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O seu, o meu, o nosso meio ambiente pede ajuda 

São Paulo - O bem estar da humanidade, do meio ambiente e da própria economia dependem da gestão responsável dos recursos naturais que a Terra, generosa, nos oferta. 

Mas há tempos, nos distanciamos da natureza a ponto de nos julgarmos seres autossuficientes e independentes dela. Mas o ritmo das transformações pelas quais o mundo vem passando está se acelerando e seria um perigo ignorar isso. 

É preciso resgatar o elo perdido e reconhecer que todos enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum: uma vida próspera e sustentável no Planeta. 

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, conheça nos próximos slides alguns dos sinais de que o planeta está passando por maus bocados e de que a humanidade pode ser tão culpada quanto vítima dessa transição.

Vivemos um século febril 

Catorze do dos 15 anos mais quentes já registrados na história ocorreram no século 21. O ano de 2014 foi o mais ardente desde que os registros modernos começaram em 1850, segundo os dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O balanço realizado anualmente confirma a tendência de aquecimento global de longo prazo, com temperaturas médias elevadas.

Zonas mortas 

Atualmente, existem cerca de 500 zonas mortas no mundo, que cobrem mais de 245 mil quilômetros quadrados, quase a superfície inteira do Reino Unido. São zonas litorâneas onde a vida marinha foi sufocada pela poluição.

Respiramos de mal a pior 

A poluição do ar nas grandes cidades tem alcançado níveis nada seguros para a saúde humana. Apenas 12% de todas as pessoas do planeta respiram um ar de boa qualidade, segundo estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a concentração média de poluentes em suspensão no ar é de 40 microgramas por metro cúbico (mg/m³), o dobro do nível considerado seguro.

1,3 bilhão de "isolados da luz" 

Uma em cada cinco pessoas no planeta – ao todo 1,3 bilhão de pessoas – ainda não tem acesso à eletricidade. Mais de 80% vivem em regiões da África Subsaariana e parte do sudeste asiático onde o pôr do sol significa a escuridão total e quem quiser um pouco de luz para estudar ou trabalhar durante a noite precisa recorrer a lampiões de querosene, cuja fumaça é extremamente prejudicial à saúde.

748 milhões de "isolados hídricos" 

Ainda hoje, cerca de 748 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a uma fonte segura de água potável. É quase um em cada 7 habitantes do globo sem água limpa e segura. 

Água suja mata... 

Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo a ONU. Mais pessoas morrem por conta de água contaminada e poluída do que de todas as formas de violência, inclusive guerras.

Água para beber e gerar energia 

Os recursos hídricos estão sob pressão para atender a crescente demanda global por energia. No total, a produção de energia é responsável por 15% de retirada de água do Planeta. Mas esse número está aumentando e, em 2035, o crescimento populacional, a urbanização e o aumento do consumo prometem empurrar o consumo de água para geração de energia até 20%. Recursos hídricos em declínio já estão afetando muitas partes do mundo e 20% de todos os aquíferos já são considerados sobreexplorados.

Um futuro sedento 

O planeta pode enfrentar um déficit de 40% no abastecimento de água até 2030, se não melhorarmos drasticamente a gestão deste recurso precioso.

O saldo dos desastres naturais assusta 

De 1970 a 2012, 8.835 desastres naturais causaram cerca de 1,94 milhão de mortes e danos econômicos de 2,3 trilhões de dólares globalmente, quase um Brasil em PIB, aponta um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Quase 1 bilhão de pessoas seguem famintas 

Enquanto isso, 870 milhões de pessoas passam fome e, a cada dia, mais de 20 mil crianças menores de 5 anos morrem de fome. Segundo a ONU, 26% das crianças em todo o mundo são consideradas raquíticas por desnutrição.

Enquanto 1/3 da comida vira lixo 

Um terço dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos, o que se traduz no desperdício de 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano. O desperdício é fruto de condições inadequadas de armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade curtos, ou compra excessiva por parte dos consumidores. Outro problema é a preferência dos supermercados por alimentos “perfeitos” em termos de formato, cor e tamanho.

Um México no lixo 

O desperdício de comida significa também desperdício de recursos naturais, contribuindo assim para impactos ambientais negativos. Hoje, a produção global de alimentos ocupa 25% de toda a terra habitável do mundo. A quantidade de terras cultiváveis usada para produzir comida desperdiçada é equivalente ao tamanho do México.

