2021

Sucuri flagrada durante expedição de fotógrafos, em MS — Foto: Daniel De Granville/Photo in Natura

Sucuri-verde usa estratégia de ‘estrangulamento’ dos vasos sanguíneos dos animais; segunda maior cobra do mundo é encontrada com mais facilidade na Amazônia e no Pantanal.

Quem já assistiu ao filme "Anaconda", produzido em 1997, pode jurar que as sucuris são cobras perigosíssimas e aterrorizantes. No entanto, basta ter acesso a informações simples para tirar essa imagem Hollywoodiana da cabeça e desmentir tradicionais equívocos envolvendo a espécie.

Uma das informações equivocadas é a ideia de que existem indivíduos com mais de 10 ou 15 metros de comprimento, como explica o biólogo Cláudio Machado.

“Apesar de ser a maior cobra do Brasil e a segunda maior do mundo – atrás apenas de uma piton da África; a maior sucuri-verde (Eunectes murinus) já registrada cientificamente tinha cerca de oito metros. Mesmo antes da internet, muitas pessoas inventavam histórias e até faziam montagens com fotografias de cobras gigante. Com os recursos da tecnologia essas invenções só foram aperfeiçoadas”, afirma Machado, que desmente outros mitos típicos sobre a espécie.

Fotógrafo flagrou onças-pintadas que atacaram sucuri — Foto: MICHEL ZOGHZOGHI/WPY/BBC

“Ela não possui veneno, não é capaz de comer bois e vacas e muito menos pessoas. Além disso, não quebra os ossos das presas para se alimentar: a estratégia de caça por constrição na verdade resulta no ‘estrangulamento’ dos vasos sanguíneos dos animais, que acabam fazendo com que a presa fique sem oxigênio e morra”, disse.

As sucuris são da mesma família das jiboias e das cobras-papagaio, que também usam a estratégia de constrição para caçar

No cardápio da sucuri-verde estão mamíferos de pequeno e médio porte que costumam ficar próximos à água, como capivaras, antas e cervos; aves, lagartos e jacarés.

“As onças pintadas e pardas também podem ser presas da sucuri, assim como podem ser predadoras da cobra”, comenta Machado, que destaca as habilidades da espécie na água.

“Elas passam a maior parte do dia nos rios. O corpo adaptado permite que sejam ótimas nadadoras: além da musculatura adaptada que garante agilidade, os olhos e as narinas ficam na parte dorsal da cabeça, apropriadas para que a sucuri respire quase sem precisar tirar o corpo da água”, explica.

A palavra “sucuri” em tupi significa “aquela que morde rápido”

Sucuris são nadadoras ágeis; corpo é adaptado para ficar a maior parte do tempo na água — Foto: Arquivo TG

Sucuris do Brasil
Além da sucuri-verde, que ocorre principalmente na Amazônia e no Pantanal, o Brasil é casa para a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), que também ocorre na Argentina e Paraguai, e para a Eunectes deschauenseei, tão rara e restrita ao norte do País que não possui nome popular.


As sucuris não correm risco de extinção, mas continuam sendo vítimas dos homens, na maior parte das vezes por conta dos tabus e das crendices acerca das espécies
— Cláudio Machado, biólogo

Fora a coloração, as sucuris-verde e amarela se distinguem pelo tamanho, sendo a amarela menor, com até 3,7 metros de comprimento; e pela área de ocorrência: a sucuri-amarela vive somente em áreas que inundam anualmente, em regiões próximas às fronteiras com a Argentina, Bolívia e Paraguai. Por isso, no Pantanal é mais comum observar essa espécie, mesmo que a verde ainda possa ser encontrada.

Sucuri-amarela habita o Brasil, a Argentina e o Paraguai — Foto: Regina Cardozo/VC no TG

“A chance de observar sucuris varia de acordo com a época do ano. Por vezes elas ficam escondidas nos rios e evitam o ambiente terrestre, onde ficam mais vulneráveis. Já no período reprodutivo, quando os machos se aglomeram junto às fêmeas, há uma possibilidade maior de observá-las”, diz Cláudio.

Fonte: G1


Uma massa de ar frio intensa pode causar a temperatura mais baixa do século no Brasil. Nos locais mais extremos da região Sul, a sensação térmica pode chegar a -25°C, com alta probabilidade de neve, segundo a MetSul Meteorologia.


