09/01/15


BRASIL: OS PARQUES NACIONAIS MAIS FANTÁSTICOS DO PAÍS

Extenso território brasileiro abriga cerca de 70 unidades de conservação, como a Chapada Diamantina, na Bahia, e a Serra da Capivara, no Piauí

Nenhum país do mundo se compara ao Brasil e termos de belezas naturais. Do clima temperado do Sul à imensidão verde da Amazônia, o extenso território brasileiro apresenta uma quantidade absolutamente incontável de cenários únicos, emoldurados por uma incrível variedade de climas, biomas e características para lá de peculiares. Para se ter uma idéia, somente a Floresta Amazônica cobre cerca de 50% do país.

Mas as belezas naturais vão muito além da maior floresta tropical do planeta, e podem ser encontradas, inclusive, nas metrópoles, formando um deslumbrante contraste com construções humanas. O Cristo Redentor, por exemplo, fica no alto do Parque Nacional da Tijuca, uma imensa floresta no coração urbano da cidade.

Contudo, a grande maioria das belezas naturais estão em regiões pouco habitadas do país, e são um prato cheio para os amantes do ecoturismo. Lugares como a Chapada Diamantina, na Bahia, os Lençóis Maranhenses, e oarquipélago de Fernando de Noronha são alguns exemplos de regiões menos povoadas que preservam boa parte de sua paisagem original e, por isso, atraem milhares (e até milhões!) de visitantes.

Para proteger tamanha beleza, o Brasil tem, hoje, cerca de 70 parques nacionais. Todos são administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Prepare-se para encarar trilhas extensas e se deparar com paisagens jamais vistas em nenhum outro lugar do mundo.

Confira, a seguir, os parques nacionais mais fantásticos do Brasil:

PARQUE NACIONAL DA TIJUCA (RIO DE JANEIRO)

Localizado em uma região urbanizada da cidade do Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Tijuca é um verdadeiro oásis verde em meio a carros e prédios da agitada metrópole carioca. É considerado o menor, porém, o mais visitado parque nacional do Brasil, com mais de dois milhões de turistas por ano - atraídos, principalmente, pela quantidade incontável de trilhas, cachoeiras, caminhadas e pelo fácil acesso. São quase quatro mil hectares que englobam boa parte das zonas sul e norte da capital, incluindo cartões-postais como a Pedra da Gávea, o Corcovado e o Pico da Tijuca, o ponto mais alto da região, com 1022 metros.

PARQUE NACIONAL MARINHO DE FERNANDO DE NORONHA (PERNAMBUCO)

Este parque integra cerca de 70% do arquipélago de Fernando de Noronha, incluindo as 21 ilhotas inabitadas, e alguns dos principais cartões-postais da principal ilha. A unidade preserva um dos ecossistemas mais vulneráveis e biodiversos do país e, por isso, há uma restrição quanto ao número de visitantes na região. Por dia, apenas 450 pessoas são autorizadas a desfrutar deste paraíso.

PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU (PARANÁ)

O Parque Nacional do Iguaçu é um dos cartões-postais mais emblemáticos do país. Situado no extremo oeste do Paraná - na tríplice fronteira com a Argentina e o Paraguai - a reserva possui cerca 1,3 milhão de quilômetros quadrados de florestas típicas de Mata Atlântica, rios, lagos, e uma incrível biodiversidade. É considerado um dos lugares mais visitados por turistas estrangeiros no Brasil, por abrigar, nada menos que as imponentes Cataratas do Iguaçu - um dos maiores conjuntos de quedas d'água do planeta. Embora seja frequentemente relacionada com a cidade de Foz do Iguaçu, a unidade de conservação também abrange outros 13 municípios paranaenses.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA (MINAS GERAIS)

Composto basicamente por vegetação típica do Cerrado, o Parque Nacional da Serra da Canastra é um verdadeiro paraíso para quem curte boas trilhas, cachoeiras e paisagens naturais. É considerada uma das reservas mais importantes do Brasil, e abriga nada menos que a nascente do imponente Rio São Francisco. São cerca de 200 mil hectares de cenários selvagens e deslumbrantes.

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA (RIO DE JANEIRO)

É o parque nacional mais antigo do Brasil, criado em 1937. Situado em meio à Serra da Mantiqueira, o Parque Nacional do Itatiaia compreende uma área de 28 mil hectares, entre os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Famosa por suas formações montanhosas, a reserva abriga alguns dos picos mais altos e visitados do Brasil, como o Pico das Agulhas Negras - o ponto mais alto do Rio de Janeiro (2791 metros) e único lugar com incidência de neve no estado. O parque pode ser facilmente acessado pela BR-485, considerada a estrada mais alta do Brasil, com 2460 metros de altitude máxima.

PARQUE NACIONAL DE JERICOACOARA (CEARÁ)

Criado em 2002 para proteger a deslumbrante costa norte cearense, o Parque Nacional de Jericoacoara compreende uma área de quase oito mil hectares com paisagens variadas. Dunas, costões, lagos, manguezais e praias de águas cristalinas são alguns dos cenários encontrados nesta reserva. Fica próximo ao município de Jijoca de Jericoacoara, e é um dos lugares de maior potencial turístico da região nordeste. O ponto mais visitado da unidade é a famosa Pedra Furada, uma rocha de formato peculiar incrustada à beira-mar.

PARQUE NACIONAL DE APARADOS DA SERRA (RIO GRANDE DO SUL E SANTA CATARINA)

Este parque é muito famoso por abrigar formações montanhosas muito peculiares, caracterizadas, principalmente, por paredões de até 700 metros com encostas verticais que parecem ter sido "aparadas" por faca. Por isso o nome. O Parque Nacional de Aparados da Serra fica na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em uma imensa área de 30 mil hectares de vegetação típica de Mata Atlântica. Abriga um dos mais notáveis cânions do Brasil, o Itaimbezinho. Vá preparado para encarar neblinas e temperaturas baixas: a unidade fica em uma das regiões mais frias do país.

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DIAMANTINA (BAHIA)

O Parque Nacional da Chapada Diamantina engloba uma imponente região montanhosa da Bahia, famosa por suas trilhas, lagos, cavernas e cachoeiras - com destaque para a Cachoeira da Fumaça, a segunda maior do Brasil. Por isso, é um dos lugares preferidos dos amantes do ecoturismo. São cerca de 152 mil hectares de vegetação praticamente intocada, compreendendo alguns dos municípios mais altos e frios do Nordeste, como Lençóis, Vale do Capão, Mucugê e Andaraí.

PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES (MARANHÃO)

Da imagem já se tem uma noção do motivo pelo qual a unidade é o lugar mais visitado de todo o Maranhão. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é um verdadeiro paraíso de piscinas naturais e dunas, que formam dos cenários mais incomuns e fascinantes do Brasil. Situado em uma região litorânea, a reserva engloba cerca de 156 mil hectares de dunas e pequenos lagos, moldados naturalmente pela ação das chuvas. Para desfrutar dessa imensidão de águas cristalinas, prefira visitá-la de maio a agosto - período em que as chuvas cessam e os riachos se formam.

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS (GOIÁS)

Criado em 1961, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros abrange uma área de mais de 65 mil hectares de montanhas, paredões rochosos imponentes, lagos e cachoeiras que são um prato cheio para os amantes de turismo ecológico. O local possui boas trilhas que exigem um certo esforço, recompensado por um dos cenários mais deslumbrantes do Centro-Oeste. A entrada da unidade fica no distrito de São Jorge, no município de Alto Paraíso de Goiás.

PARQUE NACIONAL DO PANTANAL MATOGROSSENSE (MATO GROSSO)

O parque engloba "apenas" 135 mil hectares - cerca de 1% do Pantanal - na confluência dos rios Cuiabá e Paraguai. Somente uma pequena parcela do que há de mais deslumbrante neste ecossistema, conhecido por ser a maior planície alagada do mundo. Se gosta de cenários selvagens, contato com a natureza e animais nativos, este é o seu lugar. Aqui é o lar de jacarés, capivaras, onças, ariranhas e milhares de outras espécies - muitas ameaçadas de extinção. Há duas boas formas de se conhecer a região: com passeios de lanchas ou hospedando-se em um dos barcos-hotéis - grandes embarcações com boa estrutura de hospedagem.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA (PIAUÍ)

Localizado a cerca de 500 quilômetros de Teresina, o Parque Nacional da Serra da Capivara tem como objetivo não somente proteger a natureza local, mas toda a sua riqueza arqueológica. O local abriga a área de maior concentração de sítios pré-históricos do continente americano, com a maior quantidade de pinturas rupestres do mundo. Estudos recentes apontam que esta região teria sido densamente povoada por civilizações pré-históricas. São mais de 700 terras arqueológicas encontradas no parque, e cerca de 30 mil desenhos nas rochas. A unidade também é o habitat de centenas de espécies de animais típicos do Cerrado e da Caatinga.

A piscina é chamada de Lagoa de Cristal e fica no resort quatro estrelas San Alfonso del Mar, em Algarrobo

A piscina do resort San Alfonso del Mar tem mais de um quilômetro de comprimento e 115 metros de profundidade

É sempre bom quando nos hospedamos num hotel com piscina, principalmente se o destino de viagem tiver o clima quente. Em algumas propriedades elas são praticamente uma atração, pois contam com vistas de tirar o fôlego ou parecem verdadeiros parques aquáticos. Porém, o resort San Alfonso del Mar, no Chile, quebrou todos os recordes. A hospedagem tem a maior piscina do mundo, com mais de um quilômetro de comprimento.

A aparência da piscina é de uma lagoa e o grande tanque reserva mais de 250 milhões de litros de água. Seu tamanho corresponde a 20 piscinas olímpicas e a estrutura é tão grande que os visitantes podem andar de barco a vela, de caiaque e praticar mergulho. Aliás, o hotel quebrou outro recorde, pois a piscina também é a mais funda do planeta, chegando a 115 metros de profundidade e ultrapassando o título que era da Y-40 Deep Joy, na Itália.

Também chamada de Lagoa de Cristal, a piscina está situada na cidade de Algarrobo, a 90 quilômetros de Santiago, e fica em frente a uma praia do Oceano Pacífico. A atração foi inaugurada em 2006 e levou cinco anos para ser construída, com um investimento de R$ 3,2 bilhões. Todos os anos, o resort gasta R$ 6,4 milhões para a manutenção. A temperatura da água está sempre agradável, a 26°C.

Em toda sua extensão, há coqueiros, areia de praia e cadeiras para tomar sol. A Lagoa de Cristal até entrou para o "Guinness Book", o "Livro dos Recordes", como a maior piscina do mundo. Para abastecer tanta água, há um sistema inteligente e ecológico que filtra a água do mar tanto para entrar na piscina, quanto para sair e voltar para a praia.

O resort San Alfonso del Mar, onde ela está localizada, é um hotel quatro estrelas e as diárias para quartos duplos custam a partir de R$ 1 mil. Para mais informações, acesse o site oficial: www.sanalfonso.cl

A piscina do resort San Alfonso del Mar é tão grande que os hóspedes podem andar de barco a vela no local

A área de piscina conta com areia de praia, coqueiros e cadeiras para tomar banho de sol

Além de ser a maior do mundo, a piscina também tem o título de mais funda, com 115 metros de profundidade

O resort San Alfonso del Mar fica na cidade de Algarrobo, no Chile

A piscina também é conhecida como Lagoa de Cristal, por ter águas cristalinas e com tom azul-turquesa

Os hóspedes também podem aproveitar para andar de caiaque na piscina, que tem mais de um quilômetro de extensão

A Lagoa de Cristal até entrou para o "Guinness Book", o "Livro dos Recordes", como a maior piscina do mundo

A piscina reserva mais de 250 milhões de litros de água

Parque eólico em Trairi, no Ceará: até 2020, os ventos podem se tornar a segunda principal fonte da matriz brasileira

Até 2023, o consumo de energia elétrica no Brasil deve crescer 4,3% ao ano, mostra estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), baseada na tendência de consumo dos últimos anos. Entre 2001 e 2011, período que coincidiu com uma expansão no poder aquisitivo dos brasileiros, o consumo de energia cresceu, em média, 4,4% ao ano.

O aumento da demanda favorecerá investimentos em energia limpa. Segundo o estudo Energy Outlook, divulgado no primeiro semestre pela Bloomberg, o Brasil deve receber 300 bilhões de dólares em recursos na geração de energia elétrica até 2040. Quase um terço desse total deve financiar projetos de energia eólica.

No início de agosto, o governo federal lançou um plano que prevê investimentos da ordem de 186 bilhões de reais para geração e transmissão de energia elétrica. A primeira parte do plano, cujos recursos serão contratados por meio de leilões, prevê 80 bilhões de reais em aportes até 2018. Uma das prioridades é criar condições para o desenvolvimento de energias limpas.

Estima-se que 88% da produção energética do país venham de fontes renováveis. A maior parte desse potencial é ocupada pelas hidrelétricas, que respondem por mais de 60% da produção. “Fontes complementares de geração, como a eólica, devem ganhar importância na medida em que o Brasil precisará diversificar sua matriz energética para se proteger em períodos de seca”, diz Tomaz Nunes Cavalcante Neto, especialista em eficiência energética e professor da Universidade Federal do Ceará.

Atualmente, a força dos ventos é capaz de produzir 7 gigawatts de energia no Brasil. É mais que o dobro da capacidade instalada em 2012. Hoje há cerca de 280 parques eólicos espalhados por 11 estados do país, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

No primeiro semestre de 2015, a produção das eólicas mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os estados líderes em produção são Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará.

De acordo com a ABEEólica, os investimentos anunciados pelo governo em agosto podem fazer a capacidade chegar a 14,4 gigawatts em 2018. Nas estimativas da entidade, o setor gera 100 000 empregos e proporciona abastecimento suficiente para 8,7 milhões de residências por mês. 

A energia eólica responde atualmente por 4,5% da matriz brasileira – o que faz do vento a quinta fonte mais utilizada no país. “Até 2020, ela pode se tornar a segunda mais significativa da nossa matriz energética”, diz Élbia Silva Gannoum, presidente da ABEEólica. 

Segundo Élbia, o avanço recente foi provocado por uma mudança no destino dos investimentos estrangeiros. “Assustados com a crise econômica que atingiu os Estados Unidos e a Europa a partir de 2008, muitos investidores do setor começaram a se interessar por países como Brasil, China e Índia”, diz Élbia.

Uma estimativa recente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que os recursos para financiamento de projetos de geração de energia eólica devem crescer 15% em 2015. Na prática, o volume de investimento chegaria a 7,6 bilhões de reais – ante 6,6 bilhões de reais alocados em 2014.

As oportunidades para o futuro da energia eólica no Brasil serão tema de um evento que acontece entre 1º e 3 de setembro, no Rio de Janeiro. Trata-se da Brazil Windpower, maior feira do setor na América Latina. Com mais de 100 expositores e pelo menos 2 000 participantes de 800 empresas, o encontro é uma demonstração de como o mercado de energia eólica está aquecido.

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