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Em 2012, o jovem Boyan Slat, então com 19 anos, apresentou ao mundo seu projeto ambicioso para limpar as centenas de toneladas de lixo plástico flutuante que poluem nossos oceanos.

O estudante holandês de Engenharia Aeroespacial afirmava que, em apenas cinco anos, seu projeto poderia limpar o Pacific Garbage Patch, um lixão do tamanho do estado de Texas formado por milhões de toneladas de plásticos e outros resíduos marinhos que vagam nas correntes do Oceano Pacífico.

Em vez de usar redes e embarcações para remover o plástico da água, o plano de Slat, chamado de Ocean Cleanup Array, consiste basicamente em uma barreira flutuante que aproveita o movimento natural das correntes oceânicas para bloquear o lixo encontrado no caminho.

Não foram poucas as críticas que o rapaz recebeu na ocasião — a maior parte colocava em xeque a viabilidade do projeto. 

Desde então, sua invenção foi submetida a um estudo de viabilidade. Uma equipe formada por de dezenas de cientistas e engenheiros voluntários ajudou o jovem a montar um protótipo, que obteve financimento coletivo.

Após meses de testes, eles constataram que o projeto seria, sim, um meio viável de remover pelo menos metade do lixo plástico do Pacific Garbage Patch, mas no dobro do tempo, em 10 anos. 

No segundo trimestre de 2016, um projeto-piloto de dois anos vai testar a invenção na costa de Tsushima, uma ilha situada entre o Japão e a Coréia do Sul.

Todos os anos, a ilha recebe cerca de 30.000 metros cúbicos de lixo, que se acumulam em suas margens, eventualmente escoando para o mar. Atualmente, a remoção desse lixo é feita manualmente, ao custo de US$ 5 milhões.

Com a parceria, o governo local espera poupar nos gastos e usar o plástico recolhido como uma fonte de energia alternativa. 

Sem dúvida, trata-se de uma investida ambiciosa. Ainda que se mostre eficaz como pretende, é importante lembrar que a remoção da sujeira é apenas uma solução de fim de vida para a poluição plástica. E a ONG criada por Slat sabe bem disso: 

"A limpeza do oceano pode reduzir significativamente a concentração de plásticos e lixo, mas é apenas uma parte da solução. Para ser mais preciso, é de suma importância também 'fechar a torneira', evitando que mais plásticos entrem nos oceanos", diz o site do projeto.

Por ano, nada menos do que 8 milhões de toneladas de plásticos vão parar nos oceanos, resultando em uma variedade de problemas de saúde, econômicos e ambientais. 

Veja no vídeo abaixo um pouco do trabalho do Oceano Cleanup Arrey: 

DA BBC 

A reputação de uma aranha "brasileira" provocou pânico e o fechamento de um supermercado no norte da Inglaterra na sexta-feira. 

Tudo por causa da descoberta de ovos em um cacho de bananas que Keith Hobbs ganhou do sogro e da sogra. As frutas foram compradas na filial da rede de supermercados Aldi na cidade de Hinckley e tinham sido importadas da América Central. 

Ao contactar uma agência do governo especializada em insetos e invertebrados, Hobbs disse ter sido informado de que poderiam ser ovos da aranha armadeira, uma espécie conhecida pelo veneno que pode matar seres humanos em apenas duas horas nos casos mais extremos. 

Apesar de não ser exclusiva do Brasil, a "phoneutria" fera é popularmente descrita como a Aranha Errante Brasileira. 

Aranha causa pânico em cidade do norte da Inglaterra 

Hobbs, a mulher e os quatro filhos saíram as pressas de sua casa e foram para um hotel, enquanto autoridades de saúde fecharam o supermercado para tentar encontrar aracnídeos. "Tivemos que dormir num hotel porque estávamos apavorados", contou ele ao jornal "The Sun". 

A loja foi reaberta ainda na sexta-feira, depois peritos não terem encontrado nenhum animal e de análises dos ovos revelarem que não se tratava de possíveis filhotes da aranha armadeira. 

Ao contrário de outros aracnídeos, a armadeira não constrói teias para capturar suas presas. Ela caça andando pelo chão de florestas tropicais. Suas pernas podem chegar a 15cm de comprimento. Por precaução, a casa da família Hobbs foi dedetizada. 

O susto se justifica, já que aconteceram casos envolvendo a aranha bem mais dramáticos para outros britânicos: em março, por exemplo, uma dona de casa precisou chamar serviços de emergência quando ovos de armadeira num cacho de bananas comprado em um supermercado de Londres começaram a chocar em sua cozinha.

ISABEL KERSHNER
DO "NEW YORK TIMES"

No auge da seca, o jardineiro israelense Chabi Zvieli temeu por sua subsistência. Um pesado imposto havia passado a incidir sobre o consumo excessivo de água para fins domésticos. Muitos dos clientes de Zvieli aderiram à grama sintética e trocaram as flores sazonais por plantas nativas, mais resistentes. "Eu me preocupava com o que iria acontecer com a jardinagem", disse Zvieli, 56. 

Em todo o país, os israelenses foram orientados a tomar banhos de no máximo dois minutos. Lavar carros com mangueiras foi proibido, e só quem era rico o suficiente para absorver o custo da manutenção de um gramado foi autorizado a regá-lo -ainda assim, só à noite. "Estivemos numa situação muitíssimo próxima de alguém abrir a torneira em algum lugar do país e não sair água", disse Uri Schor, porta-voz da Autoridade Hídrica do governo. 

Uriel Sinai/The New York Times
Turistas nadam em piscina do hotel Beresheet no deserto de Negev, em Israel 

Isso foi há cerca de seis anos. Hoje, há água em abundância em Israel. "O medo passou", disse Zvieli. 

A revolução aconteceu em Israel. Um grande esforço nacional para dessalinizar água do Mediterrâneo e reciclar águas residuais proporcionou ao país água suficiente para todas as suas necessidades, mesmo durante as secas graves. Mais de metade da água destinada às famílias, à agricultura e à indústria em Israel atualmente é produzida artificialmente. 

"Não há hoje em dia nenhum problema com a água", disse Shaul Ben-Dov, engenheiro agrônomo de Ramat Rachel. "O preço é mais elevado, mas podemos viver uma vida normal em um país que está no meio do deserto." 

Israel sofreu por décadas com a escassez e superexploração de seus recursos hídricos. A água doce natural à disposição de Israel em um ano médio não atende o uso total, em torno de 2 trilhões de litros. A demanda por água potável deverá aumentar do atual 1,2 trilhão de litros para 1,95 trilhão até 2030. 

A reviravolta veio com uma seca de sete anos, iniciada em 2005, que atingiu o seu auge no inverno boreal de 2008 para 2009. As principais fontes naturais de água do país -o mar da Galileia, ao norte, e os aquíferos das montanhas e da costa- foram esvaziados, o que ameaçou causar uma deterioração irreversível na qualidade da água. Medidas para aumentar a oferta e reduzir a procura foram aceleradas, sob a supervisão da nova Autoridade Hídrica. 

Quatro grandes usinas privadas de dessalinização entraram em operação ao longo da última década. Uma quinta deve estar pronta dentro de alguns meses. Juntas, elas produzirão mais de 492 bilhões de litros de água potável por ano, com a meta de chegar a 757 bilhões de litros até 2020. 

Israel, nesse período, tornou-se líder mundial na reciclagem de águas residuais para a agricultura. O país trata 86% do seu esgoto doméstico, reciclando-o para uso agrícola -volume que representa cerca de 55% de toda a água utilizada na agricultura. A Espanha, segunda colocada nesse ranking, recicla 17% de seus efluentes, segundo dados da Autoridade Hídrica israelense. 

O governo de Israel começou fazendo cortes nas quotas anuais de água aos agricultores, encerrando décadas de uso extravagante e fortemente subsidiado de irrigação agrícola. 

A sobretaxa para o uso doméstico foi adotada no final de 2009, e um sistema tarifário com duas alíquotas passou a vigorar. O uso regular da água para fins domésticos agora é subsidiado pelo imposto ligeiramente superior que os usuários pagam quando ultrapassam o consumo básico. 

Funcionários da Autoridade Hídrica foram de casa em casa oferecendo a instalação em chuveiros e torneiras de dispositivos gratuitos que injetam ar no fluxo de água, reduzindo o consumo em cerca de um terço e ainda dando a sensação de um fluxo mais forte. 

Autoridades dizem que o uso mais consciente da água levou a uma redução de até 18% no consumo das famílias. 

Empresas locais substituíram autoridades municipais na manutenção da rede de água de cada cidade. O dinheiro arrecadado com a cobrança da água é reinvestido na infraestrutura. 

Menehem Kahana - 8.abr.15/AFP
Colonos israelenses brincam em aqueduto na Cisjordânia durante feriado judaico 


A Mekorot, empresa nacional de águas, construiu há 50 anos um sistema destinado a transportar água do mar da Galileia, ao norte, até o árido sul, passando pelas áreas populosas do centro. Atualmente, a companhia constrói uma nova infraestrutura para levar água da costa do Mediterrâneo para o interior do país. 

A dessalinização, durante muito tempo rejeitada devido ao elevado consumo de energia do processo, está se tornando mais barata, mais limpa e mais eficiente do ponto de vista energético, graças ao avanço tecnológico. Sidney Loeb, cientista americano que inventou o popular método de osmose reversa, veio morar em Israel em 1967 e ensinou os técnicos daqui. 

A usina de dessalinização Sorek destaca-se no solo arenoso, cerca de 15 km ao sul de Tel Aviv. Apontada como a maior usina desse tipo no mundo, produz 151 bilhões de litros de água potável por ano, o suficiente para cerca de um sexto da população de Israel, de aproximadamente 8 milhões. 

Sob um arranjo complexo, as usinas serão transferidas para a propriedade estatal após 25 anos. Por enquanto, o Estado compra água dessalinizada da Sorek a US$ 0,58 por metro cúbico, um preço relativamente baixo. 

Alguns israelenses ironizam a atual revolução hídrica. Tsur Shezaf, que cultiva vinhas e azeitonas no Negev, no sul, argumenta que a dessalinização é essencialmente uma privatização do abastecimento da água em Israel, beneficiando alguns magnatas, enquanto a reciclagem para a agricultura permite que o Estado venda duas vezes a mesma água. 

Ambientalistas israelenses dizem que a febre da dessalinização ocorreu em detrimento de alternativas como o tratamento das reservas hídricas naturais que foram poluídas por fábricas, em especial as indústrias militares. Eles também dizem que o método de colher a água para dessalinização em alto-mar, como fazem as usinas israelenses, pode destruir a vida marinha, ao sugar ovas e girinos. 

Menehem Kahana/AFP
Pessoas se refrescam em fonte de Jerusalém durante onda de calor 

Num lugar seco como o Oriente Médio, a água também tem implicações estratégicas. Disputas entre Israel e seus vizinhos árabes pelos direitos da água na bacia do rio Jordão contribuíram para as tensões que levaram à Guerra dos Seis Dias, em 1967. 

Israel, que partilha o aquífero das montanhas com a Cisjordânia, diz fornecer aos palestinos mais água do que seria a sua obrigação conforme os acordos de paz em vigor. Os palestinos dizem que o volume não é suficiente e é muito caro. Uma nova era de generosidade hídrica poderia ajudar a fomentar as relações com os palestinos e com a Jordânia.


O seu, o meu, o nosso meio ambiente pede ajuda 

São Paulo - O bem estar da humanidade, do meio ambiente e da própria economia dependem da gestão responsável dos recursos naturais que a Terra, generosa, nos oferta. 

Mas há tempos, nos distanciamos da natureza a ponto de nos julgarmos seres autossuficientes e independentes dela. Mas o ritmo das transformações pelas quais o mundo vem passando está se acelerando e seria um perigo ignorar isso. 

É preciso resgatar o elo perdido e reconhecer que todos enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum: uma vida próspera e sustentável no Planeta. 

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, conheça nos próximos slides alguns dos sinais de que o planeta está passando por maus bocados e de que a humanidade pode ser tão culpada quanto vítima dessa transição.

Vivemos um século febril 

Catorze do dos 15 anos mais quentes já registrados na história ocorreram no século 21. O ano de 2014 foi o mais ardente desde que os registros modernos começaram em 1850, segundo os dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O balanço realizado anualmente confirma a tendência de aquecimento global de longo prazo, com temperaturas médias elevadas.

Zonas mortas 

Atualmente, existem cerca de 500 zonas mortas no mundo, que cobrem mais de 245 mil quilômetros quadrados, quase a superfície inteira do Reino Unido. São zonas litorâneas onde a vida marinha foi sufocada pela poluição.

Respiramos de mal a pior 

A poluição do ar nas grandes cidades tem alcançado níveis nada seguros para a saúde humana. Apenas 12% de todas as pessoas do planeta respiram um ar de boa qualidade, segundo estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a concentração média de poluentes em suspensão no ar é de 40 microgramas por metro cúbico (mg/m³), o dobro do nível considerado seguro.

1,3 bilhão de "isolados da luz" 

Uma em cada cinco pessoas no planeta – ao todo 1,3 bilhão de pessoas – ainda não tem acesso à eletricidade. Mais de 80% vivem em regiões da África Subsaariana e parte do sudeste asiático onde o pôr do sol significa a escuridão total e quem quiser um pouco de luz para estudar ou trabalhar durante a noite precisa recorrer a lampiões de querosene, cuja fumaça é extremamente prejudicial à saúde.

748 milhões de "isolados hídricos" 

Ainda hoje, cerca de 748 milhões de pessoas no mundo não têm acesso a uma fonte segura de água potável. É quase um em cada 7 habitantes do globo sem água limpa e segura. 

Água suja mata... 

Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo a ONU. Mais pessoas morrem por conta de água contaminada e poluída do que de todas as formas de violência, inclusive guerras.

Água para beber e gerar energia 

Os recursos hídricos estão sob pressão para atender a crescente demanda global por energia. No total, a produção de energia é responsável por 15% de retirada de água do Planeta. Mas esse número está aumentando e, em 2035, o crescimento populacional, a urbanização e o aumento do consumo prometem empurrar o consumo de água para geração de energia até 20%. Recursos hídricos em declínio já estão afetando muitas partes do mundo e 20% de todos os aquíferos já são considerados sobreexplorados.

Um futuro sedento 

O planeta pode enfrentar um déficit de 40% no abastecimento de água até 2030, se não melhorarmos drasticamente a gestão deste recurso precioso.

O saldo dos desastres naturais assusta 

De 1970 a 2012, 8.835 desastres naturais causaram cerca de 1,94 milhão de mortes e danos econômicos de 2,3 trilhões de dólares globalmente, quase um Brasil em PIB, aponta um estudo da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Quase 1 bilhão de pessoas seguem famintas 

Enquanto isso, 870 milhões de pessoas passam fome e, a cada dia, mais de 20 mil crianças menores de 5 anos morrem de fome. Segundo a ONU, 26% das crianças em todo o mundo são consideradas raquíticas por desnutrição.

Enquanto 1/3 da comida vira lixo 

Um terço dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos, o que se traduz no desperdício de 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano. O desperdício é fruto de condições inadequadas de armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade curtos, ou compra excessiva por parte dos consumidores. Outro problema é a preferência dos supermercados por alimentos “perfeitos” em termos de formato, cor e tamanho.

Um México no lixo 

O desperdício de comida significa também desperdício de recursos naturais, contribuindo assim para impactos ambientais negativos. Hoje, a produção global de alimentos ocupa 25% de toda a terra habitável do mundo. A quantidade de terras cultiváveis usada para produzir comida desperdiçada é equivalente ao tamanho do México.

Perdem os pobres e famintos 

A escalada dos preços dos alimentos é uma questão de vida e morte para as populações que vivem em países em desenvolvimento e que gastam até 75% de sua renda para conseguir comer. Como se não bastasse, os mais pobres também são os mais afetados pelos extremos do clima, uma vez que seus países estão menos preparados para lidar com essas alterações.

Pragas avançam 

Um estudo feito pelo Grupo Internacional de Consulta em Pesquisa Agrícola (CGIAR, na sigla em inglês) para as Nações Unidas sugere que o aquecimento global pode comprometer, até 2050, cerca de 20% da produção trigo, arroz e milho – as três commodities agrícolas mais importantes e que estão na base de metade das calorias consumidas por um ser humano.

Montanhas de lixo eletrônico 

Anualmente, segundo dados da ONU, o mundo gera em média 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. A maior parte vem de países emergentes, como o Brasil, que ainda não possuem sistema de gestão eficiente para lidar com esse tipo de material. Artefatos eletroeletrônicos contêm materiais que demoram a se decompor – plástico, metal e vidro – e outros altamente prejudiciais à saúde, como mercúrio, chumbo, cádmio, manganês e níquel.

E criamos moradas tóxicas 

Atualmente, mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo estão expostas à poluição tóxica em níveis superiores aos tolerados pelas organizações internacionais de saúde. Essas populações vivem em regiões contaminadas por metais pesados, pesticidas e até por substâncias radioativas, como o césio. Conheça os 10 lugares mais poluídos do mundo e habitados.

O mar sobe e oprime 

Quem disse que a elevação do nível do mar é um problema distante? Estudos já relacionam a elevação do Pacífico às mudanças climáticas. As águas subiram cerca de 20 centímetros nos últimos 200 anos. Segundo os pesquisadores, os maiores picos na elevação do nível do mar aconteceram entre 1910 e 1990, o que pode estar vinculado a intensificação das atividades industriais.

1 de cada 6 espécies em risco 

Uma em cada seis espécies que habitam o planeta podem desaparecer diante das mudanças climáticas, de acordo com um estudo publicado na revista Science. Se as tendências atuais continuarem, a temperatura da Terra pode atingir o marco de 4,3 graus Celsius acima dos registros do início da era industrial. Caso esse cenário se concretize, 16 % das espécies de todo o mundo estaria em risco de extinção.

A "defaunação" já começou... 

Uma série de artigos publicados na revista científica Science, em julho de 2014, já alertava que o mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vista, um problema galopante, mas pouco falado. A perda de grandes espécies, como tigres, rinocerontes, e pandas, até dos menores animais, como o elefante besouro, vai alterar fundamentalmente a forma e função dos ecossistemas dos quais todos nós dependemos, alertam os cientistas.

Três mundos 

Pelos cálculos da ONU, até 2050 (quando seremos 9,6 bilhões de pessoas), se o ritmo e o padrão de consumo e produção atuais não mudarem, precisaremos de três planetas para sustentar a população.

Batizado de Roger, canguru é o macho alfa do santuário Alice Springs.
'Hobby' é amassar baldes, diz cuidador, cujo apelido é 'Canguru Dundee'.

O canguru Roger, de 9 anos de idade, é o macho
alfa do santuário Alice Springs (Foto: Reprodução/
Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Um canguru musculoso de 2 metros de altura chama atenção entre os outros animais no Santuário de Cangurus Alice Springs, no Território do Norte, na Austrália. Trata-se de Roger, o macho alfa do bando sob os cuidados do santuário. 

Segundo o cuidador Chris Barnes, o animal é bastante protetor e ataca quem quer que chegue perto das fêmeas do grupo. E seu "hobby" preferido é amassar os baldes de metal onde é servida sua comida. 

A página do santuário no Facebook traz fotos de Roger, a maioria feita por Barnes, que também é conhecido pelos apelidos de "Brolga" e de "Canguru Dundee". O último, aliás, é o nome de seu programa de TV na rede britânica BBC. 

As imagens vêm acompanhadas de comentários de Barnes. Segundo ele, o canguru que comanda os animais do santuário tem 9 anos de idade. A espécie vive em média de 12 a 15 anos.

Em uma das imagens divulgadas no perfil do santuário, o cuidador aparece correndo de Roger. "Aqui estou eu correndo de Roger - o chefe do meu Santuário. A razão por que estou correndo é que, se Roger me pegar, serei rasgado em pedaços. Meu exercício diário!", comenta o Canguru Dundee, brincando.

Chris 'Brolga' Barnes corre de Roger no santuário. 'Exercício diário!', brincou ele ao comentar a imagem (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Segundo o cuidador, o passatempo preferido de Roger é amassar os baldes em que recebe sua comida (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Na Páscoa, o santuário postou uma foto de Roger com um coelhinho de pelúcia, presente dado por uma fã. 'Ele não sabia se devia abraçar ou matar o coelhinho', respondeu Brolga a um comentário sobre a foto (Foto: Reprodução/Facebook/The Kangaroo Sanctuary Alice Springs)

Saiba um pouco mais sobre Cinque Terre, região que abriga casinhas multicoloridas diante do mar!

O charme das vilas e cidades que fazem parte da Cinque Terre, na Itália, impressionam e fascinam qualquer viajante!

Diante do belíssimo litoral italiano, se estende a região conhecida como “Cinque Terre”. Como o nome sugere, trata-se de 5 pequenos vilarejos, encrustados nas imensas formações rochosas banhadas pelo mar da Itália e que impressionam viajantes do mundo todo, graças ao charme de suas casinhas coloridas. Saiba um pouco mais sobre cada uma dessas vilas e entenda porque elas são responsáveis por garantir roteiros inesquecíveis ao longo da costa italiana.

Riomaggiore
Quem sai de La Spezia, em direção ao norte e de encontro com a região Cinque Terre se depara primeiro com Riomaggiore, vila que tem pouco mais de 10 km² de extensão. Suas casas nas rochas foram erguidas ainda no século 13 e até hoje impressionam os viajantes com suas cores e formatos. O vilarejo é dono de alguns dos vinhedos mais importantes da Itália, detalhe responsável por atrair apreciadores da bebida. Sua principal rua é a Via Colombo, que abriga restaurantes, bares, lojas e pequenos hotéis onde os visitantes costumam passar pelo menos uma noite no lugar para poder conseguir conhecer de perto todos os seus encantos.

Manarola
Construída sobre uma rocha elevada a 70 metros acima do nível do mar, Manarola é uma das mais charmosas e românticas vilas da Cinque Terre. Ali, o cenário é formado por rampa para barcos, pitorescas e multicoloridas casas de frente para o mar e uma pequena praça, onde há restaurantes especializados em frutos do mar. Lá no alto, entre suas casinhas, há uma pequena igreja com uma torre de sino, antes usada como alerta para evitar possíveis ataques piratas. Hoje, a calmaria e a tranquilidade imperam no pequeno vilarejo, encantando ainda mais os viajantes.

Vernazza
Sem espaço para o tráfego de carros, Vernazza preserva o autêntico estilo de vida de um vilarejo de pescadores, característica que lhe torna única e especial, deixando tudo por lá ainda mais romântico e bucólico, mesmo diante do mar. Fundada por volta de 1080, além das casinhas coloridas diante do mar, seus cartões postais são também suas construções históricas. É o caso da igreja erguida no século 14 e localizada na principal praça da cidade, onde é possível avistar outras atrações turísticas do local.

Corniglia
Na verdade, Corniglia é uma extensão de Vernazza. Mesmo assim, não deixa de ser considerada como uma das vilas que fazem parte da Cinque Terre. Ao contrário dos outros vilarejos, Corniglia não está diretamente adjacente ao mar, mas localizada no topo de um promontório com quase 100 metros de altura, cercada em três lados por vinhedos e socalcos, enquanto o quarto lado desce abruptamente para o mar. Para chegar até lá, é necessário subir a Lardarina, um escadaria com 382 degraus. Outro caminho é a estrada que, a partir da estação, leva à aldeia. Às vezes, um pequeno ônibus sobe e desce suas ladeiras.

Monterosso
A maior das vilas em Cinque Terre, Moterosso está localizada sobre colinas onde são cultivadas videiras e oliveiras. Esta característica da pequena cidade faz com o verde da vegetação abrace a área urbana, emoldurando ainda praias e recifes de águas cristalinas. Dividida em duas partes, os dois lados são delimitados por uma torre medieval. Na parte nova da cidade, a movimentação intensa de viajantes é sempre comum, enquanto a Cidade Velha é dominada por ruínas de castelos, casinhas coloridas e ruelas que foram construídas durante a Idade Média.

Via dell’ Amor
É uma via de pedestres com vista para o mar, com pouco mais de um quilômetro, ligando as aldeias de Riomaggiore e Manarola, Cinque Terre, na Ligúria (Itália).
O nome da trilha foi inspirado pelo fato de ter proporcionado uma conexão fácil para jovens Amantes que viviam nas duas pequenas Cidades e que antes eram separados pelo terreno montanhoso.

Pelo menos 800 pessoas morreram na sequência da onda de calor que ocorre há mais de uma semana na Índia, sobretudo nos estados do Sul do país, disseram hoje (26) as autoridades do país. No estado de Andhra Prades – Sul da Índia –, o mais atingido, ao menos 551 pessoas morreram na última semana.

Na segunda-feira, a temperatura registrava 47º Celsius (ºC), o que levou as autoridades a colocar em prevenção os hospitais do estado e recomendar à população que evite sair à rua.

“O governo do estado lançou programas de informação na televisão e em outras mídias para recomendar às pessoas que não saiam sem chapéu e que bebam água”, disse Tulsi Rani, responsável pela Unidade de Gestão de Catástrofes de Andhra Pradesh.

“Pedimos também às organizações não-governamentais e agências estatais para abrirem pontos de abastecimento de água para que toda a população tenha acesso”, acrescentou a autoridade indiana.

Uma grande parte da Índia foi afetada por essa onda de calor, incluindo a capital Nova Deli.

De acordo com o jornal The Hindustan Times, a temperatura máxima em Deli atingiu um novo recorde na segunda-feira (25), 45,5ºC, por volta de 5ºC acima da média para esta época do ano.

No estado de Telanga, que faz fronteira com Andhra Pradesh, 231 pessoas morreram em uma semana e as temperaturas atingiram os 48ºC noo fim de semana.

Em Orissa – Leste do país –, 11 pessoas morreram em decorrência do calor. Os serviços meteorológicos indianos emitiram um “alerta vermelho” para hoje e amanhã em Orissa devido às previsões de temperaturas superiores aos 45ºC.

Em Bengala ocidental, também no Leste do país, 13 pessoas morreram. Os sindicatos dos taxistas de Calcutá recomendaram aos motoristas que limitem os deslocamentos durante o dia.

Centenas de pessoas, sobretudo entre a população mais pobre, morrem todos os verões devido ao calor e dezenas de milhares são afetadas por cortes de eletricidade devido sobrecarregada na rede de energia.

De acordo com o The Hindustan Times, as condições meteorológicas podem causar uma seca nos estados mais afetados pelo calor antes da chegada das monções, esperadas para o final do mês em Kerala (Sul).

A estação das chuvas deverá levar várias semanas até chegar às planícies mais áridas do Norte.

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