Os estudos divulgados pela empresa de meteorologia ainda são preliminares e devem ser confirmados neste final de semana ou na segunda-feira (26). A massa de origem polar intensa deve começar entre terça e quarta-feira da próxima semana e se estender até o final da semana.

Segundo modelos numéricos analisados pela MetSul, a temperatura será inferior às do final de junho e início de julho desse ano.


Os meteorologistas dizem que um fenômeno assim foi registrado em julho de 2000 e de 2007. Regiões com altitude acima de 1.800 m, como o Morro da Igreja (SC), devem ter sensação térmica entre -20°C e -25°C.

Já o Rio Grande do Sul deve experimentar até -20°C de sensação térmica, com a mínima nos termômetros de até -5°C.

Se o estudo for confirmado no final de semana, cidades de São Paulo e de Mato Grosso do Sul podem ter geadas, com sensação térmica de 0 °C.


A probabilidade de nevar em áreas de maior altitude também é grande, segundo o MetSul. Mas as projeções ainda podem sofrer alterações, podendo variar negativa ou positivamente em relação aos termômetros.

Foto de geada na Serra Catarinense, na terça-feira (20)Imagem: Mycchel Legnaghi/ Agência de notícias São Joaquim on line

Os sites do Climatempo e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também confirmam as previsões de frio extremo, mas adotando um tom mais conservador ao noticiar a frente fria que, segundo as empresas, promete trazer as temperaturas mais baixas do ano.

A expectativa é de neve nas serras gaúchas e catarinense.


De acordo com o Inmet, as temperaturas mínimas previstas "em uma ampla área" da região Sul irão variar entre - 6ºC e - 8°C na manhã de sexta-feira, 30 de julho.

Mas há um indicativo de "temperaturas menores do que - 8°C" nas áreas de maior altitude dos estados do sul, motivando a previsão da possível queda de neve entre os dias 29 e 30 deste mês.

Inmet e Climatempo não detalharam as sensações térmicas, como feito pela MetSul Meteorologia.

Via: Uol

A espécie é ideal para purificar o ar da casa e filtrar substâncias ofensivas à saúde

Para plantar o pau d'água, a terra deve ser aerada para drenar bem e rica em matéria orgânica (Foto: Unsplash / Severin Candrian / Creative Commons)

Você está sentindo sua casa opaca e sem vida? Talvez esteja faltando um pouco de verde nela. O pau d'água é uma ótima opção de planta para trazer elegância e sofisticação à sua residência.

Resistente às pragas e ao ar-condicionado, essa planta é capaz de se adaptar a três condições: meia-sombra, sol pleno e luz abundante. De nome científico Dracaena fragrans, o pau d'água é fácil de ser cultivado e pode ser usado em diferentes ambientes.

Queridinha entre paisagistas e decoradores, essa espécie consegue filtrar substâncias ofensivas à saúde e purificar espaços contaminados por gases e poluentes.

Sua cor é toda verde, com margens amareladas ou estriadas, e centro verde, ou amarelo e cinza prateado. A planta pode atingir até 4 m de altura.
Cultivo

Seu uso é mais frequente em vasos, pela resistência da planta e facilidade de adaptação até em ambientes com ar-condicionado (Foto: Flickr / Forest and Kim Starr / CreativeCommons)

O pau d'água pode ser cultivado diretamente na terra e em canteiros. Entretanto, seu uso é mais frequente em vasos, devido a resistência da planta e a facilidade de se adaptar até em ambientes com ar-condicionado. A terra deve ser bem aerada e rica em matéria orgânica, para fazer uma boa drenagem.

A paisagista Marisa Lima diz que misturar argila e areia para manter a umidade, sem o solo ficar encharcado, é uma boa opção para o cultivo. Além disso, também é possível adicionar adubo orgânico. “A espécie também pode ser cultivada na água, por isso seu nome popular é pau d’água”, explica.

A Dracaena fragrans aprecia climas tropicais. Apesar de se desenvolver melhor na sombra ou meia-sombra, ela tem capacidade de se adaptar ao sol. “Esse processo, no entanto, é necessário ser feito aos poucos para que a planta possa ir adaptando-se aos raios solares e para não queimar as folhas de imediato”, explica a paisagista Aline Gratieri. “O ideal é não colocá-la nessa situação para que não sofra esse "estresse" desnecessário”, conclui.

