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© iSailorr Vesuvius and Pompeii

Claro, a Itália, em linhas gerais, é deveras histórica arquitetonicamente, então o deficiente tem de ser paciente e não se fazer de rogado na hora da necessidade de ajuda, como pedir empurrões na toscana Siena, solicitar uma forcinha no metrô de Roma.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Vítima do vulcão no Orto dei Fuggiaschi

Na Campanha, região sulista célebre por sediar Napoli (não consigo escrever Nápoles) e Ilha de Capri, Pompeia é daqueles lugares que funcionam como um soco na cara de alguns seres humanos um tanto hipócritas que estão por aí, muuuitos deles no Brasil, que dizem que tal lugar “é muito antigo” pra ter rampa, pra ter um banheiro com uma porta de largura aceitável (arquitetos, cadê vocês?), ser uma cidade linda para minorias.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. O percurso acessível tem 3 km

Assim como a turca Éfeso relatada aqui, que data de 1 000 a.C. e tem pallets como calçamento e como rampas para possibilitar o ir e vir, a cidade de Pompeia italiana tem mais ir e vir para deficientes que o muito agradável bairro paulistano da Pompeia, terreno que germinou os Mutantes, para mim a maior banda da história desse país.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Melhor que na Avenida Pompeia

Na Itália, Pompeia agora tem um itinerário para pessoas com mobilidade reduzida visitarem parte das escavações. É o programa Pompei per Tutti(Pompeia para Todos), que faz parte de uma restauração de € 105 milhões financiada pela UE. O trabalho de construção descobriu 1700 achados arqueológicos, que estão sendo catalogados em preparação para uma exposição.

Com 3 quilômetros, a rota acessível cobre quase a totalidade da Via dell’Abbondanza al Foro. Há dois pontos de largada: no lado leste, a entrada da Piazza Anfiteatro; a oeste, a Porta Marina.

No caminho, veem-se ao menos 20 pontos dos mais importantes da cidade que foi soterrada pela erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C. É que, com a descoberta da cidade “congelada no tempo” ainda no século 16, foram encontrados prédios, esculturas, pinturas e até grafites, vejam vocês.

© Fornecido por Abril Comunicações S.A. Afresco da Vênus na Casa della Venere in Conchiglia

Dentre esses pontos vistos pela rota, a Casa della Venere in Conchiglia, com o seu embasbacante afresco da Vênus, e o Orto dei Fuggiaschi, cheio de moldes das vítimas do Vesúvio.

Bruno Favoretto

© Fornecido por eCycle Aquecimento global 

O ano de 2020 será crítico para o futuro do clima. Caso as emissões continuem a subir além dessa data, os objetivos do Acordo de Paris tornam-se praticamente inalcançáveis, concluiu um grupo de especialistas no assunto, liderados pela diplomata Christiana Figueres, ex-secretária-executiva da Convenção do Clima das Nações Unidas. Juntos, eles publicaram, em 28 de junho, na revista científica Nature, um plano para manter as emissões de gases de efeito estufa sob controle até 2020. Batizado de "Missão 2020", o documento traça metas de emissão de gases para seis setores da economia: energia, infraestrutura, transporte, uso da terra, indústria e finanças.

O documento foi divulgado uma semana antes de os líderes das maiores economias do mundo reunirem-se em Hamburgo, na Alemanha, na reunião do G20. É o primeiro encontro multilateral realizado após o anúncio de Donald Trump de que os EUA sairão do acordo do clima. "A ideia é justamente trazer o assunto para a pauta política, destacar o que cada uma destas grandes economias está fazendo para enfrentar o desafio climático, compartilhar boas práticas e renovar as esperanças, porque, de fato, ainda temos chances", disse Figueres.

O aumento de temperatura que o planeta já experimentou neste século serviu para mostrar que os impactos sociais das mudanças climáticas, como as ondas de calor, as secas e o aumento do nível do mar, afetam especialmente os mais pobres. Os mantos de gelo na Groenlândia e na Antártida perdem massa a uma taxa crescente, aumentando o nível do mar; da mesma forma, o gelo marinho de verão do Ártico; além, dos recifes de corais, que morrem devido ao aquecimento das águas.

"A boa notícia é que ainda estamos em tempo de atingir as metas do Acordo de Paris se as emissões caírem até 2020", afirma Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto para Pesquisa de Impactos Climáticos de Potsdam, na Alemanha. Nos últimos três anos, as emissões mundiais de gás carbônico por queima de combustíveis fósseis permaneceram estáveis, enquanto a economia global cresceu pelo menos 3,1% ao ano.

A taxa atual de emissão, de 41 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano, ainda está acima do que podemos emitir. Significa que, no ritmo de agora, em quatro anos, ultrapassaríamos o limite de emissões que daria à humanidade uma chance de estabilizar a temperatura em 1,5° Celsius. "É agora ou agora. Não podemos mais esperar", diz Schellnhuber. "Se atrasarmos, as condições de vida no planeta serão severamente restringidas."

Para evitar o pior, segundo Schellnhuber, é preciso usar a ciência para orientar decisões e estabelecer metas, replicar com agilidade as boas práticas de sustentabilidade e, sobretudo, incentivar o otimismo. "Temos inúmeras histórias de sucesso que precisam ser compartilhadas. É o que vamos fazer já na reunião do G20 na Alemanha", disse.

Estas são as metas estabelecidas pela Missão 2020 para cada setor da economia:

1.Energia: as energias renováveis ?devem compor pelo menos 30% do fornecimento de eletricidade no mundo em 2020, contra 23,7% em 2015. Nenhuma usina a carvão poderá ser aprovada daqui três anos.

2.Infraestrutura: cidades e estados darão sequência aos seus planos de descarbonização, o que inclui a construção de edifícios e infraestruturas até 2050, com financiamento previsto de US$ 300 bilhões por ano.

3.Transporte: os veículos elétricos deverão compor pelo menos 15% das vendas de automóveis novos globalmente até 2020 e os híbridos devem avançar 1%. O uso do transporte em massa nas cidades deve dobrar, a eficiência de combustível em veículos pesados deve aumentar 20% ??e a emissão de gases de efeito estufa na aviação por quilômetro percorrido deve diminuir 20%.

4.Uso da terra: novas políticas deverão proibir o desmatamento e os esforços devem se concentrar em reflorestamentos. As práticas agrícolas sustentáveis ??terão de se espalhar pelo planeta e aumentar o sequestro de gás carbônico.

5.Indústria: a indústria pesada desenvolverá planos para aumentar a eficiência e reduzir suas emissões, com o objetivo de diminuir pela metade a liberação de gases de efeito estufa até 2050. Atualmente as indústrias de ferro, aço, cimento e petróleo emitem mais de um quinto do gás carbônico mundial.

6.Finança: o setor financeiro precisará ter pensado na forma de mobilizar pelo menos US $ 1 trilhão por ano para a ação climática. Governos, bancos privados e credores, como o Banco Mundial, vão emitir títulos verdes para financiar os esforços de mitigação do clima. Isso criaria um mercado anual que, até 2020, processaria mais de dez vezes os US$ 81 bilhões de títulos emitidos em 2016.


Equipe eCycle

© iSotck
YANGSHUO - CHINA
Na década de 1980, a cidade tornou-se popular entre os praticantes de montanhismo. A região de Yangshuo tem inúmeros locais para escalada.

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BURANO - ITALIA
Burano situa-se na lagoa de Veneza e, tal como a cidade vizinha mais famosa, é um destino lindo e tranquilo para os apaixonados.

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BLED - ESLOVENIA
Na localidade, o Lago Bled é uma atração imperdível. Lá se encontra o mais antigo castelo do país europeu.

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QAQORTOQ - GROELÂNDIA
Com mais de 3 mil habitantes é a cidade mais populosa do sul da Groelândia e quarta maior de toda ilha. É um lugar extremamente aconchegante.

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JIUFEN - TAIWAN
O vilarejo fica localizado em uma área montanhosa que oferece ao visitante uma viagem no tempo. Lá é possível presenciar hábitos milenares, além de experimentar a deliciosa gastronomia da região.

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HALLSTATT - ÁUSTRIA
Em 1997, Hallstatt foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A cidade é historicamente conhecida pela sua produção de sal a partir das minas locais.

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REINE - NORUEGA
Reine é uma vila de pescadores e desde 1743 é um centro comercial reconhecido internacionalmente. Apesar de sua localização remota, muitos turistas já descobriram esta 'joia norueguesa'.

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RIOMAGGIORE - ITÁLIA
Riomaggiore é um vilarejo italiano da região da Ligúria. As casas construídas sobre as rochas à beira do Mar Mediterrâneo dão um charme único à região.

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GASADALUR - ILHAS FAROÉ
O belo vilarejo se encontra próximo de falésias onde uma incrível cachoeira cai diretamente no mar. O local serve de residência para poucos habitantes.

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ZERMATT - SUÍÇA
Zermatt é conhecida pela proibição de automóveis nas suas ruas, onde impera a calma, e a impecável preservação do seu patrimônio histórico.

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MOSELA - ALEMANHA
Mosela é considerada a região vinícola mais antiga da Alemanha. O rio que corta diversas cidades deixa a localidade ainda mais deslumbrante.

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MANAROLA - ITÁLIA
É uma das localidades que constituem as famosas Cinque Terre, um dos trechos de maior atração turística do noroeste italiano.

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VANG VIENG - LAOS
A cidade fica na margem do rio Nam Song e a característica mais notável do povoado é o relevo com uma densa vegetação que cerca a cidade.

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SHIRAKAWA-GO - JAPÃO
Shirakawa-Go é uma aldeia japonesa que está localizada na fronteira dos Alpes do Japão. O vilarejo é famoso pelas casas tradicionais construídas em madeira.

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COLMAR - FRANÇA
Localizada na região da Alsácia, Colmar encanta os visitantes com lindos canais e casas que misturam traços da arquitetura alemã e francesa.

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PORTOFINO - ITÁLIA
Assim como os outros vilarejos italianos desta galeria, Portofino chama a atenção por causa da construção de pequenos edifícios junto ao Mar Mediterrâneo.

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MORRO DE SÃO PAULO - BRASIL
Localizado no litoral do Estado da Bahia, Morro de São Paulo preserva um ambiente calma e muito acolhedor. O clima tropical e as águas quentes tem atraído cada vez mais turistas para a região.

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SAN MARINO
San Marino é o mais antigo Estado soberano do mundo e é um enclave encravado, completamente envolto pela Itália. A paisagem da região é de tirar o fôlego de qualquer visitante.

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XITANG - CHINA
Pela pequena cidade chinesa passam nove rios que transformam a paisagem e a deixam com um clima ainda mais acolhedor.

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ROTHENBURG - ALEMANHA
A cidade da região da Baviera conseguiu preservar seu ambiente medieval, o que atraia milhares de visitantes todos os anos.

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PENNAN - ESCÓCIA
É uma pequena aldeia em Aberdeenshire , no norte da Escócia. No local existe um pequeno porto e uma única fila de casas, incluindo um hotel que recebe os turistas.

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MASCA - ESPANHA
Masca é uma das zonas mais pitorescas da ilha de Tenerife. O cenário da aldeia é magnífico, pois as casas foram construídas em uma região extremamente montanhosa.

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ROCAMADOUR - FRANÇA
Rocamadour está localizado no centro sul da França e significa 'amante das rochas'. No local é produzido um queijo de cabra que leva o nome da cidade.

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Pamela Malhotra e seu marido Anil Malhotra são os proprietários de Sai Santuário, o único santuário privado da vida selvagem na Índia, Eles vem reflorestando e protegendo a floresta e a fauna desde a sua fundação em 1991. 

Hoje, o santuário abrange mais de 300 acres de terra que são o lar de mais de 200 espécies ameaçadas de plantas e animais, incluindo elefantes asiáticos e tigres de Bengala.

"Quando chegamos aqui em primeiro lugar, a maioria das terras que nos venderam tinham sido completamente abandonadas", disse Pamela para Great Big Story. "Campos de arroz abandonados, café, cardamomo. Foi muito desmatada. E demorou muitos anos, cuidados e energia para replantar novamente ".

O santuário é no distrito de Kodagu, uma parte da Índia que era 86% floresta em 1970, mas hoje é de apenas 16%. 

Pamela explicou o efeito desastroso que isso tem sobre a estação das chuvas e de água durante todo o sul da Índia.

O casal está organizando o ambiente, assegurando que as florestas possam ser abrigo para animais, e os animais, por sua vez manter a floresta saudável.

"Nós ambos sentimos grande alegria quando andamos através do santuário", disse Pamela. "Eu nunca senti tanta felicidade com qualquer coisa que eu fiz na minha vida."

O Distrito de Kodagu, sul da Índia, sofre de extremo desmatamento
Créditos das imagens: Infinite Windows

Mas Pamela Gale Malhotra e seu marido, Anil Malhotra, decidiram lutar nessa causa
Créditos das imagens: Infinite Windows

O casal fundou o santuário "Sai" em 1991
Créditos das imagens: The Better India

Desde então, eles replantaram árvores e expandiram o santuário. Agora ele ocupa cerca de 300 acres
Créditos das imagens: Great Big Story

O santuário é o lar de mais de 200 espécies ameaçadas de plantas e animais, incluindo elefantes asiáticos
Créditos das imagens: The Better India

"Quando chegamos aqui em primeiro lugar, a maioria das terras que nos venderam tinham sido completamente abandonadas"
Créditos das imagens: SAI Sanctuary

"Campos de arroz abandonados, café, cardamomo. Foi muito desmatada"
Créditos das imagens: Great Big Story

"E demorou muitos anos, cuidados e energia para replantar novamente ".
Créditos das imagens: The Better India

"Me lembro de andar pela floresta e não ouvir nada além do som de meus próprios pés"
Créditos das imagens: Great Big Story

"Agora o lugar está cheio de sons vivo"
Créditos das imagens: Great Big Story

Pamela espera que o santuário continue a crescer e siga sendo protegido.
Créditos das imagens: Infinite Windows

"Ambos sentimos muita alegria quando andamos pelo santuário"
Créditos das imagens: Great Big Story

"Eu nunca senti tanta felicidade com qualquer coisa que eu fiz na minha vida."
Créditos das imagens: Infinite Windows

Confira o video do casal:


Mais informações: saisanctuary.com (via: greatbigstory)

© Creative Commons BR - Kai Brühne Berguen_von_Crap_Sol_igl_Munts

O vilarejo suíço de Bravuogn decidiu multar turistas que tirarem fotos de suas paisagens. A decisão foi tomada após uma reunião entre representantes políticos do local , uma comuna de aproximadamente 500 habitantes situada na região de Cantão de Grisões.

A justificativa para esta medida foi dada pelo Facebook oficial da comuna, que diz ter tomado esta atitude para garantir maior envolvimento dos turistas com o cenário e assegurar que eles não fiquem presos às redes sociais.

Em uma entrevista para a publicação The Local, o diretor de turismo do vilarejo, Marc-Andrea Barandun, disse que a postagem de fotos de Bravuogn nas redes sociais pelos turistas estaria provocando sentimentos de tristeza nas pessoas que não podem estar no local.

O vilarejo, além de ser um dos patrimônios da humanidade da UNESCO, é considerado pelos visitantes como “O Mundo dos Trenós”, por conta do aumento de turistas na época de inverno. No verão, o ambiente é marcado por visitas ao famoso percurso da ferrovia Preda- Bergün e pelo Caminho da Heidi.

A multa é de 5 francos suíços (cerca de R$ 17) para aqueles que tentarem fotografar algum dos pontos turísticos da região. Porém, tudo indica que as pessoas não serão obrigadas a pagar a penalidade. 

A notícia não tem agradado turistas que tinham planos de visitar o local. Ainda assim, Marc-Andrea Barandun diz que a medida é, também, um marketing para a região, por chamar a atenção das pessoas para conhecer de perto as suas paisagens.

Positiva ou negativa, a lei tem feito com que as falem mais sobre Bravuogn .

© image/jpeg glaciar-rio

Geralmente, são necessários milhões de anos para um rio desaparecer ou reverter seu curso natural. Mas para o rio Slims, no Canadá, quatro dias foram suficientes.

Em artigo publicado nesta semana na revista Nature Geoscience, cientistas descrevem o sumiço repentino do rio, em maio do ano passado, como o primeiro caso conhecido de “pirataria fluvial” nos tempos modernos por influência das mudanças climáticas, o que levanta preocupações.

A pirataria de rios, também chamada de captura fluvial (do inglês “river capture” ou “stream piracy”), corresponde ao desvio natural das águas de uma bacia hidrográfica para outra, processo que promove a expansão de uma drenagem em detrimento da vizinha.

Segundo os pesquisadores, as altas temperaturas registradas na primavera passada contribuíram para um derretimento abrupto do glaciar Kaskawulsh, que alimenta o rio Slims, fenômeno que acabou gerando um novo canal de drenagem da água.

Ao invés de fluir para o norte e alimentar o rio Slims (que se une ao rio Yukón e desemboca no mar de Bering), a água do degelo foi desviada para o sul, rumo ao rio Alsek, que deságua no oceano Pacífico, um fenômeno geológico que normalmente levaria milhões de anos para acontecer.

Anteriormente, os dois rios tinham quase o mesmo tamanho. Mas, agora, o rio Alsek — popular pela prática de rafting e considerado um Patrimônio Mundial da Unesco — está maior do que o rio Slims.

“Podemos nos surpreender com o que a mudança climática nos reserva e alguns dos efeitos podem ser muito mais rápidos do que esperamos”, disse o principal autor do estudo, Daniel Shugar, da Universidade de Washington, ao jornal The New York Times.

Mudança abrupta

Segundo Shugar, até agora, muito do trabalho científico que envolve as geleiras e as mudanças climáticas tem se concentrado no aumento do nível do mar, porém o novo estudo mostra que pode haver outros efeitos subestimados e imprevistos. 

A alteração do padrão de drenagem de um rio reserva ameaças preocupantes. O caso do rio canadense ocorreu em área selvagem relativamente pouco povoada e, portanto, sem grande impacto nas populações humanas.

Porém, o sumiço do rio teve um impacto dramático sobre o ecossistema, redistribuindo as populações de peixes, alterando a química dos lagos próximos e assolando a região com uma série de novas tempestades de areia.

No contexto global, outros rios alimentados por glaciares, que fornecem energia hidrelétrica e abastecimento de água a regiões mais povoadas, também poderiam estar em risco.

“Este não será o último [evento], avisou Lonnie Thompson, paleoclimatologista da Universidade Estadual de Ohio, em entrevista ao The Guardian. “Incidentes semelhantes podem acontecer nos Himalaias, nas montanhas dos Andes da América do Sul, ou outras partes do Alasca e Canadá, a medida que a mudança climática se acelera”.

vanessabarbosaabrilcombr

© Fornecido por AFP Um raro molusco (Kuphus Polythalamia) que se parece com um verme negro gigante e vive na lama do fundo do mar foi encontrado pela primeira vez por cientistas nas Filipinas

Um raro molusco que se parece com um verme negro gigante e vive na lama do fundo do mar foi encontrado pela primeira vez por cientistas nas Filipinas.

A espécie, conhecida como teredo-gigante e cujo nome científico é Kuphus Polythalamia, é um molusco bivalve vermiforme que possui uma concha em forma de tubo.

O animal pode medir até 155 centímetros de comprimento e leva uma vida sedentária em sedimentos oceânicos, alimentando-se de resíduos produzidos por micro-organismos que vivem em suas brânquias.

"Estamos surpresos. Esta é a primeira vez que vemos uma espécie da família Teredo tão grande como esta. Normalmente, esses animais têm o tamanho de um palito de fósforo e são brancos", disse à AFP a bióloga marinha filipina Julie Albano.

O teredo-gigante é radicalmente diferente das outras espécies da mesma família, como o Teredo navalis, que se alimentam de madeira em decomposição.

Os pesquisadores que analisaram a criatura rara descobriram que, apesar de ter um sistema digestivo próprio, este é atrofiado, e a espécie depende de bactérias que vivem em suas brânquias para sobreviver.

Esses micro-organismo digerem o sulfeto de hidrogênio - um gás que cheira a ovos podres - da lama e emitem o carbono orgânico que serve de alimento para o molusco.

"Nós suspeitávamos que o teredo-gigante, uma espécie que nunca havia sido estudada, era completamente diferente de outros teredos que comem madeira. O fato de encontrar o animal confirmou isso", disse Margo Haygood, professora da Universidade de Utah que participou do estudo.

Apesar da existência desse molusco ter sido documentada no século XVIII e do acesso às suas conchas ser comum, esta foi a primeira vez que os cientistas encontraram e estudaram um exemplar vivo, confirmou um artigo publicado nesta semana na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

"Esta espécie extraordinária ainda precisa ser descrita e explicada de maneira exaustiva", afirma o estudo.

Os exemplares estudados foram descobertos em uma lagoa nas Filipinas, na cidade costeira de Kalamansing, situada na província de Sultan Kudarat, e suas bactérias estão sendo estudadas para possíveis usos farmacêuticos, afirma Albano.

Embora esse animal de aparência estranha seja novo para os cientistas marinhos internacionais, eles são conhecidos pela população local há anos.

"O teredo é comestível, tem gosto de polvo", afirma a bióloga marinha. "Os habitantes locais o comem e o utilizam como um afrodisíaco".

AFP

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