índia tem uma oportunidade substancial de usar a energia solar térmica.

Palta McGilligan introduziu fogões solares para essas comunidades, com o Jimmy McGilligan Center cobrindo todos os custos de treinamento e 90% do preço dos fogões, tanto para proteger as florestas da degradação quanto para fornecer oportunidades iguais para as mulheres.

Até o momento, o Centro já treinou mais de 126.000 pessoas em práticas sustentáveis, como cozimento solar e técnicas de cura e desidratação de alimentos, além do uso de energia solar térmica para aquecer um ferro para passar roupas.

“É uma questão de meio ambiente, mas também é uma questão de igualdade”, disse ela à CNN.

Uma solução simples?
Existem muitos tipos de fogões solares: de caixas espelhadas a sistemas de telhado e fogões de tubo a vácuo - um dispositivo mais complexo que funciona bem em climas mais frios.

Palta McGilligan defende globalmente os benefícios do cozimento solar para a saúde. “Até a saúde econômica é beneficiada”, diz ela. "Todos os combustíveis poluentes são tão caros, mas o cozimento solar é gratuito - sempre."

Qualquer pessoa pode usar um fogão solar e o treinamento é simples: "Você tem que aprender a posicionar o fogão solar, como alinhá-lo com o sol. Isso é tudo", explica Palta McGilligan.

Um forno de caixa solar básico pode ser construído com uma caixa de papelão e espelhos ou papel alumínio, custando apenas alguns dólares.


Os fogões solares vêm em uma variedade de formas e tamanhos, mas todos utilizam energia térmica do sol.

Há uma desvantagem óbvia: você não pode cozinhar depois de escurecer e, embora a comida cozinhe rapidamente em um dia ensolarado, em mau tempo os fogões solares podem demorar muito mais do que um fogão ou forno convencional e podem não atingir temperaturas altas o suficiente para cozinhar carne com segurança . Em dias frios ou com vento, alimentos pesados ​​- como pães - podem não cozinhar.

Mas os fogões solares podem ser usados ​​para desidratar e curar alimentos para preservá-los por períodos de tempo, quando há uma forte cobertura de nuvens.

'Florestas inteiras serão salvas'
De acordo com a ONG internacional SolarAid, em climas ensolarados e áridos, um único fogão solar pode economizar até uma tonelada de lenha por ano.

Isso pode aumentar, com o uso de combustíveis poluentes para cozinhar sendo responsável por mais da metade das emissões globais de carbono negro. O carbono negro é um dos maiores contribuintes para a mudança climática depois do dióxido de carbono, mas só permanece na atmosfera por dias a semanas. Na verdade, a queima de biomassa de madeira gera maiores emissões de CO2 por unidade de energia do que a queima de combustíveis fósseis.

Além do custo do carbono, o uso de combustíveis de biomassa pode contribuir para o desmatamento de regiões rurais.

“O planeta está em risco”, diz Palta McGilligan. "Na Índia rural, não podemos cultivar árvores com rapidez suficiente para compensar a madeira queimada para cozinhar."


Ela diz que, junto com o treinamento em métodos de cozimento solar, ela incentiva o plantio e cultivo de vegetação nativa e árvores para começar a neutralizar o impacto ambiental que o tempo de cozimento à lenha teve na Índia rural.

“As pessoas nas aldeias estão conectadas às florestas”, disse Palta McGilligan à CNN. "Eles lamentam que as selvas estejam se perdendo, eles estão tristes por não haver árvores. A energia solar térmica é um grande alívio para eles."

Palta McGilligan observou a recuperação dos ecossistemas como resultado direto da introdução do cozimento solar em uma aldeia. “Florestas inteiras serão salvas com o uso de fogões solares”, diz ela.

Via: CNN

Falta de investimentos em pesquisa e redução de custos ainda dificultam aproveitamento energético dos oceanos

Projeto no Porto de Pecém instalou a primeira usina de ondas da América LatinaPicasa/Coppe-UFRJ/Divulgação

Os investimentos em fontes renováveis de energia, como a eólica e a solar, têm crescido cada vez mais em meio a preocupações com as mudanças climáticas e a contribuição dos combustíveis fósseis. Mas, além desses recursos ainda aproveitados principalmente na terra, o mundo começa a voltar os olhos para outra região com grande potencial energético: os oceanos.

Uma região oceânica pode gerar energia de diversas formas, afirma Segen Estefen, professor de engenharia oceânica da UFRJ. É possível produzir energia a partir:

  • Do movimento das ondas
  • Pela variação de temperatura entre a superfície e o fundo do mar
  • Pelas correntes oceânicas
  • Por um processo de osmose entre a água salgada e a doce
  • Pelas marés
Atualmente, porém, são as ondas e as marés que possuem as tecnologias mais avançadas para geração de energia.

Produção pelas marés e pelas ondas
A produção pelas marés é dividida em dois tipos: pelo movimento vertical das marés, de baixa e alta, que é conhecida como energia maremotriz, e pelo movimento horizontal.

Mas isso não significa que qualquer região oceânica pode ser usada para a geração de energia. Juliane Taise Piovani, doutoranda em energia na UFABC, afirma que uma usina maremotriz demanda uma maré de, no mínimo, sete metros para funcionar, enquanto a de movimento horizontal exige uma velocidade média de pelo menos 2 metros por segundo.

“O mais comum é represar a maré alta e depois deixar fluir na maré baixa, passando por uma turbina e gerando eletricidade. Isso é uma usina maremotriz, o fenômeno das marés gerando eletricidade”, diz Estefen.

Já em relação às ondas, o ideal é ter 1,6 metro de profundidade, mas a velocidade e posição dos ventos também influenciam na capacidade de geração.

Hoje, a energia maremotriz é mais aproveitada ao redor do mundo do que a de ondas, com tecnologias mais desenvolvidas e usinas em países como França, Canadá e Coreia do Sul.

“Existem centenas de técnicas diferentes para fazer esse aproveitamento [de energia pelas ondas], muitas são patenteadas, tanto no Brasil quanto no exterior, não é uma convergência como por exemplo na eólica”, afirma.

Potencial energético
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil possui hoje 150 GW de potência energética instalada, com uma predominância da energia hidrelétrica. Estefen afirma que, considerando apenas a região costeira, o país teria um potencial energético de 120 GW no oceano.

“Esse é o total, mas em partes a gente não pode instalar [usinas] por questões envolvendo lazer, rota marítima, base militar, local de pesca”, diz. Assim, considerando essas questões, o potencial ficaria próximo de 30 GW ou 40 GW, equivalente a cerca de ¼ da capacidade atual do país.

Esse potencial também varia no Brasil, já que as características de ondas e marés não são as mesmas em todas as regiões. “As ondas predominam do Ceará até o Rio Grande do Sul, e as marés predominam do Maranhã para o Norte. É algo complementar”, diz.

O potencial de geração das ondas, cerca de 90 GW, é, portanto, maior do que o das marés, de pouco mais de 20 GW e, por isso, Piovani considera que o perfil brasileiro seria de “aproveitamento das ondas”. Mas, mesmo com todo esse potencial, ainda existem muitos desafios para o uso dessas fontes de energia.

O próprio processo de instalação de uma usina já é demorado. É necessário fazer análises com simulações matemáticas, de terreno, oceanográfica e também ambiental, já que o uso dos equipamentos de geração de energia pode afetar a fauna e flora marítimas, sendo necessário empregar medidas de mitigação, como o isolamento das turbinas.

“O IBGE e o Ibama afirmam que não têm informações de toda a fauna marítima desde 2011, então, fica difícil saber onde ficam exatamente. Precisa de muito estudo, precisa saber bem o terreno, ver a profundidade”, considera Piovani.

Estudos são essenciais para evitar impacto negativo na biodiversidade dos oceanos / Francesco Ungaro/Unsplash

A questão ambiental é, segundo Estefen, um dos motivos para a energia maremotriz ainda não ser muito aproveitada em regiões com grande potencial, como na Europa. “O licenciamento ambiental é muito rígido porque afetam a reprodução marinha próxima da costa”, diz.