“Nos dias mais quentes, para deixar sua planta mais bonita e saudável, borrife água nas folhas para ajudar a hidratá-las e tire a poeira que vai acumulando sobre elas”, complementa Aline.

Com relação a rega, é necessário regar de uma a duas vezes por semana, dependendo das condições do espaço onde a planta estiver inserida.
Floração

A planta pode atingir até quatro metros de altura (Foto: Unsplash / Severin Candrian / Creative Commons)

De tempos em tempos, a planta se presenteia com belas e perfumadas flores, porém não há um tempo exato para isso ocorrer. Segundo Aline, essa ação normalmente acontece em espécies já adultas.

“No mercado, existe uma infinidade de tamanhos da planta à disposição, então, de acordo com o seu espaço, você pode adquirir um exemplar e deixar sua casa ainda mais linda”, comenta Aline.

Curiosidades
No verão ou em dias mais quentes, ela deve ser regada diariamente. Em vasos dentro de casa, pode ser regada de duas a três vezes por semana (Foto: Flickr / M_Heigl / CreativeCommons)

- - De acordo com Marisa, estudos da NASA dizem que a Dracaena fragrans é uma das melhores plantas para filtrar o ar. “É bom que suas folhas estejam sempre limpas para melhorar essa filtragem”.

- Se você tem crianças ou animais de estimação, pode ficar tranquilo, pois esta planta não possui nenhuma substância tóxica.

- Nos meses mais quentes, suas flores têm um perfume suave.

Você já parou para pensar o que mais te encanta em um jardim vertical? Seja você é paisagista ou não, ao se deparar com um vertical, são as espécies de plantas que irão te brilhar os olhos, às vezes pela beleza ímpar outras por ativar algumas memórias afetivas. Nesse artigo vou listar 10 plantas de destaque para usar no seu jardim vertical e impressionar seu cliente. Mas, antes de começar…

O que são plantas de destaque?
Considerando a exuberância do jardim vertical, nós temos dois tipos principais de plantas que o torna admirável: as de destaque e as de forração. As plantas de destaque são as estrelas do vertical, ou seja, aquelas que irão tornar o projeto único e que provocarão suspiros e muitos olhares admirados pela beleza. Já as de forração objetivam preencher o vertical, são coadjuvantes, por isso a combinação equilibrada de plantas de destaque e plantas de forração são a essência de um vertical bem projetado. Além disso, elas se diferem no crescimento: enquanto as forrações crescem rapidamente, as plantas de destaque não. Por isso, as estrelas do vertical precisam ser plantadas já adultas, caso contrário vai demorar muito para que elas apareçam.

Leve em consideração também que as plantas de destaque costumam ser vendidas em cuias e vasos, enquanto que as plantas de forração sejam comercializadas em bandejas. Como as plantas de destaque crescem devagar, elas invariavelmente são mais caras que as plantas de forração. E um detalhe de interesse paisagístico: repare na textura, plantas de destaque tem folhas grandes, resultando no que chamamos de textura grossa, enquanto que as plantas de forração tem folhas pequenas e aspecto cheio, denotando uma textura fina.

Abaixo, eu vou listar para você 10 plantas destaque, que eu mais utilizo em meus projetos de jardim vertical:

10 opções de planta de destaque para vertical





















Asplênio: um pteridófita, como as samambaias, porém sem os característicos rasgos laterais como costumamos encontrar. Essa planta também é conhecida como ninho de passarinho e tem folhas não muito grandes, mas com um verde vivo e brilhante que chama muita atenção. No plantio é importante que ela não fique junto com outras espécies volumosas, para que não seja sufocada. Assim, é interessante plantá-la na altura dos olhos, afinal uma planta dessa precisa estar bem a vista para ser admirada.

