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Uma cidade que parece ter saído de um cenário de filme. É dessa forma que se define Giethoorn, um vilarejo na Holanda. O lugar é uma boa oportunidade para quem estiver pelo país e quiser conhecer algo diferente, romântico, bucólico e charmoso. A melhor parte é que ao se aproximar de Giethoorn, é preciso procurar um lugar para estacionar o seu carro. Você não precisará dele para explorar essa deliciosa cidade. É que lá os automóveis são proibidos de circular e as melhores – e únicas – formas de chegar ao centro são de barco, bicicleta ou a pé.

© RoadTrio Com o sucesso do filme que usou a cidade como cenário, Giethoorn entrou na mira de turistas do mundo inteiro (Foto: RoadTrio)

Localizada no leste da Holanda, Giethoorn (pronuncia-se “Rit-rôrn”, com ênfase nos “r”) foi fundada por refugiados no século XIII. Seus poucos habitantes viveram dias tranquilos até 1958, quando o cineasta Bert Haanstrautilizou o vilarejo como cenário para o filme Fanfare. Com o sucesso da produção cinematográfica, a cidade entrou na mira de turistas do mundo inteiro.

| A cidade sem carros

O lugar é formado por diversos canais, o que rendeu à cidade holandesa o apelido de “Veneza do Norte”. Apelido injusto, porque além dos barquinhos, não há mais nenhuma semelhança com a famosa cidade italiana. Giethoorn tem uma beleza própria e peculiar.

Não há ruas em Giethoorn, é verdade. Bicicletas e pedestres circulam entre as pequenas ilhas por vielas asfaltadas e pelas mais de 180 pontes de madeira. No entanto, o transporte mais utilizado são pequenos barcos que navegam pelos 7km de canais.

As embarcações fazem a festa do turista. São diversas opções disponíveis: gôndolas, botes à remo e até barcos motorizados. Quem não quiser se arriscar atrás do timão, pode optar também pelos passeios guiados em barcos maiores. Mas não há motivos para não brincar de capitão, já que até os barcos a motor são super fáceis de serem dirigidos e sua velocidade é bastante limitada.

© RoadTrio A cidade tem 7 km de canais para os turistas navegarem à bordo de um barco (Foto: RoadTrio)

Além da oportunidade de ter essa experiência diferente e conhecer cada cantinho de maneira peculiar e por conta própria, andar pelos canais é um forma de vivenciar coisas peculiares. Durante os fins de semana do verão, por exemplo, é comum ver a orquestra da cidade tocando sob uma pequena plataforma que cruza os canais. Imagine, à bordo do barco, poder ouvir uma boa música. É um cenário bem tentador.

O aluguel do barco permite que você faça diversas rotas: algumas com o tempo mais longo, outras que incluem a cidade e natureza (saindo um pouco do centro). Vale a pena ver todas as possibilidades e escolher aquela que condiz com o seu tempo e preferência de destino.

| Linda o ano inteiro

Giethoorn é especialmente bonita na primavera, durante os meses de março a junho, quando os jardins cuidadosamente cultivados florescem e colorem as margens dos canais. Mas quem visitar a cidade em outras épocas do ano não vai se arrepender. Durante o inverno, os canais congelados viram pistas de patinação. Já no outono, as casas com telhado de palha ganham um ar ainda mais bucólico e enchem os olhos dos turistas.

© RoadTrio Até nos dias cinzentos, Giethoorn não perde a beleza. (Foto: Yellow Mao/Flickr)

| Onde comer

A cidade é minúscula, mas há boas opções gastronômicas. A maioria delas está ao longo da rua Dominee T O Hylkemaweg. Para experimentar os pratos típicos da culinária holandesa, sugerimos o restaurante De Rietstulp (Dominee T.O. Hylkemaweg, 15), onde simpáticos garçons servem e explicam tudo o que consta no menu.

