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Divulgação/FloatWing
FloatWing: projeto necessita de combustíveis fósseis para suprir menos de 25% do total da energia que consome no ano

São Paulo – Uma autêntica casa do lago. Este projeto batizado de FloatWing desenvolveu uma moradia flutuante que pode servir para quem sonha residir em uma lagoa ou até mesmo em cima de rio.

Além de moradia oficial para quem busca um estilo vida alternativo, o projeto pode atender também o setor hoteleiro, como opção inusitada de hospedagem. 

A casa flutuante é equipada com propulsores elétricos, que garantem sua mobilidade, ou seja, a moradia não necessariamente precisa sempre estar fixa em um mesmo lugar. 

O projeto foi desenvolvido sobre uma plataforma de 6 metros de largura e 18 metros de comprimento. A moradia é composta por módulos, que podem variar de acordo com a necessidade do cliente. 

Todas as residências, no entanto, possuem sala com cozinha incorporada e pelo menos um banheiro. A maior delas possui cerca de 100 metros quadrados com dois quatros e dois banheiros. 

Desenvolvida com uma pegada totalmente sustentável, a casa necessita de combustíveis fósseis para suprir menos de 25% do total da energia que consome no ano. Ela também está sendo preparada pata ter capacidade de tratar toda a água de que necessita para consumo.

O projeto foi desenvolvido por membros da Universidade de Coimbra, em Portugal, em parceria com três empresas e incentivos do setor hoteleiro. 


Plataforma deve estar pronta para lançamento em 2020
© Fornecido por eCycle

Pau-rosa, pau-brasil e palmito-juçara são algumas das plantas brasileiras que correm risco de extinção. Elas fazem parte de um inventário online com mais de um milhão de espécies conhecidas no mundo todo, que vem sendo construído desde 2010. O objetivo é traçar estratégias para impedir que desapareçam e preservar a biodiversidade no planeta.

Chamado Flora do Mundo Online, o projeto chega agora à fase de descrição de cada uma das plantas. “Uma lista é uma lista apenas com nomes das espécies. Queremos agora agregar informações para, por exemplo, distinguir um pau-brasil de um pau-rosa”, explicou Eduardo Dalcin, do Núcleo de Computação Científica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Para alinhar a metodologia e padronizar o preenchimento da plataforma, que deve estar pronta até 2020, especialistas do mundo todo estão reunidos no Rio de Janeiro, onde ficam até dia 23 de outubro.

Coordenados pelos jardins botânicos de Londres e de Edimburgo, no Reino Unido, e os de Nova Iorque e de St. Louis (Missouri), nos Estados Unidos, botânicos e taxonomistas discutem quais informações devem constar do inventário e qual a melhor forma de apresentar os dados online. Por isso, especialistas de tecnologia da informação participam do evento.

Outro desafio que os especialistas terão de driblar é a ausência de informações digitalizadas sobre as plantas. Eles discutem trabalhar com voluntários e programas de computador. "A dificuldade é conseguir os dados em formato digital. Nem todos os países têm a flora digitalizada. Existe uma lacuna de informações que precisa ser preenchida até 2020. E o que está digitalizado precisa ser convertido para entrar no portal [na internet]”, disse Dalcin.

Durante o encontro, pela primeira vez será feita uma reunião entre as equipes que montaram a lista da flora brasileira, com cerca de 45 mil plantas, e os responsáveis pelo projeto mundial. Os especialistas querem alinhavar interações entre os projetos.

URUGUAI TEM ÓTIMOS DESTINOS LITORÂNEOS DE VERÃO

© Shutterstock

Piriápolis já foi o balneário mais famoso do país, mas perdeu seu lugar para Punta del Leste. Mesmo assim, o incrível lugar vale a visita

Considerado um dos melhores destinos éticos de 2015, o Uruguai conta com um litoral incrível com pequenos balneários pouco visitados, ótimos para quem deseja uma viagem tranquila.

Além de possuir uma ótima infra estrutura hoteleira, o país conta com diversos atrativos turísticos que vão desde praias a centros históricos. A cidade de Punta del Leste por exemplo, é considerada uma das cidades litorâneas mais famosas e visitadas da América do Sul que conta com praias cheias durante o Reveilllon, cassinos sempre lotados e diversas atividades ao ar livre, como a ponte ondulada e o monumento La Mano.

Montevideo é bastante conhecida e ótima para quem quer conhecer um pouco da história do país, já que é cercada de igrejas, museus e teatros bem antigos, como o Teatro Sólis. A cidade também possui uma grande construção onde funciona o Mercado do Porto, cheio de restaurantes típicos e perfeito para quem deseja experimentar uma legítima parrilla uruguaia.

Vale lembrar que o turismo do Uruguai vai muito além dessas cidades e deColônia do Sacramento, pequenos balneários como Piriápolis, José Ignacio, La Paloma e Cabo Polonio são alguns lugares pouco visitados do país e que contam com incríveis atrativos turísticos.

© Shutterstock

LA PALOMA
Considerada uma das praias preferidas dos próprios uruguaios, a La Paloma conta também com alguns outros atrativos, como o Farol de Santa Maria, a Ilha La Tuna, o Passeo del Puerto, centro gastronômico da cidade, e a Avenida Solari, repleta de feiras, bares, lojas e restaurantes

© Divulgação, Creative Commons / Jorge Gobbi / Flickr

PUNTA BALLENA
Punta Ballena está localizada a poucos minutos de Punta del Leste, e aconselha-se fazer bate e volta. A cidade tem a Casa Pueblo como principal atrativo turístico. O local, hoje museu, foi construído por Carlos Paes Villaró e conta com diversas obras do artista em seu interior. Vale lembrar que o por do sol visto da casa é considerado um dos mais lindos do mundo

© Divulgação, Creative Commons / Casaseneleste / Flickr

VALIZAS
Barra de Valizas é uma pequena vila de pescadores frequentada por jovens que querem um pouco de tranquilidade. A praia da cidade, que leva o mesmo nome, é bastante concorrida durante a alta temporada e é de lá que saem excursões de barco que vão para o Bosque de Ombués, atrativo turístico local. A região também é cercada por dunas, sendo a maior chamada Cerro de La Buena Vista

© Shutterstock

MONTEVIDEO
Montevideo conta com um centro histórico incrível, a exemplo da Porta da Cidadela, Teatro Sólis, Palácio Esteves e a Catedral Metropolitana. A rambla da cidade também é muito frequentada por quem quer ver o por do sol. Não podemos deixar de indicar uma visita ao Mercado do Porto, local que conta com diversos restaurantes, onde você poderá escolher a parrilla uruguaia que mais te agrada

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LA PEDRERA
Para quem está viajando para o Uruguai em busca que altas ondas, La Pedreira é o lugar certo. Localizada bem próxima a La Paloma, a cidade conta com a praia El Barco como uma das melhores da região

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PIRIÁPOLIS
Piriápolis já foi considerada o balneário mais famoso do país, mas acabou perdendo seu lugar para Punta del Leste. São 20 quilômetros de praias com paisagens lindas e adornadas pela Rambla dos Argentinos, como é chamada a orla da cidade. O local conta também com três morros, o Cerro Santo Antonio, que conta com um teleférico e que em seu ponto mais alto possui uma capela dedicada ao santo, o Cerro del Toro, onde está localizada uma fonte em formato de touro em tamanho real e o Cerro Pan de Azúcar, considerado o terceiro pico mais alto do país. A região também tem um incrível centro histórico

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JOSÉ IGNÁCIO
Localizada a 30 km de distância de Punta, a cidade de José Ignácio é o melhor lugar para quem busca um pouco de tranquilidade. A cidade de 300 habitantes conta com algumas atrações turísticas além das praias. O farol, a Fundação Atchugarry, uma casa que conta com diversas esculturas a céu aberto, e a Estancia Vik, hotel famoso da cidade, são alguns exemplos