Costela de Adão: essa é a queridinha dos verticais e não é a toa, pois ela realmente nos faz brilhar os olhos. Essa planta sempre precisa estar junto de uma forração e outras plantas, porque ela tem uma haste comprida que a faz ser projetada para frente, então ela não cobre o módulo plástico do jardim vertical. Juntamente com o guaimbê, que nós veremos a seguir, é uma das principais plantas utilizadas para caracterizar o estilo Urban Jungle, que dá o jeitão de floresta tropical aos nossos jardins verticais. Sempre plante a costela de adão utilizando mudas que já tem folhas rasgadas, mudas menores vão demorar tempo demais (talvez até anos), para se desenvolverem.

Samambaia amazonas: possui uma coloração azulada ou prateada e como ela cresce muito não devemos plantar uma ao lado da outra. As folhas são bem recortadas e pendentes. Ela é um luxo entre as samambaias. A textura incomum e as folhas gigantes são um show à parte. Repare também que elas possuem um interessante rizoma peludo.

Marantas e Ctenanthes: As diferentes espécies de marantas definitivamente merecem um lugar de destaque. Suas folhas largas e brilhantes tem padrões únicos de cor, muitas vezes causando a impressão de que foram pintadas a mão. É interessante espalhar diferentes espécies de marantas pelo vertical para dar uma textura única. Quer agradar o clientes: vá de marantas, elas sempre provocam encantamento.

Guaimbê ondulado ou comum: não é uma planta barata e causa um efeito semelhante à Costela de Adão. Com folhas grandes em formato de coração, pode ser a grande estrela do seu vertical. Eu particularmente gosto muito de utilizar o guaimbê quando a insolação direta do sol impossibilita o plantio da Costela de Adão.

Filodendros no geral: são plantas que brilham no vertical e vão “serpenteando” entre as outras espécies, dando um aspecto exuberante de mata tropical e iluminando o seu jardim vertical. São uma ótima opção para ambientes internos, já que são mais resistentes. Brinque com as diferentes cores e nuances de filondendros, que vão desde o amarelo-limão ao vinho intenso… incluindo até mesmo manchas cor-de-rosa, como no Philodendron erubescens ‘Pink Princess’.

Flor-batom: bem resistente à desidratação, essa planta tem uma folhagem em cascata e uma flor vermelha e brilhante que lembra um batom. Ela causa um efeito maravilhoso, formando pontos focais no jardim vertical.

Antúrio: é uma ótima opção para quem quer um vertical colorido e com flores, mesmo em ambientes internos. Essa é a planta de vó por excelência, se a sua avó não tem casa, pode ter certeza que ao menos ela conhece ou tem uma amiga que cultiva. Explore as diferentes cores dessa espécie, mas cuidado para não transformar o seu vertical num carnaval. Use as combinações com moderação.

Guzmania: é uma das bromélias que mais fazem sucesso nos jardins verticais, pois possui uma inflorescência extremamente durável, com uma cor vibrante. A Guzmania é uma opção irresistível, em especial para jardins verticais coloridos e tropicais. Ela está disponível em uma ampla gama de cores, como amarelo, laranja, branco, vermelho, vinho, etc.

Avenca: é uma planta delicada, mas com bastante volume e de um alto valor ornamental. Elas dão uma textura interessante como o padrão de folhas incomum. Além disso, elas se adaptam bem ao ambiente protegido dos jardins verticais.

É muita beleza para captar, né? Muitas dessas plantas possuem não só um valor ornamental para compor o seu vertical, como também trazem um conforto por nos recordar de nossas queridas avós. Por isso, não faça uma mistura de todas elas, converse com o cliente sobre a planta que não poderá faltar e projete um jardim vertical de tirar o fôlego.

Redação: Bruna Camargo Correa

Muitas vezes a planta não está vivendo com as condições necessárias para o seu desenvolvimento. Confira algumas dicas para identificar os sinais de que ela está morrendo

Folha amarelada ou ressecamento são sinais de que a planta está prestes a morrer (Foto: Pexels / Huy Phan / CreativeCommons)

Você já teve várias plantas e elas sempre morrem? Isso pode acontecer por uma série de fatores como sol em excesso, pouca água, pouco espaço no vaso, entre outros. Para cultivar uma espécie, é preciso entender do que ela necessita e ficar de olho nos sinais que ela costuma dar ao longo dos dias. “Os cuidados vão além da atenção com a rega e com o uso de adubos. Essas medidas podem ajudar a salvar uma planta que está secando ou que esteja infectada por alguma praga ou doença”, diz a engenheira agrônoma Fabiana Froés.