É nessa rua que você encontra também barcos para aluguel, tanto os maiores, com guias, quanto os botes para você mesmo dirigir. Uma embarcação para até 6 pessoas custa, em média, €60 (R$208) por 4 horas.

| Como chegar

Ironicamente, o melhor jeito de chegar à cidade é de carro, além da oportunidade de conhecer mais a estradas e campos da Holanda no percurso. Desde Amsterdã, a viagem dura em torno de 1h20.

Caso você não queira alugar um carro para ir até as redondezas de Giethroorn, é possível ir de transporte público em um trajeto de aproximadamente 2 horas. Da estação central de Amsterdã, pegue um trem para Amersfoort e de lá um trem para Steenwijk. Chegando na estação, é só pegar o ônibus 70 com destino a Zwartsluis, saltando na Dominee T O Hylkemaweg.

Os vencedores do concurso de fotos de viagens da National Geographic já estão aqui, e é hora de vê-los. 

#1 3º Prémio, Natureza: Crocodilos no Rio Tarcoles, Costa Rica
Esta competição anual destaca a diversidade do nosso planeta através de seus encantos naturais e seu povo e os vencedores deste ano são tão inspirador como o anterior.

#2 Ganhador de voto popular, Natureza: Beija-Flor colihabano, Equador
Os juízes analisaram mais de 15.000 fotos que participaram, viajantes de todo o mundo, e entregaram os prêmios em 3 categorias: natureza, pessoas e cidades.

#3 Menção Honrosa, Natureza: Floresta das fadas, Tamba, Japão
O grande prêmio foi para Sergio Velasco Tapiro, do México, por sua imagem cativante de relâmpago sobre a nuvem de cinzas de um vulcão. 

#4 1º prémio, Pessoas: Louvor, Konya, Turquia
Ele também ganhou o primeiro lugar na categoria de Natureza.

#5 Grande Prêmio: O poder da natureza, Colima, México
Nas cidades, o vencedor foi Norbert Fritz, Hungria, por "níveis de leitura" e nas pessoas, ganhou F. Dilek Uyar Turquia, para "Praise".

#6 vencedor do voto popular, cidades: Mercado colorido, Bangkok, Tailândia
Os primeiros prêmios respectivamente receberam $ 2500, $ 750 $ 500 O segundo e terceiro. Sergio, que ganhou o grande prêmio, também recebeu uma viagem para as Ilhas Galápagos com direito a acompanhante numa estadia de 10 dias com a National Geographic Expeditions.

#7 3º prémio, cidades: Campo de futebol Henningsvær, Nordland, Noruega

#8 Menção Honrosa, Natureza: Monte Bromo, Java, Indonésia

#9 Menção Honrosa, Pessoas: abrangendo gerações, Nova Deli, Índia

#10 2º prémio, Cidades: Cidade cercada #08, Hong Kong

#11 Menção Honrosa, Pessoas: Bênçãos no Besakih, Bali

#12 Menção Honrosa, Natureza: Cavernas de mármore, Chile

#13 3º prémio, Pessoas: Sob a onda, Tavarua, Fiji

#14 2º prémio, Natureza: Viver, Oinukake, Miyagi, Japão

#15 Menção Honrosa, Natureza: Em seu rosto, Cuba

#16 1º prémio, cidades: níveis de leitura, Stuttgart, Alemanha

#17 Menção Honrosa, Pessoas: O olhar do homem, Gazipur, Bangladesh

#18 vencedor do voto popular, Pessoas: Carregador de areia, Munshiganj, Dhaka, Bangladesh

#19 2º prémio, Pessoas: Momento interessante, Amesterdão, Holanda

#20 Menção Honrosa, cidades: Al Ain, Al Buraymī, Muhafazat Al Buraymī, Omã

#21 Menção Honrosa, cidades: Apartamentos coloridos, Kitagata, Gifu, Japão

Mais informações: nationalgeographic.com

© Fornecido por Prisa Noticias Machu Picchu (Peru)

Todos nós queremos visitar Machu Picchu. Mas o sítio arqueológico e sua complicada localização geográfica têm uma capacidade máxima, que entre julho e setembro chega claramente ao limite. Acabo de voltar de lá e embora a experiência continue sendo fascinante (é fácil ver gente chorando no mirante da Casa del Guardián, onde fiz a foto que abre este artigo, “a que saiu na National Geographic”, como dizem os guias), a sensação geral é de sufocamento.