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PUNTA DEL LESTE
Considerada um dos destinos mais visitados da América do Sul, Punta del Leste também é porta de entrada de diversos cruzeiros. A cidade conta com duas avenidas cercadas de lojas de grife, e bares super badalados por toda a cidade. Além disso, as praias e pontos turísticos também fazem sucesso, a exemplo do farol, do monumento "Las Manos" e da ponte ondulada

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CABO POLONIO
Considerado Parque Nacional desde 2009, o Cabo Polonio possui praias cercadas por enormes dunas. Um dos atrativos turísticos naturais da cidade são as famílias de leões marinhos que existem por lá, e empresas oferecem passeios de barco até as três ilhas pertencentes ao cabo para visitar os animais. Vale lembrar que o local é uma boa pedida para os aventureiros desprendidos, já que a cidade não possui água corrente e a energia elétrica é fornecida por gerador


© Rex Shutterstock/Arkadiusz Podniesinski

Quatro anos e meio depois que as fortes ondas de um tsunami gerado por um grande terremoto na costa do Japão, a cidade de Fukushima foi retomada pela vegetação. Após a evacuação do local em março de 2011, com o desastre ambiental de um vazamento de radiação sem precedentes desde Chernobyl, o fotógrafo Arkadiusz Podniesinski se arriscou em uma visita ao local e tirou diversas fotos do atual estado do lugar, que um dia foi a casa de milhares de pessoas. Na foto, o mato toma conta de um estacionamento com veículos abandonados

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Um estacionamento de bicicletas deixadas para trás com o desastre 

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Computadores em um escritório

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Uma vista aérea das dezenas de carros abandonados 

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Uma sala de aula ainda com o quadro negro sujo de giz. O quadro negro tem mensagens de incentivo de moradores e abaixo dele a marca da onda do tsunami 

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O piso do ginásio que cedeu com a força da água 

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Karts alinhados e prontos para uma corrida que nunca houve

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Um salão de jogos eletrônicos, outrora cheio de gente, permanece vazio

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Um carregamento de telas, TVs e monitores contaminados radioativamente 

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A mesa de um restaurante ainda com os talheres de antigos clientes

© Rex Shutterstock/Arkadiusz Podniesinski

Esta imagem aérea mostra depósitos de terra contaminada radioativamente. Para economizar espaço, os sacos são empilhados uns em cima dos outros

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Uma escola de instrumentos musicais tem um piano e outros objetos abandonados

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A vegetação toma conta dos carros 

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Teias de aranha tomam conta de um corredor de supermercado

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Caixas registradoras do mesmo supermercado aparecem abandonadas

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Uma moto deixada para trás com o tsunami é recoberta de vegetação 

© Rex Shutterstock/Arkadiusz Podniesinski

Uma rachadura na terra provocada pelo terremoto aumenta com a erosão na fazenda de Masami Yoshizawa. O fazendeiro voltou para suas terras, onde cria 360 cabeças de gado 

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Um veículo e residências danificados pelo tsunami e abandonados 

© AP Photo/Koji Sasahara

Uma via férrea enferrujada e coberta de vegetação próximo da estação Tatsuta, em Naraha. Naraha foi a primeira de sete cidades inteiramente evacuadas após a tragédia 

© AP Photo/Koji Sasahara

Imagem da escola fundamental Naraha Kita 

© AP Photo/Koji Sasahara

Vegetação cobre a cidade de Naraha


Já reparou na quantidade de papel que você usa? Ele está em embalagens de produtos, livros, revistas, jornais, canhoto de compras, documentos… Desperdiçá-lo sem qualquer reaproveitamento não é um problema pontual – quanto mais papel é produzido, mais árvores são cortadas, mais água é gasta no processo de produção e mais espaço em lixos e aterros é ocupado.

