01/02/16

Ricardo Castro Santos/Flickr

Os níveis dos gases do efeito estufa na atmosfera tiveram uma alta recorde em 2014, em um momento em que o agravamento das mudanças climáticas faz com que o planeta fique mais perigoso para as gerações futuras, disse nesta segunda-feira (9) a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas especializada no comportamento da atmosfera da Terra.

"A cada ano dizemos que o prazo está se esgotando. Temos que agir agora para reduzir as emissões de gases do efeito estufa se quisermos ter uma chance de manter o aumento da temperatura em níveis administráveis", disse o secretário-geral da entidade, Michel Jarraud, em comunicado.

Gráficos de emissões elaborados pela agência em seu relatório anual sobre as condições atmosféricas do planeta mostram a elevação constante dos níveis de dióxido de carbono, o principal gás do efeito de estufa, que alcançou 400 partes por milhão (ppm), estabelecendo um novo recorde a cada ano desde que foram iniciados monitoramentos confiáveis, em 1984.

Os níveis de dióxido de carbono alcançaram a média de 397,7 ppm em 2014, mas rapidamente romperam a barreira de 400 ppm no hemisfério norte no início de 2014, e novamente no início de 2015.

"Logo, 400 ppm será uma realidade permanente", disse Jarraud. "Isso significa temperaturas mais quentes no mundo, eventos climáticos mais extremos, como ondas de calor e inundações, derretimento de gelo, elevação do nível do mar e aumento da acidez dos oceanos. Isto está acontecendo agora e estamos nos movendo em território desconhecido em uma velocidade assustadora."

Outros gases do efeito estufa - Níveis dos outros dois principais gases do efeito de estufa produzidos pelo homem, o metano e o óxido nitroso, também continuaram sua ascensão em 2014, chegando a 1.833 partes por bilhão (ppb) e 327,1 ppb, respectivamente, de acordo com o relatório. Ambos tiveram seu mais rápido ritmo de aumento em uma década.

O painel de cientistas do clima da ONU estima que as concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso são as mais elevadas em pelo menos 800.000 anos.

Mais de 150 países, liderados pela China e Estados Unidos, os maiores emissores de gases de efeito estufa, divulgaram planos para limitar as emissões de gases do efeito de estufa a partir de 2020. Mas os planos revelados até agora não irão reduzir as emissões o suficiente para atender a uma meta acordada em 2010 de limitar o aquecimento mundial a menos de 2°C em relação aos níveis pré-industriais.

Em 30 de novembro se inicia a a Conferência de Paris (COP-21), a Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (UNFCCC), em que os países discutirão propostas para conter as mudanças climáticas.

Gabriel Garcia - INFO Online
Reprodução/Facebook

É bem provável que o pesquisador Paulo Gonella, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, não esperasse descobrir uma nova espécie de planta ao abrir seu feed de notícias do Facebook. Mas foi exatamente isto o que aconteceu há pouco mais de dois anos, resultando em um estudo publicado na última sexta-feira (24).

Reginaldo Vasconcelos, um amigo orquidófilo de Gonella, fotografou a nova espécie pela primeira vez em 2012, durante uma caminhada por uma montanha de Governador Valadares, Minas Gerais. "As plantas na foto pareciam muito diferentes de todas as outras espécies que eu conhecia", afirma o pesquisador da USP.

Gonella, especialista em plantas do gênero Drosera, resolveu ir até o local da foto para confirmar que a planta era inédita. Após estudar a espécie nos últimos anos, o pesquisador anunciou a descoberta na revista científica Phytotaxa, ao lado de outros pesquisadores do Jardim Botânico de Berlim, na Alemanha, onde atualmente faz doutorado.

A nova planta é uma espécie até então desconhecida das Drosera e foi batizada como Drosera magnifica. A planta pode crescer até 1,5 metro e é uma das três maiores espécies carnívoras do mundo. As plantas do gênero Drosera têm folhas capazes de capturar insetos do tamanho de borboletas, graças a pequenos "tentáculos" que capturam e imobilizam os animais.

"Bancos de dados baseados na internet se tornaram uma ferramenta importante para botânicos e entusiastas de plantas compartilharem seus interesses e conhecimentos", escreve Gonella no artigo. Segundo o pesquisador, a descoberta da nova espécie da Drosera marca a primeira vez que uma nova planta foi encontrada por meio de uma rede social, mas não deve ser a última.

A pupila horizontal de bois, por exemplo, revela que eles estão mais para presa do que para predadores, de acordo com estudo da 'Science Advances'

O senso comum costuma dizer que os olhos são a janela da alma - e a ciência descobriu que entre as informações íntimas que eles revelam está se o animal nasceu para ser caça ou caçador. De acordo com uma análise publicada no periódico Science Advances na última sexta-feira (7), é mais provável que pupilas alongadas e verticais, como a de gatos ou cobras, pertençam a predadores. Pupilas horizontais, como a de cavalos ou vacas, revelam animais destinados a ser presa. Já as circulares, como a humana, de cães ou leões, revelam caçadores capazes de apanhar animais afastados do chão, em árvores ou nos céus.

A função principal da pupila é regular a entrada de luz - quando é excessiva, ela diminui e, quando a iluminação é reduzida, ela se expande. Além disso, é responsável pelo foco e precisão das imagens. Para descobrir por que os olhos de alguns animais se retraem verticalmente e outros horizontalmente, os cientistas da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos e da Universidade Durham, na Inglaterra, analisaram as pupilas de 214 vertebrados terrestres, domésticos e selvagens. A hipótese é de que poderia haver alguma relação entre as pupilas dos animais e seu lugar na cadeia alimentar, pois os olhos são fundamentais na caça e também na fuga.

Caça ou caçador - Os modelos de computador revelaram alguns padrões diferentes entre predadores e presas. Pupilas horizontais, alinhadas com o solo, recebem mais luz vinda da frente e dos lados. Assim, esses animais conseguem ver precisamente a linha do horizonte, de onde virá o possível predador e para onde a fuga será possível. Eles também costumam ter os olhos nos lados da cabeça, o que oferece um amplo ângulo de visão. Essas características revelam os animais que costumam ser presa de outros.

"A primeira necessidade desses animais é detectar predadores. Por isso, desenvolveram uma visão panorâmica com poucos pontos cegos", explica Martin Banks, professor de óptica da Universidade de Berkeley e um dos autores do estudo.

Já os predadores, com suas pupilas verticais, conseguem ver com muita precisão linhas e bordas, borrando o que está ao redor. As pupilas desses animais se dilatam com muita facilidade (os olhos de um gato podem aumentar até dez vezes mais que de um humano), aproveitando o melhor da iluminação para caçadas noturnas ou durante o dia. É o caso das cobras e dos gatos domésticos, que se alimentam de animais que vivem rente ao chão.

Espécies maiores, como leões, tigres e, também, humanos, têm as pupilas circulares, que permitem estimar distâncias com exatidão e ter uma visão panorâmica do entorno, pois caçam animais que saltam ou voam.

Os pesquisadores pretendem, no futuro, analisar espécies aéreas e aquáticas, que têm os olhos mais "esquisitos" do reino animal. Além de ajudar na construção de futuros sistemas ópticos, como câmeras fotográficas ou telescópios, o estudo pode ajudar a compreender os detalhes da visão animal. "Estamos aprendendo o tempo todo o quanto os olhos são incríveis. Esse trabalho é um peça para a compreensão desse quebra-cabeça", diz Banks.

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