Sufocamento na aldeia de Aguascalientes, tomada por milhares de mochileiros e turistas que parecem recém-saídos de uma loja da Decathlon; sufocamento para pegar o ônibus de subida (aqueles que querem ver o amanhecer lá em cima começam a fila às 2h30 da manhã para poder pegar os primeiros ônibus, que saem... três horas depois, às 5h30 da manhã!); sufocamento nas áreas mais concorridas do sítio e sufocamento máximo quando você termina a visita e vê que a fila para tomar o ônibus de volta tem mais de meio quilômetro de comprimento.

Machu Picchu foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983. Durante aqueles primeiros anos, com as áreas rurais do Peru assediadas pelo terrorismo fanático do Sendero Luminoso, a cidadela inca recebeu pouco mais de 100.000 visitantes por ano. Em 1991, ano em que uma epidemia de cólera assolou o país, o número foi de 77.295. Mas tudo se acelerou a partir de julho de 2007, quando Machu Picchu foi reconhecida como uma das “7 novas maravilhas do mundo moderno” em uma polêmica sondagem realizada pela empresa privada suíça New Open World Corporation. Neste ano já foram vendidas 800.000 entradas.

Em 2016, Machu Picchu recebeu 1.419.507 visitantes.

Um crescimento difícil de digerir por qualquer monumento. E ainda mais por um ao qual se chega de trem por um estreito vale em plena floresta – não existe estrada – e ao qual se deve subir em seguida por uma estrada de terra sinuosa em micro-ônibus com capacidade para 29 pessoas.

É precisamente esse sistema de ônibus que – de acordo com todas as fontes consultadas – gera o maior funil. E se algum dia for finalmente construído o Aeroporto Internacional de Chinchero, substituindo o pequeno e saturado de Cusco, o colapso seria total. Estima-se que com essa infraestrutura o número de visitantes na região do Vale Sagrado poderia dobrar. E nenhum deles iria querer perder Machu Picchu, é claro.

Esses 24 ônibus autorizados a fazer o serviço entre Aguascalientes (a aldeia onde estão todos os serviços, às margens do rio Urubamba) e o acesso à cidadela, pertencem a um conglomerado de nove empresas que tem o monopólio do sistema e não permite que nenhuma outra opere. A maior é a Consettur, que gerencia o serviço e divide os lucros com as outras oito; algumas possuem um único ônibus, ou dois; inclusive uma das empresas pertence ao município de Aguascalientes.

Mas é o negócio do século: 24 soles (cerca de 25 reais) por viagem – subida e descida – multiplicado por um milhão e meio de passageiros por ano... dá um montante enorme!

© Fornecido por Prisa Noticias Filas em Aguascalientes às 5 da manhã para tomar os primeiros ônibus que sobem até o sítio arqueológico

Existe um velho projeto de construir um teleférico, como o recém-inaugurado em Kuelap (outra cidadela no norte do Peru, esta da cultura Chachapoyas), mas – além dos conflitos ambientais – as concessionárias do serviço de ônibus, lideradas pela Consettur, não querem ouvir falar da perda dos seus direitos; elas têm a concessão desse monopólio até 2025.

A Unesco ameaçou incluir Machu Picchu na lista de lugares Patrimônio em risco e deu ao Governo peruano um prazo de dois anos para melhorar a gestão e tomar medidas para a conservação do monumento. Esse prazo expirou na reunião que o Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco realizou em Cracóvia (Polônia) entre 10 e 17 de julho. E para alegria dos peruanos, as medidas propostas foram suficientes para que o Comitê reconhecesse o esforço e decidisse não incluir as ruínas da cidadela inca nessa lista negra.

A partir de 1º de julho foi proibida a entrada sem guia e foram estabelecidos dois turnos de visitas. E não é permitido o acesso com bastão de selfie ou guarda-chuvas

As novas regras que entraram em vigor em 1º de julho incluem:

- Estabelecimento de dois horários de visita: um primeiro grupo entre 6h e 12h; e um segundo grupo entre 12h e 17h30. (na prática, se você for do segundo e chegar às 11h te deixarão entrar; mas não foi bem explicado como sairão aqueles os que entraram no primeiro horário).

- Não é permitida a entrada na cidadela sem um guia.

- Cada guia pode levar um máximo de 20 pessoas (no site mencionam 16, mas a realidade, ao menos durante a minha estadia, é que permitiam 20).

- A entrada dá direito a permanecer apenas 4 horas dentro do sítio arqueológico.

- Durante essas quatro horas só é possível sair e entrar novamente uma vez (no site diz que não se pode sair nenhuma vez, mas a realidade é que, como dentro não há banheiros, eles deixam sair, pois do contrário haveria colapso generalizado de bexigas).

© Fornecido por Prisa Noticias Aglomeração na entrada da cidadela às sete da manhã, quando se misturam os visitantes primeiro turno com os que subirão ao Wayna Picchu

- A entrada gratuita para cidadãos do departamento de Cusco devidamente credenciados, que antes era para domingos e feriados, foi reduzida para somente aos domingos.

- É proibida a entrada com bastões de selfie, alimentos e bebidas, guarda-chuvas e sombrinhas, animais, sapatos com salto, instrumentos musicais e carrinhos de bebê.

Devo dizer que ao menos na semana passada, durante a minha visita, essas novas normas não estavam sendo aplicadas com todo o rigor. Imagino que serão implantadas pouco a pouco.

Pelo bem de Machu Picchu. A não ser que ela tenha se salvado porque não foi descoberta pelos conquistadores espanhóis e acabe desaparecendo porque foi descoberta por nós, os turistas.

Paco Nadal

A Nova Zelândia já é uma velha conhecida por suas paisagens cinematográficas.

Mas esse país do outro lado do planeta, na Oceania, surpreende com opções criativas e inusitadas para quem vai se hospedar nas ilhas do Sul e do Norte, como casas na árvore e até um tonel desativado de grãos.

Confira seleção de hotéis inusitados:

NA CASA DA ÁRVORE
© Fornecido por Viagem em Pauta

Localizado em Kaikoura, destino a duas horas e meia de Christchurch, na Ilha Sul da Nova Zelândia, o Hapuku Lodge + Tree Houses abriga cinco casas na altura das copas das árvores, a dez metros de altura em um bosque de kanukas, como são chamadas as árvores locais.

A região é considerada um dos melhores pontos para a observação de baleias e práticas de surfe, escalada e esquie.

 SAIBA MAIS: www.hapukulodge.com

NA PRISÃO
© Fornecido por Viagem em Pauta

Desativado em 1999 e desativado até 2006, o local abriga, atualmente, um hostel que preservou parte da estrutura desse presídio, construído em 1874.

Com 80 camas e acomodações compartilhadas ou para famílias, o The Jailhouse conta com quartos que ficam no interior de antigas celas, no bairro de Addington, em Christchurch.

SAIBA MAIS: www.jail.co.nz

NO TONEL
© Fornecido por Viagem em Pauta

Em uma mistura entre design e acomodações de luxo,o SiloStay abriga quartos instalados em armazéns de metal que eram usados para o armazenamento de grãos.

O hotel fica na aldeia de Little River, na região de Banks Peninsula, ao sul de Christchurch.


The Lighthouse, em Wellington – Quase dentro do mar

NO FAROL
© Fornecido por Viagem em Pauta

Localizado em Wellington, capital da Nova Zelândia, esse hotel fica em um farol construído, em 1994, para abrigar o ateliê de pintura da esposa de Bruce Stokell.

Do local é possível ver a Ilha Sul do outro lado do mar. 


Viagem em Pauta

© iSailorr Vesuvius and Pompeii

Claro, a Itália, em linhas gerais, é deveras histórica arquitetonicamente, então o deficiente tem de ser paciente e não se fazer de rogado na hora da necessidade de ajuda, como pedir empurrões na toscana Siena, solicitar uma forcinha no metrô de Roma.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Vítima do vulcão no Orto dei Fuggiaschi

Na Campanha, região sulista célebre por sediar Napoli (não consigo escrever Nápoles) e Ilha de Capri, Pompeia é daqueles lugares que funcionam como um soco na cara de alguns seres humanos um tanto hipócritas que estão por aí, muuuitos deles no Brasil, que dizem que tal lugar “é muito antigo” pra ter rampa, pra ter um banheiro com uma porta de largura aceitável (arquitetos, cadê vocês?), ser uma cidade linda para minorias.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. O percurso acessível tem 3 km

Assim como a turca Éfeso relatada aqui, que data de 1 000 a.C. e tem pallets como calçamento e como rampas para possibilitar o ir e vir, a cidade de Pompeia italiana tem mais ir e vir para deficientes que o muito agradável bairro paulistano da Pompeia, terreno que germinou os Mutantes, para mim a maior banda da história desse país.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Melhor que na Avenida Pompeia

Na Itália, Pompeia agora tem um itinerário para pessoas com mobilidade reduzida visitarem parte das escavações. É o programa Pompei per Tutti(Pompeia para Todos), que faz parte de uma restauração de € 105 milhões financiada pela UE. O trabalho de construção descobriu 1700 achados arqueológicos, que estão sendo catalogados em preparação para uma exposição.

Com 3 quilômetros, a rota acessível cobre quase a totalidade da Via dell’Abbondanza al Foro. Há dois pontos de largada: no lado leste, a entrada da Piazza Anfiteatro; a oeste, a Porta Marina.

No caminho, veem-se ao menos 20 pontos dos mais importantes da cidade que foi soterrada pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. É que, com a descoberta da cidade “congelada no tempo” ainda no século 16, foram encontrados prédios, esculturas, pinturas e até grafites, vejam vocês.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Afresco da Vênus na Casa della Venere in Conchiglia

Dentre esses pontos vistos pela rota, a Casa della Venere in Conchiglia, com o seu embasbacante afresco da Vênus, e o Orto dei Fuggiaschi, cheio de moldes das vítimas do Vesúvio.

Bruno Favoretto

© Fornecido por eCycle Aquecimento global 

O ano de 2020 será crítico para o futuro do clima. Caso as emissões continuem a subir além dessa data, os objetivos do Acordo de Paris tornam-se praticamente inalcançáveis, concluiu um grupo de especialistas no assunto, liderados pela diplomata Christiana Figueres, ex-secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas. Juntos, eles publicaram, em 28 de junho, na revista científica Nature, um plano para manter as emissões de gases de efeito estufa sob controle até 2020. Batizado de "Missão 2020", o documento traça metas de emissão de gases para seis setores da economia: energia, infraestrutura, transporte, uso da terra, indústria e finanças.

O documento foi divulgado uma semana antes de os líderes das maiores economias do mundo reunirem-se em Hamburgo, na Alemanha, na reunião do G20. É o primeiro encontro multilateral realizado após o anúncio de Donald Trump de que os EUA sairão do acordo do clima. "A ideia é justamente trazer o assunto para a pauta política, destacar o que cada uma destas grandes economias está fazendo para enfrentar o desafio climático, compartilhar boas práticas e renovar as esperanças, porque, de fato, ainda temos chances", disse Figueres.

O aumento de temperatura que o planeta já experimentou neste século serviu para mostrar que os impactos sociais das mudanças climáticas, como as ondas de calor, as secas e o aumento do nível do mar, afetam especialmente os mais pobres. Os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida perdem massa a uma taxa crescente, aumentando o nível do mar; da mesma forma, o gelo marinho de verão do Ártico; além, dos recifes de corais, que morrem devido ao aquecimento das águas.

"A boa notícia é que ainda estamos em tempo de atingir as metas do Acordo de Paris se as emissões caírem até 2020", afirma Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto para Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha. Nos últimos três anos, as emissões mundiais de gás carbônico por queima de combustíveis fósseis permaneceram estáveis, enquanto a economia global cresceu pelo menos 3,1% ao ano.

A taxa atual de emissão, de 41 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano, ainda está acima do que podemos emitir. Significa que, no ritmo de agora, em quatro anos, ultrapassaríamos o limite de emissões que daria à humanidade uma chance de estabilizar a temperatura em 1,5° Celsius. "É agora ou agora. Não podemos mais esperar", diz Schellnhuber. "Se atrasarmos, as condições de vida no planeta serão severamente restringidas."

Para evitar o pior, segundo Schellnhuber, é preciso usar a ciência para orientar decisões e estabelecer metas, replicar com agilidade as boas práticas de sustentabilidade e, sobretudo, incentivar o otimismo. "Temos inúmeras histórias de sucesso que precisam ser compartilhadas. É o que vamos fazer já na reunião do G20 na Alemanha", disse.

Estas são as metas estabelecidas pela Missão 2020 para cada setor da economia:

1.Energia: as energias renováveis ?devem compor pelo menos 30% do fornecimento de eletricidade no mundo em 2020, contra 23,7% em 2015. Nenhuma usina a carvão poderá ser aprovada daqui três anos.

2.Infraestrutura: cidades e estados darão sequência aos seus planos de descarbonização, o que inclui a construção de edifícios e infraestruturas até 2050, com financiamento previsto de US$ 300 bilhões por ano.

3.Transporte: os veículos elétricos deverão compor pelo menos 15% das vendas de automóveis novos globalmente até 2020 e os híbridos devem avançar 1%. O uso do transporte em massa nas cidades deve dobrar, a eficiência de combustível em veículos pesados deve aumentar 20% ??e a emissão de gases de efeito estufa na aviação por quilômetro percorrido deve diminuir 20%.

4.Uso da terra: novas políticas deverão proibir o desmatamento e os esforços devem se concentrar em reflorestamentos. As práticas agrícolas sustentáveis ??terão de se espalhar pelo planeta e aumentar o sequestro de gás carbônico.

5.Indústria: a indústria pesada desenvolverá planos para aumentar a eficiência e reduzir suas emissões, com o objetivo de diminuir pela metade a liberação de gases de efeito estufa até 2050. Atualmente as indústrias de ferro, aço, cimento e petróleo emitem mais de um quinto do gás carbônico mundial.

6.Finança: o setor financeiro precisará ter pensado na forma de mobilizar pelo menos US $ 1 trilhão por ano para a ação climática. Governos, bancos privados e credores, como o Banco Mundial, vão emitir títulos verdes para financiar os esforços de mitigação do clima. Isso criaria um mercado anual que, até 2020, processaria mais de dez vezes os US$ 81 bilhões de títulos emitidos em 2016.


Equipe eCycle

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YANGSHUO - CHINA
Na década de 1980, a cidade tornou-se popular entre os praticantes de montanhismo. A região de Yangshuo tem inúmeros locais para escalada.

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BURANO - ITALIA
Burano situa-se na lagoa de Veneza e, tal como a cidade vizinha mais famosa, é um destino lindo e tranquilo para os apaixonados.

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BLED - ESLOVENIA
Na localidade, o Lago Bled é uma atração imperdível. Lá se encontra o mais antigo castelo do país europeu.

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QAQORTOQ - GROELÂNDIA
Com mais de 3 mil habitantes é a cidade mais populosa do sul da Groelândia e quarta maior de toda ilha. É um lugar extremamente aconchegante.

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JIUFEN - TAIWAN
O vilarejo fica localizado em uma área montanhosa que oferece ao visitante uma viagem no tempo. Lá é possível presenciar hábitos milenares, além de experimentar a deliciosa gastronomia da região.

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HALLSTATT - ÁUSTRIA
Em 1997, Hallstatt foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A cidade é historicamente conhecida pela sua produção de sal a partir das minas locais.

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REINE - NORUEGA
Reine é uma vila de pescadores e desde 1743 é um centro comercial reconhecido internacionalmente. Apesar de sua localização remota, muitos turistas já descobriram esta 'joia norueguesa'.

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RIOMAGGIORE - ITÁLIA
Riomaggiore é um vilarejo italiano da região da Ligúria. As casas construídas sobre as rochas à beira do Mar Mediterrâneo dão um charme único à região.

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GASADALUR - ILHAS FAROÉ
O belo vilarejo se encontra próximo de falésias onde uma incrível cachoeira cai diretamente no mar. O local serve de residência para poucos habitantes.

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ZERMATT - SUÍÇA
Zermatt é conhecida pela proibição de automóveis nas suas ruas, onde impera a calma, e a impecável preservação do seu patrimônio histórico.

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MOSELA - ALEMANHA
Mosela é considerada a região vinícola mais antiga da Alemanha. O rio que corta diversas cidades deixa a localidade ainda mais deslumbrante.

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MANAROLA - ITÁLIA
É uma das localidades que constituem as famosas Cinque Terre, um dos trechos de maior atração turística do noroeste italiano.

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VANG VIENG - LAOS
A cidade fica na margem do rio Nam Song e a característica mais notável do povoado é o relevo com uma densa vegetação que cerca a cidade.

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SHIRAKAWA-GO - JAPÃO
Shirakawa-Go é uma aldeia japonesa que está localizada na fronteira dos Alpes do Japão. O vilarejo é famoso pelas casas tradicionais construídas em madeira.

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COLMAR - FRANÇA
Localizada na região da Alsácia, Colmar encanta os visitantes com lindos canais e casas que misturam traços da arquitetura alemã e francesa.

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PORTOFINO - ITÁLIA
Assim como os outros vilarejos italianos desta galeria, Portofino chama a atenção por causa da construção de pequenos edifícios junto ao Mar Mediterrâneo.

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MORRO DE SÃO PAULO - BRASIL
Localizado no litoral do Estado da Bahia, Morro de São Paulo preserva um ambiente calma e muito acolhedor. O clima tropical e as águas quentes tem atraído cada vez mais turistas para a região.

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SAN MARINO
San Marino é o mais antigo Estado soberano do mundo e é um enclave encravado, completamente envolto pela Itália. A paisagem da região é de tirar o fôlego de qualquer visitante.

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XITANG - CHINA
Pela pequena cidade chinesa passam nove rios que transformam a paisagem e a deixam com um clima ainda mais acolhedor.

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ROTHENBURG - ALEMANHA
A cidade da região da Baviera conseguiu preservar seu ambiente medieval, o que atraia milhares de visitantes todos os anos.

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PENNAN - ESCÓCIA
É uma pequena aldeia em Aberdeenshire , no norte da Escócia. No local existe um pequeno porto e uma única fila de casas, incluindo um hotel que recebe os turistas.

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MASCA - ESPANHA
Masca é uma das zonas mais pitorescas da ilha de Tenerife. O cenário da aldeia é magnífico, pois as casas foram construídas em uma região extremamente montanhosa.

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ROCAMADOUR - FRANÇA
Rocamadour está localizado no centro sul da França e significa 'amante das rochas'. No local é produzido um queijo de cabra que leva o nome da cidade.

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