Abril 2019

Logo interativo na página inicial do buscador relembra espécies extraordinárias que habitam o planeta
Nesta segunda-feira, 22 de abril, é comemorado internacionalmente o Dia da Terra (Earth Day). Como já é tradição, o Google aderiu à campanha atualizando sua página inicial com um Doodle interativo, substituindo o seu logo na versão mobile e para PC.

O Dia da Terra nasceu em 1970, nos Estados Unidos, oficializado no calendário do país pelo senador Gaylord Nelson. O parlamentar decretou o dia 22 de abril como "dia da Terra" atendendo a movimentos ambientalistas que protestavam, desde 1969, por mais controle e regulamentação sobre atividades que ferem o meio ambiente.

O estopim para a criação desse movimento foi a explosão em uma plataforma de extração de petróleo na costa de Santa Bárbara, nos EUA, em 28 de janeiro de 1969. Estima-se que mais de 10 mil animais marinhos e aves morreram em decorrência dos 3 milhões de galões de óleo despejados no oceano após o incidente.

Desde 1970, o Dia da Terra passou a ser celebrado a cada dez anos nos Estados Unidos como forma de protesto, organizado por grupos de defesa do meio ambiente. Com o passar do tempo, grupos de outros países começaram a "importar" o evento, até que, em 2009, na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, mais de 80 países concordaram em adotar o Dia Internacional da Mãe-Terra em 22 de abril de todo ano. Nascia assim o Dia da Terra como o conhecemos hoje.

Para criar o Doodle especial do Dia da Terra 2019, o Google montou uma equipe de nove pessoas lideradas pelo artista Kevin Laughlin. "Se você tiver que escolher apenas um dia por ano para lembrar que somos todos desta terra tanto quanto uma minhoca, uma montanha ou uma árvore, o Dia da Terra pode ser este dia", disse o designer.

O Doodle faz uma viagem ao redor do planeta para mostrar seis formas de vida com características impressionantes. 

São elas:
o albatroz-errante, a ave com maior envergadura do mundo;

a sequoia-vermelha, a árvore mais alta do mundo;

o Paedophryne amauensis, um sapinho descoberto em 2009 na Papua-Nova Guiné que é o menor ser vertebrado do mundo;

a vitória-régia, uma das maiores plantas aquáticas do mundo;

O celacanto, um peixe que existe há cerca de 400 milhões de anos e é a espécie animal viva mais antiga do mundo;

E o colêmbolo de gruta profunda, um artrópode (do mesmo filo que os escorpiões, parente dos insetos) que vive a 2 quilômetros abaixo da superfície e é o animal mais "profundo" do mundo.

"Aqui, temos apenas uma pequena parte da diversidade, da singularidade e das maravilhas encontradas entre as formas de vida no planeta que chamamos de lar. Feliz Dia da Terra!", 
Assim diz o texto que encerra o slide interativo. O Doodle do Dia da Terra desta segunda é exibido em praticamente todos os países onde o Google atua no planeta.

Concebida pelo renomado arquiteto mexicano Javier Senosiain, esta casa de 1985 é um exemplo perfeito de "arquitetura orgânica", que toma a forma da natureza e objetiva um impacto mínimo no meio ambiente. A duna verde envolve quase completamente os espaços internos, tornando-a quase invisível para as outras pessoas que passam pelo local.


Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“Dar um passeio no jardim é andar sobre o telhado da casa sem nem perceber”, disse Senosiain. O arquiteto mexicano é famoso por sua arquitetura orgânica - até hoje, ele construiu casas inspiradas na forma de uma cobra, um tubarão e uma flor, para citar apenas algumas.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“O objetivo era criar um ambiente semelhante ao claustro materno”, escreveu o arquiteto em seu site. “Aos refúgios de animais ou aos humanos primitivos, que faziam uso de cavernas sem modificar seu ambiente, aos iglus e a todos esses espaços de abrigo: côncavos como os braços de uma mãe embalando seu filho, contínuos, amplos e abrangentes.”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Pensando sobre o impacto das condições bioclimáticas no bem-estar físico e psicológico dos habitantes, a Senosiain usou árvores e arbustos para alcançar múltiplos objetivos. Eles criam barreiras verdes que filtram a luz do sol, mantêm os interiores frescos e protegem a casa da poeira e da poluição sonora. Além disso, o telhado/gramado protege contra o calor e o frio, ajudando a manter as temperaturas interiores confortáveis.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Embora o interior da casa pareça uma caverna subterrânea, ela é conectada com o exterior por uma grande janela.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
As paredes, tetos e móveis embutidos são feitos de ferro-cimento revestido com uma pasta de pó de mármore e cimento branco.

A sala possui uma cadeira em forma de mão, do artista mexicano Pedro Friedeberg e uma cadeira Bubble da Eero Aarnio.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“Esta casa semi-enterrada acabou por ser mais ensolarada e mais brilhante do que as casas convencionais, porque as janelas podem ser colocadas em qualquer lugar, e as cúpulas permitem a entrada da luz do sol de cima. A ventilação é facilitada pela forma aerodinâmica da habitação, que permite a livre circulação de ar por toda a parte. ”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
O túnel que liga a câmara viva às áreas de dormir privadas.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
A primeira câmara oval onde as áreas de estar, comer e dormir estão localizadas. A partir daqui, outro túnel conduz à segunda câmara onde estão localizados os recantos para dormir.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Modelada a partir de uma casca de amendoim, a casa é composta por dois espaços ligados por uma passagem estreita. Uma parte contém as áreas privadas, que são usadas principalmente à noite, enquanto a mais iluminada contém as áreas sociais destinadas a atividades durante o dia.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“A casa, que inclui uma sala de estar, sala de jantar e cozinha, e outro local para dormir, com vestiário e banheiro, foi baseada nas funções elementares exigidas pelo homem: um lugar para morar e companheirismo com os outros” Senosiain disse.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“São espaços cujas luzes e formas variáveis se adaptam aos ritmos naturais das pessoas que nelas habitam, onde o mobiliário se integra com o entorno, facilitando a circulação e aproveitando ao máximo a área.”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Mais informação: arquitecturaorganica.com

A solução chamou a atenção por sua simplicidade e eficiência.
Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
Um supermercado em Chiangmai, na Tailândia, está testando uma alternativa para evitar o uso excessivo de plástico que embalam frutas e legumes. A solução encontrada pela Rimping Supermarket foi utilizar um material resistente, que existe em abundância, totalmente orgânico e ainda muito bonito: a folha de bananeira.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
Embrulhar com folhas de bananeira não é exatamente uma novidade para a cultura culinária de países tropicais, como na Ásia. A Índia usa folhas de bananeira para pratos de arroz durante séculos, enquanto as vizinhas China, Tailândia, Vietnã e Malásia utilizaram o engenhoso truque para embrulhar alimentos durante o mesmo tempo. No Brasil também foi muito utilizado pela cultura indígena e caiçara.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
O Rimping Supermarket foi inteligente em sua escolha de usar especificamente as folhas de bananeira. As folhas são grossas, largas e flexíveis. Elas podem ser enrolados e dobradas facilmente, sem quebrar, e suportam também variações de temperaturas -, ideal para o corredor de produtos refrigerados. As folhas totalmente orgânicas são bastante fortes e embalam perfeitamente os produtos, que ainda levam um laço de fibra natural para fechar a embalagem.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
São inúmeros os benefícios em substituir as embalagens plásticas por folhas de bananeira. Por um lado, a folha é matéria orgânica e se decompõe naturalmente, ao contrário do plástico, que leva centenas de anos para se quebrar completamente, durante o processo polui ecossistemas e mata milhares de animais asfixiados ou pela sua ingestão. Outro benefício é que a compostagem da folha de bananeira adiciona nutrientes ao solo, deixando-o mais rico. As folhas de bananeira ostentam até mesmo a qualidade de serem à prova d’água. Isso porque a superfície de sua folha não absorve água quando exposta a condições úmidas.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
A solução simples e eficaz, que era apenas um projeto piloto, acabou chamando a atenção mundial e a resposta do público foi incrível, que adorou não só por ser sustentável, mas também por adicionar um toque especial à experiência de compra no supermercado.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
As novas embalagens ecológicas do supermercado podem ajudar o setor de hortifrúti a adotar uma alternativa ao plástico que seja viável economicamente, e que ainda possa ser reproduzida em larga escala, principalmente em terras tropicais.

Por: Mayra Rosa

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