10/19/15

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REGIÃO NORTE: PRAIAS DE ÁGUA DOCE, MUITO ALÉM DO RIO AMAZONAS
O estado Amazonas conta também com diversas praias de água doce, veja a seguir algumas delas

Descubra um pouco sobre o turismo local amazonense

Dona de uma das paisagens brasileiras mais bonitas do país, o Norte é cercado de natureza, desde rios e praias de água doce a imensas florestas cheias de biodiversidade.

A região pode não ter as melhores praias de água salgada do Brasil, mas conta com piscinas naturais de tirar o fôlego, a exemplo da Lagoa Azul,situada no Amazonas. Este estado, além de ter parte da maior floresta tropical do mundo, possui também diversas cidades cercadas de história, como Parintins e seu Festival Folclórico, Tabatinga e a tribo indígena Kokama, Manaus e o Teatro Amazonas, entre outras.

O ideal é partir de Manaus, onde grande parte da infraestrutura está localizada e ir explorando diversas cidades ribeirinhas, localizadas ao redor do estado amazonense. Uma outra dica é se hospedar em meio a Floresta Amazônica. Lá existem alguns resorts que contam com diversas atividades voltadas para a natureza local, como passeios de barco pelos rios e mergulhos com botos.

No entanto, muitas regiões não são habitadas ou não possuem infraestrutura para muitos turistas, a exemplo de diversas praias de água doce. A maioria delas surge apenas em algumas épocas do ano e estão localizadas em lugares de difícil acesso, o que torna a viagem mais difícil, mas, ao mesmo tempo, intrigante. Não há nada melhor do que conhecer um lugar bem nativo e que quase nenhum turista tem acesso não é mesmo? Açatuba, Tartaruga e Aramanai são alguns exemplos.

Veja na galeria acima, diversas praias de água doce espalhadas pelo Região Norte:

Praia da Ponta Negra: Considerada uma das mais famosas praias de Manaus, a Ponta Negra é artificial e recente. Cartão postal da capital, a praia fica bastante cheia durante o dia se o clima estiver quente, e de noite, por causa dos bares e apresentações noturnas do boi-bumbá.

Açutuba: A praia de Açutuba, localizada no município de Iranduba, é considerada uma das mais bonitas do estado do Amazonas. As areias brancas contrastam com a cor escura do Rio Negro e o contam com infraestrutura simples, com restaurantes e banheiros.

Alter do Chão: Uma das praias mais conhecidas do Pará, Alter do Chão é uma ótima pedida para quem busca tranquilidade na viagem. As águas do rio Tapajós e a areia branca da praia fazem o local ser considerado o Caribe brasileiro. Situada em Santarém, Alter do Chão é uma das principais belezas naturais do país.

Praia Grande: Situada na cidade de Salvaterra, na Ilha de Marajó, a Praia Grande é uma das mais populares da região e conta com uma boa infraestrutura para receber turistas. Em volta da praia existem diversas barracas de comida e música ao vivo.

Praia da Cachoeira da Velha: Localizada em Tocantins, no Parque Estadual do Jalapão, a praia de água doce está situada ao lado da Cachoeira da Velha, considerada uma das maiores do local.

Praia da Tartaruga: Situada no Tocantins, próximo a cidade de Palmas, a praia conta com uma ótima infraestrutura, o que atrai muitos turistas para região. A Tartaruga não é visível o ano todo, ela surge a partir da formação de uma ilha quando as águas do rio Tocantins baixam.

Praia do Aramanai: Situada na cidade de Belterra, a praia possui ótima infraestrutura com pousadas e restaurantes. Além disso, conta com o Igarapé Encantado, riacho de água gelada que contrasta com as águas quentes do rio Tapajós.

Praia do Tupé: Bastante visitada por moradores do norte, a praia é acessível somente de barco. Tupé fica exposta o ano todo, mas entre os meses de agosto e março é a melhor época para visitá-la, pois a maré do Rio Negro está baixa.

Praia da Lua: Considerada uma das praias mais frequentadas pela população local, a Lua conta com fraca infraestrutura para receber turistas. Localizada no Rio Negro, a praia fica exposta praticamente o ano todo, sendo que entre os meses de setembro e janeiro as faixas de areia são mais largas.

Praia de Caipiru: Situada no município de Oriximiná, a praia é banhada pelo lago Caipiru e pelo Rio Trombetas. Sem nenhum infraestrutura, Caipiru só é acessível de barco. Muito procurada pelos moradores locais, a praia recebe mais visitantes na celebração de Santo Antônio.

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Praia da Ponta Negra, Manaus (AM)

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Praia da Ponta Negra, Manaus (AM)

© Divulgação, Creative Commons / Lubasi / Flickr

Alter do Chão, Santarém (PA)

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Alter do Chão, Santarém (PA)

© Divulgação, Creative Commons / Celso Abreu / Flickr

Praia Grande, Salvaterra (PA)

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Praia Grande, Salvaterra (PA)

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Praia Tupé, Manaus (AM)

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Praia de Tupé, Manaus (AM)

© Universidade de Cambridge Visitantes no parque nacional do Quênia.

Sem saber e sem a intenção de fazê-lo, turistas amantes da natureza a estão colocando em perigo. Em seu amor pela vida selvagem, tentam se aproximar o máximo possível, tirar uma fotografia a poucos metros de distância e, se o guia deixar, dar de comer ao animal. Mas agora um estudo mostra como o contato com seres humanos induz a mudanças fisiológicas e comportamentais nos animais. Eles se tornam mais confiantes e, quando os turistas vão embora, ficam mais vulneráveis a outros seres humanos – desta vez armados com rifles – ou aos ataques de seus predadores.

O ecoturismo ou turismo de natureza, como muitos ecologistas preferem chamá-lo, se transformou em um fenômeno de massas. Um estudo da Universidade de Cambridge, divulgado no começo do ano, estimava que os parques nacionais e as reservas naturais recebem 8 bilhões de visitantes por ano – mais do que a população mundial. Só a moda de nadar com golfinhos atrai 13 milhões de pessoas anualmente. Tanta visita gera o equivalente a 2,23 trilhões de reais por ano. Apesar de uma ínfima parte desse dinheiro, cerca de 43 bilhões, ser dedicada à preservação desses espaços naturais e à pesquisa, são milhões que fazem bem à natureza. O problema é o preço que os animais podem estar pagando.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos, franceses e brasileiros revisaram o que se sabe sobre o impacto do contato dos animais com seres humanos. Eles somaram a estudos anteriores suas próprias pesquisas sobre as mudanças fisiológicas e de comportamento de um animal selvagem quando ele se habitua à presença do homem. Encontraram uma espécie de processo de aculturação nos animais que apresenta muitos paralelismos com aquele dos bichos domesticados ou os que vivem nas zonas urbanas: tornam-se confiantes. Confiantes demais.

Durante os vários anos que pode levar um processo de domesticação de uma espécie, como os cavalos ou os cães, o ser humano domina aqueles genes que os tornam mais dóceis e tolerantes com seus donos. Além do aumento da produtividade, como é o caso do gado, os processos principais induzidos pela ação humana são a redução da agressividade e a perda do medo. Atos humanos dos quais os predadores, como pumas e lobos, souberam se aproveitar.

Não são necessários milênios para completar a domesticação. Em 1999, um estudo paradigmático demonstrou como é possível domesticar a raposa em poucas gerações. Ao fim do experimento, 80% das raposas testadas acabaram mais dóceis. Fisicamente, elas apresentavam uma menor pigmentação da pele, orelhas mais flácidas e rabo mais curto. Os dois últimos são elementos fundamentais em seu sistema de alerta. Fisiologicamente, a docilidade se manifestou com uma menor produção de corticosteroides, hormônios que interferem no estresse. Um estudo semelhante feito com salmões comprovou que aqueles criados em cativeiro apresentavam menor tendência a fugir diante da presença de tubarões.

As cidades também são como um narcótico para muitos animais. Assim como ocorre com a domesticação, os entornos urbanos mitigam a tendência natural de fuga diante de uma possível ameaça. Algumas espécies de esquilo, por exemplo, começam a correr quando um ser humano se aproxima a uma distância sete vezes mais curta na cidade do que seus congêneres no meio selvagem. Outro estudo com 48 espécies de aves europeias estimou que os exemplares urbanos alçavam voo duas vezes mais tarde que os de fora da cidade.

