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O ano de 2020 será crítico para o futuro do clima. Caso as emissões continuem a subir além dessa data, os objetivos do Acordo de Paris tornam-se praticamente inalcançáveis, concluiu um grupo de especialistas no assunto, liderados pela diplomata Christiana Figueres, ex-secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas. Juntos, eles publicaram, em 28 de junho, na revista científica Nature, um plano para manter as emissões de gases de efeito estufa sob controle até 2020. Batizado de "Missão 2020", o documento traça metas de emissão de gases para seis setores da economia: energia, infraestrutura, transporte, uso da terra, indústria e finanças.

O documento foi divulgado uma semana antes de os líderes das maiores economias do mundo reunirem-se em Hamburgo, na Alemanha, na reunião do G20. É o primeiro encontro multilateral realizado após o anúncio de Donald Trump de que os EUA sairão do acordo do clima. "A ideia é justamente trazer o assunto para a pauta política, destacar o que cada uma destas grandes economias está fazendo para enfrentar o desafio climático, compartilhar boas práticas e renovar as esperanças, porque, de fato, ainda temos chances", disse Figueres.

O aumento de temperatura que o planeta já experimentou neste século serviu para mostrar que os impactos sociais das mudanças climáticas, como as ondas de calor, as secas e o aumento do nível do mar, afetam especialmente os mais pobres. Os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida perdem massa a uma taxa crescente, aumentando o nível do mar; da mesma forma, o gelo marinho de verão do Ártico; além, dos recifes de corais, que morrem devido ao aquecimento das águas.

"A boa notícia é que ainda estamos em tempo de atingir as metas do Acordo de Paris se as emissões caírem até 2020", afirma Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto para Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha. Nos últimos três anos, as emissões mundiais de gás carbônico por queima de combustíveis fósseis permaneceram estáveis, enquanto a economia global cresceu pelo menos 3,1% ao ano.

A taxa atual de emissão, de 41 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano, ainda está acima do que podemos emitir. Significa que, no ritmo de agora, em quatro anos, ultrapassaríamos o limite de emissões que daria à humanidade uma chance de estabilizar a temperatura em 1,5° Celsius. "É agora ou agora. Não podemos mais esperar", diz Schellnhuber. "Se atrasarmos, as condições de vida no planeta serão severamente restringidas."

Para evitar o pior, segundo Schellnhuber, é preciso usar a ciência para orientar decisões e estabelecer metas, replicar com agilidade as boas práticas de sustentabilidade e, sobretudo, incentivar o otimismo. "Temos inúmeras histórias de sucesso que precisam ser compartilhadas. É o que vamos fazer já na reunião do G20 na Alemanha", disse.

Estas são as metas estabelecidas pela Missão 2020 para cada setor da economia:

1.Energia: as energias renováveis ?devem compor pelo menos 30% do fornecimento de eletricidade no mundo em 2020, contra 23,7% em 2015. Nenhuma usina a carvão poderá ser aprovada daqui três anos.

2.Infraestrutura: cidades e estados darão sequência aos seus planos de descarbonização, o que inclui a construção de edifícios e infraestruturas até 2050, com financiamento previsto de US$ 300 bilhões por ano.

3.Transporte: os veículos elétricos deverão compor pelo menos 15% das vendas de automóveis novos globalmente até 2020 e os híbridos devem avançar 1%. O uso do transporte em massa nas cidades deve dobrar, a eficiência de combustível em veículos pesados deve aumentar 20% ??e a emissão de gases de efeito estufa na aviação por quilômetro percorrido deve diminuir 20%.

4.Uso da terra: novas políticas deverão proibir o desmatamento e os esforços devem se concentrar em reflorestamentos. As práticas agrícolas sustentáveis ??terão de se espalhar pelo planeta e aumentar o sequestro de gás carbônico.

5.Indústria: a indústria pesada desenvolverá planos para aumentar a eficiência e reduzir suas emissões, com o objetivo de diminuir pela metade a liberação de gases de efeito estufa até 2050. Atualmente as indústrias de ferro, aço, cimento e petróleo emitem mais de um quinto do gás carbônico mundial.

6.Finança: o setor financeiro precisará ter pensado na forma de mobilizar pelo menos US $ 1 trilhão por ano para a ação climática. Governos, bancos privados e credores, como o Banco Mundial, vão emitir títulos verdes para financiar os esforços de mitigação do clima. Isso criaria um mercado anual que, até 2020, processaria mais de dez vezes os US$ 81 bilhões de títulos emitidos em 2016.


Equipe eCycle

A cúpula que começou na segunda-feira (30), em Paris, tem a meta de limitar o aquecimento da temperatura global em 2°C. Saiba o que será debatido no encontro

Começou na segunda-feira (30), com a presença de representantes de mais de 190 países, a 21ª. Edição da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP), encontro anual no qual as nações revelam seu grau de comprometimento com metas destinadas a construir um planeta saudável. Até 11 de dezembro, as autoridades têm a missão de tentar fechar um acordo que limite o aquecimento a 2ºC em relação à era pré-industrial, reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa, responsáveis por 86% do carbono que chega à atmosfera e por grande parte do aumento da temperatura.

O encontro deste ano tem uma relevância especial, pois dele sairá a assinatura de um tratado que deve substituir o defasado protocolo de Kyoto, em vigor desde 1997. O texto do novo acordo, cujo esboço foi feito na reunião de 2014, será o novo guia para regular o corte das emissões de carbono, que deve ser seguido por todas as nações.

Aquecimento - No fim de outubro, a Convenção de Mudanças Climáticas da ONU divulgou um relatório afirmando que, com os atuais comprometimentos de 146 países para reduzir emissões de gases do efeito estufa, seria possível diminuí-las em 8% até 2025 e em 9% até 2030. Isso quer dizer que, se comparadas às do período entre 1990 e 2010, as emissões de agora até 2030 terão seu ritmo diminuído em 60%. De acordo com a ONU, apesar de representarem um passo na direção certa, de um mundo de baixo carbono, os números não teriam a ambição necessária: com essas metas, o aquecimento até o final do século deve ser de 2,7°C. Ou seja, a meta de limitar o aumento de temperatura em 2°C, estabelecido na Cúpula do Clima de 2010, em Cancun, não será alcançado.

Visto de maneira isolada, o valor de 2,7ºC pode não parecer alarmante. Contudo, o planeta, assim como os humanos, os animais e as plantas, são vulneráveis mesmo ao aumento mais sutil de temperatura. Desde o início dos registros históricos, em 1880, a temperatura global subiu 0,85 grau, o que é muito, suficiente para criar um descompasso na natureza. Condições climáticas improváveis se espalham, com vários exemplos: o calor fora do comum no Ártico; as chuvas torrenciais da Índia; a secura dos mananciais de São Paulo. Isso tudo por ter ocorrido uma elevação de 0,85 grau em mais de 130 anos. O que pode acontecer com uma elevação superior a 2 graus em 100 anos, situação à qual chegaremos caso continuemos a poluir na mesma toada, pode ser o agravamento de desastres ambientais, com reflexos profundos na economia.

Estimativas feitas por cientistas revelam que, com esse aumento, uma porcentagem 26% maior de pessoas irá sofrer com a escassez de água até 2080, em comparação com a taxa de 1980. Nesse mesmo ano, o número de pessoas expostas a enchentes será seis vezes maior. A biodiversidade também será afetada, e um bom exemplo são os corais: um terço deles será degradado devido às águas mais quentes nas próximas décadas. Além disso, o calor deve diminuir a produtividade de trabalhadores em 20% até 2100.

A grande dificuldade da COP-21 é encontrar uma ação de combate que agrade a todos os 196 países (são cerca de 40.000 pessoas participando da Convenção). Países menos desenvolvidos alegam que o direito de usar combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás, os grandes emissores de carbono) poderia diminuir a miséria de suas populações, já que os países mais desenvolvidos fazem uso deles há 200 anos. Além disso, a transição para o uso de energias renováveis (como eólica ou solar) tem um custo e uma das grandes questões é decidir quem vai pagar por ele.

Saiba o que é, quais são os gases que a impactam e quando ela deve se regenerar

Um dos principais problemas ambientais associados à química e à poluição atmosférica é a depleção (ou degradação) da camada de ozônio. Certamente você já deve ter ouvido falar desse assunto.

Como já foi dito em nossa matéria sobre o ozônio (O3), este gás pode ser tanto extremamente importante e essencial para a vida na Terra, quanto um poluente altamente tóxico. Tudo depende da camada atmosférica no qual ele se encontra. Na troposfera, é um vilão. Na estratosfera, um mocinho. Nesta matéria, vamos falar do ozônio estratosférico, apontando quais as suas funções, sua importância, como ele vem sendo degradado e como evitar que isso continue acontecendo.

Funções

O ozônio estratosférico (o mocinho) é responsável por filtrar a radiação solar em alguns comprimentos de onda (absorve toda radiação ultravioleta B, chamada UV-B e uma parte de outros tipos de radiação) capazes de causar certos tipos de câncer, sendo um dos piores o melanoma. Ele também possui a função de manter a Terra aquecida, impedindo que todo o calor emitido sobre a superfície do planeta se dissipe.

A camada de ozônio

A camada de ozônio, como o próprio nome já diz, é uma camada da atmosfera terrestre que possui elevadas concentrações de ozônio. A maior concentração se situa na estratosfera, por volta de 20 km a 25 km de distância da superfície da Terra. O pico dessas concentrações se situa em altas latitudes (pólos), e as menores ocorrem nas regiões tropicais (apesar da taxa de produção de O3 ser maior nos trópicos).

Em 1930, um físico inglês chamado Sydnei Chapman descreveu os processos de produção e degradação do ozônio estratosférico com base em quatro etapas: fotólise do oxigênio; produção de ozônio; consumo de ozônio I; consumo de ozônio II.

1. Fotólise do oxigênio

A radiação solar atinge uma molécula de O2, separando seus dois átomos. Ou seja, esta primeira etapa obtém como produto dois átomos de oxigênio (O) livres.

2. Produção de ozônio

Nesta etapa, cada um dos oxigênios livres (O) produzidos na fotólise reage com uma molécula de O2, obtendo moléculas de ozônio (O3) como produto. Essa reação ocorre com a ajuda de um átomo ou molécula catalizadora, uma substância que permite que a reação ocorra mais rapidamente, porém sem atuar ativamente e sem se ligar aos reagentes (O e O2) ou ao produto (O3).

As etapas 3 e 4 demonstram como o ozônio pode ser degradado de formas diferentes:

3. Consumo de ozônio I

O ozônio formado na etapa de produção é então degradado novamente em uma molécula de O e uma de O2 pela ação da radiação solar (quando na presença de comprimentos de onda que vão de 400 nanômetros a 600 nanômetros).

4. Consumo de ozônio II

Uma outra forma do ozônio (O3) ser degradado é pela reação com átomos de oxigênio livre (O). Dessa forma, todos estes átomos de oxigênio irão se recombinar, gerando como produto duas moléculas de oxigênio (O2).

Mas então, se o ozônio é produzido e degradado, o que mantém a camada de ozônio? Para responder a essa pergunta, devemos considerar dois fatores importantes: a taxa de produção/destruição das moléculas (velocidade com que elas são produzidas e destruídas), e seu tempo de vida médio (tempo necessário para reduzir a concentração de algum composto à metade de sua concentração inicial).

Em relação à taxa de produção/destruição das moléculas, foi descoberto que as etapas 1 e 4 são mais lentas que as etapas 2 e 3 do processo. Porém, como tudo se inicia na etapa de fotólise do oxigênio (etapa 1), podemos dizer que a concentração de ozônio a ser gerada depende dela. Isso explica então por que a concentração de O3 decai em altitudes superiores a 25 km e em altitudes mais baixas; em altitudes acima de 25 km, diminui a concentração de O2. Em camadas atmosféricas mais baixas predominam comprimentos de onda maiores, que possuem menor energia para realizar a quebra das moléculas de oxigênio, reduzindo sua taxa de fotólise.

Apesar da grande descoberta destas etapas, se fôssemos considerar apenas estes processos de destruição, obteríamos valores de concentração de O3 duas vezes maiores do que os que são observados na realidade. Isso não acontece porque, além das etapas demonstradas, há ainda os ciclos não naturais de destruição do ozônio, ocasionados pelas Substancias Destruidoras da Camada de Ozônio (SDOs): os produtos como halon, tetracloreto de carbono (CTC), hidroclorofluorcabono (HCFC), clorofluorcarbono (CFC) e brometo de metila (CH3Br). Essas substâncias são controladas pelo Protocolo de Montreal. Quando elas são lançadas na atmosfera, deslocam-se para a estratosfera, onde são decompostas pela radiação UV, liberando átomos livres de cloro, que por sua vez quebram a ligação do ozônio, formando monóxido de cloro e gás oxigênio. O monóxido de cloro formado reagirá novamente com os átomos livres de oxigênio, formando mais átomos de cloro, que reagirão com o oxigênio e assim por diante. Estima-se que cada átomo de cloro pode decompor cerca de 100 mil moléculas de ozônio na estratosfera e apresenta vida útil de 75 anos, porém já houve descarga suficiente para reagir por quase 100 anos com o ozônio. Além das reações com óxidos de hidrogênio (HOx) e óxidos de nitrogênio (NOx) que também reagem com o O3 estratosférico, destruindo-o, contribuindo para a degradação da camada de ozônio.

O gráfico abaixo demonstra o histórico de consumo dos SDOs pelo Brasil:


Onde estão os SDOs e como evitá-los?

CFCs

Os clorofluorcarbonos são compostos sintetizados formados por cloro, flúor e carbono, que foram muito aplicados em diversos processos -os principais estão listados abaixo:
CFC-11: utilizado na fabricação de espumas de poliuretano como agente expansor, em aerossóis e medicamentos como propelente, na refrigeração doméstica, comercial e industrial como fluido;
CFC-12: aplicado em todos os processos em que o CFC-11 era utilizado e também em mistura com óxido de etileno, como esterilizante;
CFC-113: utilizado em elementos de precisão em eletrônica, como solventes para a limpeza;
CFC-114: utilizado em aerossóis e medicamentos como propelente;
CFC-115: utilizado como fluido na refrigeração comercial.

Estima-se que esses compostos sejam cerca de 15 mil vezes mais danosos à camada de ozônio que o CO2 (dióxido de carbono).

Em 1985, foi ratificada em 28 países a Convenção de Viena para a proteção da camada de ozônio. Com promessas de cooperação em pesquisa, monitoramento e produção de CFCs, a convenção apresentava a ideia de enfrentar um problema ambiental em nível global antes que seus efeitos fossem sentidos ou evidenciados cientificamente. Por esse motivo, a Convenção de Viena é considerada um dos maiores exemplos da aplicação do princípio da precaução em grandes negociações internacionais.

Em 1987, um grupo de 150 cientistas de quatro países foi à Antártida e confirmou que a concentração de monóxido de cloro era cerca de cem vezes superior naquela região em relação a qualquer outro lugar do planeta. Então, em 16 de setembro do mesmo ano, o Protocolo de Montreal estabeleceu a necessidade do banimento gradativo dos CFCs e sua substituição por gases que não fossem danosos à camada de ozônio. Graças a este protocolo, o dia 16 de setembro é considerado o Dia Mundial de Proteção à Camada de Ozônio.

A Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio e o Protocolo de Montreal foram ratificados no Brasil em 19 de março de 1990, sendo promulgados no país em 6 de junho do mesmo ano, pelo Decreto n° 99.280.

No Brasil, o uso dos CFCs foi interrompido por completo em 2010, conforme o gráfico abaixo evidencia:


HCFCs

Hidroclorofluorcarbonos são substâncias artificiais importadas pelo Brasil, inicialmente, em pequenas quantidades. No entanto, devido à proibição dos CFCs, o uso está em ascensão. As principais aplicações são:

Setor de manufatura
HCFC-22: refrigeração de ar condicionado e espumas;
HCFC-123: extintores de incêndios;
HCFC-141b: espumas, solventes e aerossóis;
HCFC-142b: espumas.

Setor de Serviços
HCFC-22: refrigeração de ar condicionado;
HCFC-123: máquinas frigoríficas (chillers);
HCFC- 141b: limpeza de circuitos elétricos;
Misturas de HCFCs: refrigeradores de ar condicionado.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), estima-se que, até 2040, o consumo dos HCFCs será eliminado no Brasil. O gráfico abaixo demonstra a evolução no uso dos HCFCs:


Brometo de metila

Trata-se de um composto orgânico halogenado que, sob pressão, é um gás liquefeito, podendo ter origem natural ou sintética. O brometo de metila é imensamente tóxico e letal aos seres vivos. Foi largamente utilizado na agricultura e na proteção de mercadorias armazenadas e para a desinfecção de depósitos e moinhos.

O Brasil já estava com as quantidades de importação do brometo de metila congeladas desde meados da década de 90. Em 2005, o país reduziu 30% das importações.

A tabela abaixo apresenta o cronograma estipulado pelo Brasil para a eliminação do uso do brometo de metila.


Prazo 

Culturas/Usos


11/09/02 

Expurgos em cereais e grãos armazenados e no tratamento pós-colheita das culturas de abacate, abacaxi, amêndoas, ameixa, avelã, castanha, castanha de caju, castanha-do-pará, café, copra, citrus, damasco, maçã, mamão, manga, marmelo, melancia, melão, morango, nectarina, nozes, pêra, pêssego e uva.


31/12/04 

Fumo


31/12/06 

Sementeiras de hortaliças, flores e formicida


31/12/15 

Tratamento quarentenário e fitossanitário para fins de importação e exportação:

· Culturas autorizadas:abacate, abacaxi, amêndoas, amêndoas de cacau, ameixa, avelã, café em grãos, castanha, castanha de caju, castanha-do-pará, copra, citrus, damasco, maçã, mamão, manga, marmelo, melancia, melão, morango, nectarina, nozes, pêra, pêssego, uva;

· Embalagens de madeira.

Fonte: Instrução Normativa Conjunta MAPA/ANVISA/IBAMA nº. 01/2002.

Segundo o MMA, a utilização do brometo de metila só é autorizado para para os tratamentos quarentenários e de pré-embarque reservados às importações e exportações, o que não está proibido para o Protocolo de Montreal, não sendo, portanto, considerado consumo.

Abaixo, o gráfico demonstra o histórico do consumo de brometo de metila pelo Brasil:


Halons

A substância halon é produzida artificialmente e importada pelo Brasil. É composta de bromo, cloro ou flúor e carbono. Esta substância foi muito utilizada em extintores para todos os tipos de incêndio. Segundo o Protocolo de Montreal, em 2002, seria permitida a importação de halon referente à média da importação brasileira entre 1995 e 1997, reduzindo 50% em 2005 e, em 2010, a importação seria totalmente proibida. Contudo, a resolução Conama n° 267, de 14 de dezembro de 2000 foi além, proibindo a importação de halons novos a partir de 2001, sendo permitido a importação apenas de halons regenerados, por não fazerem parte do cronograma de eliminação do protocolo.

O halon-1211 e o halon-1301 são atualmente usados principalmente na eliminação de incêndios marítimos, em navegação aérea, em navios petroleiros e plataformas de extração de petróleo, em acervos culturais e artísticos e em centrais geradoras de energia elétrica e nuclear, além do uso militar. Nestes casos, a utilização é permitida pela sua eficiência em apagar focos de incêndio sem deixar resíduos e sem danificar sistemas.

Segundo o gráfico abaixo, o Brasil já eliminou o consumo de halons.


Cloro

O cloro é emitido para a atmosfera de maneira antrópica (via atividade humana), principalmente através da utilização dos CFCs (clorofluorcarbonos), que já vimos acima. Eles são compostos sintéticos gasosos, muito empregados na fabricação de sprays e em geladeiras e freezers mais antigos.

Óxidos de nitrogênio

Algumas fontes emissoras naturais são transformações microbianas e descargas elétricas na atmosfera (raios). São gerados também por fontes antropogênicas. A principal delas é a queima de combustíveis fósseis a elevadas temperaturas. Por esse motivo, a emissão desses gases ocorre na troposfera, que é a camada da atmosfera onde vivemos, mas eles são carregados facilmente para a estratosfera através do mecanismo de convecção, podendo então atingir a camada de ozônio, degradando-a.

Um dos métodos para evitar as emissões de NO e NO2 é a utilização de catalisadores. Os catalisadores das indústrias e dos automóveis têm por função acelerar as reações químicas que transformam os poluentes em produtos menos prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente, antes que eles sejam lançados à atmosfera.

Óxidos de hidrogênio

A principal fonte dos HOx na estratosfera se constitui na formação de OH a partir da fotólise do ozônio, que produz átomos de oxigênio excitados, que reagem com vapores d’água.

Buraco da camada de ozônio
Imagem: NASA

No ano de 1985, descobriu-se que havia uma redução significativa de aproximadamente 50% do ozônio estratosférico entre os meses setembro e novembro, que corresponde ao período de primavera no hemisfério sul. A responsabilidade foi atribuída à ação do cloro proveniente dos CFCs. Diversos estudos indicaram que o processo ocorria desde 1979.

O único buraco na camada de ozônio está localizado sobre a Antártida - em qualquer outro lugar, o que ocorria era a diminuição lenta e gradual da camada de ozônio.

No entanto, há uma grande tendência atual de reversão dos danos à camada, devido às medidas adotadas no Protocolo de Montreal, como informou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A expectativa é que, por volta de 2050, a camada seja restaurada aos níveis anteriores a 1980.

Curiosidade: por que só no Polo Sul?

A explicação para o buraco só ocorrer sobre a Antártida pode ser dada pelas condições especiais do Polo Sul, como as baixa temperaturas e os sistemas isolados de circulação atmosférica.

Devido às correntes de convecção, as massas de ar circulam ininterruptamente, mas na Antártida pelo fato de seu inverno ser extremamente severo, a circulação de ar não ocorre, produzindo círculos de convecção restritos à área, que são denominados de vórtice polar ou de vórtex.

Veja também este breve vídeo produzido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre a degradação da camada de ozônio pelos CFCs:




Já reparou na quantidade de papel que você usa? Ele está em embalagens de produtos, livros, revistas, jornais, canhoto de compras, documentos… Desperdiçá-lo sem qualquer reaproveitamento não é um problema pontual – quanto mais papel é produzido, mais árvores são cortadas, mais água é gasta no processo de produção e mais espaço em lixos e aterros é ocupado.

A produção de papel está entre os processos industriais que mais utilizam água. São necessários 540 litros para produzir um quilo. E para cada tonelada de papel virgem, doze árvores são derrubadas, segundo o Instituto Akatu. Algumas atitudes simples ajudam a economizar. Que tal fazer o seu papel?


Pense para imprimir

Comece imprimindo apenas o que é realmente necessário, como contratos. A WWF criou um programa de computador que propõe evitar esse desperdício causado pelas impressões. Ao criar um documento, você pode salvá-lo na extensão .wwf. Assim, ele fica bloqueado para impressão. Se estiver nesse “formato verde”, vai ser impossível passar pela impressora. Para usar, é preciso baixar um programinha no site Save as WWF. Cerca de 53 mil downloads já foram feitos.

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O texto cortou, a planilha saiu pela metade… e lá se vai um monte de papel até a impressão sair do jeito que você quer. Aprenda a configurar e visualizar a impressão antes de dar o “ok” no botão pra “ver como fica”. Deixar a impressora no modo rascunho também é interessante, pois evita gasto de tinta sem necessidade.

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Se for imprimir muitas folhas, no caso de apostilas, manuais ou textos longos, use os dois lados. Além de economizar papel, o material vai ficar mais leve, mais prático de carregar.

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Bloquinhos de anotação são super úteis: dá pra fazer a lista do supermercado, anotar tarefas do dia, deixar um recado… Faça o seu próprio bloco reutilizando o verso de folhas que já foram usadas.

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Não dá mais pra reaproveitar o papel usado? Separe-o para reciclagem. Embora o processo também consuma energia, o papel reciclado evita derrubada de mais árvores e consome menos água ao ser produzido.

Melhorar a qualidade da água e do tratamento de esgoto na Alemanha exigiu que as autoridades se desdobrassem em busca de soluções. "O estado dos rios melhorou significativamente e o problema de descarte tóxico por parte da indústria está praticamente resolvido", diz Gehard Wallmeyer, membro fundador do Greenpeace no país.

Nos anos 1980, os ambientalistas da ONG usaram um navio laboratório para analisar o que a indústria despejava nos rios. "As autoridades permitiam o descarte de resíduos como as empresas desejavam. Praticamente não havia restrições e tudo ocorria em segredo. Com a nossa pesquisa e análise, a prática tornou-se pública – o que gerou muito tumulto político", conta Wallmeyer.

Catástrofes ambientais também chamaram a atenção da população e de políticos para o assunto. Em maio de 1986, a usina nuclear de Chernobil, na antiga União Soviética, explodiu e contaminou boa parte da Europa com radioatividade. Meio ano depois, após um grande incêndio na empresa química Sandoz, pesticidas e mercúrio altamente tóxicos foram despejados no Rio Reno, na altura da cidade de Basileia – na fronteira franco-suíça – matando peixes e pequenos organismos ao longo de mais de 400 quilômetros. A água potável também foi contaminada em diversos lugares.

