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Cientistas descobrem que fungo que brilha no escuro tem relógio biológico

Estudo de brasileiros e americanos investigou cogumelos bioluminescentes.
Processo químico que gera luz natural atrai a atenção da ciência há tempos.

Eduardo CarvalhoDo G1, em São Paulo

Fungo do filo 'Basidiomycetes' e sua bioluminescência (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

Cientistas descobriram que fungos encontrados no Brasil e que emitem luz natural, um fenômeno chamado de bioluminescência, têm o “relógio biológico” semelhante ao dos humanos. Os organismos conseguem diferenciar o dia da noite e, a partir disso, regulam seu comportamento.

A percepção dessa característica ocorreu durante estudos com exemplares de cogumelos bioluminescentes conduzidos pelo professor Cassius Stevani, associado ao Instituto de Química, da Universidade de São Paulo (USP).

Ele percebeu que exemplares do fungo N. gardneri economizavam energia durante o dia para brilhar intensamente no período noturno.

Uma hipótese para a “motivação” seria que a "tecnologia" serviria para atrair insetos e artrópodes, como as aranhas, para auxiliarem o fungo a disseminar seus esporos.

Stevani investiga a emissão de luz por fungos desde 2002. Ele já descreveu ao menos 12 espécies diferentes de cogumelos luminescentes que podem ser encontradas em florestas da Mata Atlântica, Amazônia e até do Cerrado. Também há exemplares fora do país.

Seu objetivo é entender a produção da luminescência natural, processo químico pelo qual animais como o vagalume e a água-viva emitem luz a partir de suas células.

Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas.

No caso da luminosidade dos fungos, além da possibilidade de ajudarem nas áreas já citadas, o entendimento deste processo pode auxiliar na criação de indicadores para pesquisas genéticas.

A investigação foi publicada na versão on-line da revista “Current Biology”, que faz parte das publicações do grupo Cell. O trabalho foi conduzido por cientistas das universidades de São Paulo (USP), Federal de São Carlos (Ufscar), além da Escola de Medicina Dartmouth, dos Estados Unidos.

Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)


Durante o dia, fungo economiza energia (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

À noite, a energia acumulada é utilizada para gerar a iluminação natural (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

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