Perdem os pobres e famintos 

A escalada dos preços dos alimentos é uma questão de vida e morte para as populações que vivem em países em desenvolvimento e que gastam até 75% de sua renda para conseguir comer. Como se não bastasse, os mais pobres também são os mais afetados pelos extremos do clima, uma vez que seus países estão menos preparados para lidar com essas alterações.

Pragas avançam 

Um estudo feito pelo Grupo Internacional de Consulta em Pesquisa Agrícola (CGIAR, na sigla em inglês) para as Nações Unidas sugere que o aquecimento global pode comprometer, até 2050, cerca de 20% da produção trigo, arroz e milho – as três commodities agrícolas mais importantes e que estão na base de metade das calorias consumidas por um ser humano.

Montanhas de lixo eletrônico 

Anualmente, segundo dados da ONU, o mundo gera em média 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. A maior parte vem de países emergentes, como o Brasil, que ainda não possuem sistema de gestão eficiente para lidar com esse tipo de material. Artefatos eletroeletrônicos contêm materiais que demoram a se decompor – plástico, metal e vidro – e outros altamente prejudiciais à saúde, como mercúrio, chumbo, cádmio, manganês e níquel.

E criamos moradas tóxicas 

Atualmente, mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo estão expostas à poluição tóxica em níveis superiores aos tolerados pelas organizações internacionais de saúde. Essas populações vivem em regiões contaminadas por metais pesados, pesticidas e até por substâncias radioativas, como o césio. Conheça os 10 lugares mais poluídos do mundo e habitados.

O mar sobe e oprime 

Quem disse que a elevação do nível do mar é um problema distante? Estudos já relacionam a elevação do Pacífico às mudanças climáticas. As águas subiram cerca de 20 centímetros nos últimos 200 anos. Segundo os pesquisadores, os maiores picos na elevação do nível do mar aconteceram entre 1910 e 1990, o que pode estar vinculado a intensificação das atividades industriais.

1 de cada 6 espécies em risco 

Uma em cada seis espécies que habitam o planeta podem desaparecer diante das mudanças climáticas, de acordo com um estudo publicado na revista Science. Se as tendências atuais continuarem, a temperatura da Terra pode atingir o marco de 4,3 graus Celsius acima dos registros do início da era industrial. Caso esse cenário se concretize, 16 % das espécies de todo o mundo estaria em risco de extinção.

A "defaunação" já começou... 

Uma série de artigos publicados na revista científica Science, em julho de 2014, já alertava que o mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vista, um problema galopante, mas pouco falado. A perda de grandes espécies, como tigres, rinocerontes, e pandas, até dos menores animais, como o elefante besouro, vai alterar fundamentalmente a forma e função dos ecossistemas dos quais todos nós dependemos, alertam os cientistas.

Três mundos 

Pelos cálculos da ONU, até 2050 (quando seremos 9,6 bilhões de pessoas), se o ritmo e o padrão de consumo e produção atuais não mudarem, precisaremos de três planetas para sustentar a população.

Batizado de Roger, canguru é o macho alfa do santuário Alice Springs.
'Hobby' é amassar baldes, diz cuidador, cujo apelido é 'Canguru Dundee'.

O canguru Roger, de 9 anos de idade, é o macho
alfa do santuário Alice Springs (Foto: Reprodução/
Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Um canguru musculoso de 2 metros de altura chama atenção entre os outros animais no Santuário de Cangurus Alice Springs, no Território do Norte, na Austrália. Trata-se de Roger, o macho alfa do bando sob os cuidados do santuário. 

Segundo o cuidador Chris Barnes, o animal é bastante protetor e ataca quem quer que chegue perto das fêmeas do grupo. E seu "hobby" preferido é amassar os baldes de metal onde é servida sua comida. 

A página do santuário no Facebook traz fotos de Roger, a maioria feita por Barnes, que também é conhecido pelos apelidos de "Brolga" e de "Canguru Dundee". O último, aliás, é o nome de seu programa de TV na rede britânica BBC. 

As imagens vêm acompanhadas de comentários de Barnes. Segundo ele, o canguru que comanda os animais do santuário tem 9 anos de idade. A espécie vive em média de 12 a 15 anos.

Em uma das imagens divulgadas no perfil do santuário, o cuidador aparece correndo de Roger. "Aqui estou eu correndo de Roger - o chefe do meu Santuário. A razão por que estou correndo é que, se Roger me pegar, serei rasgado em pedaços. Meu exercício diário!", comenta o Canguru Dundee, brincando.

Chris 'Brolga' Barnes corre de Roger no santuário. 'Exercício diário!', brincou ele ao comentar a imagem (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Segundo o cuidador, o passatempo preferido de Roger é amassar os baldes em que recebe sua comida (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Na Páscoa, o santuário postou uma foto de Roger com um coelhinho de pelúcia, presente dado por uma fã. 'Ele não sabia se devia abraçar ou matar o coelhinho', respondeu Brolga a um comentário sobre a foto (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Saiba um pouco mais sobre Cinque Terre, região que abriga casinhas multicoloridas diante do mar!

O charme das vilas e cidades que fazem parte da Cinque Terre, na Itália, impressionam e fascinam qualquer viajante!

Diante do belíssimo litoral italiano, se estende a região conhecida como “Cinque Terre”. Como o nome sugere, trata-se de 5 pequenos vilarejos, encrustados nas imensas formações rochosas banhadas pelo mar da Itália e que impressionam viajantes do mundo todo, graças ao charme de suas casinhas coloridas. Saiba um pouco mais sobre cada uma dessas vilas e entenda porque elas são responsáveis por garantir roteiros inesquecíveis ao longo da costa italiana.

Riomaggiore
Quem sai de La Spezia, em direção ao norte e de encontro com a região Cinque Terre se depara primeiro com Riomaggiore, vila que tem pouco mais de 10 km² de extensão. Suas casas nas rochas foram erguidas ainda no século 13 e até hoje impressionam os viajantes com suas cores e formatos. O vilarejo é dono de alguns dos vinhedos mais importantes da Itália, detalhe responsável por atrair apreciadores da bebida. Sua principal rua é a Via Colombo, que abriga restaurantes, bares, lojas e pequenos hotéis onde os visitantes costumam passar pelo menos uma noite no lugar para poder conseguir conhecer de perto todos os seus encantos.

Manarola
Construída sobre uma rocha elevada a 70 metros acima do nível do mar, Manarola é uma das mais charmosas e românticas vilas da Cinque Terre. Ali, o cenário é formado por rampa para barcos, pitorescas e multicoloridas casas de frente para o mar e uma pequena praça, onde há restaurantes especializados em frutos do mar. Lá no alto, entre suas casinhas, há uma pequena igreja com uma torre de sino, antes usada como alerta para evitar possíveis ataques piratas. Hoje, a calmaria e a tranquilidade imperam no pequeno vilarejo, encantando ainda mais os viajantes.

Vernazza
Sem espaço para o tráfego de carros, Vernazza preserva o autêntico estilo de vida de um vilarejo de pescadores, característica que lhe torna única e especial, deixando tudo por lá ainda mais romântico e bucólico, mesmo diante do mar. Fundada por volta de 1080, além das casinhas coloridas diante do mar, seus cartões postais são também suas construções históricas. É o caso da igreja erguida no século 14 e localizada na principal praça da cidade, onde é possível avistar outras atrações turísticas do local.

Corniglia
Na verdade, Corniglia é uma extensão de Vernazza. Mesmo assim, não deixa de ser considerada como uma das vilas que fazem parte da Cinque Terre. Ao contrário dos outros vilarejos, Corniglia não está diretamente adjacente ao mar, mas localizada no topo de um promontório com quase 100 metros de altura, cercada em três lados por vinhedos e socalcos, enquanto o quarto lado desce abruptamente para o mar. Para chegar até lá, é necessário subir a Lardarina, um escadaria com 382 degraus. Outro caminho é a estrada que, a partir da estação, leva à aldeia. Às vezes, um pequeno ônibus sobe e desce suas ladeiras.

Monterosso
A maior das vilas em Cinque Terre, Moterosso está localizada sobre colinas onde são cultivadas videiras e oliveiras. Esta característica da pequena cidade faz com o verde da vegetação abrace a área urbana, emoldurando ainda praias e recifes de águas cristalinas. Dividida em duas partes, os dois lados são delimitados por uma torre medieval. Na parte nova da cidade, a movimentação intensa de viajantes é sempre comum, enquanto a Cidade Velha é dominada por ruínas de castelos, casinhas coloridas e ruelas que foram construídas durante a Idade Média.

Via dell’ Amor
É uma via de pedestres com vista para o mar, com pouco mais de um quilômetro, ligando as aldeias de Riomaggiore e Manarola, Cinque Terre, na Ligúria (Itália).
O nome da trilha foi inspirado pelo fato de ter proporcionado uma conexão fácil para jovens Amantes que viviam nas duas pequenas Cidades e que antes eram separados pelo terreno montanhoso.

Pelo menos 800 pessoas morreram na sequência da onda de calor que ocorre há mais de uma semana na Índia, sobretudo nos estados do Sul do país, disseram hoje (26) as autoridades do país. No estado de Andhra Prades – Sul da Índia –, o mais atingido, ao menos 551 pessoas morreram na última semana.

Na segunda-feira, a temperatura registrava 47º Celsius (ºC), o que levou as autoridades a colocar em prevenção os hospitais do estado e recomendar à população que evite sair à rua.

“O governo do estado lançou programas de informação na televisão e em outras mídias para recomendar às pessoas que não saiam sem chapéu e que bebam água”, disse Tulsi Rani, responsável pela Unidade de Gestão de Catástrofes de Andhra Pradesh.

“Pedimos também às organizações não-governamentais e agências estatais para abrirem pontos de abastecimento de água para que toda a população tenha acesso”, acrescentou a autoridade indiana.

Uma grande parte da Índia foi afetada por essa onda de calor, incluindo a capital Nova Deli.

De acordo com o jornal The Hindustan Times, a temperatura máxima em Deli atingiu um novo recorde na segunda-feira (25), 45,5ºC, por volta de 5ºC acima da média para esta época do ano.

No estado de Telanga, que faz fronteira com Andhra Pradesh, 231 pessoas morreram em uma semana e as temperaturas atingiram os 48ºC noo fim de semana.

Em Orissa – Leste do país –, 11 pessoas morreram em decorrência do calor. Os serviços meteorológicos indianos emitiram um “alerta vermelho” para hoje e amanhã em Orissa devido às previsões de temperaturas superiores aos 45ºC.

Em Bengala ocidental, também no Leste do país, 13 pessoas morreram. Os sindicatos dos taxistas de Calcutá recomendaram aos motoristas que limitem os deslocamentos durante o dia.

Centenas de pessoas, sobretudo entre a população mais pobre, morrem todos os verões devido ao calor e dezenas de milhares são afetadas por cortes de eletricidade devido sobrecarregada na rede de energia.

De acordo com o The Hindustan Times, as condições meteorológicas podem causar uma seca nos estados mais afetados pelo calor antes da chegada das monções, esperadas para o final do mês em Kerala (Sul).

A estação das chuvas deverá levar várias semanas até chegar às planícies mais áridas do Norte.

Jardins e casa do antigo rancho, onde Michael Jackson viveu durante 15 anos 



 Se você é fã de Michael Jackson e tem US$ 100 milhões sobrando na conta, esta pode ser a sua chance de ter uma bela lembrança do rei do pop

O antigo rancho Neverland, onde Jackson morou por 15 anos, está à venda mais uma vez. 

A propriedade fica na região de Los Olivos, Califórnia, e agora se chama Sycamore Valley Ranch. 

O futuro comprador terá um espaço de 1.300 hectares. A casa principal, entre dois lagos, possui seis quartos, além de um quarto de empregada.

Ainda é possível aproveitar uma pousada de quatro quartos, uma casa de hóspedes com dois dormitórios, uma piscina com cabana, área para churrasco e quadras de tênis e basquete. 

Segundo o The Wall Street Journal, não é mais possível aproveitar o zoológico, que tinha elefantes, orangotangos e outros animais, nem os brinquedos do parque de diversões. 

Mas ainda dá para brincar na estação de trem e apreciar o relógio floral que fica na entrada da estação, por exemplo. 

Michael Jackson comprou Neverland por US$ 19,5 milhões em 1987. Viveu lá por 15 anos, mas teve que se desfazer da sua “Terra do Nunca” por dificuldades financeiras que enfrentou. A venda o ajudou a quitar um empréstimo de US$ 24,5 milhões. 

Em 2008, a Colony Capital comprou o rancho por US$ 23 milhões e investiu outros milhões em reformas, na intenção de revender a propriedade. 

Mas se você quer (e pode) comprar a antiga Neverland, não pense que será tão fácil. 

As empresas Hilton & Hyland e Sotheby’s compartilham o negócio de revenda e avisam que haverá uma “extensa pré-qualificação” de potenciais compradores. 

Quem passar no teste fica com todos os itens das imagens, que fizeram parte do rancho dos sonhos do rei do pop, que morreu em junho de 2009, aos 50 anos, vítima de uma overdose de remédios.

Um dos lagos do agora Sycamore Valley Ranch

O comprador passará por uma "extensa pré-qualificação" para adquirir o rancho, segundo os vendedores

Lago da propriedade, que está à venda pela segunda vez

A paisagem que pode ser apreciada por quem pagar US$ 100 milhões pelo antigo Neverland

A estação de trem e o relógio floral do antigo rancho Neverland, atual Sycamore Ranch Valley

Os portões de Neverland, em foto de 2009, ano em que Michael Jackson morreu

Foto área do atual Sycamore Ranch Valley , antigo Neverland, na Califórnia

Algumas das casas do antigo Neverland

Vista aérea de uma parte do antigo rancho Neverland, que pertenceu a Michael Jackson

Entre os 17 estados da Mata Atlântica, Piauí foi o campeão de desmatamento entre 2013 e 2014


A floresta pede ajuda 

Quando os portugueses atracaram por aqui, encontraram florestas tropicais majestosas, que se estendiam de uma ponta à outra do litoral brasileiro. Mais de 500 anos depois, restam apenas 12,5% do que era a Mata Atlântica em toda a sua extensão e esplendor originais. Apesar dos esforços de conservação realizados nas últimas décadas, a guerra para manter a floresta de pé ainda não está ganha. 

Dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados nesta quarta-feira (27), comprovam. Entre 2013 e 2014, o bioma perdeu 183 Km² de mata, o equivalente a 18 mil campos de futebol. 

Entre os 17 estados da Mata Atlântica, Piauí foi o campeão de desmatamento no ano, com 5.626 hectares (ha) devastados. Sozinho, o município de Eliseu Martins respondeu por 23% do total dos desflorestamentos observados no período. (Veja os estados que mais desmataram)

É o segundo ano consecutivo que o Atlas observa um padrão de desmatamento nos municípios ao sul do Piauí, onde se concentra a produção de grãos. 

“Essa é uma importante região de fronteira agrícola e uma área de transição entre a Mata Atlântica, o Cerrado e a Caatinga, o que acende discussões sobre seu grau de proteção. No entanto, são áreas incluídas no Mapa de Aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/06), que protege seus ecossistemas associados e deve ser cumprida”, afirma Márcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica. 

Em segundo lugar na lista de desmatadores, aparece Minas Gerais, com 5.608 ha da floresta devastados. Apesar da posição, o estado reduziu em 34% o desmatamento se comparado ao período anterior. Esta é a segunda queda consecutiva na taxa de desmatamento em Minas, que no ano anterior já havia reduzido em 22%. 

O recuo é resultado de moratória que desde junho de 2013 impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa no bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais, após solicitação da Fundação SOS Mata Atlântica e do Ministério Público Estadual. 

Rumo ao desmatamento zero 

No quadro geral, o desmatamento no país recuou 24% comparado ao ano anterior (2012-2013). Dos 17 estados da Mata Atlântica, nove apresentaram desmatamentos menores do que 100 ha, o equivalente a 1 km2, entre eles São Paulo (61 ha), Rio Grande do Sul (40 ha) e Pernambuco. 

Com tais índices, esses estados aproximam-se da meta do desmatamento zero no bioma e abrem oportunidades para outra discussão: a necessidade de se recuperar as áreas já desmatadas. 

“Os 12,5% da Mata Atlântica que restam de pé, com suas paisagens e beleza cênica, são um patrimônio natural com potencial turístico invejável. Prestam ainda diversos serviços ambientais, como a conservação das águas que abastecem as nossas cidades e a estabilidade dos solos, tão essenciais à agropecuária. Preservar o que restou e restaurar o que se perdeu precisa ser uma agenda estratégica para o país”, ressalta Marcia Hirota. 

1. Piauí 

Área total do Piauí 25.158.115 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 2.662.017 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 11% 
Mata remanescente em 2014 911.833 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 34,3% 
Desmatamento 2013-2014 5.626 hectares 
Desmatamento 2012-2013 6.633 hectares 
Variação -15%


2. Minas Gerais 

Área total de Minas Gerais 58.653.439 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 27.623.397 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 47% 
Mata remanes centeem 2014 2.858.654 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 10,3% 
Desmatamento 2013-2014 5.608 hectares 
Desmatamento 2012-2013 8.437 hectares 
Variação -34% hectares


3. Bahia 

Área total da Bahia 56.472.020 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 17.976.964 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 32% 
Mata em 2014 2.033.729 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 11,3% 
Desmatamento 2013-2014 4.672 hectares 
Desmatamento 2012-2013 4.777 hectares 
Variação -2%


4. Paraná 

Área total do Paraná 19.932.306 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 19.639.352 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 99% 
Mata em 2014 2.303.894 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 11,7% 
Desmatamento 2013-2014 921 hectares 
Desmatamento 2012-2013 2.126 hectares 
Variação -57%


5. Santa Catarina 

Área total do Piauí 9.571.782 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 9.571.782 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 100% 
Mata remanescente em 2014 2.212.747 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 23,1% 
Desmatamento 2013-2014 692 hectares 
Desmatamento 2012-2013 672 hectares 
Variação 3%


6. Mato Grosso do Sul 

Área total do Piauí 35.713.264 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 6.377.963 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 18% 
Mata remanescente em 2014 707.717 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 11,1% 
Desmatamento 2013-2014 527 hectares 
Desmatamento 2012-2013 568 hectares 
Variação -7%


7. São Paulo 

Área total do Piauí 24.821.183 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 17.071.302 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 69% 
Mata remanescente em 2014 2.378.985 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 13,9% 
Desmatamento 2013-2014 61 hectares 
Desmatamento 2012-2013 94 hectares 
Variação -34%


8. Rio Grande do Sul 

Área total do Piauí 26.880.228 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 13.836.988 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 51% 
Mata remanescente em 2014 1.090.991 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 7,9% 
Desmatamento 2013-2014 40 hectares 
Desmatamento 2012-2013 142 hectares 
Variação -72%


9. Pernambuco 

Área total do Piauí 9.814.204 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 1.688.361 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 17% 
Mata remanescente em 2014 200.332 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 11,9% 
Desmatamento 2013-2014 32 hectares 
Desmatamento 2012-2013 155 hectares 
Variação -79%


10. Goiás (GO) 

Área total do Piauí 34.007.266 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 1.189.787 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 3% 
Mata remanescente em 2014 29.949 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 2,5% 
Desmatamento 2013-2014 25 hectares 
Desmatamento 2012-2013 50 hectares 
Variação -51%


11. Espirito Santo 

Área total do Piauí 4.607.118 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 4.607.118 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 100% 
Mata remanescente em 2014 482.592 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 10,5% 
Desmatamento 2013-2014 20 hectares 
Desmatamento 2012-2013 14 hectares 
Variação 41%


12. Alagoas 

Área total do Piauí 2.776.873 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 1.524.163 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 55% 
Mata remanescente em 2014 143.669 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 9,4% 
Desmatamento 2013-2014 14 hectares 
Desmatamento 2012-2013 17 hectares 
Variação -17%


13. Rio de Janeiro 

Área total do Rio de Janeiro 4.371.498 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 4.371.498 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 100% 
Mata remanescente em 2014 819.969 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 18,8% 
Desmatamento 2013-2014 12 hectares 
Desmatamento 2012-2013 11 hectares 
Variação 4%


14. Sergipe 

Área total do Piauí 2.190.735 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 1.018.955 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 47% 
Mata remanescente em 2014 72.461 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 7,1% 
Desmatamento 2013-2014 10 hectares 
Desmatamento 2012-2013 137 hectares 
Variação -93%


15. Paraíba 

Área total do Piauí 5.644.914 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 597.979 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 11% 
Mata remanescente em 2014 54.024 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 9,0% 
Desmatamento 2013-2014 6 hectares 
Desmatamento 2012-2013 n/a 
Variação n/a


16. Ceará 

Área total do Piauí 14.891.290 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 865.242 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 6% 
Mata remanescente em 2014 64.240 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 7,4% 
Desmatamento 2013-2014 n/a 
Desmatamento 2012-2013 4 hectares 
Variação n/a


17. Rio Grande do Norte

Área total do Piauí 5.280.748 hectares 
Área sob a Lei da Mata Atlântica 350.780 hectares 
Porcentagem do bioma no estado 7% 
Mata em 2014 16.032 hectares 
Porcentagem da mata em 2014 4,6% 
Desmatamento 2013-2014 n/a 
Desmatamento 2012-2013 109 hectares 
Variação n/a
















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