Escolha a Categoria

Para quem quiser se hospedar no eco resort do ator Leonardo DiCaprio, precisará se submeter a aulas de ecologia e preservação ambiental 

Alex Alcantara, da Casa.com.br

São Paulo - Após conhecer o mar do Caribe, em 2005, o ator Leonardo Di Caprio se apaixonou pelo local. Há um ano comprou um terreno na costa de Belize, onde pretende construir uma ilha artificial e erguer um eco resort

O local custou US$ 1,75 milhões (R$ 5,6 milhões) e foi adquirido em parceria com Jeff Gram, executivo dono do Cayo Espanto Island Resort, um hotel de ultra luxo que fica em outra ilha privada em Belize. Di Caprio relatou ao New York Times, que após visitar o lugar, surgiu a oportunidade de comprá-lo. 

O projeto está com planos de ser inaugurado em 2018, e será realizado pela empreiteira Delos, de Nova York. Porém, a preocupação com a natureza, a fauna e a flora é a máxima dessa empreitada. 

Toda construção possui uma atenção para preservar a vida marinha e natureza local. Para isso serão construídas barreiras de corais artificiais e o reflorestamento de áreas nas redondezas. 

E a sustentabilidade não para por aí: para quem quiser se hospedar no eco resort do ator, precisará se submeter a aulas de ecologia e preservação ambiental.

O resort será erguido em uma ilha aritificial em Belize, no Caribe


A Ilha da Queimada Grande, localizada a cerca de 144 km da costa de São Paulo, parece ser mais um daqueles belos lugares à primeira vista. Mas ao saber a verdade aterrorizante sobre o local, provavelmente você nunca desejará visitá-lo – a ilha está infestada com entre 2.000 e 4.000 jararacas-ilhoa, uma das serpentes mais letais em todo o mundo.

O veneno dessas cobras pode matar uma pessoa em menos de uma hora, e numerosas lendas locais contam os destinos horríveis que aguardavam aqueles que vagavam sobre as margens da Ilha de Queimada Grande. Há rumores de que um pescador infeliz desembarcou na ilha em busca de bananas, e só foi descoberto dias depois morto em seu barco com uma poça de sangue e picadas em todo o corpo. De 1909 a 1920, algumas pessoas viviam na ilha. Mas de acordo com outro conto local, o último faroleiro, juntamente com toda a sua família, morreu quando um grupo de cobras entrou em sua casa através das janelas.

Embora alguns afirmam que as cobras foram colocadas na ilha por piratas na esperança de proteger o seu ouro, na realidade, a densa população da ilha das cobras evoluiu ao longo de milhares de anos sem a intervenção humana. Cerca de 11 mil anos atrás, o nível do mar subiu o suficiente para isolar a Ilha da Queimada Grande do continente, fazendo com que as espécies de serpentes que viviam na ilha evoluíssem de modo diferente das que ficaram no continente.


As cobras que acabaram encalhadas na Ilha da Queimada Grande não tinham predadores no nível do solo, permitindo que elas se reproduzem rapidamente. Seu único desafio: elas também não tinham presas no nível do solo. Para encontrar o alimento, as serpentes se voltaram para aves migratórias que visitam a ilha sazonalmente durante longos vôos. Muitas vezes, as cobras perseguem suas presas, mordem e esperam que o veneno incrivelmente potente e eficiente faça seu trabalho antes de se alimentar da vítima.

Por causa do perigo, o governo brasileiro controla rigorosamente visitas a Ilha da Queimada Grande. Mesmo sem uma proibição do governo, porém, o local provavelmente não seria um destino turístico: as cobras da ilha existem em uma alta concentração de tal forma que algumas estimativas afirmam que há uma cobra por cada metro quadrado em alguns pontos.

Para se ter uma deia, o veneno dessas cobras é cerca de cinco vezes mais forte do que qualquer cobra no território brasileiro, sendo capaz inclusive de derreter a carne humana quase que instantaneamente quando aplicado em grandes quantidades. Mesmo com tratamento rápido, as vítimas têm tem uma chance de 3% de sobreviver. O veneno da cobra pode causar insuficiência renal, necrose do tecido muscular, hemorragia cerebral e hemorragia intestinal.

Por causa da demanda do mercado negro por cientistas, colecionadores de animais e contrabandistas de animais selvagens, há algumas armadilhas para cobras na costa da ilha. Uma única jararaca-ilhoa pode ser vendida entre $ 10.000 a $ 30.000. A degradação do habitat e doenças também prejudicaram a população da ilha, que diminuiu em cerca de 50% nos últimos 15 anos, segundo algumas estimativas. [Smithsonianmag]


Precisamos agir AGORA. Acesse o site, assine pelo ‪#‎DesmatamentoZero‬ ►► http://bit.ly/1IKEvHR ◄◄


Com floresta tem água 

As florestas garantem um dos mais essenciais elementos para a vida: a água. As grandes florestas como a Amazônia liberam umidade na atmosfera que garante boa parte da chuva que cai sobre nosso território. Essa chuva é fundamental para encher nossos rios e reservatórios, garantindo água nas nossas torneiras. Nas beiras de rios, as florestas protegem o solo e evitam a devastação das nascentes de água. Se queremos água fresca nas nossas torneiras, temos que preservar nossas florestas.

Tudo está interligado. Tudo é interdependente. E você pode fazer a diferença!

Estamos na reta final da campanha. Nesse ano entregaremos as assinaturas no Congresso brasileiro para que seja criado o projeto de lei pelo Desmatamento Zero. As florestas precisam ser salvas, faça parte do movimento, assine e compartilhe! 


Sem floresta não tem água

A crise hídrica que estamos vivendo no Brasil é um dos maiores desafios do nosso tempo. São Paulo, a maior metrópole do Brasil, está a beira do colapso. Mas outras cidades e regiões enfrentam situação tão grave quanto, com seus reservatórios atingindo os mais baixos níveis da história. Essa crise tem muitas razões, mas uma das principais é o desmatamento, que interfere no ciclo da água. Que mundo a gente quer deixa para nossos filhos? O planeta é nosso maior presente para eles, que merecem clima ameno, floresta em pé e água fresca. É nossa responsabilidade garantir esse futuro. Faça parte do movimento e assine a petição. Desmatamento zero é o futuro que nos pertence e que vamos conquistar!



Ondas: pesquisadores afirmaram que a acidificação dos oceanos era uma suspeita há tempos, mas que nenhum indício direto tinha sido encontrado até agora
Will Dunham, da REUTERS

Washington - Trata-se de um dos maiores mistérios da ciência: o que causou a pior extinção em massa da história da Terra? E não, não foi aquela que acabou com os dinossauros.

Cientistas disseram nesta quinta-feira que grandes quantidades de dióxido de carbono expelidas por erupções vulcânicas colossais na Sibéria podem ter tornado os oceanos do mundo perigosamente ácidos 252 milhões de anos atrás, o que ajudou a desencadear uma calamidade ambiental global que matou a maioria das criaturas terrestres e marinhas.

Os pesquisadores estudaram rochas nos Emirados Árabes Unidos localizadas no leito oceânico na ocasião que guardavam um histórico detalhado das condições cambiantes dos oceanos no fim do Período Permiano.

"Este é um dos poucos casos nos quais fomos capazes de mostrar que um evento de acidificação dos oceanos aconteceu no passado remoto", disse a geocientista Rachel Wood, da Universidade de Edimburgo, parte do grupo de pesquisadores do estudo publicado no periódico Science.

"Isto é significativo porque acreditamos que os oceanos modernos estão se tornando ácidos de uma maneira semelhante", acrescentou Wood.

"Estas descobertas podem nos ajudar a entender a ameaça representada pela acidificação dos oceanos dos dias atuais para a vida marinha." Várias hipóteses foram aventadas para explicar a extinção em massa que ultrapassou até mesmo aquela de 65 milhões de anos atrás, causada por um asteroide cujo impacto aniquilou os dinossauros e muitos outros animais.

Os pesquisadores afirmaram que a acidificação dos oceanos era uma suspeita há tempos, mas que nenhum indício direto tinha sido encontrado até agora.

As gigantescas erupções que formaram uma região imensa de rocha vulcânica chamada de Armadilhas da Sibéria representam um dos maiores eventos vulcânicos do último meio bilhão de anos e duraram milhões de anos, a extensão de tempo entre os períodos Permiano e Triássico.

As quantidades impressionantes de dióxido de carbono resultantes das erupções tiveram consequências terríveis para a vida terrestre e marinha. A absorção de dióxido de carbono mudou de forma letal, ainda que temporária, a composição química dos oceanos, segundo os cientistas.

A extinção em massa durou 60 mil anos, afirmaram, e a maioria dos répteis assemelhados aos mamíferos morreu, com exceção de algumas linhagens, incluindo os ancestrais de mamíferos modernos, como o humano.

Drone de reflorestamento da BioCarbon Engine: resposta à altura da destruição "industrial" das florestas

 Frear o desmatamento e recuperar tudo o que foi destruído por ele é um dos maiores desafios do nosso tempo. 

Atenta ao problema, uma startup britânica resolveu apostar no poder dos drones para plantar um bilhão de árvores por ano, uma solução à altura da devastação "industrial" das florestas.

Segundo a BioCarbon Engine, o uso de drones seria mais eficiente e preciso que os métodos tradicionais adotados no mercado, como o plantio manual de árvores ("lento e caro") e a distribuição de sementes secas por via aérea ("de baixas taxas de fixação").

"Nossa solução equilibra esses dois métodos. Em primeiro lugar, por meio do plantio de sementes germinadas, utilizando técnicas de agricultura de precisão. Em segundo lugar, por ser escalável e automatizada, a nossa tecnologia reduz significativamente os requisitos de mão de obra e custos.", diz a empresa em seu site

Mapeamento

Em um primeiro momento, com ajuda de um drone, a BioCarbon reúne dados detalhados do terreno, a fim de produzir mapas 3D de alta qualidade sobre as terras agrícolas, plantações e áreas a serem restauradas.

Plantio

Usando os dados de mapeamento, os drones realizam as atividades de plantio de precisão. A esperança vem do alto na forma de pequenas cápsulas que se rompem ao atingir o solo, liberando, assim, as sementes germinadas.

Monitoramento

Outra importante parte do projeto é o monitoramento do plantio. Esta informação ajudará a fornecer avaliações da saúde do ecossistema ao longo do tempo.

Fase do projeto

O projeto de reflorestamento em escala industrial a partir de drones ainda não está completamente pronto para uso comercial, mas o seu protótipo, que ganhou R $ 20 mil em fundos do Centro de Empreendedorismo Skoll no ano passado, deve entrar em pleno funcionamento até o final do ano. 

Veja um vídeo sobre o projeto abaixo:



Eucalipto: em São Paulo, as plantações de eucalipto estão concentradas em cidades situadas próximas das Serras do Mar e da Mantiqueira 

Elton Alisson, da AGÊNCIA FAPESP

A substituição da vegetação natural das encostas das Serras do Mar e da Mantiqueira pelo plantio de eucalipto aumenta o volume de chuva sobre as áreas mais altas e, consequentemente, os riscos de deslizamentos de terra nessas regiões serranas durante a estação chuvosa – entre dezembro e fevereiro. 

A constatação é de uma pesquisa de doutorado realizada pela tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Viviane Regina Algarve, no âmbito do Projeto Temático “Assessment of impacts and vulnerability to climate change in Brazil and strategies for adaptation option”, apoiado pela FAPESP. 

“Observamos que a mudança da vegetação natural por eucalipto nas encostas das Serras do Mar e da Mantiqueira altera as trocas de energia entre a superfície e a atmosfera, modificando o padrão de circulação de vento que ocorre entre o vale e a montanha e, em razão disto, o transporte de calor e umidade para o topo das serras”, disse Regina Alvalá, pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e orientadora do estudo, à Agência FAPESP. 

“O aumento da convergência de umidade sobre os topos das montanhas facilita a formação e alimentação de nuvens, nevoeiros e tempestades”, explicou. 

De acordo com dados do Anuário Estatístico da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas, há mais de 6 milhões de hectares de florestas de eucalipto dos gêneros Pinnus e Eucalyptus no Brasil, em regiões com diferentes topografias e padrões de chuva. 

Em São Paulo, as plantações de eucalipto estão concentradas em cidades situadas próximas das Serras do Mar e da Mantiqueira, à exceção de Ribeirão Preto. 

Com o aumento da demanda por celulose e madeira, as plantações de eucalipto têm sido expandidas para encostas íngremes em municípios próximos a essas duas regiões serranas do estado. 

Em razão dessa e de outras mudanças no uso e cobertura da terra – como a conversão para área de pastagem –, que têm ocorrido nas últimas décadas nas encostas das Serras do Mar e da Mantiqueira, está aumentando o volume de chuvas sobre as áreas mais altas dessas regiões serranas, o que pode resultar em riscos de deslizamentos, apontam os autores do estudo. 

“Como o eucalipto é uma vegetação de porte alto, absorve muita radiação e, com isso, altera os balanços de energia e de água entre a superfície e a atmosfera. Isso acaba culminando em um aumento do volume de chuvas”, disse Alvalá. 

Os pesquisadores analisaram séries históricas de dados de chuvas, referentes ao período de 1961 a 1990, de 25 estações meteorológicas distribuídas por municípios localizados próximos das Serras do Mar e da Mantiqueira. 

“Observamos que, embora as alterações mais significativas no volume de chuvas tenham ocorrido sobre as áreas mais elevadas das Serras do Mar e da Mantiqueira, também houve um aumento do número de episódios de chuvas em algumas áreas na região do Vale do Paraíba”, afirmou Alvalá. 

Projeções 

A fim de avaliar os impactos da conversão de áreas de floresta para plantio de eucalipto ou para pastagem no regime de chuva das Serras do Mar e da Mantiqueira, os pesquisadores fizeram projeções usando o modelo climático regional ETA-CPTEC, com resolução espacial de 10 quilômetros, desenvolvido pelo Inpe. 

As projeções indicaram que tanto a troca da vegetação natural por plantio de eucalipto como para área de pastagem levam ao aumento no volume diário de chuvas durante o verão, principalmente sobre as áreas mais elevadas das regiões serranas. 

“A análise dos dados observacionais do período entre 1941 e 2012 e as simulações com o modelo meteorológico ETA para o período entre 1981 e 1990 indicam que as mudanças no uso e cobertura da terra observadas nas Serras do Mar e da Mantiqueira causaram o aumento no volume de chuvas em algumas áreas dessas regiões serranas”, avaliou Alvalá. 

“Esse tipo de diagnóstico da evolução da mudança de uso da terra e suas implicações climáticas são essenciais para orientar tomadores de decisão de órgãos governamentais e da Defesa Civil na identificação de áreas de risco”, afirmou. 

Em outro estudo, publicado no International Journal of Geo-Information, os pesquisadores avaliaram a suscetibilidade ao deslizamento de terra em áreas ocupadas por plantações de eucalipto em diferentes fases de desenvolvimento, ou convertidas em áreas de pastagem, em 16 municípios próximos das Serras do Mar e da Mantiqueira. 

Os resultados do estudo indicaram que as áreas convertidas para pastagem apresentam os maiores níveis de suscetibilidade, seguidas pelas que receberam novas plantações de eucalipto e as ocupadas por moradias. 

“Há uma preocupação sobre a área crescente de plantações de eucalipto em encostas íngremes no Estado de São Paulo uma vez que não há estudos específicos sobre o impacto do reflorestamento em processos de movimento de massa”, ressaltam os autores do estudo. 

De acordo com os pesquisadores, o eucalipto tem diferentes fases de desenvolvimento, que podem contribuir em maior ou menor escala para a ocorrência de deslizamentos de terra. 

No estágio inicial de desenvolvimento – que dura entre dois e três anos –, as árvores de eucalipto possuem uma grande quantidade de folhas, que bloqueiam a exposição do solo à luz solar, tornando-o mais úmido e vulnerável a deslizamentos. 

Já na fase adulta, diminui a quantidade de folhas das árvores de eucalipto, permitindo que a luz solar atinja e reduza a vulnerabilidade do solo. 

Durante a fase da colheita do eucalipto, contudo, o solo fica completamente exposto à chuva e aumenta sua taxa de erosão, o que pode deflagrar deslizamentos de terra, apontam os autores do estudo. 

“A taxa de erosão de uma área de colheita de eucalipto pode ser até quatro vezes maior do que a de uma região com vegetação preservada”, destacam.

MKRdezign

Fale com o Panorama Eco

Nome

E-mail *

Mensagem *

Imagens de tema por Nikada. Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget