03/21/15

Óleo de cozinha: material foi base para combustível de voo de Xangai até Pequim


Da AFP

Uma companhia aérea chinesa completou neste sábado o primeiro voo comercial do país abastecido com um biocombustível feito à base de óleo de cozinha usado, em um momento em que o governo busca promover uma sustentabilidade ambiental mais ampla. 

O voo da Hainan Airlines, de Xangai para Pequim, utilizou biocombustível fornecido pela companhia China National Aviation Fuel e pela gigante da energia Sinopec, de acordo com um comunicado da fabricante de aviões americana Boeing. 

O avião empregado, um Boeing 737, usou uma mistura 50% a 50% de querosene de aviação convencional e biocombustível feito de "óleo de cozinha usado, coletado de restaurantes na China", acrescentou. Uma porta-voz da Boeing confirmou à AFP que o voo tinha sido concluído no sábado. 

O óleo de cozinha usado tem sido alvo da imprensa chinesa, que critica a forma como o rejeito algumas vezes é reutilizado ilegalmente para consumo humano. 

A Sinopec, que foi criticada no documentário ambiental chinês "Under the Dome", alegou que o óleo usado poderia ter um fim melhor. 

"Isto representa o compromisso determinado da Sinopec em avançar continuamente na inovação científica e tecnológica para promover desenvolvimento verde e com baixa emissão", destacou a Sinopec em um comunicado. 

O primeiro voo no mundo movido inteiramente com biocombustível foi realizado em 2012, quando um avião decolou da capital canadense, Ottawa, mas alguns aviões comerciais usaram biocombustíveis misturados com querosene de aviação tradicional, que é derivado do petróleo. 

A australiana Qantas e a canadense Air Canada já testaram biocombustíveis em seus voos comerciais. 

No ano passado, a Boeing anunciou que iria cooperar com a chinesa Commercial Aircraft Corp. para desenvolver biocombustível de aviação. A empresa americana tem um projeto similar com um instituto de pesquisas vinculado à Academia Chinesa de Ciências. 

A China é um mercado-chave para a Boeing, que estima que o país vai precisar de 6.020 aeronaves, a um custo estimado em US$ 870 bilhões até 2033.

Ártico: quantidade de gelo marinho é a menor em 36 anos


Karen Carneti, de INFO Online

Cientistas do National Snow and Ice Data Center (NSIDC) acreditam que a quantidade de gelo marinho no Oceano Ártico teve seu nível mais baixo para um inverno em fevereiro. O gelo normalmente atinge seu ponto alto entre fevereiro e março, já que expande com temperaturas mais frias. Mas, de acordo com os últimos dados do NSIDC, o ponto máximo deste ano foi o mais baixo desde 1979. 

Segundo o NSIDC, é difícil identificar o ponto exato de alta por conta da variabilidade em tendências sazonais. Aparentemente, o gelo do Ártico chegou ao seu ponto alto em 25 de fevereiro, quando cobriu 14,5 milhões de quilômetros quadrados – 130 metros quadrados a menos do que a máxima mais baixa para um inverno, em 2011. 

O órgão também disse que, ao longo das próximas duas a três semanas, períodos de aumento ainda são possíveis. "No entanto, parece improvável que poderia haver um crescimento suficiente para superar o ponto alcançado em 25 de fevereiro", afirmou. 

O gelo de todos os mares teve um recorde de baixa em 2012, e o NSIDC indica que essa máxima mais baixa deste ano é provavelmente devida a padrões de vento incomuns que levaram a condições mais quentes ao longo do lado do Pacífico do Ártico. 

Uma análise mais abrangente sobre o gelo dos mares no inverno 2014-2015 será lançada pela NSIDC em abril, depois da coleta dos dados de março.

Água na Amazônia: populações já sentem os efeitos da mudança climática, que se expressa nas fortes inundações e secas


Eduardo Davis, da EFE

Brasília - Os países amazônicos, que "guardam" 20% da água doce do mundo, devem continuar "atuando juntos" para impedir que essas reservas sejam motivo de futuros conflitos, afirma a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). 

"Na medida em que os países amazônicos continuem atuando juntos, isso poderá ser evitado", disse em entrevista para a Agência Efe o diplomata boliviano Mauricio Dorfler, diretor-executivo da OTCA, a organização regional integrada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. 

A ONU já alertou que a água pode ser objeto de grandes conflitos no século XXI e um relatório divulgado pela Unesco nesta semana, como parte das comemorações pelo Dia Internacional de Água neste domingo, reafirmou essa tese, ao advertir que o planeta pode ter um déficit hídrico de 40% em 2030 se não houver mudanças no atual modelo de consumo e preservação. 

Para Dorfler, há um consenso entre os países amazônicos de que a gestão da água é parte de uma "agenda comum", que inclui outros fenômenos que podem afetar essas reservas, como o desmatamento e o mercúrio despejado nos rios pela mineração ilegal. 

Dorfler destacou que esse consenso dentro da OTCA foi alcançado "inclusive com as diferenças políticas" que existem entre os países da região amazônica, que souberam deixar de lado as divergências para trabalhar em favor da preservação. 

Nesse sentido, o diplomata boliviano citou como exemplo um projeto regional sobre o uso sustentável dos recursos hídricos além das fronteiras ao longo de toda a bacia amazônica, que nasce nos Andes e desagua no Atlântico, na região norte do Brasil. 

Esse projeto se complementa com um plano para fortalecer os marcos constitucionais nacionais em relação à gestão da água e ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas para a criação de um ambiente de cooperação, nas áreas social e econômica, em toda a Amazônia. 

"Na região amazônica, vivem cerca de 40 milhões de pessoas que não podem permanecer à margem do desenvolvimento", disse Dorfler, que acrescentou que essas populações já sentem os efeitos da mudança climática, que se expressa nas fortes inundações e secas registradas nos últimos anos em diversas regiões amazônicas. 

Nesse contexto, o diplomata relatou que a OTCA começou a colaborar com comunidades que residem na fronteira entre Brasil e Peru, onde se executa um projeto para a implantação de hortas em plataformas elevadas a cerca de dois metros do solo. 

Essas plataformas têm aproximadamente 100 metros quadrados e permitem manter o cultivo de diversos produtos agrícolas durante as inundações, com os quais as populações ribeirinhas podem continuar gerando receitas mesmo quando suas terras tenham se transformado em pântanos. 

Esse projeto demandou até agora um investimento aproximado de US$ 200 mil e favoreceu cerca de 22 mil pessoas das regiões de Nauta, no Peru, e de Tapará Grande, Urucurituba e Igarapé da Costa, no Brasil. 

No entanto, se trata somente de um projeto piloto que será ampliado no futuro para outras regiões amazônicas que sofrem a cada ano com as cheias dos rios. 

A OTCA também tem em seus planos a instalação de um Observatório Ambiental e quer fortalecer seus programas para a formação de profissionais nas ciências da natureza, que são escassos nos oito países da organização. 

Segundo dados da OTCA, a Amazônia abriga pelo menos 32 mil espécies diferentes de plantas vasculares e o país da região que mais possui doutores em botânica é o Brasil, onde não passam de uma dezena. 

Por outro lado, 70% dos estudos sobre a região são realizados por especialistas de Estados Unidos e Europa, e dos 30% restantes, 80% são feitos no Brasil, que possui quase dois terços do território amazônico.

Região desmatada da Amazônia: o desmatamento se concentrou em Mato Grosso (37%) 


Fábio de Castro, do Estadão Conteúdo

          O desmatamento da Amazônia foi de 42 quilômetros quadrados em fevereiro de 2015, um aumento de 282% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram devastados 11 quilômetros quadrados. 

Os números são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), mantido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). 

O SAD produz um monitoramento não oficial da Amazônia Legal - área que se estende por mais de 5 milhões de quilômetros quadrados em 9 Estados - e tem seus dados divulgados mensalmente. 

De acordo com o boletim do Imazon, em fevereiro o desmatamento se concentrou em Mato Grosso (37%), Roraima (28%), Amazonas (16%), Pará (14%) e Rondônia (5%). Os municípios mais desmatados foram Porto dos Gaúchos (MT) e Vitória do Xingu (PA). 

A maior parte da destruição ocorreu em áreas privadas: 79%. O restante foi registrado em assentamentos de reforma agrária (18%), unidades de conservação (2%) e terras indígenas (1%). 

A devastação acumulada nos sete primeiros meses do calendário oficial de medição do desmatamento - entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015 - chegou a 1.702 quilômetros quadrados. 

O aumento foi de 215% no período anterior, quando foram desmatados 540 quilômetros quadrados. 

Entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015, o Mato Grosso desmatou 595 quilômetros quadrados, o que corresponde a 35% de toda a área devastada. 

O Pará desmatou 433 e Rondônia 342 quilômetros quadrados, o que corresponde, respectivamente, a 25% e 20% da área florestal destruída. 

Além dos dados sobre o corte raso, o boletim inclui os números sobre florestas degradadas - aquelas que não foram inteiramente suprimidas, mas foram intensamente exploradas ou atingida por queimadas. 

Em fevereiro, as florestas degradadas somaram 49 quilômetros quadrados - o que representa uma redução de 2% em relação a fevereiro de 2014, quando foram registrados 50 quilômetros quadrados de florestas degradadas. 

Os dados obtidos pelo SAD em fevereiro têm limitações, já que mais da metade da área florestal da Amazônia Legal (59%) estava coberta por nuvens e, portanto, fora do alcance dos satélites. Em fevereiro de 2014, a cobertura de nuvens foi ainda maior, deixando 69% da área inacessível ao monitoramento. 

O boletim do Imazon destaca que, por causa dessas condições, os dados de desmatamento e degradação florestal para fevereiro podem estar subestimados. 

O SAD utiliza imagens dos mesmos sensor e satélite empregados pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que fornece ao governo federal as informações sobre as novas áreas de desmatamento na Amazônia. 

As metodologias utilizadas pelo Inpe e pelo Imazon, porém, são diferentes - o que explica eventuais disparidades entre os resultados dos dois sistemas.

Em 21 de março comemora-se o Dia Mundial das Florestas, uma data voltada para a conscientização da importância desses biomas.


As florestas trazem benefícios ecológicos, econômicos e até mesmo sociais para todo o planeta

As florestas são, sem dúvidas, umas das maiores riquezas naturais de nosso planeta. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, elas podem ser definidas como “uma área medindo mais de 0,5 ha com árvores maiores que 5 m de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in sito”.

As florestas são importantes fontes de biodiversidade e estão relacionadas com a absorção de dióxido de carbono, com a estabilidade do clima e com a proteção do solo, além de fornecerem matéria-prima para a fabricação de vários produtos. Diante de sua importância indiscutível, surgiu, em 1971, o Dia Mundial das Florestas, ou Dia Internacional das Florestas, que é comemorado em 21 de março. A data foi estabelecida para coincidir com o início da primavera no hemisfério norte e foi celebrada em vários países pela primeira vez em 1972.

A ONU estima que aproximadamente 31% de toda a Terra seja recoberta por florestas. No Brasil, elas ocupam, em média, 61,5% de todo o território nacional. Entretanto, esses números podem ser facilmente mudados, uma vez que a destruição desses biomas é cada vez maior, principalmente em razão do avanço da agropecuária e da exploração ilegal dos recursos, tais como a madeira.

Como consequência da destruição das florestas, podemos citar a diminuição constante da biodiversidade, com a redução do número de espécies de plantas, animais e outros seres vivos. Além disso, devemos destacar os efeitos nos regimes de chuvas, que tendem a diminuir, e a liberação de dióxido de carbono, que pode influenciar ativamente as mudanças climáticas.

Ao destruir áreas florestais, perdemos também uma grande variedade de plantas com potencial farmacológico, algumas ainda desconhecidas pelo homem, e exterminamos áreas de onde são retiradas as fontes de sobrevivência de diversas comunidades tradicionais.

No Dia Mundial das Florestas, várias ações são realizadas ao redor do globo com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de preservar as áreas florestais. O foco principal é que todos entendam como as florestas são importantes para todos os seres vivos e a necessidade de um uso racional de seus recursos.

Por Ma. Vanessa dos Santos

Nível do mar aumenta mais rápido nesses locais do que no resto do mundo, colocando setores essenciais, como pesca e turismo, em risco. No Dia Mundial do Meio Ambiente, ONU pede ações imediatas para barrar tendência.


Como consequência do aquecimento global, o nível do mar está aumentando até quatro vezes mais nos 52 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID) do que no restante do mundo, revelou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), num relatório publicado nesta quinta-feira (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente.

Enquanto a média global de elevação do nível do mar é de 3,2 milímetros por ano, em algumas ilhas do Pacífico foi registrado um aumento anual de 12 milímetros, entre 1993 e 2009. Trata-se da maior ameaça para o meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico nesses Estados, a qual pode resultar em perdas anuais de trilhões de dólares.

O Pnuma pede políticas e investimentos globais imediatos em energia renovável e economia verde para evitar o agravamento desses impactos das mudanças climáticas.

“Esses 52 países, com mais de 62 milhões de habitantes, produzem menos de 1% dos gases do efeito estufa emitidos no mundo, mas sofrem desproporcionalmente com as mudanças climáticas causadas pelas emissões globais”, alerta Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma.

Steiner ressalta que, felizmente, estudos mostram que há meios de combater essa tendência. Segundo o diretor, cabe à comunidade internacional ajudar os PEID, por meio de um acordo climático a ser implementado em 2015, que terá como objetivo cortar emissões e minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre essas ilhas.

O relatório faz um alerta sobre a magnitude e a frequência dos riscos provocados pelo clima, que irão aumentar devido ao avanço do aquecimento global, atingindo especialmente as pequenas ilhas.

Se políticas e ações voltadas para a economia verde não forem colocadas em prática, esses países sofrerão impactos desproporcionais e intensos em vários setores, como turismo, agricultura, pesca, energia, saneamento e saúde.

A pesca, por exemplo, é responsável por até 12% do Produto Interno Bruto (PIB) em alguns desses países. Além disso, o peixe representa 90% da proteína animal na dieta das comunidades das ilhas do Pacífico.

O turismo, extremamente importante para a economia dos PEID, também poderia ser gravemente afetado. A ilha caribenha de Granada, por exemplo, perderia 60% de suas praias com um aumento de 50 centímetros no nível do mar.

Dimensão territorial


A vulnerabilidade dos PEID em relação às mudanças climáticas e ao aumento do nível do mar é maior devido às pequenas dimensões territoriais, à concentração populacional e à grande dependência dos ecossistemas costeiros para o estilo de vida, alimentação, segurança e proteção contra eventos climáticos extremos.

Além disso, o relatório aponta que os recifes de corais nas regiões dos PEID já estão sofrendo com o aumento da temperatura da superfície marítima. A ONU estima que o mundo perdeu 34 milhões de hectares desse ecossistema em duas décadas, a um custo de 11,9 trilhões de dólares para a economia internacional, com impacto especialmente nos pequenos países insulares.

Em algumas regiões do Caribe insular, por exemplo, todos os recifes de corais sofreram descoramento – perda de cor –, causado pelo aquecimento global. Com as águas mais quentes, os microorganismos responsáveis pela coloração são expulsos, e os corais acabam morrendo. As mudanças climáticas devem ameaçar 90% desse ecossistema no Caribe até 2030 e 100% até 2050.

Economia verde

Num segundo relatório, lançado também nesta quinta-feira, o Pnuma mostra como Barbados, na América Central, vem investindo em projetos contra as mudanças climáticas que podem servir de exemplo para as outras ilhas.

“A economia verde é particularmente importante para Barbados, devido ao nosso compromisso nacional para impulsionar o paradigma do desenvolvimento sustentável no processo de criação de um país socialmente equilibrado, economicamente viável e que protege o meio ambiente”, afirma o Primeiro Ministro da ilha, Freundel Stuart.

Barbados pretende produzir 29% da energia consumida no país a partir de fontes renováveis até 2029. Atualmente, mais de 90% da eletricidade dos PEID é gerada a partir do petróleo, o que a torna uma das mais caras do mundo.

Além disso, o relatório mostrou que a adoção da economia verde está gerando empregos na ilha, diversificando a economia, aumentando a eficiência dos recursos, reduzindo a pobreza e incentivando o desenvolvimento sustentável.

Para colocar essa abordagem em prática, medidas como promoção da agricultura orgânica e diminuição do emprego de substâncias tóxicas na construção civil estão sendo adotadas no país.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972. A cada ano, um tema e um país-sede são escolhidos. Em 2014, as mudanças climáticas nos PEID são o foco em Barbados.
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