Como reação, o então chanceler federal alemão Helmut Kohl criou, em 1986, o Ministério do Meio Ambiente. "Todos esses acontecimentos tiveram como consequência a introdução de medidas drásticas: leis foram estabelecidas, as autoridades reagiram, e as empresas procuraram alternativas mais ecológicas", explica Wallmeyer.

Política ambiental

Nas décadas seguintes, a qualidade da água nos rios melhorou visivelmente. A indústria buscou processos de produção que respeitassem a natureza, e por toda parte foram construídas estações de tratamento de águas residuais, onde o esgoto é tratado principalmente com a ajuda de bactérias.

O tratamento de efluentes é financiado proporcionalmente: quem suja menos, gasta menos, quem suja mais – e descarta água muito contaminada – paga mais caro.

Os fosfatos, que até a década de 1980 podiam ser usados nos detergentes alemães, representavam outro problema sério. Descartado de forma irregular, o elemento promove a proliferação de algas, que diminuem os níveis de oxigênio na água e contribuem para a mortandade dos peixes.

Com a proibição de fosfatos nos detergentes e a extensão da restrição a outros produtos de limpeza, "a qualidade da água ficou muito melhor", diz Stephan Köster, do Instituto de Gestão de Águas Residuais e Proteção da Água da Universidade de Hamburg-Harburg. "A redução de fosfatos nos detergentes e o desenvolvimento do tratamento da água residual foram os marcos importantes."

A tecnologia para o tratamento de esgoto está tão avançada "que as águas residuais podem virar água para consumo de alta pureza", diz Köster. Até onde irá o tratamento do esgoto, porém, depende de empenho político. "Na Alemanha, podemos fazer ainda mais. O tratamento baseia-se exatamente no que a lei exige."

Hormônio na água

Os remédios são um grande problema para as águas. O tratamento de esgoto não retém os medicamentos, que acabam sendo levados para os rios. "Hormônios deixam caracóis e anfíbios com características femininas, reduzindo a população de machos e interrompendo a reprodução", explica Wallmeyer.

A Agência Federal do Meio Ambiente (UBA, na sigla em alemão) busca medidas para conter o problema. "Algo precisa ser feito a respeito. Os medicamentos não podem ser jogados no vaso sanitário, e as estações de águas residuais precisam de uma etapa adicional de purificação", recomenda Jörg Reichenberg, da UBA.

A Suíça é pioneira no assunto, porque tem leis a respeito sendo postas em prática. Segundo a UBA, os gastos de um tratamento adicional de águas residuais são aceitáveis. "Por ano e por pessoa, os custos adicionais seriam de 16 euros por ano", diz Reichenberg.

Adubo demais

Já a agricultura ameaça a água potável. Durante décadas, os agricultores fertilizaram o solo com esterco das fábricas de ração animal. O estrume – com o fosfato e o nitrato nele contido – se infiltra através do solo e contamina águas subterrâneas, rios e lagos.

Os danos são imensos. A concentração de nitratos cancerígenos nas águas subterrâneas aumenta cada vez mais e, com ela, o custo do tratamento da água, que deve ser pago pelos consumidores.

Até agora, pouco mudou na Alemanha a esse respeito. A Comissão Europeia ameaça abrir processo por infração devido a níveis elevados de nitratos na água potável.

O governo alemão quer enfrentar o problema. Prevê-se que, futuramente, os agricultores precisarão documentar exatamente o manejo do estrume. Se eles tiverem muito animais – e muito esterco – deverão exportá-lo. Fertilizar o campo como tem sido feito até agora deve render multa.

© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Vazamento teve início nesta piscina da mina Gold King, que chegou ao rio Animas

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que um vazamento que tingiu de cor mostarda as águas do rio Animas, no Estado do Colorado, é três vezes maior do que a estimativa inicial.

O rio, no oeste dos EUA, está interditado desde 5 de agosto, quando cinco funcionários da agência despejaram, acidentalmente, água tóxica armazenada na piscina da mina desativada Gold King.

Chumbo, cádmio, alumínio e arsênico estão entre os metais pesados no lodo que contamina o Animas.

Fazendas e populações ribeirinhas que dependem do rio para irrigação e subsistência foram alertadas para não usar a água.

A EPA diz agora que mais de 11 milhões de litros de águas residuais chegaram ao rio – inicialmente, a agência afirmou que o vazamento teria sido de cerca de 4 milhões de litros.

Ambientalistas criticaram duramente as autoridades por sua suposta lentidão na diagnose e combate ao vazamento tóxico.

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Incidente teve início quando funcionários da Agência de Proteção Ambiental liberaram acidentalmente a água tóxica ao rio

Autoridades têm realizado testes para proteger fontes de água potável, mas mais de mil poços podem ter sido afetados pela água amarelo-escuro, que se espalha por 160 km, até o Estado vizinho do Novo México.

A agência ambiental diz que ainda está realizando testes para verificar os danos que o vazamento pode causar à saúde e que a vida selvagem não corre "perigo significante".

O rio Animas também costuma ser usado por empresas e esportistas para atividades de canoagem – que foram suspensas até segunda ordem.

Segundo Greenpeace, é "vergonhoso que o nível do debate e do compromisso no país ainda sejam tão baixos” 

Bruno Bocchini, da AGÊNCIA BRASIL

A organização não governamental Greenpeace criticou hoje (30) os termos do compromisso assumido pelo governo brasileiro, em acordo bilateral com os Estados Unidos, para acabar com o desmatamento ilegal de florestas e mitigar as causas das mudanças no clima

O documento informa que o Brasil pretende restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. Não foi definido, no entanto, um prazo para zerar o desmatamento. 

“É inaceitável que o compromisso mais ambicioso que Dilma assume para proteção das florestas e combate às mudanças climáticas seja tentar cumprir a lei. Mas foi exatamente isso o que ela fez em aguardada reunião com [o presidente Barack] Obama hoje (30) pela manhã, em Washington (EUA): prometeu fazer o possível para combater o desmatamento ilegal no Brasil, sem dar prazo ou garantia concreta”, diz a nota do Greenpeace.

“Dilma também prometeu restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, mas isso é cerca de metade do exigido pelo atual Código Florestal para zerar nosso passivo ambiental”, acrescenta a nota. 

Para o Greenpeace, o governo brasileiro, em vez de defender o desmatamento zero, propõe desmatamento ilegal zero ou o desmatamento líquido zero, o que abriria grande margem aos desmatadores. 

Enquanto dezenas de governos se comprometeram a zerar suas perdas florestais até 2030, como consta na Declaração de Nova York sobre Florestas, no ano passado – que o governo brasileiro se recusou a assinar –, a ONG ressalta ser "vergonhoso que o nível do debate e do compromisso no país ainda sejam tão baixos”. 

No acordo assinado hoje pelos dois países, os presidentes destacaram que vão trabalhar em cooperação na geração de energia nuclear segura e sustentável, além de reconhecer a necessidade de acelerar o emprego de energia renovável para ajudar a mover as economias. 

Os países propuseram a adoção de “ações ambiciosas”, no sentido de atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis em suas respectivas matrizes elétricas, até 2030 – além, naturalmente, da geração hidráulica. 

“[O governo brasileiro] na verdade, poderia alcançar pouco mais que o dobro disso, segundo dados do Observatório do Clima”, ressalta o Greenpeace. 

A nota do Greenpeace menciona ainda o "assustador anúncio de uma cooperação nuclear para compartilhar tecnologias de geração ‘seguras e sustentáveis’ entre os dois países”.

O animal foi visto pela última vez há quase 77 anos, o Puma Cougar *Puma concolor* oriental era vítima incessante de caçadores e de foi completamente eliminado, de acordo com o US Fish and Wildlife Service. Após uma revisão de 4 anos, o Wildlife Service vai remover o animal no mês que vem da sua lista de espécies ameaçadas, já que ele estava nos últimos 43 anos. Com a medida, o felino, que já habitou a América do Norte, do Canadá à Carolina do Sul, nos EUA, não mais será considerado uma espécie em perigo. Junto com suas primas panteras, o puma concolor já foi um dos mamíferos terrestres melhor distribuídos no ocidente, mas, de acordo com biólogos, acabou restrito a um terço do território que já ocupou por conta das invasões humanas e desmatamentos.

O último registro confirmado de um puma cougar do Leste foi em 1938, o animal em questão estava morto. Antes, um deles foi visto em Nova Brunswick, no Canadá, em 1932. O animal foi exterminado por imigrantes europeus, que o eliminavam sob a alegação de autoproteção. Além disso, seu desaparecimento tem a ver com o desflorestamento ocorrido na região, que também levou a sua principal presa, o veado-de-cauda-branca, à extinção.

A indústria dos pesticidas está desesperadamente tentando esconder estudos condenatórios

Corroborando uma crescente tendência no aumento das taxas de autismo, uma cientista sênior de pesquisa do MIT, alertou que de todas as crianças, um inquietante 50% serão autistas em 2025. Quem é o culpado? Round-Up, o mais vendido da Monsanto que contém glifosato, está no topo da lista.



O uso excessivo de glifosato em nossa alimentação está causando doenças como Alzheimer, autismo, câncer, doenças cardiovasculares e deficiências da nutrição, entre outros. Stephanie Seneff, uma bióloga PhD, que já publicou mais de 170 artigos acadêmicos revisados ​​por pares, e estudou essas doenças por mais de três décadas, aponta os transgênicos como um dos principais contribuintes para doenças neurológicas em crianças.

Em uma recente conferência, a Dra. Seneff declarou:

“No ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas.”

Atualmente, uma em cada 68 crianças nos EUA nascem com autismo. Atualmente é a deficiência de desenvolvimento de mais rápido crescimento, com taxas aumentado em quase 120% desde o ano de 2000. Em dez anos, o custo para tratar as pessoas afetadas pelo autismo irá custar 400 bilhões de dólares por ano nos EUA, além dos custos emocionais incalculáveis, os ​​quais as famílias pagarão diariamente para viver e apoiar uma criança com autismo.

A Dra. Seneff notou que os sintomas de toxicidade do glifosato assemelha-se estreitamente com aqueles do autismo. Ela também apresentou dados na conferência que mostram uma correlação estranhamente consistente entre o uso de Roundup em plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready), com o aumento das taxas de autismo.

A correlação entre os dois incluem biomarcadores, tais como a deficiência de zinco e ferro, baixo serum sulfate, convulsões e doenças mitocondriais.

Um colega palestrante que estava presente relatou após a apresentação da Dra. Seneff que:

“Todos as 70 ou mais pessoas presentes estavam se contorcendo, provavelmente porque agora tinham sérias dúvidas sobre servir os seus filhos, ou eles próprios, qualquer coisa com milho ou soja, os quais são quase todos geneticamente modificados e, assim, contaminados com Roundup e seu glifosato.”

A Dra. Seneff apontou que grande parte dos alimentos em prateleiras de supermercado contém milho e soja transgênicos, todos com pequenas quantidades de vestígios de glifosato. Isto inclui refrigerantes adoçados com alto teor de frutose (geneticamente modificados) e xarope de milho, batatas fritas, cereais, doces, e até mesmo barras de proteína de soja. Grande parte de nossa carne e aves também é alimentada com uma dieta de milho e soja transgênicos, os quais também contêm traços de glifosato.

Você acha que seu pão está seguro? Pense de novo. O trigo é frequentemente pulverizado com produtos químicos Roundup nas vésperas da colheita, significando que, exceto que seus produtos de pão ou trigo sejam certificados não-OGM e orgânicos, eles provavelmente contêm traços de glifosato.

Quando você soma tudo isso – estamos jantando glifosato em quase todos os alimentos que ingerimos, e ele está causando doenças graves. A Dra. Seneff diz que, embora os traços de glifosato em cada alimento possam não ser grandes, é o seu efeito cumulativo que é motivo de preocupação. Sua preocupação parece bem fundamentada, considerando que tem sido encontrado glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas, e ele tem aparecido até mesmo em células fetais.


No link abaixo você encontra um guia de segurança online e abrangente sobre o assunto:

Se o Protocolo de Montreal de 1987 não tivesse sido assinado, buraco na camada de ozônio sobre a Antártica seria maior e haveria também falha sobre o Ártico, afirmam cientistas


O tratado da ONU para proteger a camada de ozônio impediu um provável aumento do casos de câncer de pele na Austrália, na Nova Zelândia e nos países do norte da Europa, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (26/05).

Se o Protocolo de Montreal de 1987 nunca tivesse sido assinado, o buraco de ozônio sobre a Antártica teria aumentado 40% até 2013, afirma o relatório.

Os níveis de radiação ultravioleta na Austrália e na Nova Zelândia, que já têm as mais altas taxas de mortalidade por câncer de pele no mundo, poderiam ter aumentado entre 8% e 12%.

No norte da Europa, segundo o estudo, a decomposição da camada de ozônio sobre o Ártico poderia ter elevado os níveis de radiação ultravioleta na Escandinávia e no Reino Unido em mais de 14%. Haveria também um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico, de tempos em tempos.

“Nossa pesquisa confirma a importância do Protocolo de Montreal e mostra que já tivemos benefícios reais”, disse o professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Martyn Chipperfield. “Nós sabíamos que ele [o protocolo] nos salvaria de uma grande perda de ozônio ‘no futuro’, mas na verdade já passamos do ponto em que as coisas teriam se tornado visivelmente piores.”

O Protocolo de Montreal obriga todos os membros das Nações Unidas a erradicar produtos químicos que contêm clorofluorcarbonetos (CFCs). Usados em sprays, solventes e geladeiras, essas substâncias destroem as moléculas de ozônio na estratosfera, responsáveis por barrar a luz ultravioleta, causadora do câncer de pele.

Os autores do estudo, publicado na revista Nature Communications, construíram um modelo computadorizado em 3D com base nos dados mais recentes sobre o estado da estratosfera.

As concentrações de gases que destroem o ozônio estão cerca de 10% abaixo do pico registrado em 1993, embora possa demorar até 2050 para o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica retornar ao estado da década de 1980.

O Protocolo de Montreal foi implementado por 196 países e pela União Europeia (UE), tornando-se o primeiro tratado na história das Nações Unidas a conseguir ratificação universal.

Fonte: DW

Em meio a inúmeras notícias preocupantes sobre a vida animal na Terra, a Índia fez um anúncio animador: a população de tigres do país aumentou 30%. De acordo com os últimos números do censo publicado pelo ministério do meio-ambiente, a população de felinos subiu de 1 707 indivíduos em 2011 para 2 226 em 2014. As informações são da BBC

Os números representam uma notícia muito significativa para a população mundial de tigres, já que a Índia abriga 70% desses animais. 

O ministro do meio-ambiente indiano, Prakash Kavadekar, anunciou os resultados como "uma grande história de sucesso". Segundo ele, os números positivos são consequência de um grande esforço de conservação lançado pelo país nos últimos anos, que incluiu registrar fotografias individuais de 80% dos felinos.

Ele lembra também que as mesmas estratégias adotadas na Índia podem ser aplicadas em outros países em que o número de tigres continua caindo. "Enquanto a população cai no mundo todo, ela cresce na Índia. E isso é uma grande notícia", disse Kavadekar. 

Além de ajudar com expertise, o ministro disse que a Índia também está disposta a doar filhotes para ajudar com a conservação mundial de tigres. 


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