08/11/15

© ReproduçãoNa semana passada, um vazamento durante a drenagem ácida de uma minaderramou onze milhões de litros de resíduos tóxicos no Rio Animas, no Colorado, EUA. Ao longo de uma noite, o popular canal abandonou a cor azul natural para dar lugar a um pungente laranja neon.

Os resíduos foram derramados por acidente no Rio Animas durante uma tentativa de limpeza da mina Gold King, efetuada pela Agência de Proteção Ambiental. A entrada da antiga mina já estava em colapso e derramava água contaminada nas proximidades.

Funcionários da agência instalaram um tubo para divergir este fluxo, mas perceberam que o nível de água contaminada dentro da mina era muito maior do que o previsto. Mais de 4.500 litros por minuto foram derramados no Rio Animas.

Segundo informações do Durango Herald, o rio ganhou a coloração alaranjada graças aos altos níveis ácidos da água, além da presença de metais pesados como ferro, alumínio, cádmio, zinco e cobre.

Testes serão feitos para determinar como a vida selvagem será afetada por estas toxinas e qual a melhor maneira de tratar a água -- oficiais dizem, no entanto, que o tempo será o melhor remédio para purificar o rio, conforme água fresca é despejada nele. Confira imagens do antes e depois do estragoneste link.

Não é a primeira vez que a humanidade faz isso com um rio, lago ou mar. Confira abaixo outros momentos em que a poluição e a indústria deram a um corpo d'água uma cor estranha e surpreendentemente bonita - porém tóxica.





© Copyright British Broadcasting Corporation 2015 Vazamento teve início nesta piscina da mina Gold King, que chegou ao rio Animas

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que um vazamento que tingiu de cor mostarda as águas do rio Animas, no Estado do Colorado, é três vezes maior do que a estimativa inicial.

O rio, no oeste dos EUA, está interditado desde 5 de agosto, quando cinco funcionários da agência despejaram, acidentalmente, água tóxica armazenada na piscina da mina desativada Gold King.

Chumbo, cádmio, alumínio e arsênico estão entre os metais pesados no lodo que contamina o Animas.

Fazendas e populações ribeirinhas que dependem do rio para irrigação e subsistência foram alertadas para não usar a água.

A EPA diz agora que mais de 11 milhões de litros de águas residuais chegaram ao rio – inicialmente, a agência afirmou que o vazamento teria sido de cerca de 4 milhões de litros.

Ambientalistas criticaram duramente as autoridades por sua suposta lentidão na diagnose e combate ao vazamento tóxico.

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Incidente teve início quando funcionários da Agência de Proteção Ambiental liberaram acidentalmente a água tóxica ao rio

Autoridades têm realizado testes para proteger fontes de água potável, mas mais de mil poços podem ter sido afetados pela água amarelo-escuro, que se espalha por 160 km, até o Estado vizinho do Novo México.

A agência ambiental diz que ainda está realizando testes para verificar os danos que o vazamento pode causar à saúde e que a vida selvagem não corre "perigo significante".

O rio Animas também costuma ser usado por empresas e esportistas para atividades de canoagem – que foram suspensas até segunda ordem.

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