2022


Você já parou para pensar há quanto tempo a água existe no Universo? Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, pode ajudar a responder essa questão.

De acordo com os pesquisadores, a substância é muito mais antiga do que imaginamos. Para ter uma noção, a equipe foi capaz de detectar sinais de água e monóxido de carbono em uma galáxia a 12.880 bilhões de anos-luz da Terra.

Isso sugere que a água já existia quando o Universo era apenas um recém nascido, com 780 milhões de anos. Estima-se que ele tenha hoje quase 14 bilhões de anos.

A galáxia em questão recebe o nome de SPT0311-58. Ela é super massiva e parece ser o produto de duas galáxias que, há mais de 12 bilhões de anos, estavam prestes a colidir.

As detecções foram feitas a partir do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um observatório localizado no Deserto do Atacama, no Chile. Os cientistas identificaram a presença de água na galáxia a partir da análise da poeira cósmica.

Imagem: Erda Estremera/Unsplash/Reprodução

A poeira cósmica absorve a radiação ultravioleta das estrelas e a reemite como fótons infravermelhos, estimulando as moléculas e provocando uma emissão de água que os cientistas conseguem enxergar.

O estudo, publicado no The Astrophysical Journal, sugere ainda que a água se formou ao mesmo tempo em que surgiram os primeiros elementos pesados. Estes, por sua vez, são criados no centro de estrelas a partir da fusão nuclear.

Além disso, a água e o monóxido de carbono são substâncias químicas essenciais para a existência de vida. Ter eles presentes nos primórdios do Universo é extremamente significativo.

Seus olhos, que são verdes e brilhantes, ficam na parte interna de sua cabeça; veja imagens desta peculiar espécie!

O peixe olho de barril - Divulgação/ MBARI

Nessa semana, pesquisadores do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI), da Califórnia, publicaram imagens de um animal marinho conhecido como barreleye, ou olho de barril.

Seu nome, um tanto quanto curioso, faz referência a uma característica ímpar da espécie: seus verdes e brilhantes olhos ficam na parte interna do animal, que possui uma cabeça translúcida.

O que torna o peixe ainda mais único é que acima de sua boca, onde normalmente ficariam os olhos da maioria das espécies, ele possui apenas dois pequenos orifícios, órgãos olfativos, que o auxiliam a identificar a presença de outros seres vivos na água.

O peixe olho de barril / Crédito: Divulgação/MBARI

O peixe olho de barril foi identificado durante uma expedição na Baía de Monterey, na costa da Califórnia, na semana passada, em uma profundidade de cerca de 700 metros. Entretanto, a espécie já é conhecida desde 1939, segundo aponta um artigo da CNET.

Até 2019, de acordo com o Daily Mail, pesquisadores acreditavam que o peixe possuía um olho fixo, que só permitia que ele enxergasse para cima, em direção ao topo de sua cabeça. Porém, agora, sabe-se que seus olhos possuem um movimento de rotação muito mais complexo, sendo que ele pode enxergar até mesmo através da boca.

Segundo os especialistas, seus olhos são conhecidos como tubulares, típicos de criaturas que vivem no fundo do mar. Eles são compostos por uma retina multicamadas e uma "grande lente" — o que permite que eles detectem a maior quantidade de luz possível vinda de uma direção.

Os biólogos também descobriram que o olho de barril usa suas nadadeiras grandes e planas para permanecer imóvel na água, o que permite que ele se camufle no fundo do mar e não seja avistado por predadores.

Embora se alimente de pequenos peixes e plânctons, o peixe olho de barril — que pode medir até 15 centímetros — tem nas medusas sua comida favorita.

O peixe foi avistado por um veículo controlado remotamente (ROV) por profissionais da MBARI, que dizem já terem realizado mais de 5.600 mergulhos e terem capturado mais de 27.600 horas de vídeo, sendo que a espécie só foi avistada em apenas nove ocasiões.

Silkie Chicken é espécie de galinha chinesa explorada na agricultura ornamental ou como animal de estimação

A Galinha Sedosa é uma raça que chama atenção pelo visual exótico. Com plumas que dão um aspecto "peludo" e um formato de coração, ela é muito usada como animal de estimação e na agricultura ornamental. A Silkie Chicken, nome verdadeiro da espécie, embora seja de origem chinesa, também é conhecida (erroneamente) como Sedosa do Japão. Por baixo das penas, sua pele pode ser azul ou preta e o preço, quando adulta, pode chegar a 400 reais.

Para saber mais sobre essa espécie inusitada, a Globo Rural conversou com o zootecnista César Giordano, professor doutor da Escola de Avicultores. Confira, a seguir, tudo sobre a Galinha Sedosa.

Silkie Chicken, a galinha 'sedosa' que costuma ser adquirida como pet (Foto: Reprodução)

Origem
A Silkie Chicken é de origem chinesa e seu primeiro registro é de 1958. “No Brasil, ela é chamada de 'sedosa' ou 'sedosa do Japão', o que é errado, afinal ela é da China. O motivo pelo qual relacionam o Japão à sedosa tem a ver com um melhoramento genético pelo qual a raça passou no país asiático”, explica Giordano.

Principais características
O professor ressalta que quando se fala de raças puras, é necessário seguir alguns quesitos e padrões para classificar as galinhas, como a cor da pele, do bico e das plumas.

A principal característica racial da sedosa é o seu "topete" que pode ser exclusivamente de pena, mas também de osso. “O ideal é que seja formado por penugem. Além disso, elas podem possuir barba, o que também dá o aspecto ‘fofinho’ dela, e por isso ela é comumente usada como pet”.

Para o especialista, a característica mais interessante da espécie é a coloração da pele que é azul - ou preta azulada. Ele explica que essa cor ocorre por conta de um gene chamado ‘fibromelanose’, responsável por diferir ela das outras raças. A cor do bico segue o mesmo padrão e costuma ser azul escura, puxada para o preto.

Galinha Sedosa e seu filhote (Foto: Divulgação/Wikipedia)

Além disso, ele destaca outros traços únicos da sedosa. Seus pés têm cinco dedos, todos com bastante pluma e suas penas podem ter diferentes colorações. “Apesar de existirem cruzamentos que trazem diferentes cores, as principais são brancas, pretas, 'boof' que é dourada, perdiz dourado, perdiz prata e lavanda”, afirma o zootecnista.

O professor acredita que um dos maiores motivos para elas serem adquiridas como animais de estimação é o seu formato. “Quando ela está ‘retinha’, a sedosa tem formato de coração, muito por conta das suas penas. Esse é um fator importante para ela ser muito explorada como ave ornamental”.

Giordano também explica como as sedosas são geradas. “O ‘silk’ é o nome de um gene recessivo que dá as características de pluma que faz ela ser sedosa. Se há um cruzamento com um gene dominante, ela não vai trazer essa característica para as penas. Deve haver dois genes recessivos para ele se expressar”.

Ovos e carne para consumo
“Ela bota cerca de 80 a 100 ovos em um ano, o que é uma produção baixa para exploração comercial e os seus ovos são menores que os convencionais”. Por isso, a sedosa não é utilizada para esse fim, apesar de seus ovos poderem ser consumidos.

Na China e no Japão, ela é considerada uma iguaria por conta da sua coloração, e tem sua carne considerada exótica. “Não é comum o consumo, mas quem a tem no quintal pode consumir seus ovos e carne”.

Galinha Sedosa ou Silk Chicken (Foto: Divulgação/ Wikipedia By Boris Bartels )
Domesticação

A Silkie é a principal raça de galinhas utilizada para estimação. Segundo o professor, elas são extremamente dóceis, porém deve haver um processo para a domesticação. “Devem ser aplicadas algumas práticas desde que ela nasce para trazer essa ‘estimação’. Por ela ser pequena, isso também chama atenção para tê-la como pet”.

Preço
Existe uma grande variação de preço em função da região e do padrão genético dos animais. Ele exemplifica: "se o rosto, em volta do olho, a barbela, a crista forem puxados para o preto, o valor é menor. Agora, se é um azul vivo vale mais". Já se a Sedosa tiver essas partes da pele vermelha, fica desvalorizada, pois está fora do padrão racial. "Como estamos falando de uma raça ornamental, o padrão precisa existir”, explica.

No Brasil, existem criatórios que vendem os ovos férteis da raça e que fazem essa reprodução. “A unidade dos ovos variam entre oito e 15 reais. Os pintinhos variam entre 15 e 50 reais. Já as aves adultas variam entre 80 até 400 reais, sempre a depender do padrão racial”.

Tempo de vida
Em média, a sedosa vive de oito a dez anos, com uma vida produtiva de quatro anos. “Ela tem uma produção regular e frequente”, finaliza.

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