03/09/15

Jardim Botânico Kirstenbosch, na Cidade do Cabo, na África do Sul

Por Rita de Sousa

Um jardim é como um santuário: um lugar planejado para cultivar e apreciar plantas e flores, conviver com uma fauna simpática que inclui joaninhas e borboletas, manter conversas agradáveis e desfrutar de uma porção da natureza.

Mário Quintana, com sua sabedoria e o jeito que era só dele, disse assim em seu poema Jardim interior:

Todos os jardins deviam ser fechados,

Com altos muros de um cinza muito pálido,

Onde uma fonte pudesse cantar sozinha entre o vermelho dos cravos.

O que mata um jardim não é mesmo

Alguma ausência nem o abandono…

O que mata um jardim é esse olhar vazio

De quem por eles passa indiferente.

Para Cecília Meireles o jardim era também algo particular, como mostrou em seu Leilão de jardim:

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

(Este é o meu leilão.)

Aquele jardim da foto que abre este post é o Botânico de Kirstenbosch, na Cidade do Cabo, na África do Sul, considerado por muitos como o mais bonito de toda a África. Ele foi criado em 1913, e foi o primeiro jardim botânico do mundo dedicado à flora nativa de um país.

Separamos aqui mais 11 jardins de cair o queixo:



Jardim Zen Templo de Ryoan, em Quioto, no Japão
Jardim Zen Templo de Ryoan, em Quioto 

Este é um jardim para contemplação. Dentro de um templo zen-budista que é um dos monumentos históricos de Quioto, antiga capital imperial do Japão, e foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, fica o jardim de pedras, criado no final do século XV. 

O jardim é famoso não por ser composto de cascalhos, mas sim por suas 15 pedras principais estarem dispostas de tal maneira que, não importa de onde você olhe, apenas 14 são visíveis. 

Jardim Yu, em Xangai, na China
Jardim Yu, em Xangai 

Jardim Yu (Jardim da Felicidade), também chamado de Yuyuan (Jardim da Paz), foi criado como um presente, em 1559, durante a Dinastia Ming: Pan Yunduan ofereceu este recanto ao seu pai, o ministro Pan En, como conforto na sua velhice.





Jardim de Versailles, em Paris, na França


Jardim de Versailles, em Paris, na França

O jardim do Castelo de Versailles começou a ser criado em 1632, no reinado de Luís XIII, e com o tempo e a sucessão de reis foi mudando nos desenhos e nos nomes. Mas por esses caminhos andaram iluministas e vieram à tona intrigas palacianas.

As fontes são um caso à parte: ainda usam o sistema hidráulico do Ancien Régime, da época de Luís XIV, e funcionam, contribuindo para tornar os jardins de Versalhes únicos.



Hoje, os jardins fazem parte do Patrimônio da Humanidade da Unesco, e são controlados pelo Ministério da Cultura francês, o que significa que são públicos, um dos locais mais visitados da França, recebendo mais de seis milhões de pessoas por ano.







Jardim da Especulação Cósmica, em Dumfries, na Escócia

Jardim da Especulação Cósmica, em Dumfries 

O Jardim da Especulação Cósmica tem seus 30 hectares enfeitados com as esculturas criadas pelo arquiteto, paisagista e teórico Charles Jencks em sua casa, a Portrack House. 

O jardim é inspirado pela ciência e pela matemática, com esculturas e paisagismo com temas como buracos negros e fractais. Neste jardim, as plantas em si não são abundantes, mas ali se proliferam fórmulas matemáticas e phenomenae científica em um ambiente que combina elegância e características naturais e simetria artificial e curvas. É, provavelmente, único entre os jardins. 

O jardim é privado, mas abre para visitas um dia por ano, quando arrecada fundos para o Centro de Maggie, uma instituição de caridade para o tratamento do câncer chamado Maggie Keswick Jencks, a falecida esposa de grande arquiteto Charles Jencks.




Jardim Rikugien, em Tóquio, no Japão

Jardim Rikugien, em Tóquio, no Japão 

O jardim Rikugien é composto de uma pequena lagoa, árvores e um monte, com um tradicional jardim japonês — uma atração turística por si só. 

Foi construído entre 1695 e 1702 e é considerado um exemplo típico do período Edo. Em 1938, foi doado à cidade de Tóquio.


Jardim Mirabell, em Salzburgo, na Áustria

Jardim Mirabell, em Salzburgo, na Áustria 

O Jardim Mirabell foi construído na Fortaleza Hohensalzburg, onde também fica a Catedral de Salzburgo. Os jardins originais foram remodelado de acordo com os planos de Johann Bernhard Fischer von Erlach sob o reinado do príncipe-arcebispo Johann Ernst Thun em 1689. 

Apenas algumas décadas mais tarde, em 1730, o arquiteto Franz Anton Danreiter alterou novamente os desenhos e traçados, formando o que hoje é considerado um dos mais belos jardins barrocos da Europa.



Jardins Keukenhof, em Lisse, na Holanda

Jardins Keukenhof, em Lisse, na Holanda 

Keukenhof já foi uma área de caça no século XV, e uma horta de ervas de Jacqueline, Condessa de Hainaut, e daí o seu nome, “jardim da cozinha”, em tradução livre, pois abastecia de ervas a cozinha do castelo. Após a morte da condessa, comerciantes ricos assumiram a área, em 1641. 

No século 19, o Barão e a Baronesa Van Pallandt convidaram os arquitetos Jan David Zocher e seu filho Louis Paul Zocher para projetar os jardins ao redor do castelo, mas foi em 1949 que o prefeito de Lisse tomou a dianteira e criou ali uma exposição de flores onde os produtores de toda a Holanda pudessem apresentar seus híbridos – e ajudar a indústria de exportação do país. 

Há mais de 50 anos Keukenhof ostenta o título de maior jardim de flores do mundo, com aproximadamente 7.000.000 (sete milhões) de bulbos de flores que são plantados anualmente no parque, que abrange uma área de 32 hectares.


Jardim Exbury, em Hampshire, na Inglaterra


Jardim Exbury, em Hampshire, na Inglaterra

O Jardim Exbury data de 1919, quando Lionel Nathan de Rothschild adquiriu a propriedade Exbury e desejou ali um jardim grandioso.



A infraestrutura inclui uma torre de água, três grandes lagoas revestidas de concreto e de 35 quilômetros de tubulação subterrânea. Na primavera os arbustos são todos floridos, e sua pequena floresta ostenta uma invejável coleção de rododendros, azaléias e camélias. É muitas vezes considerado o melhor jardim de seu tipo no Reino Unido.



Jardim de Claude Monet, em Giverny, na França

Jardim de Claude Monet, em Giverny, na França 

Giverny é uma pequena aldeia que fica na “margem direita” do rio Sena, bem no encontro com o rio Epte , a 80 quilômetros de Paris. 

Foi lá que o impressionista Claude Monet pintou alguns dos seus mais lindos quadros, em 1890, na casinha que comprou e criou os magníficos jardins que imaginou

Seu jardim ainda está lá, com arcos de trepadeiras entrelaçadas em torno de arbustos coloridos, o jardim de água, formada por um afluente do Epte, com a ponte japonesa, a lagoa com o lírio d’água, as glicínias e as azaléias. 

Monet viveu na casa com a sua famosa fachada em tijolo esmagado-de-rosa de 1883 até sua morte em 1926. Seu filho doou a propriedade para a Academia de Belas Artes em 1966. Hoje o jardim é um museu aberto para visitação pública.


Jardim de Boboli, em Florença, na Itália

Jardim de Boboli, em Florença, na Itália 

O Jardim de Boboli abriga uma coleção de esculturas que datam dos séculos XVI até XVIII, com algumas antiguidades romanas. 

Localizado na parte de trás do Palácio Pitti, a principal sede dos Medicis, grão-duques da Toscana em Florença, é um dos primeiros e mais formais jardins italianos do século XVI. 

Com largas avenidas de cascalho, construções de pedra, muitas estátuas e fontes. Apresenta ainda um sem-número de detalhes, coordenando grutas, templos e outros elementos do período. A abertura do jardim, com uma ampla vista para a cidade, foi pouco convencional para a época.



Coluna do
Ricardo Setti
http://veja.abril.com.br

Alexandre Versignassi

*Este post, escrito por Alexandre Versignassi, editor da Superinteressante, para o blog Crash no site da revista, conta um pouco de história, com muito bom humor, para compreender essa crise toda.


Tem mais água por aí do que as nossas torneiras improdutivas levam a crer. É tanta água que até no fogo tem água. Isso contraria Sidney Magal, que afirmava serem cinco os elementos da natureza (o fogo, a terra, a água, o ar e a paixão). Mas nem ele nem os filósofos pré-socráticos que propuseram a existência de quatro elementos (os primeiros da lista de Magal) sabiam de algo fundamental: a água é filhote do fogo. Quando você liga o fogão de casa, a faísca do acendedor quebra as moléculas do gás que sai do bocal. Isso solta moléculas de hidrogênio no ar. E prova que Sidney Magal acertou: a paixão é, sim, um dos elementos básicos da natureza. O hidrogênio se arrasta de amor pelo oxigênio.
Logo que o hidrogênio sai do bocal, já se junta com o oxigênio do ar, sem pensar duas vezes, e forma uma molécula de H2O. Água, ainda que na forma de vapor. O sexo entre o H e o O (ou ménage, porque sempre tem dois Hs na parada) libera energia. Essa força se manifesta para nós na forma de fogo, e contagia o resto da boca do seu fogão. Num nanossegundo, o fogo das primeiras reações vai quebrando mais moléculas de gás, soltando mais Hs, que se juntam com mais Os, formando mais H2Os. Esse vapor d´água vai direto da sua cozinha para a atmosfera, ajudando a formar chuva no sistema de represas que abastece a sua cidade. E é isso: uma parte da água que sai da torneira da sua pia nasce justamente no seu fogão, ali do lado. Mas não se trata de tanta água assim, claro. A quantidade de H2O que nasce das combustões por aí é irrelevante. Só 0,001% da água está na forma de nuvens, e uma porcentagem menor ainda dentro desse conjunto nasceu em eventos que envolviam fogo.
Os 1,3 bilhão de trilhão de litros que formam o estoque de água da Terra nasceu de combustões que aconteceram fora da Terra. O calor das estrelas e o forno das supernovas agitaram Hs e Os espaço afora, formando H2O vaporizado. Nuvens, em suma, iguais às que pairam sobre as nossas cabeças.
Tanto que o Sistema Cantareira do Universo conhecido é a galáxia APM 08279+5255. Esse corpo celeste com nome de número de telefone consiste basicamente de um buraco negro gigante circundado por uma nuvem maior ainda de vapor d’água, que não congela graças ao calor que o centro da galáxia emite. Trata-se de uma nuvem que, se condensada, produziria uma quantidade de água líquida 140 trilhões de vezes maior do que toda a água que existe na Terra. Bom, a estimativa é que haja “só” 4 bilhões de planetas parecidos com a Terra na Via Láctea (talvez habitados por formas de vida tão dependentes de água quanto nós). Isso posto, só o reservatório da APM não-sei-mais-o-quê bastaria para fornecer água doce para 28 milhões de galáxias. Mas, infelizmente, ainda não dá para fazer um gato de encanamento e roubar água do espaço profundo. Então o jeito é se virar com a água cósmica que veio parar aqui.
Cósmica mesmo. Quando a Terra se formou, há 4,5 bilhões de anos, não havia água nessa região do Sistema Solar. A ignição do Sol causou uma explosão cataclísmica, que expulsou as moléculas mais leves (caso das de água) para os confins do Sistema. Mas essa água, felizmente, voltou. Veio de carona em cometas, que são basicamente bolas gigantes de gelo, cada um com o tamanho de uma cidade. Nos primeiros milhões de anos de vida da Terra, era tanto cometa caindo que a nossa caixa d´água encheu rápido. Há 3,8 bilhões de anos, já tínhamos todos os 1,3 quintilhão de litros d´água de hoje. Olhe para um copo de água e você estará vendo um extraterrestre, que só pousou por essas bandas depois de um tour para além da órbita de Netuno. Seu corpo, que é 65% de água, pode ser visto da mesma forma. Uma vaca (75%), mais ainda. Um tomate ou um chuchu (95%), então, nem se fala. Eles são pouca coisa além de H2O.
Trata-se de uma molécula virtualmente indestrutível. Por mais que todo mundo já tenha ouvido que a água é “o petróleo do futuro”, que “as guerras do próximo século serão por água doce”, a frase não faz sentido. A água potável não está acabando, porque não é um recurso finito. Ela é eterna. Petróleo, obviamente, não. Você queima um tanque de gasolina e já era. Não existe mais gasolina. Vira tudo fumaça e pronto, acabou. Com água, não. Ela não se decompõe, não apodrece e, quando vira fumaça, desce de novo na forma de gotas.
Tanto é assim que o H2O que você bebe hoje, seja na forma de cerveja ou de picanha, quase certamente já foi bebido por um dinossauro. Uma garrafinha cheia de água mineral tilintando de pureza talvez tenha alimentado a banheira de Cleópatra, ou a privada de Hitler. Até o nosso xixi eventualmente volta para as nossas bocas na forma de água cristalina – despoluída pela evaporação do mar. Ou acaba exportado até, caso o esgoto pelo qual o xixi passe desemboque no mar e vire chuva em outro canto do planeta, de carona com as correntes marítimas.
Um xixi feito na rodoviária de Fortaleza cai no Atlântico e pega a Corrente Equatorial Norte. De lá, vai até o Caribe. Com sorte, segue viagem até a Europa, via Corrente do Golfo. Dependendo de onde o H2O do xixi evaporar, ele pode virar garoa em Londres. Uma parte dessa chuva londrina cai no Sistema Lee Valley, o Cantareira deles. Depois dessa escala, a água do xixi cearense pode até acabar num copo de cristal do Palácio de Buckinghham, e escorregar pela goela da Rainha da Inglaterra. Lá dentro do sistema digestivo da dona Elizabeth, a água volta rapidamente para a forma com que saiu do Ceará. E o ciclo começa outra vez.
Os xixis do Sudeste preferem outros destinos. São mais aventureiros. A urina que reflete ao pôr do sol no Arpoador tende a seguir para o Sul. E depois que a Argentina acaba, ela pode entrar numa fria: cair na forma de neve em algum canto da Antártida. Aí é fim de festa. A água do xixi vai terminar esse capítulo da vida dela exilada, talvez por vários milênios. É que na Antártida ainda não chegou essa novidade chamada “evaporação”. A única chance de escapar dessa Alcatraz de moléculas de água e voltar ao mar (e eventualmente para a nossa vida) é virar cocô de pinguim, ou derreter no verão. Mas, mesmo com os esforços para preservar as populações de pinguins e o aquecimento global, a chance de o H2O congelado escapar ainda é pequena.
Tão pequena que agora mesmo existe três vezes mais água doce na forma de gelo do que na de líquido. Por mais que os termômetros de rua nos digam o contrário, estamos no meio de uma era glacial – qualquer era geológica em que existe gelo permanente fora das geladeiras é considerada uma era glacial. Já houve glaciações mais geladas, claro. Há 650 milhões de anos, a Terra deixou de ser azul e ficou branca para quem olhasse do espaço. Era tanto gelo que a temperatura média de onde hoje fica a Amazônia ficava em -20 ºC. Bom, agora a nossa era glacial caminha para o fim – um fim acelerado pelo CO2 das usinas termelétricas e dos escapamentos de carros. Mesmo assim, 65% da água potável do mundo continua presa em geleiras, já que a nossa era glacial continua implacável: tal qual um Stálin atmosférico, captura toneladas de H2O todos os dias, mandando tudo para um exílio polar.
Em suma: a dinâmica da Terra não ajuda no abastecimento de água. Nem a do mar. Evaporação à parte, ele ainda teima em manter 97% da água do mundo na forma de um veneno conhecido como “água salgada”. Um veneno que você bebe sempre que toma um caldo de uma onda, mas que mata mesmo que ingerido em quantidades frugais.
Dos 3% que neste momento estão sob a forma de água tomável, quase tudo mora debaixo da terra, num grande pré-sal aquático, pouco acessível. Só 0,26% do total planetário de H2O está aí dando sopa em rios, lagoas e represas para consumo imediato. Mas fontes do naipe do Rio Tietê, da Lagoa Rodrigo de Freitas e da represa Billings entram nessa conta, que dá 3,3 milhões de trilhões de litros. E, se você consumir a água desses esgotos com nome bonito, o que vai ter de imediato mesmo é uma diarreia.
Mesmo assim ainda dá para segurar a bronca. Outro dia mesmo, em 2010, o problema do Sistema Cantareira era o excesso de água. A capacidade dos reservatórios (1,5 trilhão de litros) já estava a 98%, e arriscava alagar o povo que mora em volta do complexo de represas. Alguns desses reservatórios transbordaram de fato. Mas de lá para cá passou a chover menos nesse pedaço do planeta, provavelmente por cortesia das mudanças no clima do mundo todo. O governo paulista, que nunca contou com a hipótese de faltar chuva no Cantareira, não fez nada para tornar a capital do Estado menos dependente dele. E a décima cidade mais rica do mundo, que produz um quarto do PIB do Brasil, periga entrar em extinção.
Não que fosse impossível ter pensado algo lá atrás. Jundiaí, que fica tão perto de São Paulo quanto um átomo de hidrogênio gosta de ficar de uma molécula de oxigênio, se programou e construiu reservatórios extras para guardar água nas épocas de chuvas gordas. Agora que o padrão de chuvas mudou, a cidade tem água para aguentar até a próxima era glacial. Outro exemplo de engenhosidade vem do Nordeste. Boa parte dos sertanejos passou a guardar em cisternas a água de chuvas que caem de vez em nunca. E hoje os litros de água pluvial que eles mantêm em estoque está na casa das dezenas de bilhões de litros. Um sistema de captação de chuvas assim em São Paulo, mesmo que instalado às pressas, teria ajudado. Mas não: os paulistanos não têm como aproveitar chongas da água das tempestades que caem sobre seus telhados. Chuva mesmo só vale se cair bem no alvo, em cima de meia dúzia de represas. Mas lá não tem caído água faz tempo. E a maior providência tomada quando a água começou a rarear, há um ano, foi bombar o marketing político, de modo que o governador não perdesse a reeleição. “Não vai faltar água” era o mantra. Agora não dá mais para mentir.

Aí só dá para tirar uma conclusão: para os inteligentes, não vai faltar água, como os nordestinos e o pessoal de Jundiaí deixam claro. Mas para os burros não tem jeito. Eles não sabem se precaver a tempo, muito menos inovar. Então vão é esturricar de sede mesmo. Só tem um problema: muitos de nós somos governados por gente desse segundo time. Agora o jeito é dar nó em pingo d´água, e ver se saímos dessa menos chamuscados.


Redação / VEJA.com


O multi-instrumentista americano Will Butler, do grupo de indie rock Arcade Fire, aceitou um desafio diferente, proposto pelo jornal britânico The Guardian: escrever uma música por dia até o lançamento de seu primeiro álbum solo, no dia 16 de março, tomando por base as manchetes do jornal. Após lançar duas músicas, uma sobre a crise grega, e outra sobre separatistas ucranianos comemorando o feriado soviético e os restos mortais de um herói sul-africano que lutou contra o apartheid – ele deu um jeito de falar sobre tudo isso em uma música –, Butler escreveu sobre a crise hídrica em São Paulo.

O músico se inspirou na reportagem – a primeira de uma série sobre São Paulo – da jornalista Claire Rigby que fala sobre a crise da água no Estado, a economia do recurso pelos moradores e maneiras de driblar sua escassez. You Must Be Kidding (Você deve estar brincando, em tradução direta), é o título da canção, uma referência a um trecho da reportagem que Butler leu para compor a música. Uma das entrevistadas, a síndica de um condomínio paulista, afirma que “o pior já passou”, ao que é rebatida pela sua vice: “Você deve estar brincando. Isso tudo apenas começou”.




O músico explicou sua decisão de fazer uma música sobre o problema enfrentado pela cidade: “No último tour do Arcade Fire, eu passei alguns dias em São Paulo e amei. Assim como outras cidades das quais eu gosto, São Paulo tem uma complexa mistura de culturas”, disse ao The Guardian. Butler também disse que na primeira vez em que esteve na cidade ele estranhou o fato de estar dentro de um hotel com cerca alta e com arame farpado, além dos guardas armados do lado de fora. Ao fim do texto, o músico disse: “Eu aposto que o hotel vai achar um jeito ter água, não importa o quão baixa esteja a oferta”. Seu primeiro álbum solo se chamará Policy, mas não contará com as músicas feitas por ele baseadas nas manchetes.



Foto: Rama/Creative Commons

Redação / VEJA.com

A tecnologia pode solucionar o problema da escassez de água no Brasil ou ao menos suavizar seus efeitos? Isso é o que um concurso promovido pela Fiap, faculdade de tecnologia de São Paulo, quer descobrir. O vencedor do “Call to Innovation: A crise da água” levará uma bolsa de estudos no valor de 30.000 dólares para um curso de dez semanas na Singularity University, parceira da iniciativa, em um campus dentro da sede da NASA, a agência espacial americana, na Califórnia, e poderá escolher um MBA da instituição brasileira. Os interessados podem se inscrever até 15 de março no site da FIAP.

Essa é a quinta edição do concurso, promovido anualmente pelas duas universidades com o intuito de resolver questões importantes, como problemas urbanos e educação, a partir de soluções tecnológicas. Os participantes devem ser brasileiros ou naturalizados com mais de 18 anos e cursar alguma universidade ou possuir diploma de ensino superior. Também é preciso ter inglês fluente. Até o momento, 387 projetos já estão inscritos.

Segundo os organizadores, o grande atrativo do prêmio é colocar os participantes em contato com nomes experientes e criativos da indústria científica e tecnológica que integram o time de professores da Singularity University. É o caso do inventor e futurista americano Raymond Kurzweil, um dos fundadores da faculdade, e o engenheiro Peter Diamandis, especialista e empreendedor do setor de voos espaciais.

Na edição do ano passado, 1.232 projetos encararam o desafio dos problema urbanos. O ganhador foi o projeto CIS Transit Service & Transmobi, do paulistano Breno Assis, de 23 anos: ele integrava sistemas operacionais da SPTrans, EMTU, CPTM, Metrô e Via Quatro para emitir informações sobre chegadas e partidas de ônibus, trens, metrôs e barcos.

O vencedor da edição 2015 será conhecido no dia 14 de abril.

Foto: Jonne Roriz/VEJA


Com apenas 17 anos, a jovem australiana Cynthia Sin Nga Lam desenvolveu um sistema portátil que pode facilitar muito a vida de pessoas que vivem em comunidades isoladas. A pequena tecnologia é capaz de purificar a água ao mesmo tempo em que gera energia.

A invenção foi apelidada de H2prO e tem como base apenas dois agentes principais: dióxido de titânio e luz. Ao entrar em contato com a luz, o titânio absorve a energia ultravioleta e gera radicais que auxiliam o processo de oxidação de compostos orgânicos, que se decompõem para produzir CO2 e H2O.

Os testes que usam o titânio para separar poluentes da água foram feitos pela primeira vez pelo japonês Akira Fujishima e serviram de inspiração para Cynthia em seu experimento. Para tornar o sistema efetivo, a jovem precisou testas diferentes combinações, com a adição de um agente de oxidação, como metanol, gliverol e EDTA, que atuam como excelentes redutores. Essa mistura eleva a produção de hidrogênio, usado como combustível, e tornam a decomposição mais eficaz.

O dispositivo é pequeno e composto por duas partes. A unidade superior é usada para a purificação da água, enquanto a divisão inferior serve para a geração de hidrogênio, conectada a uma célula de combustível e à unidade base para a filtração da água.
                                                       
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Os testes feitos mostraram que o H2prO tem eficiência de 90% na remoção dos poluentes orgânicos, finalizando o processo em até duas horas. No entanto, em relação à produção de energia, o sistema ainda é instável, mesmo que a produção de hidrogênio fotocatalítico tenha sido satisfatória.

A jovem inventora é uma das finalistas do concurso de ciência do Google e, em sua apresentação, ela garante que continuará trabalhando para tornar o sistema ainda mais eficiente. Clique aqui para saber todos os detalhes deste sistema.

Fonte: Ciclo Vivo



O plantio de árvores é uma das alternativas mais simples e benéficas para reverter os impactos ambientais já causados pelo homem na natureza. O retorno desta atividade é sentido rapidamente e o investimento é muito pequeno, se comparado às inovações tecnologias que prometem o mesmo efeito.

Confira cinco motivos para aderir ao plantio de árvores.

1. Aquecimento global

Uma árvore pode durar aproximadamente 4800 anos e em apenas em um ano, inala em média 12 kg de CO2 e exala oxigênio suficiente para uma família de quatro pessoas, durante 12 meses. O plantio de árvores é uma das principais recomendações de especialistas para combater o aquecimento global. Elas “sequestram” o CO2 (dióxido de carbono) e refrescam a atmosfera.

2. Desertificação

As árvores estabilizam o solo nas zonas áridas e podem evitar que o vento leve embora a camada superior com nutrientes, prevenindo a desertificação.

3. Água
Regiões desmatadas não conseguem absorver nem 10% da água da chuva, enquanto uma árvore adulta pode absorver até 250 litros de água, evitando que enchentes ocorram. Além disso, as raízes reforçam os solos e as folhas dispersam o fluxo da água. Um ambiente florestado faz com que a chuva não caia torrencialmente, assim a água penetra no solo e abastece rios e córregos.

4. Comunidades
As árvores e outras formas de vegetação protegem e dão força à vida comunitária. Elas fornecem produtos comerciais, alimento, fibras, resinas e frutos e garantem a vida de milhares de agricultores em suas comunidades.

5. Qualidade de vida

Elas também garantem a descontaminação da atmosfera, nutrição para plantações e oferecem sombra. Considere que muitas cidades recebem indicações de “melhor lugar para se viver” devido à grande quantidade de ruas e locais arborizados.



Fonte: Ciclo Vivo

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