Pensando nisso, nós separamos algumas dicas do jardineiro Adelson dos Santos Fernandes, cadastrado no GetNinjas, e da engenheira agrônoma Fabiana Fróes, para ajudar você a identificar do que sua planta precisa.

1. Atenção às folhas:
As folhas dizem muito sobre a saúde da planta, por isso é necessário realizar uma análise regularmente (Foto: Pexels / cottonbro / CreativeCommons)

As folhas dizem muito sobre a saúde de uma planta, por isso é preciso ficar atento em sua coloração e textura. “Uma planta sadia é aquela que tem folhas verdes e brilhantes”, revela Adelson. Se você identificar que a folha está desbotada, murcha, amarela e quebrada, é preciso ter atenção redobrada. De acordo com o profissional, isso pode ocorrer devido à falta ou até mesmo ao excesso de água, local inadequado, pouca ou muita luz. O jardineiro indica estudar a espécie em questão e testar pequenas mudanças na rotina até entender o que funciona melhor para o seu desenvolvimento.

2. Falta de nutrientes:
A planta morre quando não recebe os nutrientes suficiente para seu crescimento (Foto: Pexels / PrathSnap / CreativeCommons)

Outro fator que pode influenciar no aspecto da planta é a falta de nutrientes. “As plantas com deficiência de nutrientes como cálcio, ferro, fósforo, potássio e magnésio apresentam um crescimento lento e folhas amareladas. Além disso, a falta de tais substâncias também inibe a floração e abortamento de frutos”, explica Adelson. Para restaurá-la, invista em fertilizantes orgânicos e adubos minerais. As misturas caseiras como casca de ovo triturada ou borra de café podem ser uma boa saída também.

3. Pragas:
As pragas impedem que a planta se desenvolva forte e com saúde (Foto: Pexels / Alex Andrews / CreativeCommons)

“As pragas mais comuns são as formigas cortadeiras, também conhecidas como saúvas, lesmas/caramujos, lagartas, pulgões e cochonilhas”, conta Fernandes. Como as pestes acabam deixando sinais de destruição, é possível perceber facilmente. As folhas cortadas são indícios de formigas, caramujos e lagartas. Já quando apresentam manchas, o vilão da vez é o pulgão, esclarece Adelson. Quando o aspecto está esbranquiçado é sinal de cochonilhas. “Nesse caso é interessante investir no uso de inseticidas industrializados ou caseiros”, conta.

Fabiana dá dicas para recuperar as plantas que estão secando:
  1. Corte os ramos secos;
  2. Retire-a do vaso ou canteiro de forma cuidadosa para substituir a terra, de preferência acrescente terra adubada;
  3. Finalize colocando a planta no vaso ou canteiro e regue com água.

Deve-se estudar as espécies da planta cultivada, para entender como funciona a rega e os outros cuidados diários (Foto: Pexels / Teona Swift / CreativeCommons)

No caso da planta com rega excessiva, as dicas da engenheira agrônoma são:
  1. Se as folhas inferiores estão amareladas e caindo, controle a frequência da rega;
  2. Retire a planta do vaso e observe as suas raízes, pois normalmente o excesso de água causa o seu apodrecimento. Pode as partes apodrecidas, seque as raízes com papel absorvente e substitua a terra. Em alguns casos pode ser necessário utilizar um fungicida;
  3. Observe se o vaso ou canteiro possui sistema para a drenagem do excesso de água. Em muitos casos são utilizados cachepô para o plantio, e estes não possuem furos, o que facilita o acúmulo excessivo de água. Além disso, o canteiro também pode ficar alagado durante longos períodos, assim, é preciso renovar a terra e acrescentar camadas de pedras para facilitar a drenagem.


De acordo com um estudo internacional liderado por geólogos da Monash University, uma mudança fundamental na natureza há 3,75 bilhões de anos facilitou a formação atual e estável da crosta dos continentes da Terra. A pesquisa foi publicada na Nature Communications.

A Terra se formou há 4,5 bilhões de anos, no entanto, as partes mais antigas da crosta que formam os continentes do planeta datam de 4 a 3,6 bilhões de anos, o que sugere que elas, apesar de antigas, demoraram um pouco mais para conseguir se formar. E foi para responder essa questão que os pesquisadores instituíram o estudo.
Estudo indica revela novos processos na formação dos continentes da Terra.
Imagem: DBHAVSAR/Shutterstock

Segundo o tabloide científico PHYS.ORG, para entender o processo, a equipe analisou grãos microscópicos de 4,2 a 3,2 bilhões de anos do mineral zircão do Cráton Yilgarn – craton que constitui a maior parte da massa terrestre da Austrália Ocidental.

A crosta pode se formar por meio de dois processos diferentes: a fusão da crosta pré-existente ou a fusão recente do manto subjacente da Terra. A composição isotópica do háfnio dos grãos de zircão pode acompanhar os dois processos.

“Os novos dados que coletamos mostram uma mudança dramática na composição isotópica do háfnio dos zircões do Craton de Yilgarn 3,75 bilhões de anos atrás”, disse o principal autor do estudo, Dr. Jack Mulder, pesquisador do grupo Escola da Terra, Atmosfera e Meio Ambiente da Monash University.

“Os zircões mais antigos se formaram em magmas que foram derivados apenas por meio do derretimento da crosta mais velha. Há 3,75 bilhões, magmas contendo zircão começaram a ser originados, pelo menos em parte, do manto da Terra”, explicou o cientista, sugerindo que a formação do continente acabou acontecendo por uma coincidência a partir do momento que os zircões começaram a ser originados apenas de um processo, usando o manto subjacente da Terra.

“É importante ressaltar que a mudança de isótopo registrada nas cápsulas do tempo do zircão coincide precisamente com a época em que se formou a crosta mais antiga preservada no atual Cráton Yilgarn”, acresentou.

Para a equipe, a coincidência é atribuída a uma relação causal simples: quando o magma é extraído do manto da Terra, o resíduo profundo que sustenta a crosta é seco, rígido e, mais importante, flutuante.

“Essas quilhas flutuantes de manto residual empobrecido pelo derretimento podem ter servido como ‘jangadas salva-vidas’ que protegeram os novos e mais antigos continentes de mergulhar de volta nas profundezas da Terra”, disse Mulder.

“Esses resultados destacam uma mudança fundamental na natureza da formação da crosta 3,75 bilhões de anos atrás, que facilitou a formação da crosta continental única e estável da Terra”, finalizou o pesquisador.

Em suma, de acordo com o estudo, os continentes que cresceram em torno desses antigos núcleos de crostas influenciaram o clima, a atmosfera e a química dos oceanos, possibilitando o começo da vida.

Najin (à esquerda) acompanhada da filha Fatu, as duas últimas fêmeas de rinocerontes-brancos do mundo

Consideradas em “extinção funcional”, as fêmeas Najin e Fatu são as últimas representantes dos rinocerontes-brancos no mundo. Respectivamente mãe e filha, as duas abadas são filha e neta do último macho da espécie, Sudão, sacrificado no Quênia, em 2018, por conta de uma grave infecção.

Criadas na reserva natural queniana de Ol Pejeta — onde Sudão foi cuidado desde 2009 até morrer —, Najin e Fatu são os últimos exemplares de rinocerontes-brancos por duas razões principais: a caça predatória e a perda de habitat.

Como explica reportagem doNew York Times, os chifres dos rinocerontes eram cobiçados por todos os tipos de motivos. Desde para uso como troféus até para servirem como matéria-prima para cabos decorativos de adagas iemenitas.

Além disso, também são um popular ingrediente da medicina tradicional chinesa, cujos praticantes acreditam deter o poder de resfriar o sangue, aliviar dores de cabeça, interromper vômitos, curar picadas de cobra e muito mais.

Já em relação à perda de habitat, shoppings, campos de futebol, fazendas, rodovias e fábricas também são perigosas e violentas armas contra a sobrevivência desses robustos animais selvagens, que precisam de grandes espaços para viver e se reproduzir.

Zacharia Mutai, zelador-chefe de rinocerontes na conservação de Ol Pejeta no Quênia, com Najin

Juntos, esses fatores resultaram em uma perda descomunal de rinocerontes.O rinoceronte de Javan, por exemplo, que antes perambulava por todo o sudeste da Ásia, agora está confinado a um único parque nacional na Indonésia, com uma população de 74 animais.

Já o rinoceronte de Sumatra também se aproxima de um número preocupante de exemplares restantes; já são menos de 80 no total. No entanto, nenhum rinoceronte está pior do que o branco do norte.

Seu habitat nativo, na África Central, foi devastado por guerras civis no final do século 20, o que tornou a conservação basicamente impossível.

Na década de 1970, uma população de milhares foi reduzida para apenas 700. Em meados da década de 1980, apenas 15 brancos do norte permaneciam na selva. Em 2006, esse número era quatro, e eles parecem ter desaparecido em 2008, quase certamente vítimas de caçadores furtivos.

Mutai com Fatu enquanto Najin está atrás deles

Em 2009, os únicos rinocerontes brancos do norte restantes (Sudão, Suni, Najin e Fatu) foram levados de volta à África para uma unidade de conservação da vida selvagem no Quênia. Foi uma esperança de que o continente nativo pudesse produzir um milagre. Mas, infelizmente, isso não aconteceu. Suni morreu, depois o Sudão.

Hoje, os rinocerontes brancos do norte parecem perfeitamente em casa em Ol Pejeta, onde todos se referem a elas, afetuosamente, como “as meninas”. Elas vivem em um estado de selvageria supervisionada, com uma rotina diária cheia de pequenos rituais e prazeres.

Fotos: Jack Davison / The New York Times

Aurora boreal, fenômeno que ocorre graças à interação entre as partículas cósmicas e o campo magnético da Terra. Quando a aurora ocorre no sul do planeta, recebe o nome de aurora austral (Imagem: Reprodução/Dora Miller)

O campo magnético da Terra está constantemente defendendo nosso planeta da radiação cósmica e das partículas carregadas peles perigosos ventos solares. Durante esse processo, essa bolha invisível de proteção distribui a energia eletromagnética pela parte superior da nossa atmosfera, acima dos polos norte e sul. Os cientistas sempre presumiram que essa distribuição era por igual, mas um novo estudo mostra que não é bem assim.

As partículas que são constantemente ejetadas pelo Sol são capazes de prejudicar todo o nosso estilo de vida atual, colocando em risco equipamentos eletrônicos e satélites de comunicação. O campo magnético terrestre, formado pelo núcleo externo do nosso planeta, consegue lidar com a maior parte desses ataques, direcionando a energia para as regiões polares. Prova disso são as auroras, que aparecem tanto no norte do planeta, quanto no sul — elas são geradas pela interação das partículas solares com o campo magnético da Terra.

Acontece que, ao contrário do que se cogitava até agora, a quantidade de energia eletromagnética que atinge os dois hemisférios é desigual. De acordo com um artigo publicado na Nature Communications, a energia costuma se concentrar em maior quantidade no norte do planeta. Essa descoberta sugere que, além de proteger a Terra da radiação solar, o campo magnético também controla como essa energia é distribuída e canalizada para a atmosfera superior.

Ivan Pakhotin, autor principal do artigo, explicou que isso ocorre por um motivo muito simples. É que o polo magnético do sul está mais longe do eixo de rotação da Terra do que o polo norte. Como consequência, a energia que primeiro chega na região alinhada ao eixo de rotação "prefere" o caminho mais curto, ou seja, segue para o norte. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente quais são as consequências dessa assimetria e da distribuição desigual da energia eletromagnética, mas eles cogitam que isso possa resultar em diferenças no clima espacial ao redor do planeta.

Além disso, a assimetria pode resultar em diferenças entre as auroras do norte (auroras boreais) e as do sul (auroras austrais). “Nossas descobertas também sugerem que a dinâmica da química na alta atmosfera pode variar entre os dois hemisférios, especialmente durante tempos de forte atividade geomagnética”, disse Pakhotin.


Estudar as interações entre o vento solar e o campo magnético da Terra é importante para nos prepararmos para eventuais tempestades solares mais fortes, contra as quais as defesas naturais de nosso planeta serão insuficientes para proteger nossos equipamentos eletrônicos. O novo estudo foi realizado com os dados da missão Swarm da ESA (Agência Espacial Europeia), que conta com três satélites projetados para coletar informações sobre como nosso campo magnético.

Fonte: ESA

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Imagens de tema por Nikada. Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget