04/19/15

A jardinagem parece ser um passatempo bastante inofensivo. Afinal, não é muito estressante cuidar de todas aquelas flores e vegetais amigáveis… certo? 

Bem, um jardineiro experiente pode lhe contar sobre arbustos espinhosos e heras venenosas, mas tudo isso não se compara às coisas que esse jardim abriga. 

Eles não estão brincando!


O Jardim Alnwick, em Northumberland, na Inglaterra, possui uma variedade de espécimes exuberantes. Cada planta neste jardim botânico macabro é venenosa ou estupefaciente. 

Embora soe como uma relíquia gótica que sobrou de tempos passados, o jardim foi na verdade criado apenas há pouco tempo por Jane Percy, a Duquesa de Northumberland. Ela queria um jardim, mas diferente de qualquer outro. Ela ficou interessada em plantas que causam problemas em vez de resolvê-los. 

Sim, você pode visitá-lo. Para chegar ao jardim, os visitantes são conduzidos através de um longo túnel verde.


O jardim é o lar de algumas das substâncias mais tóxicas do planeta, incluindo a Atropa belladona (beladona, relacionada com batatas e tomates), Strychnos nux-vomica (estricnina), e Conium maculatum (cicuta). 

Ele também abriga uma coleção de plantas entorpecentes como papoulas de ópio, tabaco, psilocibina (cogumelos “mágicos”), plantas de coca (de onde a cocaína vem), e a cannabis. Algumas das plantas são mantidas em gaiolas, e no passeio, os visitantes são mantidos relativamente perto delas.



Ficar longe das plantas mortais às vezes não é suficiente; algumas pessoas desmaiam só de estar perto de certas espécies.


Esta é a Nicandra, uma das muitas plantas da família das solanáceas. Nem todas as plantas da família são venenosas, como beringelas e petúnias. No entanto, a mesma família também inclui a beladona, a mandrágora e a datura, todas altamente venenosas.


Esta é a flor trombeta de anjo. Parece inofensiva, mas o seu pólen tem propriedades alucinógenas semelhantes aos do LSD. No período vitoriano, as mulheres eram conhecidas por polvilhar isso em seu chá. O excesso também causa uma poderosa overdose.


O acônito é tão venenoso que colocar suas raízes em um poço mataria uma aldeia inteira. Seu nome em latim, Aconitum, vem de uma palavra grega que significa “sem luta”, por causa de sua ação rápida e natureza mortal. Deve ser manuseado com luvas, uma vez que a toxina pode também ser absorvida através da pele. Cleopatra usou isso para matar seu irmão.


Louros são comuns em toda a Inglaterra e em outras áreas da Europa, mas seu fumo é tóxico. No entanto, isso não significa que ele não possa ser comido, e provavelmente você já adicionou em sua comida uma folha dessas.


A árvore laburno tem componentes venenosos. Ingerir suas folhas faz a pessoa entrar em coma e espumar pela boca.


Esta planta nos dá sementes de mamona, que podem ser usadas para criar duas coisas: óleo de rícino, um laxante suave, e ricina, um veneno extremamente mortal para o qual não há cura.

Finalmente, temos a planta tóxica favorita de muitos: a cannabis.

Por causa de seu conteúdo, o jardim é fechado todas as noites e mantido em segurança máxima. Apesar de ter sido inaugurado oficialmente em 2005, partes do jardim ainda estão incompletas e em construção. Além das várias maneiras de ser morto pelas plantas, o jardim é também o lar de um labirinto de bambu e uma casa na árvore multi-nível – ambos sem nenhum veneno. [Smithsonian, Atlas Obscura]


Na Mongólia, uma barragem gigante construída no maior rio do país pode passar a garantir grande parte da energia e água necessária para a população. Entretanto, alguns grupos ambientais estão preocupados com os impactos que a hidroelétrica e um projeto de oleoduto relacionado podem causar ao mais antigo e profundo corpo de água fresca do mundo: o Lago Baikal.

Como o lago fica próximo a fronteira com a Rússia, a Mongólia já passa a “irritar” seus vizinhos do norte, visto que o lago passa por problemas com algas a longo de suas costas, mineração não regulamentada e nível de água criticamente baixo. A hidrelétrica foi proposta primeiramente em 2013 e no momento é assunto de uma avaliação financeira do Banco Mundial, e tem seus impactos ambientais estudados. Em paralelo, a Mongólia também está considerando a construção de um dos maiores oleodutos do mundo para o transporte de água a partir do rio Orkhon, um dos afluentes do Selenga, para abastecer a mineração no deserto de Gobi, a 1000km de distância.

O impacto desses projetos será sentido principalmente na jusante do Lago Baikal. O lago foi formado em uma zona de falha tectônica há mais de 25 milhões de anos, no sul da Sibéria. Com uma profundidade máxima de quase 1700m, o Baikal contém 20% da água doce não congelada do mundo.

Devido à sua idade avançada, profundidade e localização remota, mais de 2500 espécies foram documentadas no lago, das quais mais de 75% acredita-se que sejam endêmicas e não posam ser encontradas em nenhum outro lugar no mundo. Devido às suas características únicas e sua biodiversidade, o Lago Baikal foi considerado um Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996.

De longe, o maior e mais importante dos mais de 350 rios que correm até o Baikal é o Selenga, que contribui com quase 50% da água do lago. O Selenga e seus afluentes cobrem uma vasta área, em grande parte, no norte da Mongólia, e sua bacia hidrográfica é maior que a Espanha. O rio entra no Lago Baikal por meio do Delta de Selenga, uma zona úmida de importância reconhecida internacionalmente.
O delta é crucial para a saúde do Lago Baikal. Suas águas rasas são um terreno fértil chave para muitos peixes endêmicos, além de estar na rota migratória de milhões de aves por ano. Ele também filtra as impurezas que fluem através do rio antes de chegar ao lago.

A barragem não é a única ameaça para o delta, mas pode ser a mais importante. O Selenga já está muito poluído, a mineração de ouro e outros minerais no norte da Mongólia resultou em níveis elevados de metais pesados na água. Esgoto e estações de tratamento de água também são muito antigos, levando a concentrações elevadas de nutrientes e outros contaminantes.

No entanto, interromper o fluxo do rio tem o potencial de causar danos incalculáveis para o lago e sua vida. Qualquer redução das águas rasas do delta irá perturbar os locais de desova de muitas espécies de peixes endêmicas, além de outras espécies, incluindo aves e insetos aquáticos que vão perder suas casas. [IFLScience]

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