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Se pararmos de olhar o que nos rodeia, poderíamos perder a transição do verão para o outono. Mas se você começar a ver as árvores mudarem de cor, aqui está uma lista de lugares de antes e depois da incrível mudança das cores do outono.

Além da frescura no ar, dos cachecóis e das deliciosas frutas e vegetais do outono, as mudas de cor são o maior símbolo do outono.

A clorofila, que dá cor verde e dá energia às árvores, deixa de ocorrer no outono e revela as muitas outras cores que existem nas folhas. Daí todos esses tons vermelhos, laranja, amarelo e marrom que vemos.

Salão de té Tu Hwnt I’r Bont em Llanrwst, Gales

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Ponte Gapstow, Nova Iorque, EUA

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Bordo japonês

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Fachada de um edifício de apartamentos


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Lago em um bosque polaco


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Passeio dos poetas, Central Park, Nova Iorque, EUA


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Parque litoral Hitachi, Japão


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Viaduto Glenfinnan, Escócia


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Ilha em um lago, Polônia


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Vale Capitol Creek


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Castelo Kilchurn, Escócia


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Farol do canal leste em Grand Island, Michigan, EUA


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Uma cidade que parece ter saído de um cenário de filme. É dessa forma que se define Giethoorn, um vilarejo na Holanda. O lugar é uma boa oportunidade para quem estiver pelo país e quiser conhecer algo diferente, romântico, bucólico e charmoso. A melhor parte é que ao se aproximar de Giethoorn, é preciso procurar um lugar para estacionar o seu carro. Você não precisará dele para explorar essa deliciosa cidade. É que lá os automóveis são proibidos de circular e as melhores – e únicas – formas de chegar ao centro são de barco, bicicleta ou a pé.

© RoadTrio Com o sucesso do filme que usou a cidade como cenário, Giethoorn entrou na mira de turistas do mundo inteiro (Foto: RoadTrio)

Localizada no leste da Holanda, Giethoorn (pronuncia-se “Rit-rôrn”, com ênfase nos “r”) foi fundada por refugiados no século XIII. Seus poucos habitantes viveram dias tranquilos até 1958, quando o cineasta Bert Haanstrautilizou o vilarejo como cenário para o filme Fanfare. Com o sucesso da produção cinematográfica, a cidade entrou na mira de turistas do mundo inteiro.

| A cidade sem carros

O lugar é formado por diversos canais, o que rendeu à cidade holandesa o apelido de “Veneza do Norte”. Apelido injusto, porque além dos barquinhos, não há mais nenhuma semelhança com a famosa cidade italiana. Giethoorn tem uma beleza própria e peculiar.

Não há ruas em Giethoorn, é verdade. Bicicletas e pedestres circulam entre as pequenas ilhas por vielas asfaltadas e pelas mais de 180 pontes de madeira. No entanto, o transporte mais utilizado são pequenos barcos que navegam pelos 7km de canais.

As embarcações fazem a festa do turista. São diversas opções disponíveis: gôndolas, botes à remo e até barcos motorizados. Quem não quiser se arriscar atrás do timão, pode optar também pelos passeios guiados em barcos maiores. Mas não há motivos para não brincar de capitão, já que até os barcos a motor são super fáceis de serem dirigidos e sua velocidade é bastante limitada.

© RoadTrio A cidade tem 7 km de canais para os turistas navegarem à bordo de um barco (Foto: RoadTrio)

Além da oportunidade de ter essa experiência diferente e conhecer cada cantinho de maneira peculiar e por conta própria, andar pelos canais é um forma de vivenciar coisas peculiares. Durante os fins de semana do verão, por exemplo, é comum ver a orquestra da cidade tocando sob uma pequena plataforma que cruza os canais. Imagine, à bordo do barco, poder ouvir uma boa música. É um cenário bem tentador.

O aluguel do barco permite que você faça diversas rotas: algumas com o tempo mais longo, outras que incluem a cidade e natureza (saindo um pouco do centro). Vale a pena ver todas as possibilidades e escolher aquela que condiz com o seu tempo e preferência de destino.

| Linda o ano inteiro

Giethoorn é especialmente bonita na primavera, durante os meses de março a junho, quando os jardins cuidadosamente cultivados florescem e colorem as margens dos canais. Mas quem visitar a cidade em outras épocas do ano não vai se arrepender. Durante o inverno, os canais congelados viram pistas de patinação. Já no outono, as casas com telhado de palha ganham um ar ainda mais bucólico e enchem os olhos dos turistas.

© RoadTrio Até nos dias cinzentos, Giethoorn não perde a beleza. (Foto: Yellow Mao/Flickr)

| Onde comer

A cidade é minúscula, mas há boas opções gastronômicas. A maioria delas está ao longo da rua Dominee T O Hylkemaweg. Para experimentar os pratos típicos da culinária holandesa, sugerimos o restaurante De Rietstulp (Dominee T.O. Hylkemaweg, 15), onde simpáticos garçons servem e explicam tudo o que consta no menu.

É nessa rua que você encontra também barcos para aluguel, tanto os maiores, com guias, quanto os botes para você mesmo dirigir. Uma embarcação para até 6 pessoas custa, em média, €60 (R$208) por 4 horas.

| Como chegar

Ironicamente, o melhor jeito de chegar à cidade é de carro, além da oportunidade de conhecer mais a estradas e campos da Holanda no percurso. Desde Amsterdã, a viagem dura em torno de 1h20.

Caso você não queira alugar um carro para ir até as redondezas de Giethroorn, é possível ir de transporte público em um trajeto de aproximadamente 2 horas. Da estação central de Amsterdã, pegue um trem para Amersfoort e de lá um trem para Steenwijk. Chegando na estação, é só pegar o ônibus 70 com destino a Zwartsluis, saltando na Dominee T O Hylkemaweg.

Os vencedores do concurso de fotos de viagens da National Geographic já estão aqui, e é hora de vê-los. 

#1 3º Prémio, Natureza: Crocodilos no Rio Tarcoles, Costa Rica
Esta competição anual destaca a diversidade do nosso planeta através de seus encantos naturais e seu povo e os vencedores deste ano são tão inspirador como o anterior.

#2 Ganhador de voto popular, Natureza: Beija-Flor colihabano, Equador
Os juízes analisaram mais de 15.000 fotos que participaram, viajantes de todo o mundo, e entregaram os prêmios em 3 categorias: natureza, pessoas e cidades.

#3 Menção Honrosa, Natureza: Floresta das fadas, Tamba, Japão
O grande prêmio foi para Sergio Velasco Tapiro, do México, por sua imagem cativante de relâmpago sobre a nuvem de cinzas de um vulcão. 

#4 1º prémio, Pessoas: Louvor, Konya, Turquia
Ele também ganhou o primeiro lugar na categoria de Natureza.

#5 Grande Prêmio: O poder da natureza, Colima, México
Nas cidades, o vencedor foi Norbert Fritz, Hungria, por "níveis de leitura" e nas pessoas, ganhou F. Dilek Uyar Turquia, para "Praise".

#6 vencedor do voto popular, cidades: Mercado colorido, Bangkok, Tailândia
Os primeiros prêmios respectivamente receberam $ 2500, $ 750 $ 500 O segundo e terceiro. Sergio, que ganhou o grande prêmio, também recebeu uma viagem para as Ilhas Galápagos com direito a acompanhante numa estadia de 10 dias com a National Geographic Expeditions.

#7 3º prémio, cidades: Campo de futebol Henningsvær, Nordland, Noruega

#8 Menção Honrosa, Natureza: Monte Bromo, Java, Indonésia

#9 Menção Honrosa, Pessoas: abrangendo gerações, Nova Deli, Índia

#10 2º prémio, Cidades: Cidade cercada #08, Hong Kong

#11 Menção Honrosa, Pessoas: Bênçãos no Besakih, Bali

#12 Menção Honrosa, Natureza: Cavernas de mármore, Chile

#13 3º prémio, Pessoas: Sob a onda, Tavarua, Fiji

#14 2º prémio, Natureza: Viver, Oinukake, Miyagi, Japão

#15 Menção Honrosa, Natureza: Em seu rosto, Cuba

#16 1º prémio, cidades: níveis de leitura, Stuttgart, Alemanha

#17 Menção Honrosa, Pessoas: O olhar do homem, Gazipur, Bangladesh

#18 vencedor do voto popular, Pessoas: Carregador de areia, Munshiganj, Dhaka, Bangladesh

#19 2º prémio, Pessoas: Momento interessante, Amesterdão, Holanda

#20 Menção Honrosa, cidades: Al Ain, Al Buraymī, Muhafazat Al Buraymī, Omã

#21 Menção Honrosa, cidades: Apartamentos coloridos, Kitagata, Gifu, Japão

Mais informações: nationalgeographic.com

© Fornecido por Prisa Noticias Machu Picchu (Peru)

Todos nós queremos visitar Machu Picchu. Mas o sítio arqueológico e sua complicada localização geográfica têm uma capacidade máxima, que entre julho e setembro chega claramente ao limite. Acabo de voltar de lá e embora a experiência continue sendo fascinante (é fácil ver gente chorando no mirante da Casa del Guardián, onde fiz a foto que abre este artigo, “a que saiu na National Geographic”, como dizem os guias), a sensação geral é de sufocamento.

Sufocamento na aldeia de Aguascalientes, tomada por milhares de mochileiros e turistas que parecem recém-saídos de uma loja da Decathlon; sufocamento para pegar o ônibus de subida (aqueles que querem ver o amanhecer lá em cima começam a fila às 2h30 da manhã para poder pegar os primeiros ônibus, que saem... três horas depois, às 5h30 da manhã!); sufocamento nas áreas mais concorridas do sítio e sufocamento máximo quando você termina a visita e vê que a fila para tomar o ônibus de volta tem mais de meio quilômetro de comprimento.

Machu Picchu foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983. Durante aqueles primeiros anos, com as áreas rurais do Peru assediadas pelo terrorismo fanático do Sendero Luminoso, a cidadela inca recebeu pouco mais de 100.000 visitantes por ano. Em 1991, ano em que uma epidemia de cólera assolou o país, o número foi de 77.295. Mas tudo se acelerou a partir de julho de 2007, quando Machu Picchu foi reconhecida como uma das “7 novas maravilhas do mundo moderno” em uma polêmica sondagem realizada pela empresa privada suíça New Open World Corporation. Neste ano já foram vendidas 800.000 entradas.

Em 2016, Machu Picchu recebeu 1.419.507 visitantes.

Um crescimento difícil de digerir por qualquer monumento. E ainda mais por um ao qual se chega de trem por um estreito vale em plena floresta – não existe estrada – e ao qual se deve subir em seguida por uma estrada de terra sinuosa em micro-ônibus com capacidade para 29 pessoas.

É precisamente esse sistema de ônibus que – de acordo com todas as fontes consultadas – gera o maior funil. E se algum dia for finalmente construído o Aeroporto Internacional de Chinchero, substituindo o pequeno e saturado de Cusco, o colapso seria total. Estima-se que com essa infraestrutura o número de visitantes na região do Vale Sagrado poderia dobrar. E nenhum deles iria querer perder Machu Picchu, é claro.

Esses 24 ônibus autorizados a fazer o serviço entre Aguascalientes (a aldeia onde estão todos os serviços, às margens do rio Urubamba) e o acesso à cidadela, pertencem a um conglomerado de nove empresas que tem o monopólio do sistema e não permite que nenhuma outra opere. A maior é a Consettur, que gerencia o serviço e divide os lucros com as outras oito; algumas possuem um único ônibus, ou dois; inclusive uma das empresas pertence ao município de Aguascalientes.

Mas é o negócio do século: 24 soles (cerca de 25 reais) por viagem – subida e descida – multiplicado por um milhão e meio de passageiros por ano... dá um montante enorme!

© Fornecido por Prisa Noticias Filas em Aguascalientes às 5 da manhã para tomar os primeiros ônibus que sobem até o sítio arqueológico

Existe um velho projeto de construir um teleférico, como o recém-inaugurado em Kuelap (outra cidadela no norte do Peru, esta da cultura Chachapoyas), mas – além dos conflitos ambientais – as concessionárias do serviço de ônibus, lideradas pela Consettur, não querem ouvir falar da perda dos seus direitos; elas têm a concessão desse monopólio até 2025.

A Unesco ameaçou incluir Machu Picchu na lista de lugares Patrimônio em risco e deu ao Governo peruano um prazo de dois anos para melhorar a gestão e tomar medidas para a conservação do monumento. Esse prazo expirou na reunião que o Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco realizou em Cracóvia (Polônia) entre 10 e 17 de julho. E para alegria dos peruanos, as medidas propostas foram suficientes para que o Comitê reconhecesse o esforço e decidisse não incluir as ruínas da cidadela inca nessa lista negra.

A partir de 1º de julho foi proibida a entrada sem guia e foram estabelecidos dois turnos de visitas. E não é permitido o acesso com bastão de selfie ou guarda-chuvas

As novas regras que entraram em vigor em 1º de julho incluem:

- Estabelecimento de dois horários de visita: um primeiro grupo entre 6h e 12h; e um segundo grupo entre 12h e 17h30. (na prática, se você for do segundo e chegar às 11h te deixarão entrar; mas não foi bem explicado como sairão aqueles os que entraram no primeiro horário).

- Não é permitida a entrada na cidadela sem um guia.

- Cada guia pode levar um máximo de 20 pessoas (no site mencionam 16, mas a realidade, ao menos durante a minha estadia, é que permitiam 20).

- A entrada dá direito a permanecer apenas 4 horas dentro do sítio arqueológico.

- Durante essas quatro horas só é possível sair e entrar novamente uma vez (no site diz que não se pode sair nenhuma vez, mas a realidade é que, como dentro não há banheiros, eles deixam sair, pois do contrário haveria colapso generalizado de bexigas).

© Fornecido por Prisa Noticias Aglomeração na entrada da cidadela às sete da manhã, quando se misturam os visitantes primeiro turno com os que subirão ao Wayna Picchu

- A entrada gratuita para cidadãos do departamento de Cusco devidamente credenciados, que antes era para domingos e feriados, foi reduzida para somente aos domingos.

- É proibida a entrada com bastões de selfie, alimentos e bebidas, guarda-chuvas e sombrinhas, animais, sapatos com salto, instrumentos musicais e carrinhos de bebê.

Devo dizer que ao menos na semana passada, durante a minha visita, essas novas normas não estavam sendo aplicadas com todo o rigor. Imagino que serão implantadas pouco a pouco.

Pelo bem de Machu Picchu. A não ser que ela tenha se salvado porque não foi descoberta pelos conquistadores espanhóis e acabe desaparecendo porque foi descoberta por nós, os turistas.

Paco Nadal

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