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Tributo à cultura dos Alpes

ThinkStock
Nilbberth Silva, da Casa.com.br

Coberta de neve até março, a cadeia de montanhas oferece paisagens dramáticas para quem quer esquiar durante as férias escolares e o Carnaval.

A beleza, porém, não está só a céu aberto: os interiores de muitos hotéis também arrancam suspiros. E não se tratam apenas de palacetes da antiga nobreza ou cabanas pitorescas.

Cada vez mais turistas se hospedam em estabelecimentos modernos com decoração contemporânea. É a chance de conhecer ambientes que misturam design de vanguarda com objetos típicos do modo de vida dos camponeses alpinos.

O resultado é um belo tributo à cultura da região.

Eden Hotel, em Bormio, Itália

Divulgação/Design Hotels
O edifício de linhas retas, com grandes painéis de vidro, consegue ser aconchegante e caloroso sem um pingo de sentimentalismo.

O mérito é dos arquitetos Antonio Citterio e Patricia Viel. A dupla economizou nos adornos e adotou tons terrosos e cores neutras.

Eden Hotel, em Bormio, Itália

Divulgação/Design Hotels
Citterio passou muitos verões nos Alpes quando era criança.

A experiência deve ter contribuido para a decisão de usar materiais naturais e discretos nos ambientes, como pedra, couro e madeira.

Chetzeron, em Crans-Montana, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Para criar esse hotel, os proprietários reformaram completamente um estação teleférica 2100 m acima do nível do mar.

Agora os visitantes desfrutam da arquitetura com ar industrial e de uma vista desimpedida para as montanhas.

Chetzeron, em Crans-Montana, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Ao projetar o hotel, o escritório Actescollectifs Architectes preservou os pórticos de concreto e as paredes de pedra do edifício original.

No interior, os arquitetos contrastaram os revestimentos rústicos com móveis macios e iluminação cálida.

As amplas janelas permitem aproveitar os últimos raios do sol poente, raridade nessa parte do mundo.

Kitzhof, em Kitzbuhel, Áustria

Divulgação/Design Hotels
As antigas casas de fazenda do Tirol austríaco inspiraram ambientes com texturas típicas da região.

O piso, por exemplo, ganhou madeira reciclada de antigas cabanas, ao passo que galhadas de cervos decoram as paredes. O design é do escritório Hochbau Attelier, com interiores criados pela proprietária, Uschi Schelle-Muller.

Parc Hotel Billia, em Saint-Vicent, Itália

Divulgação/Design Hotels
Para garantir harmonia com o ar campestre do Vale de Aosta, o arquiteto Piero Lissoni criou um edifício discreto, construído com madeira e pedras locais.

A construção funde-se à paisagem, mas as linhas retas e delgadas da fachada revelam a inspiração moderna.

Parc Hotel Billia, em Saint-Vicent, Itália

Divulgação/Design Hotels
Lissoni concebeu o interior como um chalé contemporâneo. Por isso, os revestimentos têm cores neutras e materiais naturais, a exemplo de pedra e madeira.

Vez ou outra, peças chamativas quebram a sobriedade dos ambientes. No restaurante, as paredes ganham vida graças a pinturas à óleo com molduras douradas.

The Cambrian, em Adelboden, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Esse hotel engana o hóspede desavisado: seu exterior mostra uma majestosa vila em meio às montanhas. Por dentro, o visitante encontra arte moderna e decoração minimalista.

The Cambrian, em Adelboden, Suíça

Divulgação/Design Hotels
Em alguns ambientes, o escritório de design Momentum traz referências lúdicas aos interiores vitorianos.

A sala de conferências lembra uma biblioteca tradicional inglesa, com um toque de humor.
A mobíla antiga veio do tradicional mercado Spitalfields, de Londres.

A cúpula que começou na segunda-feira (30), em Paris, tem a meta de limitar o aquecimento da temperatura global em 2°C. Saiba o que será debatido no encontro

Começou na segunda-feira (30), com a presença de representantes de mais de 190 países, a 21ª. Edição da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP), encontro anual no qual as nações revelam seu grau de comprometimento com metas destinadas a construir um planeta saudável. Até 11 de dezembro, as autoridades têm a missão de tentar fechar um acordo que limite o aquecimento a 2ºC em relação à era pré-industrial, reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa, responsáveis por 86% do carbono que chega à atmosfera e por grande parte do aumento da temperatura.