A produção de papel está entre os processos industriais que mais utilizam água. São necessários 540 litros para produzir um quilo. E para cada tonelada de papel virgem, doze árvores são derrubadas, segundo o Instituto Akatu. Algumas atitudes simples ajudam a economizar. Que tal fazer o seu papel?


Pense para imprimir

Comece imprimindo apenas o que é realmente necessário, como contratos. A WWF criou um programa de computador que propõe evitar esse desperdício causado pelas impressões. Ao criar um documento, você pode salvá-lo na extensão .wwf. Assim, ele fica bloqueado para impressão. Se estiver nesse “formato verde”, vai ser impossível passar pela impressora. Para usar, é preciso baixar um programinha no site Save as WWF. Cerca de 53 mil downloads já foram feitos.

Entenda sua impressora

O texto cortou, a planilha saiu pela metade… e lá se vai um monte de papel até a impressão sair do jeito que você quer. Aprenda a configurar e visualizar a impressão antes de dar o “ok” no botão pra “ver como fica”. Deixar a impressora no modo rascunho também é interessante, pois evita gasto de tinta sem necessidade.

Sem espaços em branco

Se for imprimir muitas folhas, no caso de apostilas, manuais ou textos longos, use os dois lados. Além de economizar papel, o material vai ficar mais leve, mais prático de carregar.

Bloco legal

Bloquinhos de anotação são super úteis: dá pra fazer a lista do supermercado, anotar tarefas do dia, deixar um recado… Faça o seu próprio bloco reutilizando o verso de folhas que já foram usadas.

Recicle

Não dá mais pra reaproveitar o papel usado? Separe-o para reciclagem. Embora o processo também consuma energia, o papel reciclado evita derrubada de mais árvores e consome menos água ao ser produzido.

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REGIÃO NORTE: PRAIAS DE ÁGUA DOCE, MUITO ALÉM DO RIO AMAZONAS
O estado Amazonas conta também com diversas praias de água doce, veja a seguir algumas delas

Descubra um pouco sobre o turismo local amazonense

Dona de uma das paisagens brasileiras mais bonitas do país, o Norte é cercado de natureza, desde rios e praias de água doce a imensas florestas cheias de biodiversidade.

A região pode não ter as melhores praias de água salgada do Brasil, mas conta com piscinas naturais de tirar o fôlego, a exemplo da Lagoa Azul,situada no Amazonas. Este estado, além de ter parte da maior floresta tropical do mundo, possui também diversas cidades cercadas de história, como Parintins e seu Festival Folclórico, Tabatinga e a tribo indígena Kokama, Manaus e o Teatro Amazonas, entre outras.

O ideal é partir de Manaus, onde grande parte da infraestrutura está localizada e ir explorando diversas cidades ribeirinhas, localizadas ao redor do estado amazonense. Uma outra dica é se hospedar em meio a Floresta Amazônica. Lá existem alguns resorts que contam com diversas atividades voltadas para a natureza local, como passeios de barco pelos rios e mergulhos com botos.

No entanto, muitas regiões não são habitadas ou não possuem infraestrutura para muitos turistas, a exemplo de diversas praias de água doce. A maioria delas surge apenas em algumas épocas do ano e estão localizadas em lugares de difícil acesso, o que torna a viagem mais difícil, mas, ao mesmo tempo, intrigante. Não há nada melhor do que conhecer um lugar bem nativo e que quase nenhum turista tem acesso não é mesmo? Açatuba, Tartaruga e Aramanai são alguns exemplos.

Veja na galeria acima, diversas praias de água doce espalhadas pelo Região Norte:

Praia da Ponta Negra: Considerada uma das mais famosas praias de Manaus, a Ponta Negra é artificial e recente. Cartão postal da capital, a praia fica bastante cheia durante o dia se o clima estiver quente, e de noite, por causa dos bares e apresentações noturnas do boi-bumbá.

Açutuba: A praia de Açutuba, localizada no município de Iranduba, é considerada uma das mais bonitas do estado do Amazonas. As areias brancas contrastam com a cor escura do Rio Negro e o contam com infraestrutura simples, com restaurantes e banheiros.

Alter do Chão: Uma das praias mais conhecidas do Pará, Alter do Chão é uma ótima pedida para quem busca tranquilidade na viagem. As águas do rio Tapajós e a areia branca da praia fazem o local ser considerado o Caribe brasileiro. Situada em Santarém, Alter do Chão é uma das principais belezas naturais do país.

Praia Grande: Situada na cidade de Salvaterra, na Ilha de Marajó, a Praia Grande é uma das mais populares da região e conta com uma boa infraestrutura para receber turistas. Em volta da praia existem diversas barracas de comida e música ao vivo.

Praia da Cachoeira da Velha: Localizada em Tocantins, no Parque Estadual do Jalapão, a praia de água doce está situada ao lado da Cachoeira da Velha, considerada uma das maiores do local.

Praia da Tartaruga: Situada no Tocantins, próximo a cidade de Palmas, a praia conta com uma ótima infraestrutura, o que atrai muitos turistas para região. A Tartaruga não é visível o ano todo, ela surge a partir da formação de uma ilha quando as águas do rio Tocantins baixam.

Praia do Aramanai: Situada na cidade de Belterra, a praia possui ótima infraestrutura com pousadas e restaurantes. Além disso, conta com o Igarapé Encantado, riacho de água gelada que contrasta com as águas quentes do rio Tapajós.

Praia do Tupé: Bastante visitada por moradores do norte, a praia é acessível somente de barco. Tupé fica exposta o ano todo, mas entre os meses de agosto e março é a melhor época para visitá-la, pois a maré do Rio Negro está baixa.

Praia da Lua: Considerada uma das praias mais frequentadas pela população local, a Lua conta com fraca infraestrutura para receber turistas. Localizada no Rio Negro, a praia fica exposta praticamente o ano todo, sendo que entre os meses de setembro e janeiro as faixas de areia são mais largas.

Praia de Caipiru: Situada no município de Oriximiná, a praia é banhada pelo lago Caipiru e pelo Rio Trombetas. Sem nenhum infraestrutura, Caipiru só é acessível de barco. Muito procurada pelos moradores locais, a praia recebe mais visitantes na celebração de Santo Antônio.

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Praia da Ponta Negra, Manaus (AM)

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Praia da Ponta Negra, Manaus (AM)

© Divulgação, Creative Commons / Lubasi / Flickr

Alter do Chão, Santarém (PA)

© Divulgação, Creative Commons / Lubasi / Flickr

Alter do Chão, Santarém (PA)

© Divulgação, Creative Commons / Celso Abreu / Flickr

Praia Grande, Salvaterra (PA)

© Divulgação, Creative Commons / Celso Abreu / Flickr

Praia Grande, Salvaterra (PA)

© Divulgação, Creative Commons / Lubasi / Flickr

Praia Tupé, Manaus (AM)

© Divulgação, Creative Commons / Lubasi / Flickr

Praia de Tupé, Manaus (AM)

© Universidade de Cambridge Visitantes no parque nacional do Quênia.

Sem saber e sem a intenção de fazê-lo, turistas amantes da natureza a estão colocando em perigo. Em seu amor pela vida selvagem, tentam se aproximar o máximo possível, tirar uma fotografia a poucos metros de distância e, se o guia deixar, dar de comer ao animal. Mas agora um estudo mostra como o contato com seres humanos induz a mudanças fisiológicas e comportamentais nos animais. Eles se tornam mais confiantes e, quando os turistas vão embora, ficam mais vulneráveis a outros seres humanos – desta vez armados com rifles – ou aos ataques de seus predadores.