Mas as metrópoles têm outro efeito mais sutil que também reduz a reação dos animais. A presença do ser humano faz com que os predadores se afastem, o que transforma as cidades em santuários para muitas espécies que acabam se descuidando de seus sistemas de alerta. Em 2012, uma pesquisa com 15 espécies de aves mostrou como os pássaros urbanos resistiam menos à captura ou persistiam menos quando tinham seu ninho atacado do que os que viviam na zona rural, o que sugere uma conduta mais relaxada diante dos predadores.

O atual estudo, publicado na revista Trends in Ecology & Evolution, defende que as manifestações mais prejudiciais dos processos de domesticação e urbanização também estão ocorrendo entre os animais selvagens, como resultado do contato humano. Os animais não só criam confiança com os turistas, como também podem fazer o mesmo com humanos caçadores ou com seus predadores.

“Sabemos que o aumento de visitas por parte do homem levou algumas espécies a tolerá-lo e a se comportar de maneiras que sugerem que se habituaram a nossa presença. Também sabemos que, em alguns casos, os animais selvagens são habituados deliberadamente para aumentar as oportunidades para o turista, como vimos com os grandes símios, chimpanzés e gorilas, em vários lugares da África. E sabemos que esses símios acabam sendo mais vulneráveis aos caçadores ilegais” diz o co-autor do estudo, Daniel Blumstein, ecologista da Universidade da Califórnia.

Essa exposição aos turistas pode agir de duas maneiras sobre a conduta dos animais. Por um lado, como ocorre nas cidades, a presença de humanos não perigosos cria um escudo protetor que afugenta os predadores. Isto faz o animal relaxar. No Parque Nacional Grand Teton (Wyoming, EUA), os alces e antílopes americanos passam menos tempo em estado de alerta, dedicando-se mais a buscar alimentos nas áreas onde os turistas se reúnem para vê-los. Também formam grupos menores, e a maior dimensão da manada é outro mecanismo que os protegeria dos pumas e lobos.

Do ponto de vista fisiológico, o menor estado de alerta pode estar associado com a produção hormonal. “O sinal de estresse se manifesta muitas vezes com a produção de cortisol”, diz Benjamin Geffroy, pesquisador da Universidade Federal do Mato Grosso e principal autor do estudo. O problema é que as pesquisas realizadas até agora oferecem resultados contraditórios. Ante a presença de humanos, algumas espécies apresentam altos níveis de cortisol, ao passo que outras têm níveis baixos. “Inclusive do ponto de vista das espécies, parece que os resultados dependem muito da duração das visitas turísticas. Por exemplo, os gorilas selvagens acostumados há tempos com a presença humana têm menos corticoides nas fezes que os recentemente habituados. Mas os gorilas não acostumados apresentam menores níveis que os acostumados. À primeira vista, isso pode parecer sem sentido, mas o que devemos ter em conta é que, seja qual for a espécie, a presença humana provoca mudanças no estado fisiológico normal dos animais”, diz Geffroy.

O estudo deixa em aberto duas questões essenciais que, para os pesquisadores, precisam ser respondidas o mais breve possível. Por um lado, não se sabe se esses processos são transmitidos às gerações seguintes. Por outro, embora haja vários exemplos já demonstrados, falta ainda estabelecer se a habituação aos humanos reduz as defesas ante os predadores de forma generalizada.

Blumstein teme que sim, citando de novo a domesticação e a urbanização. “O processo de domesticação animal baseia-se em domar e selecionar os animais para que convivam melhor conosco. Nas áreas urbanas, os bichos se comportam de forma diferente do que o fazem nas rurais. E, em certas espécies, os cientistas encontraram evidências de que a seleção natural em curso explica algumas dessas diferenças. Não sabemos em que medida o ecoturismo pode estar por trás dessas mudanças na vida selvagem, mas suspeitamos que pode fazer isso dependendo da duração e da intensidade do contato.”

O dilema apresentado pela pesquisa é difícil de resolver. É preciso impedir a entrada dos turistas nos espaços naturais? Além de ecologista, Blumstein passou boa parte de sua carreira usando o ecoturismo como um mecanismo para que os humanos amem a natureza. Chegou a escrever um guia turístico de um parque do Paquistão. “Mas também percebi que a crescente atividade humana em áreas virgens muda o comportamento dos animais, e essas mudanças podem ter consequências ecológicas”, diz ele. “Em última instância, nosso amor pelas áreas naturais, viajando até elas, nem sempre é benigno.”

Andrew Balmford, biólogo de Cambridge e autor do cálculo sobre as visitas aos parques nacionais, reconhece que é uma questão complicada. “Em algumas regiões do planeta, o ecoturismo é muito importante para financiar os esforços de conservação e obter apoio político e comunitário”, afirma. Balmford também diz que preciso haver mais estudos e concorda com autores da pesquisa sobre algumas medidas que poderiam ser tomadas. “O principal é reconhecer que as visitas podem provocar interferências importantes, e procurar minimizá-las através da regulação, do desenvolvimento de infraestrutura e, onde for possível, da redução das atividades para que algumas áreas permaneçam inacessíveis aos turistas.”


Miguel Ángel Criado

© Stuart Palley

A Califórnia tem enfrentado a pior seca de todos os tempos. Segundo estudo publicado na revista Nature Climate Change, o acúmulo de neve nas montanhas de Sierra Nevada está no seu ponto mais baixo em 500 anos. A seca aumenta o risco de que as florestas sejam consumidas pelo fogo.

O chamado "Valley Fire" foi o terceiro pior na história do estado americano. Destruiu mais de 74.500 acres de floresta e 585 residências em Lake County. 

O fotógrafo Stuart Palley esteve lá para registrar tudo.

"Eu nunca vi uma destruição assim e fotografei mais de 60 incêndios", disse Palley, que há 3 anos fotografa incêndios, em entrevista para a Business Insider.

Criado em Newport Beach, no Sul da Califórnia, Palley sempre teve a vida pautada pelos incêndios.

"Me lembro de jogar futebol na escola e das cinzas caírem sobre o campo", disse Palley.

A série de imagenns de Palley, chamada "Terra Flama", inclui algumas dessas imagens

© Stuart Palley

Em 1993, na cidade de Newport Beach, quando Palley era ainda uma criança, sua família foi obrigada a fugir de um incêndio florestal que se aproximava perigosamente de sua casa

© Stuart Palley

O fotógrafo perdeu uma semana inteira de aulas por causa de outro incêndio florestal na Califórnia

© Stuart Palley

Em 2007, quando visitava a família por uma semana depois de voltar do internato na faculdade, ele fotografou seu primeiro incêndio. Mas só cinco anos depois fotografaria profissionalmente uma ocorrência deste tipo 

© Stuart Palley

As leis de acessibilidade de profissionais de imprensa aos incêndios varia de estado para estado e até mesmo de incêndio para incêndio, mas na Califórnia o acesso é irrestrito 

© Stuart Palley

Em sua primeira experiência profissional fotografando incêndio, em Riverside County, ele viu uma mansão milionária em chamas e, mesmo com toda sua experiência profissional, descreveu a experiência como "chocante"

© Stuart Palley

Desde então, seu interesse em documentar incêndios só aumentou. Ele almeja mostrar o fogo e todo seu impacto na paisagem

© Stuart Palley

Ele recebeu treinamento profissional do Serviço Florestal Americano e leu muitos livros para aprender sobre o comportamento do fogo e como pode lidar com ele 

© Stuart Palley

Mesmo com todo o know how, ele sempre toma todos os cuidados possíveis para não ser vítima do fogo. Ele se posiciona com o carro próximo para uma fuga rápida ou fotografa de um ponto de vantagem de onde pode escapar com rapidez e segurança

© Stuart Palley

Palley sempre tem em muita consideração os bombeiros para não atrapalhar seu trabalho

© Stuart Palley

Com o aumento dos incêndios, o Serviço Florestal americano estimou um aumento de US$ 700 milhões em seus custos, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,8 bilhão em uma década

© Stuart Palley

"Os bombeiros são abnegados e optam por trabalhar ajudando comunidades quando poderiam estar fazendo outra coisa ganhando muito mais dinheiro e com menos stress", diz Palley 


© Stuart Palley

O fotógrafo afirma não tomar partido com suas fotos e apenas registra os acontecimentos para que o mundo tire suas próprias conclusões 

© Stuart Palley

A seca histórica tem ampliado o número de oportunidades para que Palley registre suas imagens impressionantes 

© Stuart Palley

O fotógrafo afirma que as regiões queimadas levarão décadas, senão séculos, para serem repostas e provavelmente jamais voltarão a ser as mesmas 

Business Insider

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