O encontro deste ano tem uma relevância especial, pois dele sairá a assinatura de um tratado que deve substituir o defasado protocolo de Kyoto, em vigor desde 1997. O texto do novo acordo, cujo esboço foi feito na reunião de 2014, será o novo guia para regular o corte das emissões de carbono, que deve ser seguido por todas as nações.

Aquecimento - No fim de outubro, a Convenção de Mudanças Climáticas da ONU divulgou um relatório afirmando que, com os atuais comprometimentos de 146 países para reduzir emissões de gases do efeito estufa, seria possível diminuí-las em 8% até 2025 e em 9% até 2030. Isso quer dizer que, se comparadas às do período entre 1990 e 2010, as emissões de agora até 2030 terão seu ritmo diminuído em 60%. De acordo com a ONU, apesar de representarem um passo na direção certa, de um mundo de baixo carbono, os números não teriam a ambição necessária: com essas metas, o aquecimento até o final do século deve ser de 2,7°C. Ou seja, a meta de limitar o aumento de temperatura em 2°C, estabelecido na Cúpula do Clima de 2010, em Cancun, não será alcançado.

Visto de maneira isolada, o valor de 2,7ºC pode não parecer alarmante. Contudo, o planeta, assim como os humanos, os animais e as plantas, são vulneráveis mesmo ao aumento mais sutil de temperatura. Desde o início dos registros históricos, em 1880, a temperatura global subiu 0,85 grau, o que é muito, suficiente para criar um descompasso na natureza. Condições climáticas improváveis se espalham, com vários exemplos: o calor fora do comum no Ártico; as chuvas torrenciais da Índia; a secura dos mananciais de São Paulo. Isso tudo por ter ocorrido uma elevação de 0,85 grau em mais de 130 anos. O que pode acontecer com uma elevação superior a 2 graus em 100 anos, situação à qual chegaremos caso continuemos a poluir na mesma toada, pode ser o agravamento de desastres ambientais, com reflexos profundos na economia.

Estimativas feitas por cientistas revelam que, com esse aumento, uma porcentagem 26% maior de pessoas irá sofrer com a escassez de água até 2080, em comparação com a taxa de 1980. Nesse mesmo ano, o número de pessoas expostas a enchentes será seis vezes maior. A biodiversidade também será afetada, e um bom exemplo são os corais: um terço deles será degradado devido às águas mais quentes nas próximas décadas. Além disso, o calor deve diminuir a produtividade de trabalhadores em 20% até 2100.

A grande dificuldade da COP-21 é encontrar uma ação de combate que agrade a todos os 196 países (são cerca de 40.000 pessoas participando da Convenção). Países menos desenvolvidos alegam que o direito de usar combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás, os grandes emissores de carbono) poderia diminuir a miséria de suas populações, já que os países mais desenvolvidos fazem uso deles há 200 anos. Além disso, a transição para o uso de energias renováveis (como eólica ou solar) tem um custo e uma das grandes questões é decidir quem vai pagar por ele.

Vanessa Barbosa - EXAME.com
No ano passado, as energias renováveis responderam por quase metade de todas as novas usinas construídas no mundo, segundo relatório recente da Agência Internacional de Energia (AIE).

De acordo com o World Energy Outlook 2015, a energia verde é o segundo maior gerador de eletricidade do mundo, com potencial de destronar os combustíveis fósseis até 2030. 

Segundo o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, o relatório é um indicativo da consolidação da indústria de energia renovável. "Ela não é mais um nicho, tornou-se um combustível mainstream", disse ele ao jornal The Guardian.

O estudo aponta que 60 por cento de todos os novos investimentos em energia está sendo canalizando em projetos de geração renovável, apesar dos US$ 490 bilhões em subsídios que os combustíveis fósseis receberam no ano passado.

A inclinação do mundo para fontes de energia mais limpas é um sinal promissor que chega a poucas semanas da cúpula do clima da ONU em Paris, onde diplomatas de quase 200 países vão elaborar um acordo para reduzir drasticamente as emissões de gases-estufa.

Apesar do crescimento, as energias renováveis continuam a representar apenas uma pequena fração do consumo de energia global. Muito mais deve ser feito para descarbonizar o fornecimento de energia global, advertem os analistas a Agência.

Seu ritmo de expansão precisa acelerar se quisermos evitar os piores efeitos das mudanças climáticas associados a um aumento superior a 2ºC na temperatura do Planeta.

Para se ter ideia, um estudo divulgado nesta quinta-feira (12) mostra que os governos dos principais países industrializados fornecem mais de US$ 450 bilhões por ano para apoiar a produção de combustíveis fósseis.

Isso é quase quatro vezes os subsídios mundiais para a expansão das energias renováveis, que totalizou US$ 121 bilhões em 2013, segundo dados da AIE.

O Irlandês Allan Dixon, de 29 anos, ganhou o título de "O DR. Dolittle da vida real" por causa de sua habilidade de "convencer" animais selvagens para que façam parte de suas "Selfies". Os resultados são surpreendentes. Ele parece desenvolver amizade com qualquer animal que encontra! Como ele faz isso?

"O importante é faze-los se sentirem seguros quando eu estou próximo a eles. Chego o mais próximo possível, mas com cuidado," Explica Dixon. Também recomenda desligar o flash ou qualquer som da câmera, assim como já se com ela já na mão, para que pareça parte do nosso corpo.

"Uma vez que se passa um certo tempo próximo deles, normalmente ficam curiosos. Há uma linha tênue entre a curiosidade e a sobrevivência." Até agora, Dixon fez Selfies com 30 especies de animais em suas viagens pelo mundo, e seu sonho é fazer uma selfie com um leão, mesmo temendo ser a última. 

Mais informações em: Facebook | Instagram | Twitter (via: mymodernmet, dailymail)












REUTERS
China: devido à poluição, carros não podem circular nas ruas de Pequim e escolas são fechadas


 A capital da China, Pequim, entrou neste sábado no primeiro dia de alerta vermelho, que foi emitido pela segunda vez neste mês, por causa do alto índice de poluição. O alerta vermelho, considerado o mais grave, impõe restrições à circulação de veículos, restrição às empresas e escolas são fechadas.

Uma nuvem de fumaça pairou sobre a cidade durante a noite e está previsto que dure até terça-feira por causa da falta de ventos fortes. Os níveis do chamado material particulado 2.5 (PM2.5), os menores e mais mortíferos na atmosfera, devem superar 500, segundo o site oficial do governo de Pequim. Isso é mais de 20 vezes o nível considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Metade dos carros da cidade serão forçados a deixar as ruas a cada dia, enquanto as churrasqueiras e outras fontes de fumaça estarão proibidas e a produção nas fábricas será restrita. As escolas fecharão e moradores são aconselhados a evitar atividades ao ar livre.

Os alertas vermelhos para a poluição do ar são emitidos quando os níveis de PM2.5 ficam acima de 300 por mais de 72 horas. Na semana passada, houve acusações de que o governo ignora algumas nuvens de fumaça graves, para evitar o impacto econômico das restrições.

Vanessa Barbosa - EXAME.com

O documento divulgado na COP 21 e intitulado Acordo de Paris foi aprovado por mais de 190 países do mundo, tornando-se o tratado mais importante sobre mudança climática já assinado.

Foram 20 anos de intensas maratonas de negociações, incluindo as duas últimas semanas em Paris, que terminaram neste sábado, com a aprovação do documento que promete catapultar o fim da era dos combustíveis fósseis.

O texto reconhece que "as alterações climáticas representam uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas e para o planeta e, portanto, requer a mais ampla cooperação possível de todos os países e sua participação numa resposta internacional eficaz e apropriada, visando acelerar a redução das emissões globais de gases de efeito estufa".

Ele também reconhece que "serão necessárias reduções profundas nas emissões globais", a fim de enfrentar as mudanças climáticas que são uma "preocupação comum da humanidade".

A aprovação do acordo por quase 200 países gerou comoção e uma salva de palmas que parecia não ter fim na Conferência.
Veja os principais pontos do acordo de Paris abaixo:

1. Meta de limitar o aquecimento global a 2°C ou se possível a 1,5°C

O acordo visa limitar o aumento das temperaturas médias globais para "bem abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais", a fim de evitar os piores efeitos do aquecimento global.

Segundo o texto, os países pretendem "prosseguir com os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 °C, reconhecendo que isso iria reduzir significativamente os riscos e os impactos das mudanças climáticas".

Para atingir este objetivo, o mundo precisará "alcançar um equilíbrio entre as geração de emissões por fontes antrópicas [ligadas às atividades humanas] e a remoção por sumidouros de gases de efeito estufa ainda na segunda metade deste século". Em outras palavras, o mundo terá de trabalhar arduamente para zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.

2. Começa a valer em 2020

Os países comprometem-se a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa a partir de 2020. Ao todo, foram apresentados 158 planos das chamadas INDCs - compromissos voluntários definidos individualmente por quase todos os países, contemplando 90% das emissões mundiais de gases efeito estufa.

3. Um apelo para rever as contribuições nacionais em 2018

O acordo de Paris também inclui um pedido para que os países revejam seus planos climáticos nacionais em 2018, antes do acordo vinculativo entrar em vigência pós-2020. A razão para tal pedido é o fato de que a soma dos cortes de emissões prometidos até agora ainda deixam o mundo no caminho de aquecimento de 3°C. Ou seja, as boas intenções existem, mas faltam compromissos reais e concretos.

4. US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação e de mitigação

Um mecanismo de perdas e danos - para lidar com os prejuízos financeiros que os países vulneráveis sofrem com os fenômenos extremos, como cheias, tempestades e temperaturas recordes - também foi contemplado no documento histórico. As nações ricas se comprometem a fornecer financiamento para os mais pobres, mobilizando US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020.

©AFP/Arquivo / Michael Kappeler
Geleiras na Groenlândia: os autores dividiram o processo de degelo em três períodos: de 1900 a 1983, de 1983 a 2003, e uma última etapa de 2003 a 2010

Da EFE

Um grupo de pesquisadores advertiu que a Groenlândia perdeu entre 2003 e 2010 sua camada de gelo a um ritmo duas vezes maior do que ao longo de todo o século XX.

A equipe, liderada por Kurt Kjaer, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), analisou fotografias aéreas dos anos 80 para calcular a perda de gelo na região.

A pesquisa, publicada nesta quarta-feira na revista "Nature", revelou que muitas das áreas que atualmente estão derretendo são as mesmas que experimentaram um grande degelo durante o século passado.

Os dados registrados sobre o tema até 1990 são limitados e as únicas estimativas se baseiam em desenhos empíricos e no balanço de energia.

O período examinado compreendeu de 1900, quando a camada começou diminuir de sua extensão máxima durante a onda de frio da Pequena Idade do Gelo (1300-1850, aproximadamente), até 2010.

Com isso, os pesquisadores criaram um mapa preciso de alta resolução com as características geomorfológicas da superfície gelada do final do século XIX.

Os autores dividiram o processo de degelo em três períodos: de 1900 a 1983, de 1983 a 2003, e uma última etapa de 2003 a 2010.

Durante o período compreendido entre 1900 e 1983, eles perceberam uma grande diminuição das geleiras na região noroeste da Groenlândia e ao longo da costa sudeste, que representam 78% da perda total.

Entre 1983 e 2003, 83% da perda total de massa aconteceu nas mesmas regiões.

De acordo com os cientistas, o recente aumento do degelo da Groenlândia e seu efeito sobre a alta do nível do mar não aconteciam desde a Pequena Idade do Gelo.

Além disso, afirmaram que é provável que ambos os processos continuem no futuro e que estes resultados podem ajudar a prever o aumento mundial do nível do mar.

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