Junho 2015

Raquel Sodré, da Superinteressante

Fora do comum

Quem ainda está estudando ou prefere deixar para ter seu merecido descanso no nosso inverno, já está com um pé nas férias de julho.

Para quem vai viajar para o hemisfério norte, a época é de curtir muita praia e calor na Europa, nos Estados Unidos, Canadá e outros países acima do Equador.

Já quem fica do lado de “baixo” do globo, vai pegar um friozinho (ou friozão!) e curtir um clima de serra, um fondue, se embrulhar em vários cobertores e se esbaldar nos chocolates quentes (a menos que você vá para o Nordeste, porque né?).

Se você ainda não escolheu suas acomodações para estas férias está cansado daquela mesmice dos hotéis de sempre, a Superlistas de hoje vai te dar algumas opções mais, digamos, ousadas onde você pode se hospedar para curtir a folga. Vem com a gente.

Palácio de Sal, Bolívia

A Bolívia é o país que abriga o Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo. Aproveitando o material peculiar disponível, foi construído um resort todinho feito de sal!

Desde as paredes até o mobiliário, tudo lá é salgado (alô, hipertensos, cuidado!). As paredes foram construídas com tijolos de sal e cobertas por cristais de sal.

Para o teto, os móveis e o restante dos objetos, foram usados cerca de um milhão de blocos de sal.

O hotel, que possui um total de 30 quartos, está situado na comunidade de Colchani, em Uyuni, no sudoeste da Bolívia. As diárias variam em torno de R$ 450 para um quarto duplo.

Montanha Mágica, Chile

Mais um destino incrível na América Latina, e esse vai agradar especialmente aos fãs de “O Senhor dos Anéis”. O hotel “Montanha Mágica” foi construído na reserva Huilo Huilo, na Patagônia, em um cenário que lembra muito o Condado.

Só é possível acessar o hotel por uma ponte suspensa feita de madeira (tipo aquelas dos filmes que sempre arrebentam uma corda e ficam penduradas).

A construção foi feita em pedra, e o interior é todo em madeira rústica, integrando o hotel à natureza em volta dele. As diárias partem de cerca de R$ 842, e crianças com menos de seis anos não pagam.

Casa na Árvore, Suécia

Esta é uma opção para quem quer curtir a experiência de dormir em uma casa na árvore, mas não está a fim de ser tão radical. Nesse hotel, os hóspedes ficam em caixas construídas a cerca de 6 metros do chão. Mas não se engane: não é porque é na árvore que deixa de ser chique.

Ao contrário, esse hotel foi construído no melhor estilo “casa na árvore gourmet”.

Cada quarto foi planejado por um arquiteto e tem um conceito diferente. Um deles, por exemplo, é uma caixa toda de espelho, que permite aos hóspedes ver toda a paisagem em volta (desafio: tente não pirar na hora de ir ao banheiro).

Waldeilgarten Hollschlucht, Alemanha

Quem curte acampamentos, pode dar um upgrade na experiência de viagem se hospedando no Waldeilgarten Hollschlucht – mas só se não tiver medo de altura.

Os hóspedes dormem em cabaninhas que ficam penduradas em galhos de árvores. Para chegar no “quarto”, você precisará subir por uma escada de corda.

Lembrando que as barracas não incluem banheiros, então, é bom se planejar bem com o xixi antes de ir dormir para não ter que fazer uma aventura na madrugada descendo e subindo em árvore.

O espaço também oferece uma plataforma aberta em cima de árvores onde você pode colocar seu saco de dormir. Para se hospedar na barraca pendurada, você irá desembolsar 250 euros por cabeça a diária. Mais salgado que o hotel de sal!

Hotel de gelo, Suécia

Parece que os suecos gostam de uma excentricidade nas férias, porque não satisfeitos em hospedar as pessoas em casas em árvores, eles também te oferecem um hotel inteirinho de gelo para você passar seu tempo livre.

O hotel foi construído em 6.000 metros quadrados de gelo e neve, e você precisará se empacotar todo em um saco de dormir antes de ir para a sua cama (esqueça aquela noite romântica que você havia planejado. Não vai rolar).

Como o gelo e a neve são – pasme – naturais, o hotel é reconstruído todos os anos em novembro por uma série de artistas. Além de construir as instalações do hotel, eles também fazem as esculturas de gelo que decoram o interior do lugar.

Se você é desses que deseja um casamento especial, pode começar a pensar em se casar na capela de gelo que também é construída no complexo do hotel todos os anos. Mas, atenção: se você tem crianças menores de 12 anos, não poderá levá-las nessas férias.

Por causa do frio extremo, elas não são permitidas no hotel de gelo. As reservas para a temporada 2015/2016 já estão abertas, com datas a partir do dia 11 de dezembro. As diárias em uma das suítes partem de R$ 1.596 em média.

Kakslauttanen, Finlândia

Mais uma opção para quem gosta de frio (mas frio mesmo!), o Kakslauttanen Hotel, na terra do Papai Noel, permite que você se hospede em um iglu.

A diferença, aqui, é que, ao contrário do hotel de gelo, os iglus são confortavelmente aquecidos. Mas você pode passar frio na piscina, que fica ao ar livre.

Os tetos dos iglus são de vidro, então, se você der bastante sorte, pode assistir de camarote à aurora boreal, um dos maiores espetáculos naturais da Terra.

O hotel ainda oferece atividades como passeio de trenó puxado por huskies, passeios a cavalo e observação do sol da meia noite. As diárias para o verão deste ano partem de aproximadamente R$ 450 para uma pessoa e R$ 700 para duas.

Mina de prata, Suécia

É oficial: se você quer férias diferentes, vá para a Suécia e se hospede em um dos hotéis bizarros que eles têm por lá.

Além de aproveitar casas na árvore e hotel de gelo, você também pode ficar em um hotel construído dentro de uma mina de prata desativada (mas só se você não tiver claustrofobia, porque o hotel é construído 155 metros debaixo da terra).

Para se hospedar lá, você também precisa gostar de frio, porque as temperaturas podem chegar a 3º C. O celular não pega lá embaixo, mas eles têm wi-fi disponível para os hóspedes (obrigada, tecnologia).

Uma diária no quarto para dois sai por cerca de R$ 1.855, e o banheiro fica a 55 metros de distância do quarto, no corredor.

Majestic Bus, País de Gales

Este não é exatamente um hotel, mas continua sendo uma opção sensacional de hospedagem para quem quer sair do feijão-com-arroz.

O Majestic Bus é um ônibus que foi todo reformado por seus proprietários, redecorado e transformado em um trailler para hóspedes com capacidade para receber até quatro pessoas do lado de dentro e mais quatro acampadas no quintal.

Atualmente, o ônibus está localizado próximo à cidade de Hay-on Wye, próximo às colinas do condado de Radnorshire.

Uma diária para duas pessoas sai por aproximadamente R$ 620, e o preço inclui flores frescas colhidas no quintal do trailler, lenha para a fogueira e insumos básicos como ingredientes para o chá (estamos no Reino Unido, lembra?), café, temperos, roupa de cama, cobertas e outras mordomias.

Campanha da Colgate: realidade da falta de água e do desperdício

 Muita gente por aí ama deixar a torneira aberta enquanto está escovando o dente. Mas, nesse pequeno ato, muita água é desperdiçada.

A Colgate, pensando no momento em que está presente na vida de seus consumidores, decidiu criar uma campanha alertando para a falta de água e a necessidade de mudar seus hábitos.

Na imagem, feita para causar impacto e desconforto, um menino sujo e aparentando pobreza segura uma bacia na cabeça e "serve de pia" no banheiro, enquanto a torneira deixa a água correr.

Acima, a Colgate deixou o seu recado: "o que você desperdiça em dois minutos é o que ele tem para viver por dois dias".

Nos vídeos da campanha, a imagem de uma pessoa escovando o dente é posta junto de uma pessoa em uma região seca.
A crição é da Y&R de Nova York.

Clique aqui para ver a imagem completa da campanha da Colgate.

O animal foi visto pela última vez há quase 77 anos, o Puma Cougar *Puma concolor* oriental era vítima incessante de caçadores e de foi completamente eliminado, de acordo com o US Fish and Wildlife Service. Após uma revisão de 4 anos, o Wildlife Service vai remover o animal no mês que vem da sua lista de espécies ameaçadas, já que ele estava nos últimos 43 anos. Com a medida, o felino, que já habitou a América do Norte, do Canadá à Carolina do Sul, nos EUA, não mais será considerado uma espécie em perigo. Junto com suas primas panteras, o puma concolor já foi um dos mamíferos terrestres melhor distribuídos no ocidente, mas, de acordo com biólogos, acabou restrito a um terço do território que já ocupou por conta das invasões humanas e desmatamentos.

O último registro confirmado de um puma cougar do Leste foi em 1938, o animal em questão estava morto. Antes, um deles foi visto em Nova Brunswick, no Canadá, em 1932. O animal foi exterminado por imigrantes europeus, que o eliminavam sob a alegação de autoproteção. Além disso, seu desaparecimento tem a ver com o desflorestamento ocorrido na região, que também levou a sua principal presa, o veado-de-cauda-branca, à extinção.

O desmatamento da Amazônia Legal, no período de 1997 a 2013, chegou a 248 mil quilômetros quadrados, quase o tamanho do estado de São Paulo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgada hoje (19).

A pesquisa também mostra que o desmatamento entre 2005 e 2013 foi 89.158 quilômetros quadrados, extensão que pode ser comparada a uma área do tamanho do Espírito Santo com o Rio de Janeiro. O número é menor que o de 1997 a 2004, quando foi somada uma área de 159.078 quilômetros quadrados. Nesse caso, o total desmatado da Amazônia Legal superou o estado do Amapá. 

e qualquer forma, o resultado da pesquisa mostra uma queda de 79,1% no desmatamento da região quando comparado o período entre 2004 e 2013. Segundo o IDS, pelo menos 15% da Amazônia Legal já foi desmatada.

Sobre os demais biomas brasileiros, segundo a pesquisa, a Mata Atlântica já teve 85,5% da área desmatada. Nos Pampas, 54,2% da área original foi desflorestada, enquanto quase metade da mata nativa do Cerrado – 49,1% – não existe mais. A Caatinga teve, no período, uma área desmatada de 46,6%. Já a região do Pantanal foi o bioma menos atingido pelo desmatamento (15,4%).

Em 2004, 27,8 mil quilômetros quadrados foram desflorestados na região, o equivalente ao estado de Alagoas. Já em 2013, a área desmatada caiu para 5,8 mil quilômetros quadrados, comparável ao território do Distrito Federal. O menor percentual da série histórica, no entanto, foi registrado em 2012, com 4,6 mil quilômetros quadrados.

Por Vinícius Lisboa/Agência Brasil

Descubra outros sete motivos para cair de amores pela França, conhecendo alguns dos roteiros mais encantadores do país!

Sugestões de sete roteiros que vão te mostrar o quão apaixonante é a França e o porquê do território francês ser um dos mais visitados do mundo!

A França é o país mais visitado do mundo e motivos para justificar esta preferência não faltam. A compeçar pela capital, que encanta os visitantes com o seu charme único, riqueza histórica e gastronomia renomada. Mas não é só de Paris que vivem os roteiros turísticos por lá. Isso porque durante viagens pelo território francês, cenários deslumbrantes se revelam diante do viajante, que vê seu amor pela França aumentar a cada nova cidade ou região visitada. 

Ao longo do caminho, o contraste entre as cores das plantações, as formas de conjuntos arquitetônicos inconfundíveis e o azul do mar criam paisagens inesquecivelmente apaixonantes. Para vivenciar essa experiência de perto, a dica é escolher uma das rotas apresentadas na matéria de hoje e se preparar para uma viagem incrível. Dá uma olhada!

1. Região de Champagne

Champagne é o nome da região onde foi criada a bebida francesa, que ganhou o mundo com sua sofisticação e requinte. Hoje, visitantes do mundo todo podem conhecer os métodos de produção e participar de degustações, caso a Cave ou Masion (produtores) onde for realizado o tour permitir. Para quem estiver visitando Paris, com tempo e quiser explorar a França de um jeito ainda mais enriquecedor, vale lembrar que a região fica a 150 km da capital francesa e o acesso até lá pode ser feito de trem, em viagens que duram apenas 45 minutos. A porta de entrada para este bate e volta inesquecível é a cidade de Reims. 

2. Vale do Loire
Também pertinho de Paris, a menos de 200 km de distância, fica a região conhecida como Vale do Loire. Os castelos erguidos às margens do rio e em meio a cenários bucólicos exercem um fascínio indescritível sobre os visitantes, que podem percorrer a rota de automóvel, alugando um carro em cidades como Tours ou Blois, as principais do Vale. Para chegar a qualquer uma delas, é possível pegar um trem saindo da capital francesa e, quem não tiver muito tempo disponível, pode voltar no mesmo dia. A experiência, porém, será melhor aproveitada pelos visitantes que puderem se hospedar na região, alugar um carro e desbravar a rota com maior tranquilidade, conhecendo até mesmo os mais escondidos dos seus castelos. 

3. Vinho e história em Alsácia
Na região conhecida como Alsácia, ficam algumas das cidades francesas mais charmosas do país, dentre as quais Colmar é o grande destaque, com suas casas que parecem ter saído de um conto de fadas e canais que lhe conferiram o título de Pequena Veneza. É nesta mesma região que fica a Rota dos Vinhos, uma das mais antigas da França. A estrada que tem pouco mais de 170 km de extensão passa por mais de 20 cidades. As principais delas são Colmar e Estrasburgo, onde é possível chegar de trem. Durante o trajeto, não deixe de admirar cartões postais formados por ruínas de castelos medievais, vilarejos floridos e charmosas vinícolas. 

4. Campos de Lavanda
A viagem para conhecer de perto os belíssimos campos de lavanda da França é indicada apenas para quem estiver visitando o país durante os meses de julho e agosto, época em que as plantações estão todas floridas, exalando ainda um cheiro inconfundível. A partir da última semana de agosto, acontece a colheita e, com a chegada do inverno, as cores desaparecem aos poucos. A região que concentra a maior parte dessas lavouras é a Provença, onde estão localizadas cidades como Avignon ou Aix-en-Provence, destinos que servem como base para quem quer explorar a beleza destes cenários naturais. 

5. Costa Azul
Os viajantes que decidirem se aventurar percorrendo as estradas francesas e que fizerem uma parada para admirar os campos de lavanda podem esticar a viagem e chegar até a Costa Azul, já que pouco mais de 200 km separam as duas regiões. Ao elaborar o roteiro para conhecer melhor a Riviera Francesa, como também é conhecida a Costa Azul, vale a pena incluir lugares como Nice e Canes como parada obrigatória. O azul das águas que banham a região é encantador e se torna ainda mais apaixonante com o contraste entre as flores e as cores dos conjuntos arquitetônicos que se estendem ao longo da costa. 

6. Bordeaux
Outra rota indicada para os apaixonados por vinho fica nos arredores de Bordeaux, cidade que é a capital do departamento de Gironda. É dali que partem excursões diárias para explorar as vinícolas de Saint-Émilion, região que abriga boa parte dos famosos Châteaux, onde é possível fazer visitas guiadas, participar de degustações e ainda entrar em contato com paisagens bucólicas. Para saber mais, a dica é acessar o site turístico oficial de Saint-Émilion, que traz as principais informações que devem ser consultados por quem quer aproveitar o enoturismo na região. 

Costa da Normandia
A diversidade dá forma às valiosas preciosidades encontradas na Costa da Normandia. Ali, é possível admirar a beleza da arquitetura deixada por diferentes estilos e épocas, se deliciar com a calmaria do mar e ainda conhecer diferentes capítulos históricos que mudaram os rumos da região. Seu principal cartão postal é cidadela de Mont Saint Michel, um mosteiro erguido sobre uma pequena ilha e tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Outro destaque da Costa da Normandia fica por conta das falésias de Etretat, cidade imperdível para quem quer ver de perto toda a riqueza da Normandia.

A França é ou não é um país apaixonante? Deixe sua opinião e sugestões com um comentário! 

Vaticano divulgou carta circular do pontífice sobre o meio ambiente ontem. Francisco pediu mudanças em estilo de vida e acusou potências

Papa Francisco lançou encíclica sobre meio ambiente(Foto: Max Rossi/Reuters)

Da France Presse

Opapa Francisco culpa a “humanidade” pelo aquecimento do planeta em sua encíclica sobre o meio ambiente publicado ontem, e ainda afirmou temer que o controle pela água por parte das grandes empresas mundiais termine por provocar uma guerra neste século.

“É previsível que o controle da água por parte de grandes empresas mundiais se converta em uma das principais fontes de conflitos deste século”, escreveu o pontífice, que viveu na Argentina, sua terra natal, as tensões sociais pela privatização da água.

Francisco pediu na encíclica “mudanças do estilo de vida” e acusa as potências e suas indústrias de fazer um “uso irresponsável” dos recursos.

“A humanidade está convocada a tomar consciência da necessidade de realizar mudanças de estilo de vida, de produção e de consumo”, escreveu o papa, que acusa a “política e as empresas de não estarem à altura dos desafios mundiais”, depois de terem feito um “uso irresponsável dos bens que Deus colocou na Terra”.

O papa também denunciou “a submissão da política à tecnologia e às finanças” como causa dos fracassos nas reuniões mundiais para conter o aquecimento global e a deterioração do planeta. Ele ainda denunciou o atual sistema econômico mundial que usa a “dívida externa como instrumento de controle” e os países ricos por não reconhecerem a “dívida ecológica” que têm com os países em desenvolvimento.

“A submissão da política ante a tecnologia e as finanças se mostra no fracasso das reuniões mundiais”, escreveu o papa em um texto que acusa os “poderosos” de não querer encontrar soluções.

“A dívida externa dos países pobres se transformou em um instrumento de controle, mas não acontece o mesmo com a dívida ecológica (…) com os povos em desenvolvimento, onde se encontram as mais importantes reservas da biosfera e que seguem alimentando o desenvolvimento dos países mais ricos ao custo de seu presente e de seu futuro”, afirma o documento apresentado ontem no Vaticano.

Francisco também pediu aos países ricos que aceitem um “certo decrescimento” para conter o consumismo e a pobreza.

“Chegou o momento de aceitar um certo decrescimento em algumas partes do mundo aportando recursos para que seja possível crescer de maneira saudável em outras partes”, escreve o pontífice, que pede “limites” por que é “insustentável o comportamento daqueles que consomem e destroem mais e mais, enquanto outros não podem viver de acordo com sua dignidade humana”.

Conheça os principais trechos da “encíclica verde” do papa Francisco, chamada “Laudato si’”

O Homem é responsável

“Inúmeros estudos científicos relatam que a maior parte do aquecimento global das últimas décadas se deve à concentração de gases do efeito estufa (dióxido de carbono, metano, óxido de nitrogênio e outros) emitidos principalmente por causa da atividade humana”.

“Se a tendência atual continuar, este século poderá testemunhar mudanças climáticas inéditas e uma destruição sem precedentes dos ecossistemas, com graves consequências para todos nós”.

“A humanidade é chamada a tomar consciência da necessidade de realizar mudanças de estilo de vida, de produção e consumo, para combater o aquecimento global ou, pelo menos, as causas humanas que o provocam e o agravam”.

Negociações internacionais

“Infelizmente, muitos esforços para encontrar soluções concretas para a crise ambiental falham frequentemente, não só por causa da oposição dos poderosos, mas também por uma falta de interesse por parte dos outros”.

“A fraqueza da resposta política internacional é impressionante. A submissão da política à tecnologia e às finanças se revela no fracasso das cúpulas” sobre o clima.

“Muito facilmente o interesse econômico prevalece sobre o bem comum e manipula informações para não ver seus projetos afetados”.

“A tecnologia atual baseia-se sobre combustíveis fósseis altamente poluentes – especialmente o carvão, mas também o petróleo e, em menor extensão, o gás – que precisam ser substituídos de forma gradual e sem demora”.

“A estratégia de compra e venda de ‘créditos de carbono’ pode dar origem a uma nova forma de especulação, e isso não serviria para reduzir a emissão global de gases poluentes.”

“Nós sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona (…) ele não se arrepende de nos ter criado. A humanidade ainda possui a capacidade de trabalhar em conjunto para construir a nossa casa comum.”

Responsabilidade para com os mais pobres “As regiões e os países mais pobres têm menos oportunidades de adotar novos modelos para reduzir o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente, porque eles não têm a formação para desenvolver os processos necessários, e não podem pagar por isso. É por isso que temos de manter uma consciência clara de que, na mudança climática, há diversas responsabilidades”.

“Chegou o momento de aceitar uma certa diminuição do crescimento em algumas partes do mundo, fornecendo recursos para o crescimento saudável em outras partes.”

“Qualquer abordagem ecológica deve incorporar uma perspectiva social que leve em conta os direitos humanos das pessoas mais desfavorecidas (…). A tradição cristã nunca reconheceu como direito absoluto ou inviolável o direito à propriedade privada, ela destaca a função social de todas as formas de propriedade privada”.

Água e guerras

“É previsível que, frente ao esgotamento de alguns recursos, seja criado gradualmente um cenário favorável para novas guerras, disfarçadas de reivindicações nobres.”

“Enquanto a qualidade da água disponível está em constante deterioração, há uma tendência crescente em alguns lugares de privatizar este recurso limitado (…). Espera-se que o controle da água por grandes empresas globais torne-se uma das principais fontes de conflito neste século”.

Crítica ao
consumismo

“Quando nós não reconhecemos o valor de um pobre, de um embrião humano, de uma pessoa que vive em uma situação desfavorável (…) é difícil ouvir os gritos da própria natureza.”

“A cultura do relativismo é a mesma doença que leva uma pessoa a explorar o seu próximo e tratá-lo como um mero objeto. A Terra, nossa casa comum, parece estar se tornando mais e mais em um enorme depósito de lixo.”

Demografia

“Ao invés de resolver os problemas dos pobres e de pensar em um mundo diferente, alguns se contentam em simplesmente propor uma redução da natalidade (…). O crescimento demográfico é totalmente compatível com um desenvolvimento integral e solidário. Culpar o aumento da população e não o consumismo extremo e seletivo de alguns é uma maneira de não enfrentar os problemas”.

Ilusão de soluções técnicas

“A tecnologia, ligada aos setores financeiros, que pretende ser a única solução aos problemas, é incapaz de enxergar o mistérios das múltiplas relações que existem entre as coisa e, consequentemente, resolve um problema criando um novo”.

“O antropocentrismo moderno acabou por valorizar muito mais a razão técnica em detrimento da realidade. A vida está sendo abandonada às circunstâncias condicionadas pela tecnologia, vista como o principal meio de interpretar a existência”.

Submissão ao poder financeiro

“Hoje tudo o que é frágil, como o meio ambiente, permanece indefeso contra os interesses do mercado divinizados, transformado em regra absoluta.”

“As finanças sufocam a economia real. As lições da crise financeira mundial não foram aprendidas, e levarmos em conta as lições da deterioração do ambiente com muito atraso”.

Papel das religiões

“A maioria dos habitantes do planeta declara ter fé, e isso deveria incitar as religiões a entrar em um diálogo com vista à conservação da natureza, da defesa dos pobres, da construção das redes de respeito e de fraternidade.”

A mensagem bíblica

“Nós não somos Deus. A Terra nos precede e nos foi dada (…). Foi dito que, a partir da história de Gênesis, que convida ‘a dominar’ a terra, incentivamos a exploração descontrolada de natureza, apresentando uma imagem do ser humano como dominador e destrutivo. Esta não é uma interpretação correta da Bíblia. É importante lembrar que os textos nos convidam a cultivar e manter o ‘jardim’ do mundo”.

“A espiritualidade cristã propõe um crescimento pela sobriedade, e uma capacidade de desfrutar (…) sem estar obcecado com o consumo.”

Cópias da encíclica sobre o meio ambiente escrita pelo papa Francisco(Foto: Andrew Medichini/AP)

Tremor ocorrido em abril alterou direção do movimento natural do pico mais alto do mundo, fazendo-o se mover 3 centímetros para o sudoeste, segundo pesquisadores chineses

O terremoto devastador que atingiu o Nepal no final de abril deste ano moveu o Monte Everest 3 centímetros para o sudoeste, sem alterar sua altura, de acordo com cientistas chineses citados pela agência de notícias oficial Xinhua nesta terça-feira (16/06).

O tremor de magnitude 7,8 alterou o sentido do deslocamento gradual do pico mais alto do mundo, que costuma ser para nordeste, segundo a Administração Nacional de Pesquisa, Mapeamento e Geoinformação chinesa.

De acordo com um relatório da instituição citado pela mídia estatal, o Everest se moveu 40 centímetros na direção nordeste ao longo da última década, a uma velocidade de 4 centímetros por ano. O pico na fronteira entre a China e o Nepal também “cresceu” 0,3 centímetros por ano entre 2005 e 2015.

Rodger Bilham, professor de Ciências Geológicas na Universidade do Colorado, concorda com as conclusões dos cientistas chineses. “O Everest foi empurrado levemente por esse movimento [terremoto], alguns centímetros para o sul e um pouco para baixo”, disse Bilham à agência de notícias AFP.

O terremoto do dia 25 de abril e sua réplica em 12 de maio resultaram na morte de mais de 8,7 mil pessoas. Também provocaram deslizamentos de terra e destruíram meio milhão de casas, deixando milhares desabrigados.

O Nepal fica numa zona de fricção entre as placas tectônicas chinesa e indiana, que se movem cerca de 2 centímetros por ano e levaram à formação do Himalaia. A altura oficial do Everest – 8.848 metros – foi determinada por uma pesquisa indiana em 1954, mas outras medições apontam uma variação de alguns metros.

Fonte: DW

A indústria dos pesticidas está desesperadamente tentando esconder estudos condenatórios

Corroborando uma crescente tendência no aumento das taxas de autismo, uma cientista sênior de pesquisa do MIT, alertou que de todas as crianças, um inquietante 50% serão autistas em 2025. Quem é o culpado? Round-Up, o mais vendido da Monsanto que contém glifosato, está no topo da lista.



O uso excessivo de glifosato em nossa alimentação está causando doenças como Alzheimer, autismo, câncer, doenças cardiovasculares e deficiências da nutrição, entre outros. Stephanie Seneff, uma bióloga PhD, que já publicou mais de 170 artigos acadêmicos revisados ​​por pares, e estudou essas doenças por mais de três décadas, aponta os transgênicos como um dos principais contribuintes para doenças neurológicas em crianças.

Em uma recente conferência, a Dra. Seneff declarou:

“No ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas.”

Atualmente, uma em cada 68 crianças nos EUA nascem com autismo. Atualmente é a deficiência de desenvolvimento de mais rápido crescimento, com taxas aumentado em quase 120% desde o ano de 2000. Em dez anos, o custo para tratar as pessoas afetadas pelo autismo irá custar 400 bilhões de dólares por ano nos EUA, além dos custos emocionais incalculáveis, os ​​quais as famílias pagarão diariamente para viver e apoiar uma criança com autismo.

A Dra. Seneff notou que os sintomas de toxicidade do glifosato assemelha-se estreitamente com aqueles do autismo. Ela também apresentou dados na conferência que mostram uma correlação estranhamente consistente entre o uso de Roundup em plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready), com o aumento das taxas de autismo.

A correlação entre os dois incluem biomarcadores, tais como a deficiência de zinco e ferro, baixo serum sulfate, convulsões e doenças mitocondriais.

Um colega palestrante que estava presente relatou após a apresentação da Dra. Seneff que:

“Todos as 70 ou mais pessoas presentes estavam se contorcendo, provavelmente porque agora tinham sérias dúvidas sobre servir os seus filhos, ou eles próprios, qualquer coisa com milho ou soja, os quais são quase todos geneticamente modificados e, assim, contaminados com Roundup e seu glifosato.”

A Dra. Seneff apontou que grande parte dos alimentos em prateleiras de supermercado contém milho e soja transgênicos, todos com pequenas quantidades de vestígios de glifosato. Isto inclui refrigerantes adoçados com alto teor de frutose (geneticamente modificados) e xarope de milho, batatas fritas, cereais, doces, e até mesmo barras de proteína de soja. Grande parte de nossa carne e aves também é alimentada com uma dieta de milho e soja transgênicos, os quais também contêm traços de glifosato.

Você acha que seu pão está seguro? Pense de novo. O trigo é frequentemente pulverizado com produtos químicos Roundup nas vésperas da colheita, significando que, exceto que seus produtos de pão ou trigo sejam certificados não-OGM e orgânicos, eles provavelmente contêm traços de glifosato.

Quando você soma tudo isso – estamos jantando glifosato em quase todos os alimentos que ingerimos, e ele está causando doenças graves. A Dra. Seneff diz que, embora os traços de glifosato em cada alimento possam não ser grandes, é o seu efeito cumulativo que é motivo de preocupação. Sua preocupação parece bem fundamentada, considerando que tem sido encontrado glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas, e ele tem aparecido até mesmo em células fetais.

Fontes:

Se o Protocolo de Montreal de 1987 não tivesse sido assinado, buraco na camada de ozônio sobre a Antártica seria maior e haveria também falha sobre o Ártico, afirmam cientistas


O tratado da ONU para proteger a camada de ozônio impediu um provável aumento do casos de câncer de pele na Austrália, na Nova Zelândia e nos países do norte da Europa, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (26/05).

Se o Protocolo de Montreal de 1987 nunca tivesse sido assinado, o buraco de ozônio sobre a Antártica teria aumentado 40% até 2013, afirma o relatório.

Os níveis de radiação ultravioleta na Austrália e na Nova Zelândia, que já têm as mais altas taxas de mortalidade por câncer de pele no mundo, poderiam ter aumentado entre 8% e 12%.

No norte da Europa, segundo o estudo, a decomposição da camada de ozônio sobre o Ártico poderia ter elevado os níveis de radiação ultravioleta na Escandinávia e no Reino Unido em mais de 14%. Haveria também um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico, de tempos em tempos.

“Nossa pesquisa confirma a importância do Protocolo de Montreal e mostra que já tivemos benefícios reais”, disse o professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Martyn Chipperfield. “Nós sabíamos que ele [o protocolo] nos salvaria de uma grande perda de ozônio ‘no futuro’, mas na verdade já passamos do ponto em que as coisas teriam se tornado visivelmente piores.”

O Protocolo de Montreal obriga todos os membros das Nações Unidas a erradicar produtos químicos que contêm clorofluorcarbonetos (CFCs). Usados em sprays, solventes e geladeiras, essas substâncias destroem as moléculas de ozônio na estratosfera, responsáveis por barrar a luz ultravioleta, causadora do câncer de pele.

Os autores do estudo, publicado na revista Nature Communications, construíram um modelo computadorizado em 3D com base nos dados mais recentes sobre o estado da estratosfera.

As concentrações de gases que destroem o ozônio estão cerca de 10% abaixo do pico registrado em 1993, embora possa demorar até 2050 para o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica retornar ao estado da década de 1980.

O Protocolo de Montreal foi implementado por 196 países e pela União Europeia (UE), tornando-se o primeiro tratado na história das Nações Unidas a conseguir ratificação universal.

Fonte: DW

 A melhor forma de se locomover pela Holanda é, sem dúvida, de bicicleta. E é isso que faz a maioria – inclusive estrangeiros – ao desembarcar na estação de trem da cidade de Venlo, no sudeste do país, quase na fronteira com a Alemanha.
“De 100 a 200 pessoas, todos os dias, chegam de trem e completam a viagem ao trabalho pedalando”, conta Edwin, um holandês de 43 anos, funcionário de uma loja especializada em vendas e consertos de bicicletas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Holanda é o único país da União Europeia que não tende a ver suas taxas de obesidade crescerem nos próximos 15 anos. Até 2030, a população obesa deve atingir meros 8,5% – na Irlanda, por exemplo, a taxa deve chegar a 50% E isso, acreditam muitos, se deve em parte ao hábito de pedalar.
Os holandeses pedalam mais do que qualquer outro povo na Europa. Em média, são 2,5 quilômetros por dia. Só que, dependendo do peso, é possível queimar apenas em torno de 60 calorias ao trafegar essa distância. E isso, portanto, não seria o único motivo para o resultado apontando pela OMS.
“Acho que é porque os holandeses não vão tão frequentemente ao McDonald’s ou ao Burger King”, diz Edwin. O que, no fim das contas, também não é verdade.
Juventude ainda permite batata frita e pouco exercício: Brenda (à esquerda) é um exemplo disso na Holanda

 Brenda, de 22 anos, é um bom exemplo:
“Não faço nada em especial. Não me exercito frequentemente, às vezes uma ou duas vezes por semana. E como muito McDonald’s ou fast-food, coisas que não são nada boas para a saúde”, admite ela, ainda numa idade em que o metabolismo é facilmente capaz de se opor à balança.
Alguns metros depois, Malou, de 54 anos, argumenta a respeito:
“Acho que os jovens comem muita batata frita e coisas do tipo. Mas acredito que depois dos 30, 40 anos, eles ficam mais atentos ao que estão comendo. Não é normal comer fast-food algumas vezes por semana. No meu caso, como batata frita uma vez por semana, talvez. Mas não mais do que isso”, diz, em meio a uma rua onde, em 100 metros, é possível encontrar quatro locais diferentes para comprar a iguaria.
E o que ela faz para se manter magra?
“Caminho muito. Não uso muito o carro. E, claro, também pedalo muito”, diz.
Mais que esporte, um hábito
Ao longo do Rio Meuse, Sjaak estaciona para uma rápida entrevista. Diz que, naquele momento, acabou de pedalar pelo menos 15 quilômetros. E que, diariamente, percorre entre 10 e 50 quilômetros de bicicleta. Isso aos 68 anos.
“Acho bastante normal”, diz, ao destacar que grande parte dos amigos, de faixa etária semelhante, costuma fazer o mesmo.
Na cidade de Venlo, no sul do país, Sjaak pedala entre 10 e 50 quilômetros todos os dias

 Paul, de 47 anos, dá um tempo na corrida e também concorda em ser entrevistado. Afirma que normalmente corre 15 quilômetros, quatro vezes por semana. Ou seja: 60 quilômetros ao todo, semanalmente.
Além disso, há o treino de futebol, que ocorre duas vezes por semana, e mais um jogo aos fins de semana, já que a corrida, hoje em dia, para Paul, não é de fato um exercício. O motivo de ele correr, naquele momento, era pelo fato de ter deixado ascooter em uma loja: ele decidiu voltar correndo para casa – 2,5 quilômetros.
Cientista confronta dados
Depois desses exemplos, é possível concluir que, na cabeça dos holandeses, a definição de exercício é diferente em termos de frequência e duração – pelo menos em comparação à maioria dos países.
No Instituto Scelta, especializado em pesquisa de alimentos saudáveis, o professor Fred Brouns, da Universidade de Maastricht, argumenta a favor do que havia sido observado nas ruas:
“Uma coisa é certa: os holandeses se movimentam muito. Se você olhar para fora, verá ciclistas em todos os lugares. A maioria das crianças vai à escola a pé ou de bicicleta. Essa é uma grande diferença em relação à maioria dos países europeus”, reforça.
Fred Brouns contesta os dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde: estatísticas estariam atrasadas
Outro fator que ajuda os holandeses é o governo, que luta contra os riscos à saúde em vários níveis, particularmente nas escolas e em áreas de menor renda.
“Não há efeito algum se você diz, na escola, para beberem água em vez de refrigerantes, mas, no lado de fora, o posto aonde as crianças vão nos intervalos, ter refrigerantes. Ou então na rua seguinte ter um McDonald’s, e todo mundo ir lá”, diz Brouns.
Ainda assim, ele diz que a obesidade é um grande desafio para a Holanda, pois acredita que o problema é maior do que o apresentado pela OMS – e pelo Fórum de Saúde Britânico, que confronta os dados do organismo.
“Fui informado de que os dados que eles usaram para a Holanda estão muitos anos atrasados, não são atuais, e que são, na verdade, baseados no que as pessoas pensam que têm comido”, argumenta Brouns.
Ainda assim, com estatísticas equivocadas ou não, os holandeses estão fazendo mais e melhor do que outros, principalmente em relação à União Europeia, que enfrenta uma crise de obesidade.
“A Organização Mundial da Saúde apresentou os dados como um alerta, por isso as pessoas e os países vão tomar atitudes e trabalhar contra o problema da obesidade, em vez de sentarem-se e esperarem o problema ir embora, porque isso não vai acontecer”, conclui o professor.

Estudo liderado pela McGill University (Montreal – Canadá) revela que, quando técnicas corretas são utilizadas, a produtividade do cultivo de orgânicos é igual à da agricultura extensiva (ou convencional).


O levantamento, que envolveu soja, tomate, trigo e outras espécies, propiciou uma comparação caso a caso.

A agricultura orgânica geralmente é associada a colheitas menores em comparação com a agricultura convencional, mas essa lacuna pode ser reduzida com a cuidadosa seleção de tipo de cultura, condições de cultivo e técnicas de gestão, de acordo com um novo estudo. 

A agricultura biológica tem sido apontada por seus defensores como um método ambientalmente mais sustentável de agricultura, e melhor para os consumidores pois contém menos substâncias químicas sintéticas. Mas sem os fertilizantes de alt teôr de nitrogênio e pesticidas, quase sempre utilizados na agricultura convencional, também menos eficiente. 

“O debate orgânicos versus convencional é muito emocional, muito aquecida, e não é realmente suficientemente baseado em evidências científicas”, afirmou Verena Seufert, geógrafa da Universidade McGill, em Montreal, e principal autora do estudo publicado on-line quarta-feira pela revista Nature . 

Para poder analisar os dados com firmeza, Seufert e seus colegas coletaram 66 trabalhos publicados que comparam rendimentos orgânicos e convencionais entre 34 espécies de culturas, incluindo trigo, tomate e soja. Eles se concentraram em estudos que testaram os sistemas que eram verdadeiramente orgânicos em crescimento – o que significa que o roteio de culturas era feito, para permitir que os nutrientes do solo fossem reabastecidos, tenham utilizado fertilizantes orgânicos e empregados insetos [no controle biológico], em vez de produtos químicos para manter as pragas longe das plantas. Ao todo, a análise incluiu 316 comparações lado-a-lado. 

No geral, a equipe descobriu que os rendimentos provenientes da agricultura biológica em países desenvolvidos foram 20% menores do que quando os agricultores usaram métodos convencionais. Quando os pesquisadores expandiram a análise para incluir os países em desenvolvimento, a diferença aumentou para 25%. 

À primeira vista, a maioria dos agricultores consideram o resultado inaceitável, disse Michel Cavigelli, um cientista de solos do Departamento de Agricultura dos EUA em Beltsville, Md., que não esteve envolvido no estudo. Mas depois de considerar que muito mais pesquisas tem sido realizadas para a agricultura convencional em comparação com a dos orgânicos, acrescentou, os resultados são impressionantes. 

“Há um grande potencial aqui com a agricultura orgânica”, disse Cavigelli. “Precisamos melhorar os sistemas.” 

Na verdade, nos casos em que os produtores utilizaram técnicas que são consideradas as melhores práticas para a agricultura biológica, a diferença entre os rendimentos orgânicos e convencionais diminuiu para 13%. 

“Se você fizer as coisas bem, como você pode, em seguida, a diferença de rendimento é muito pequeno”, disse Cavigelli. 

O rendimento em algumas das culturas não sofreu muito, seguindo práticas orgânicas, segundo o estudo. Frutas orgânicas, tais como morangos e maçãs viu apenas uma diferença de 3% e as oleaginosas apenas 11% atrás de seus colegas cultivados convencionalmente. Os rendimentos para os cereais orgânicos, no entanto, foram 26% mais baixos, e os vegetais orgânicos ficaram para trás em 33%. 

O nitrogênio normalmente não pode ser absorvido pelas plantas até que seja processado pelos micróbios do solo. Para plantas de crescimento rápido e de outras culturas, isto pode ser um problema – geralmente corrigido com a adição de fertilizantes químicos. 

Legumes, no entanto, podem extrair grande parte do nitrogênio de que necessitam do ar, e as plantas perenes crescem mais devagar e podem ficar acompanhar a liberação gradual de nitrogênio. Assim, os rendimentos para estes tipos de culturas – incluindo soja e árvores frutíferas – era apenas 5% menor quando cultivados organicamente, em vez de convencionalmente, os pesquisadores relataram. 

Para resolver a questão de qual sistema é melhor, os resultados não fornecem uma resposta tipo “preto-no-branco”, disse Cavigelli. Defensores dos orgânicos irão, com certeza ficar decepcionados com o tamanho da diferença global, e muitos agricultores convencionais ainda não verão a praticidade de renunciar aos fertilizantes químicos e pesticidas. 

John Reganold, um agroecologist Washington State University que não esteve envolvido no estudo, concordou. 

“As pessoas pensam que os orgânicos não vão alimentar o mundo”, disse Reganold, cuja investigação descobriu que morangos cultivados organicamente contêm mais nutrientes do que os seus homólogos cultivados convencionalmente. “Bem, adivinhem? Nenhum sistema de agricultura vai alimentar o planeta. Somente uma mistura dos dois poderá nos garantir a segurança alimentar global.” 

Tradução livre do artigo escrito por Amina Khan, para o Los Angeles Times.

Relatório mundial sobre bioenergia e sustentabilidade, coordenado por cientistas brasileiros, diz que não há falta de terras no planeta para a produção de bioenergia. O estudo, desenvolvido por 137 especialistas de 24 países, mostra também que a expansão de áreas destinadas a fontes de energia renováveis não coloca em risco a produção de alimentos – pelo contrário, pode ajudar a desenvolver a agricultura. 

O trabalho, que teve seu segundo lançamento hoje (11), foi coordenado por cientistas ligados aos programas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), teve apoio da própria fundação e do Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), agência intergovernamental responsável pela iniciativa, associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foi a primeira vez, em 72 edições, que o Brasil coordenou as pequisas. 

O estudo concluiu que existe terra suficiente no mundo para uma contribuição significativa de bioenergia em uma matriz energética mundial sustentável. Ressalva também que essa contribuição pode chegar a ser um quarto da energia utilizada no mundo em 2050, disse a coordenadora-geral da pesquisa, Glaucia Mendes Souza, da Fapesp. Hoje, a participação da bioenergia é de aproximadamente 10% na matriz energética mundial. 

De acordo com a pesquisa, entre as regiões em que há mais terras para desenvolvimento da bioenergia estão a África e a América do Sul. “O Brasil tem um papel enorme para produção de biomassa, e é uma grande oportunidade para a gente. Temos que desenvolver aqui as tecnologias para modificar a biomassa, para que ela possa gerar todos esses produtos de uma maneira sustentável”, destacou Glaucia. 

Segundo o estudo, a expansão de áreas destinadas a fontes de energia renováveis não colocará em risco a produção de alimentos. Não existe nenhuma evidência de que tenha acontecido substituição de alimentos na agricultura pela produção de bioenergia no mundo, segundo a pesquisadora. O maior problema da fome, segundo ela, “é falta de dinheiro para comprar comida. Não é falta de comida”. 

A pesquisa completa, denominada Bioenergy & Sustainability, pode ser encontrada no endereço http://bioenfapesp.org/scopebioenergy/index.php/chapters (em inglês). 

Por Bruno Bocchini/Agência Brasil

Em 2012, o jovem Boyan Slat, então com 19 anos, apresentou ao mundo seu projeto ambicioso para limpar as centenas de toneladas de lixo plástico flutuante que poluem nossos oceanos.

O estudante holandês de Engenharia Aeroespacial afirmava que, em apenas cinco anos, seu projeto poderia limpar o Pacific Garbage Patch, um lixão do tamanho do estado de Texas formado por milhões de toneladas de plásticos e outros resíduos marinhos que vagam nas correntes do Oceano Pacífico.

Em vez de usar redes e embarcações para remover o plástico da água, o plano de Slat, chamado de Ocean Cleanup Array, consiste basicamente em uma barreira flutuante que aproveita o movimento natural das correntes oceânicas para bloquear o lixo encontrado no caminho.

Não foram poucas as críticas que o rapaz recebeu na ocasião — a maior parte colocava em xeque a viabilidade do projeto. 

Desde então, sua invenção foi submetida a um estudo de viabilidade. Uma equipe formada por de dezenas de cientistas e engenheiros voluntários ajudou o jovem a montar um protótipo, que obteve financimento coletivo.

Após meses de testes, eles constataram que o projeto seria, sim, um meio viável de remover pelo menos metade do lixo plástico do Pacific Garbage Patch, mas no dobro do tempo, em 10 anos. 

No segundo trimestre de 2016, um projeto-piloto de dois anos vai testar a invenção na costa de Tsushima, uma ilha situada entre o Japão e a Coréia do Sul.

Todos os anos, a ilha recebe cerca de 30.000 metros cúbicos de lixo, que se acumulam em suas margens, eventualmente escoando para o mar. Atualmente, a remoção desse lixo é feita manualmente, ao custo de US$ 5 milhões.

Com a parceria, o governo local espera poupar nos gastos e usar o plástico recolhido como uma fonte de energia alternativa. 

Sem dúvida, trata-se de uma investida ambiciosa. Ainda que se mostre eficaz como pretende, é importante lembrar que a remoção da sujeira é apenas uma solução de fim de vida para a poluição plástica. E a ONG criada por Slat sabe bem disso: 

"A limpeza do oceano pode reduzir significativamente a concentração de plásticos e lixo, mas é apenas uma parte da solução. Para ser mais preciso, é de suma importância também 'fechar a torneira', evitando que mais plásticos entrem nos oceanos", diz o site do projeto.

Por ano, nada menos do que 8 milhões de toneladas de plásticos vão parar nos oceanos, resultando em uma variedade de problemas de saúde, econômicos e ambientais. 

Veja no vídeo abaixo um pouco do trabalho do Oceano Cleanup Arrey: 

DA BBC 

A reputação de uma aranha "brasileira" provocou pânico e o fechamento de um supermercado no norte da Inglaterra na sexta-feira. 

Tudo por causa da descoberta de ovos em um cacho de bananas que Keith Hobbs ganhou do sogro e da sogra. As frutas foram compradas na filial da rede de supermercados Aldi na cidade de Hinckley e tinham sido importadas da América Central. 

Ao contactar uma agência do governo especializada em insetos e invertebrados, Hobbs disse ter sido informado de que poderiam ser ovos da aranha armadeira, uma espécie conhecida pelo veneno que pode matar seres humanos em apenas duas horas nos casos mais extremos. 

Apesar de não ser exclusiva do Brasil, a "phoneutria" fera é popularmente descrita como a Aranha Errante Brasileira. 

Aranha causa pânico em cidade do norte da Inglaterra 

Hobbs, a mulher e os quatro filhos saíram as pressas de sua casa e foram para um hotel, enquanto autoridades de saúde fecharam o supermercado para tentar encontrar aracnídeos. "Tivemos que dormir num hotel porque estávamos apavorados", contou ele ao jornal "The Sun". 

A loja foi reaberta ainda na sexta-feira, depois peritos não terem encontrado nenhum animal e de análises dos ovos revelarem que não se tratava de possíveis filhotes da aranha armadeira. 

Ao contrário de outros aracnídeos, a armadeira não constrói teias para capturar suas presas. Ela caça andando pelo chão de florestas tropicais. Suas pernas podem chegar a 15cm de comprimento. Por precaução, a casa da família Hobbs foi dedetizada. 

O susto se justifica, já que aconteceram casos envolvendo a aranha bem mais dramáticos para outros britânicos: em março, por exemplo, uma dona de casa precisou chamar serviços de emergência quando ovos de armadeira num cacho de bananas comprado em um supermercado de Londres começaram a chocar em sua cozinha.