O ecoturismo ou turismo de natureza, como muitos ecologistas preferem chamá-lo, se transformou em um fenômeno de massas. Um estudo da Universidade de Cambridge, divulgado no começo do ano, estimava que os parques nacionais e as reservas naturais recebem 8 bilhões de visitantes por ano – mais do que a população mundial. Só a moda de nadar com golfinhos atrai 13 milhões de pessoas anualmente. Tanta visita gera o equivalente a 2,23 trilhões de reais por ano. Apesar de uma ínfima parte desse dinheiro, cerca de 43 bilhões, ser dedicada à preservação desses espaços naturais e à pesquisa, são milhões que fazem bem à natureza. O problema é o preço que os animais podem estar pagando.

Um grupo de pesquisadores norte-americanos, franceses e brasileiros revisaram o que se sabe sobre o impacto do contato dos animais com seres humanos. Eles somaram a estudos anteriores suas próprias pesquisas sobre as mudanças fisiológicas e de comportamento de um animal selvagem quando ele se habitua à presença do homem. Encontraram uma espécie de processo de aculturação nos animais que apresenta muitos paralelismos com aquele dos bichos domesticados ou os que vivem nas zonas urbanas: tornam-se confiantes. Confiantes demais.

Durante os vários anos que pode levar um processo de domesticação de uma espécie, como os cavalos ou os cães, o ser humano domina aqueles genes que os tornam mais dóceis e tolerantes com seus donos. Além do aumento da produtividade, como é o caso do gado, os processos principais induzidos pela ação humana são a redução da agressividade e a perda do medo. Atos humanos dos quais os predadores, como pumas e lobos, souberam se aproveitar.

Não são necessários milênios para completar a domesticação. Em 1999, um estudo paradigmático demonstrou como é possível domesticar a raposa em poucas gerações. Ao fim do experimento, 80% das raposas testadas acabaram mais dóceis. Fisicamente, elas apresentavam uma menor pigmentação da pele, orelhas mais flácidas e rabo mais curto. Os dois últimos são elementos fundamentais em seu sistema de alerta. Fisiologicamente, a docilidade se manifestou com uma menor produção de corticosteroides, hormônios que interferem no estresse. Um estudo semelhante feito com salmões comprovou que aqueles criados em cativeiro apresentavam menor tendência a fugir diante da presença de tubarões.

As cidades também são como um narcótico para muitos animais. Assim como ocorre com a domesticação, os entornos urbanos mitigam a tendência natural de fuga diante de uma possível ameaça. Algumas espécies de esquilo, por exemplo, começam a correr quando um ser humano se aproxima a uma distância sete vezes mais curta na cidade do que seus congêneres no meio selvagem. Outro estudo com 48 espécies de aves europeias estimou que os exemplares urbanos alçavam voo duas vezes mais tarde que os de fora da cidade.

Mas as metrópoles têm outro efeito mais sutil que também reduz a reação dos animais. A presença do ser humano faz com que os predadores se afastem, o que transforma as cidades em santuários para muitas espécies que acabam se descuidando de seus sistemas de alerta. Em 2012, uma pesquisa com 15 espécies de aves mostrou como os pássaros urbanos resistiam menos à captura ou persistiam menos quando tinham seu ninho atacado do que os que viviam na zona rural, o que sugere uma conduta mais relaxada diante dos predadores.

O atual estudo, publicado na revista Trends in Ecology & Evolution, defende que as manifestações mais prejudiciais dos processos de domesticação e urbanização também estão ocorrendo entre os animais selvagens, como resultado do contato humano. Os animais não só criam confiança com os turistas, como também podem fazer o mesmo com humanos caçadores ou com seus predadores.

“Sabemos que o aumento de visitas por parte do homem levou algumas espécies a tolerá-lo e a se comportar de maneiras que sugerem que se habituaram a nossa presença. Também sabemos que, em alguns casos, os animais selvagens são habituados deliberadamente para aumentar as oportunidades para o turista, como vimos com os grandes símios, chimpanzés e gorilas, em vários lugares da África. E sabemos que esses símios acabam sendo mais vulneráveis aos caçadores ilegais” diz o co-autor do estudo, Daniel Blumstein, ecologista da Universidade da Califórnia.

Essa exposição aos turistas pode agir de duas maneiras sobre a conduta dos animais. Por um lado, como ocorre nas cidades, a presença de humanos não perigosos cria um escudo protetor que afugenta os predadores. Isto faz o animal relaxar. No Parque Nacional Grand Teton (Wyoming, EUA), os alces e antílopes americanos passam menos tempo em estado de alerta, dedicando-se mais a buscar alimentos nas áreas onde os turistas se reúnem para vê-los. Também formam grupos menores, e a maior dimensão da manada é outro mecanismo que os protegeria dos pumas e lobos.

Do ponto de vista fisiológico, o menor estado de alerta pode estar associado com a produção hormonal. “O sinal de estresse se manifesta muitas vezes com a produção de cortisol”, diz Benjamin Geffroy, pesquisador da Universidade Federal do Mato Grosso e principal autor do estudo. O problema é que as pesquisas realizadas até agora oferecem resultados contraditórios. Ante a presença de humanos, algumas espécies apresentam altos níveis de cortisol, ao passo que outras têm níveis baixos. “Inclusive do ponto de vista das espécies, parece que os resultados dependem muito da duração das visitas turísticas. Por exemplo, os gorilas selvagens acostumados há tempos com a presença humana têm menos corticoides nas fezes que os recentemente habituados. Mas os gorilas não acostumados apresentam menores níveis que os acostumados. À primeira vista, isso pode parecer sem sentido, mas o que devemos ter em conta é que, seja qual for a espécie, a presença humana provoca mudanças no estado fisiológico normal dos animais”, diz Geffroy.

O estudo deixa em aberto duas questões essenciais que, para os pesquisadores, precisam ser respondidas o mais breve possível. Por um lado, não se sabe se esses processos são transmitidos às gerações seguintes. Por outro, embora haja vários exemplos já demonstrados, falta ainda estabelecer se a habituação aos humanos reduz as defesas ante os predadores de forma generalizada.

Blumstein teme que sim, citando de novo a domesticação e a urbanização. “O processo de domesticação animal baseia-se em domar e selecionar os animais para que convivam melhor conosco. Nas áreas urbanas, os bichos se comportam de forma diferente do que o fazem nas rurais. E, em certas espécies, os cientistas encontraram evidências de que a seleção natural em curso explica algumas dessas diferenças. Não sabemos em que medida o ecoturismo pode estar por trás dessas mudanças na vida selvagem, mas suspeitamos que pode fazer isso dependendo da duração e da intensidade do contato.”

O dilema apresentado pela pesquisa é difícil de resolver. É preciso impedir a entrada dos turistas nos espaços naturais? Além de ecologista, Blumstein passou boa parte de sua carreira usando o ecoturismo como um mecanismo para que os humanos amem a natureza. Chegou a escrever um guia turístico de um parque do Paquistão. “Mas também percebi que a crescente atividade humana em áreas virgens muda o comportamento dos animais, e essas mudanças podem ter consequências ecológicas”, diz ele. “Em última instância, nosso amor pelas áreas naturais, viajando até elas, nem sempre é benigno.”

Andrew Balmford, biólogo de Cambridge e autor do cálculo sobre as visitas aos parques nacionais, reconhece que é uma questão complicada. “Em algumas regiões do planeta, o ecoturismo é muito importante para financiar os esforços de conservação e obter apoio político e comunitário”, afirma. Balmford também diz que preciso haver mais estudos e concorda com autores da pesquisa sobre algumas medidas que poderiam ser tomadas. “O principal é reconhecer que as visitas podem provocar interferências importantes, e procurar minimizá-las através da regulação, do desenvolvimento de infraestrutura e, onde for possível, da redução das atividades para que algumas áreas permaneçam inacessíveis aos turistas.”


Miguel Ángel Criado

MKRdezign

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