Altos custos
As pesquisas e o desenvolvimento de equipamentos para essas energias, em especial a de ondas, começaram há pouco tempo, o que torna os custos altos e dificultam uma eficiência na produção que justifique o investimento.

“São tecnologias do futuro. Agora, a curto prazo, o que mobiliza a energia no oceano é a éolica offshore [energia obtida pela força do vento em alto-mar]”, afirma Estefen, citando estudos que tentam combinar a geração éolica nos oceanos com a geração por ondas, aproveitando a infraestrutura de geração e distribuição existente.

O professor observa que há uma “corrida” em busca de fontes renováveis devido às mudanças climáticas, o que deve favorecer as energias oceânicas.

Para ele, a redução de custos e alta de eficiência da energia de ondas devem ocorrer entre os próximos cinco a dez anos. Seria possível, com isso, incluir essa energia em uma “cesta” de fontes, incluindo a eólica e solar, idealmente permitindo que as barragens de hidrelétricas foquem em fornecimento e armazenamento de água e que fossem usadas para geração de energia apenas em situações mais extremas.

Pesquisa foi responsável por instalar a primeira usina de ondas no Brasil
Um processo importante para melhorar a eficiência da geração de energia por ondas e reduzir custos é o desenvolvimento de protótipos, testando novas técnicas e ideias. Até hoje, o Brasil desenvolveu apenas um protótipo de usina de ondas, que também foi a primeira na América Latina, instalada no quebra-mar do Porto de Pecém, no Ceará.

Segen Estefen coordenou o projeto a partir do Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe-UFRJ, com apoio do governo do Ceará e financiamento da Tractebel Energia, a partir de um programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A usina funcionava a partir de dois flutuadores ligados a braços mecânicos. O movimento dos flutuadores, pelas ondas, fazia com que esses braços levassem água doce com alta pressão para um sistema de pás, que era movimentado e gerava energia.

Projeto de geração por usina de ondas durou 5 anos / Picasa/Coppe-UFRJ/Divulgação

O laboratório já tinha estudos de conceito, testes experimentais e uma patente, e foi possível partir para um teste em escala real no porto. O acordo era que o projeto duraria cinco anos, por isso, ele foi finalizado em 2014, com a retirada dos equipamentos.

“É difícil ter recurso para dar continuidade, então, depois disso, não houve possibilidade de renovar, o projeto foi descomissionado”, diz Estefen.

Mesmo com o fim do projeto, o professor destaca que ele foi um passo importante no desenvolvimento dessas tecnologias. “É um projeto pioneiro no Brasil, o primeiro dispositivo no Brasil a gerar eletricidade pelas ondas do mar. Até hoje, no mundo todo, não existe nenhum dispositivo que está em fase comercial no aproveitamento de ondas, todos são demonstrativos, de estudos, que operam por um período e depois são desativados, buscando melhorias”, afirma.

O laboratório continua os estudos sobre energia de ondas, e conseguiu absorver os conhecimentos gerados a partir do teste.

Já o Porto de Pecém manteve o interesse no potencial da energia das ondas. Fabio Abreu, diretor de engenharia do complexo de Pecém, diz que o porto possui um enorme potencial de geração de energia graças a um quebra-mar, que também reduz os custos necessários para uma geração eficiente de energia.

O porto desenvolve, agora, estudos para uma parceria com uma empresa israelense que pode resultar na construção de geradores com potencial de 8 MW, equivalente a 60% da demanda média mensal do complexo. O complexo e a empresa já assinaram um memorando, partindo para uma nova fase de estudos de viabilidade.

Imagem ilustrativa mostra plano de instalação de usina de ondas no Porto de Pecém / Porto de Pecém/Divulgação

“A maior capacidade de geração passa pela instalação de um número bem maior de equipamentos, e mais modernos”, diz Abreu. Isso não significa, porém, que o contrato já será para a geração dos 8 MW, já que será necessário “conhecer bem como a tecnologia vai se desenvolver no futuro”. A ideia é ir fazendo uma expansão mais moderada, aos poucos.

Abreu considera que a geração de energia por ondas é uma tecnologia ainda muito nova. “É como se fosse a eólica há 30 anos. Os parâmetros e tecnologias vão mudando, até porque cada mar tem uma característica, tem um aparelho, equipamento certo”.

O interesse no investimento na energia de ondas está ligado, também, ao que Abreu chama de “diversificação da matriz” energética do complexo. “A energia de ondas se encaixa perfeitamente [na busca por uma matriz mais verde]. Há uma estrutura que pode ser aproveitada, e é uma energia totalmente limpa”, diz.

“A partir do momento que o próximo estudo for realizado, que verifique que os números finais batem com as expectativas, o período de implementação seria de em torno de 24 meses. Não é algo tão fora do padrão”, afirma.

Além do movimento do porto, a própria crise hídrica e energética atual pode servir como um fator que impulsionará a atenção para as energias oceânicas. “Você vai ter, na verdade, algo que auxilia no potencial energético, um uso maior de renováveis, reduz o consumo de fósseis, então, é um grande fator. Consegue aproveitar melhor esse recurso”, diz Piovani.

João Pedro Malar do CNN Brasil Business*
Via: CNN

Que a natureza é uma caixinha de surpresa todos os bons amantes dela já sabem, mas algumas vezes ela vai além e nos surpreende com animais que chegam a ser visualmente perfeitos.

Tigre-de-bengala branco
(Imagem: anankkml/envato)

Alguns animais se destacam pela soma de cores em seus pelos ou penas, mas o tigre-de-bengala branco chama atenção por sua pelagem preta e branca, digna de capa de livro. Também conhecido como tigre-indiano, é uma das seis subespécies de tigre restantes, sendo atualmente a maior delas. O nome tigre-de-bengala faz referência à sua presença em Bengala ocidental, um estado da Índia, próximo ao Golfo de Bengala, a maior baía do mundo.

Borboleta transparente
(Imagem: alessandrozocc/envato)

A borboleta-transparente é uma rara espécie encontrada principalmente na América Central. O animal se destaca pelas asas transparentes, pois os tecidos entre as veias não possuem as escamas coloridas presentes em outras borboletas. Essas borboletas costumam procurar por plantas toxicas para se alimentar já que são imunes a toxina desses vegetais.

Arara-vermelha
(Imagem: Mint_Images/Unsplash)

A arara-vermelha é um animal bem conhecido aqui no Brasil. É encontrada principalmente na Amazônia e na região central do país. Mundialmente, há registros da ave em países como Panamá, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Argentina. Ela se destaca pelo padrão de cores que se estende por suas penas, com direito a vermelho, verde na parte média das asas que continua até a parte de trás. Depois, a tonalidade azul vívida toma conta de asas, corpo, base e ponta da cauda.

Rolieiro-de-peito-lilás
(Imagem: CreativeNature_nl/envato)

O rolieiro-de-peito-lilás é encontrado principalmente na África, em Namíbia e Moçambique até à Etiópia. Habita bosques e savanas, estando ausente de zonas áridas. Basicamente, é uma ave com cerca de 36 cm de comprimento. A sua plumagem é muito colorida, chegando inclusive a dar o nome à espécie, de peito lilás. O topo da cabeça é verde-claro, o dorso é castanho e a pelve é de um azul-turquesa vivo.

Tucano-de-bico-arco-íris
(Imagem: Zdeněk Macháček/Unsplash)

O tucano-de-bico-arco-íris, também conhecido como tucano-de-peito-amarelo ou tucano-de-bico-de-quilha, é encontrado principalmente na Colômbia, na Venezuela e no sul do México. A ave conta com uma plumagem preta que contrasta com amarelo brilhante no peito, mas a característica que o coloca nesta lista é seu bico multicolorido.

Pavão indiano branco
(Imagem: twenty20photos/envato)

O pavão em si já é um animal que se destaca esteticamente, com sua cauda exuberante e chamativa. A espécie conta com um complicado ritual de acasalamento, no qual a cauda extravagante do macho tem um papel principal. Uma das características da cauda colorida, que pode chegar a dois metros de comprimento, é que pode ser aberta como um leque. Mas o pavão branco, que faz parte da família de pavões indianos, é muito mais raro e chamativo que os outros, justamente pelo fato de que suas penas são completamente ausentes de todas as outras cores que normalmente se vê nesse animal.

Agama-de-cabeça-vermelha
(Imagem: photocreo/envato)

O agama é um gênero composto de mais de 30 espécies de pequenos lagartos africanos de cauda longa. Uma das espécies mais conhecidas é o agama-de-cabeça-vermelha (Agama agama), comum na África, que se destaca pelas cores que envolvem todo o seu corpo. O seu habitat original é a savana, mas hoje também vive dentro de aldeias e cidades.

Sapo-boi-azul
(Imagem: macropixel/envato)

O sapo-boi-azul pode ser encontrado nas florestas da região de Sipaliwini, no Suriname, e no extremo norte do Brasil. Possui uma pele de cor azul metálica, com manchas negras. Estas cores chamativas advertem os possíveis predadores de que a espécie contém um potente veneno neurotóxico na pele. Como um dos poucos animais azuis do mundo, sua cor chama atenção justamente pela raridade. Inclusive, aqui no Canaltech, já explicamos a razão pela qual a cor azul é rara na natureza.

Peixe-mandarim
(Imagem: David Clode/Unsplash)

O peixe-mandarim mede de 6 a 10 centímetros de comprimento e vive escondido em fendas nos recifes de coral. Alimenta-se de pequenos animais marinhos que passam próximos ao seu esconderijo. O animal se destaca por suas cores fortes e brilhantes, e por seus desenhos em padrões psicodélicos. Essa característica é um mecanismo de defesa contra predadores.

Pato-mandarim
(Imagem: panuruangjan)

O pato-mandarim parece uma obra de arte viva: sua plumagem segue um padrão de desenho e cores, eles podem ter a região ventral branca, o peito roxo, asas marrons e pescoço laranja; o bico é vermelho e suas pernas são amarelas. Já as fêmeas são de uma paleta mais sóbria e discreta. A ave, de origem asiática, pode ser encontrada com mais facilidade na China, Rússia e Japão.


Técnicos do Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA), nos Estados Unidos, destruiu um ninho com mais de 1.500 vespas gigantes asiáticas, conhecidas popularmente como “vespas assassinas”. Segundo a equipe, este é o primeiro ninho deste tipo de inseto a ser identificado, isolado e destruído na região no ano de 2021.

O ninho de vespas assassinas foi encontrado no fim da primeira quinzena de agosto e estava na base de um amieiro morto no condado de Whatcom, na zona rural do estado. Segundo o WSDA, os insetos estavam a cerca de 400 metros do local onde um morador disse ter visto uma vespa gigante asiática alguns dias antes.

Tomaram a árvore
Antes mesmo do início da remoção do ninho, foram aspiradas nada menos do que 113 vespas operárias. Depois disso, foi iniciada a remoção da casca da árvore e da madeira podre, que estavam próximas da entrada do ninho. Após a remoção da madeira, a equipe do WSDA descobriu que as vespas haviam escavado o interior da árvore para instalar o ninho, que tinha nove camadas de favo.

A parte da árvore em que o ninho estava foi cortada e levada para a Universidade Estadual de Washington para ser analisada. Além das vespas operárias aspiradas perto do ninho, outras 67 precisaram ser caçadas com uma rede nas imediações do ninho. Ao todo, o ninho tinha em torno de 1.500 vespas assassinas, em diferentes estágios de desenvolvimento.

Assassinas, mas de abelhas
Uma vespa gigante asiática pode chegar a até cinco centímetros de comprimento. Crédito: Sven Spichiger/WSDA

As vespas gigantes asiáticas são chamadas de “vespas assassinas” porque em uma fase de suas vidas elas matam abelhas de uma forma bastante, digamos, sádica, arrancando-lhes a cabeça. Elas são a maior espécie de vespa já documentada, podendo atingir até cinco centímetros de comprimento, e são nativas de uma região que vai do norte da Índia até o Extremo Oriente.


Também conhecido como vespão, esse inseto é um invasor na América do Norte, onde foi registrado pela primeira vez em Vancouver, no Canadá, em agosto de 2019. Desde então, outros ninhos foram localizados no Canadá e nos Estados Unidos. Sua maior prevalência se dá entre o fim do verão e o início do inverno no Hemisfério Norte, entre agosto e novembro.

Via: WSDA

Cientistas estudam mudanças no genoma da planta do gênero Welwitschia que deram a ela a capacidade de sobreviver por milhares de anos no meio do deserto, enfrentando falta de água e calor excessivo.

Plantas do gênero Welwitschia não são das mais bonitas, mas sua resiliência e resistência ao clima extremo as tornam praticamente imortais. (imagem: Nhelia)

As plantas do gênero Welwitschia conseguiram atingir um feito incrível - A evolução tornou-as praticamente imortais. Algumas das residentes do deserto árido do Namibe estão hoje completando mais de três mil anos de idade, o que faz de suas folhas vivas as mais antigas do mundo.

Isso significa que estas plantas já estavam vivas no mínimo 2500 anos antes das Américas serem descobertas, muito antes do Brasil existir, e antes até mesmo da invenção do alfabeto fenício. E, desde então, continuaram vivas mesmo com as condições climáticas extremas de um local que recebe menos de 5 cm de chuva por ano.

O deserto do Namibe cruza a fronteira entre o sul de Angola e o norte da Namíbia, e o nome que os habitante do local dão para a planta é tweeblaarkanniedood - que significa “duas folhas que não podem morrer”. O nome é adequado, já que a planta desenvolve apenas duas folhas que crescem continuamente durante milênios.


Desde que foi descoberta, a planta motivou pesquisas e cativou biólogos como Charles Darwin e o botânico Friedrich Welwitsch, que deu o nome à planta. Mas só nas últimas semanas, com um estudo publicado na Nature Communications, alguns dos segredos genéticos de sua longevidade foram esclarecidos.

Como a Welwitschia se tornou imortal?
Acontece que aproximadamente 86 milhões de anos atrás, durante um período de aridez acentuada e seca prolongada na região, o estresse extremo causou um erro na divisão celular da planta que fez todo seu genoma ser duplicado. Este evento provavelmente está associado à própria formação do deserto do Namibe num passado distante.

Com isso, os genes duplicados são liberados de suas funções originais e passam a assumir outras funções. No entanto, isso também representa um custo energético muito maior para a planta, o que pode ser fatal em um ambiente hostil. Ainda assim, a Welwitschia foi capaz de sobreviver até um segundo evento extremo, 2 milhões de anos atrás.

Durante este segundo evento, o genoma da planta passou por mais mudanças que silenciaram todas as sequências inúteis do seu DNA num processo chamado metilação de DNA, tornando-o um genoma extremamente eficiente e de baixo custo que permite à Welwitschia uma longevidade absurdamente alta.


Além disso, a pesquisa descobriu também que suas folhas nascem de um local diferente das demais plantas, o meristema basal - uma área vulnerável que fornece células novas para a planta em crescimento. Os pesquisadores acreditam que são um conjunto de características que conferem à planta a capacidade de sobreviver sob estresse ambiental extremo.
Quando vemos uma planta capaz de viver neste ambiente por tanto tempo, preservando seu DNA e suas proteínas, eu realmente sinto que podemos encontrar dicas de como melhorar a agricultura - Dr. Leebens-Mack, biólogo, ao NYTimes

Num mundo onde já é praticamente impossível evitar que as temperaturas continuem aumentando, o mais importante é que as lições genéticas da Welwitschia podem se tornar a chave para desenvolver variedades genéticas de plantas capazes de suportar climas extremos no futuro.

Isso significa que, ao replicar as mudanças do genoma da planta em variedades como a soja e o milho, seremos capazes de criar plantas extremamente resistentes às mudanças climáticas. Às vezes, uma pesquisa motivada simplesmente pela curiosidade, sem aplicação comercial aparente, pode estar revelando a chave para a sobrevivência humana no futuro.

Fonte: tempo

Sucuri flagrada durante expedição de fotógrafos, em MS — Foto: Daniel De Granville/Photo in Natura

Sucuri-verde usa estratégia de ‘estrangulamento’ dos vasos sanguíneos dos animais; segunda maior cobra do mundo é encontrada com mais facilidade na Amazônia e no Pantanal.

Quem já assistiu ao filme "Anaconda", produzido em 1997, pode jurar que as sucuris são cobras perigosíssimas e aterrorizantes. No entanto, basta ter acesso a informações simples para tirar essa imagem Hollywoodiana da cabeça e desmentir tradicionais equívocos envolvendo a espécie.

Uma das informações equivocadas é a ideia de que existem indivíduos com mais de 10 ou 15 metros de comprimento, como explica o biólogo Cláudio Machado.

“Apesar de ser a maior cobra do Brasil e a segunda maior do mundo – atrás apenas de uma piton da África; a maior sucuri-verde (Eunectes murinus) já registrada cientificamente tinha cerca de oito metros. Mesmo antes da internet, muitas pessoas inventavam histórias e até faziam montagens com fotografias de cobras gigante. Com os recursos da tecnologia essas invenções só foram aperfeiçoadas”, afirma Machado, que desmente outros mitos típicos sobre a espécie.

Fotógrafo flagrou onças-pintadas que atacaram sucuri — Foto: MICHEL ZOGHZOGHI/WPY/BBC

“Ela não possui veneno, não é capaz de comer bois e vacas e muito menos pessoas. Além disso, não quebra os ossos das presas para se alimentar: a estratégia de caça por constrição na verdade resulta no ‘estrangulamento’ dos vasos sanguíneos dos animais, que acabam fazendo com que a presa fique sem oxigênio e morra”, disse.

As sucuris são da mesma família das jiboias e das cobras-papagaio, que também usam a estratégia de constrição para caçar

No cardápio da sucuri-verde estão mamíferos de pequeno e médio porte que costumam ficar próximos à água, como capivaras, antas e cervos; aves, lagartos e jacarés.

“As onças pintadas e pardas também podem ser presas da sucuri, assim como podem ser predadoras da cobra”, comenta Machado, que destaca as habilidades da espécie na água.

“Elas passam a maior parte do dia nos rios. O corpo adaptado permite que sejam ótimas nadadoras: além da musculatura adaptada que garante agilidade, os olhos e as narinas ficam na parte dorsal da cabeça, apropriadas para que a sucuri respire quase sem precisar tirar o corpo da água”, explica.

A palavra “sucuri” em tupi significa “aquela que morde rápido”

Sucuris são nadadoras ágeis; corpo é adaptado para ficar a maior parte do tempo na água — Foto: Arquivo TG

Sucuris do Brasil
Além da sucuri-verde, que ocorre principalmente na Amazônia e no Pantanal, o Brasil é casa para a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), que também ocorre na Argentina e Paraguai, e para a Eunectes deschauenseei, tão rara e restrita ao norte do País que não possui nome popular.


As sucuris não correm risco de extinção, mas continuam sendo vítimas dos homens, na maior parte das vezes por conta dos tabus e das crendices acerca das espécies
— Cláudio Machado, biólogo

Fora a coloração, as sucuris-verde e amarela se distinguem pelo tamanho, sendo a amarela menor, com até 3,7 metros de comprimento; e pela área de ocorrência: a sucuri-amarela vive somente em áreas que inundam anualmente, em regiões próximas às fronteiras com a Argentina, Bolívia e Paraguai. Por isso, no Pantanal é mais comum observar essa espécie, mesmo que a verde ainda possa ser encontrada.

Sucuri-amarela habita o Brasil, a Argentina e o Paraguai — Foto: Regina Cardozo/VC no TG

“A chance de observar sucuris varia de acordo com a época do ano. Por vezes elas ficam escondidas nos rios e evitam o ambiente terrestre, onde ficam mais vulneráveis. Já no período reprodutivo, quando os machos se aglomeram junto às fêmeas, há uma possibilidade maior de observá-las”, diz Cláudio.

Fonte: G1

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