ISABEL KERSHNER
DO "NEW YORK TIMES"

No auge da seca, o jardineiro israelense Chabi Zvieli temeu por sua subsistência. Um pesado imposto havia passado a incidir sobre o consumo excessivo de água para fins domésticos. Muitos dos clientes de Zvieli aderiram à grama sintética e trocaram as flores sazonais por plantas nativas, mais resistentes. "Eu me preocupava com o que iria acontecer com a jardinagem", disse Zvieli, 56. 

Em todo o país, os israelenses foram orientados a tomar banhos de no máximo dois minutos. Lavar carros com mangueiras foi proibido, e só quem era rico o suficiente para absorver o custo da manutenção de um gramado foi autorizado a regá-lo -ainda assim, só à noite. "Estivemos numa situação muitíssimo próxima de alguém abrir a torneira em algum lugar do país e não sair água", disse Uri Schor, porta-voz da Autoridade Hídrica do governo. 

Uriel Sinai/The New York Times
Turistas nadam em piscina do hotel Beresheet no deserto de Negev, em Israel 

Isso foi há cerca de seis anos. Hoje, há água em abundância em Israel. "O medo passou", disse Zvieli. 

A revolução aconteceu em Israel. Um grande esforço nacional para dessalinizar água do Mediterrâneo e reciclar águas residuais proporcionou ao país água suficiente para todas as suas necessidades, mesmo durante as secas graves. Mais de metade da água destinada às famílias, à agricultura e à indústria em Israel atualmente é produzida artificialmente. 

"Não há hoje em dia nenhum problema com a água", disse Shaul Ben-Dov, engenheiro agrônomo de Ramat Rachel. "O preço é mais elevado, mas podemos viver uma vida normal em um país que está no meio do deserto." 

Israel sofreu por décadas com a escassez e superexploração de seus recursos hídricos. A água doce natural à disposição de Israel em um ano médio não atende o uso total, em torno de 2 trilhões de litros. A demanda por água potável deverá aumentar do atual 1,2 trilhão de litros para 1,95 trilhão até 2030. 

A reviravolta veio com uma seca de sete anos, iniciada em 2005, que atingiu o seu auge no inverno boreal de 2008 para 2009. As principais fontes naturais de água do país -o mar da Galileia, ao norte, e os aquíferos das montanhas e da costa- foram esvaziados, o que ameaçou causar uma deterioração irreversível na qualidade da água. Medidas para aumentar a oferta e reduzir a procura foram aceleradas, sob a supervisão da nova Autoridade Hídrica. 

Quatro grandes usinas privadas de dessalinização entraram em operação ao longo da última década. Uma quinta deve estar pronta dentro de alguns meses. Juntas, elas produzirão mais de 492 bilhões de litros de água potável por ano, com a meta de chegar a 757 bilhões de litros até 2020. 

Israel, nesse período, tornou-se líder mundial na reciclagem de águas residuais para a agricultura. O país trata 86% do seu esgoto doméstico, reciclando-o para uso agrícola -volume que representa cerca de 55% de toda a água utilizada na agricultura. A Espanha, segunda colocada nesse ranking, recicla 17% de seus efluentes, segundo dados da Autoridade Hídrica israelense. 

O governo de Israel começou fazendo cortes nas quotas anuais de água aos agricultores, encerrando décadas de uso extravagante e fortemente subsidiado de irrigação agrícola. 

A sobretaxa para o uso doméstico foi adotada no final de 2009, e um sistema tarifário com duas alíquotas passou a vigorar. O uso regular da água para fins domésticos agora é subsidiado pelo imposto ligeiramente superior que os usuários pagam quando ultrapassam o consumo básico. 

Funcionários da Autoridade Hídrica foram de casa em casa oferecendo a instalação em chuveiros e torneiras de dispositivos gratuitos que injetam ar no fluxo de água, reduzindo o consumo em cerca de um terço e ainda dando a sensação de um fluxo mais forte. 

Autoridades dizem que o uso mais consciente da água levou a uma redução de até 18% no consumo das famílias. 

Empresas locais substituíram autoridades municipais na manutenção da rede de água de cada cidade. O dinheiro arrecadado com a cobrança da água é reinvestido na infraestrutura. 

Menehem Kahana - 8.abr.15/AFP
Colonos israelenses brincam em aqueduto na Cisjordânia durante feriado judaico 


A Mekorot, empresa nacional de águas, construiu há 50 anos um sistema destinado a transportar água do mar da Galileia, ao norte, até o árido sul, passando pelas áreas populosas do centro. Atualmente, a companhia constrói uma nova infraestrutura para levar água da costa do Mediterrâneo para o interior do país. 

A dessalinização, durante muito tempo rejeitada devido ao elevado consumo de energia do processo, está se tornando mais barata, mais limpa e mais eficiente do ponto de vista energético, graças ao avanço tecnológico. Sidney Loeb, cientista americano que inventou o popular método de osmose reversa, veio morar em Israel em 1967 e ensinou os técnicos daqui. 

A usina de dessalinização Sorek destaca-se no solo arenoso, cerca de 15 km ao sul de Tel Aviv. Apontada como a maior usina desse tipo no mundo, produz 151 bilhões de litros de água potável por ano, o suficiente para cerca de um sexto da população de Israel, de aproximadamente 8 milhões. 

Sob um arranjo complexo, as usinas serão transferidas para a propriedade estatal após 25 anos. Por enquanto, o Estado compra água dessalinizada da Sorek a US$ 0,58 por metro cúbico, um preço relativamente baixo. 

Alguns israelenses ironizam a atual revolução hídrica. Tsur Shezaf, que cultiva vinhas e azeitonas no Negev, no sul, argumenta que a dessalinização é essencialmente uma privatização do abastecimento da água em Israel, beneficiando alguns magnatas, enquanto a reciclagem para a agricultura permite que o Estado venda duas vezes a mesma água. 

Ambientalistas israelenses dizem que a febre da dessalinização ocorreu em detrimento de alternativas como o tratamento das reservas hídricas naturais que foram poluídas por fábricas, em especial as indústrias militares. Eles também dizem que o método de colher a água para dessalinização em alto-mar, como fazem as usinas israelenses, pode destruir a vida marinha, ao sugar ovas e girinos. 

Menehem Kahana/AFP
Pessoas se refrescam em fonte de Jerusalém durante onda de calor 

Num lugar seco como o Oriente Médio, a água também tem implicações estratégicas. Disputas entre Israel e seus vizinhos árabes pelos direitos da água na bacia do rio Jordão contribuíram para as tensões que levaram à Guerra dos Seis Dias, em 1967. 

Israel, que partilha o aquífero das montanhas com a Cisjordânia, diz fornecer aos palestinos mais água do que seria a sua obrigação conforme os acordos de paz em vigor. Os palestinos dizem que o volume não é suficiente e é muito caro. Uma nova era de generosidade hídrica poderia ajudar a fomentar as relações com os palestinos e com a Jordânia.

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Imagens de tema por Nikada. Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget