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© ALEX HALADA (Maio) A militante sueca pelo clima Greta Thunberg 
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) anunciou nesta sexta-feira que concede seu prêmio de maior prestígio à adolescente sueca Greta Thunberg, símbolo da luta contra a mudança climática.

O prêmio de "embaixadora da consciência" recompensa Greta Thunberg e o movimento "Fridays For Future" ("Sextas-feiras para o futuro"), que organizam manifestações no mundo inteiro para alertar sobre a urgência da luta contra a mudança climática.

"Cada jovem que participa nos 'Fridays for future' encarna o que significa atuar sobre nossa consciência. Nos recordam que somos mais poderosos do que pensamos e que todos temos um papel na proteção dos direitos humanos contra a catástrofe climática", afirmou o secretário-geral da AI, Kumi Naidoo, em um comunicado.

No texto, Greta Thunberg afirmou sentir-se "honrada" por receber o prêmio e denunciou a "injustiça flagrante" da mudança climática que "afeta primeiro as populações do hemisfério sul, embora sejam as menos responsáveis".

A jovem sueca, de 16 anos, se tornou uma estrela mundial ao organizar a cada sexta-feira, desde 2018, uma greve em sua escola para destacar a urgência na luta climática, uma iniciativa que se expandiu por todos os continentes. Ela tem quase dois milhões de seguidores em sua conta no Instagram.

Via: 
AFP

Levantamento realizado por pesquisadores de seis países revela como obras de infraestrutura, hidrelétricas, extração de minério e petróleo, queimadas e desmatamentos colocam sob risco a maior floresta tropical do planeta.
A mineração legal (acima, mineradora no Peru) foi um dos riscos identificados pelo estudo — Foto: AFP Photo

Um levantamento realizado por uma rede de pesquisadores de seis países identificou que 68% das áreas de proteção ambiental e territórios indígenas da Amazônia estão sob ameaça de projetos de infraestrutura, planos de desenvolvimento econômico e atividades de exploração da maior floresta tropical do planeta.

Atualmente, existem 390 milhões de hectares dedicados à conservação ambiental e territórios indígenas, de um total de 847 milhões de hectares da chamada Pan-Amazônia.

Este território compreende não só os 62% da floresta localizados no Brasil, mas também sua extensão em outros sete países - Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e um território de outro país na América do Sul, a Guiana Francesa.

Para identificar as ameaças, a Rede Amazônica de Informação Ambiental Georreferenciada (Raisg), sob a coordenação da ONG Instituto Socioambiental, reuniu dados de governos e informações de imagens de satélite e analisou os impactos de seis tipos de intervenções: obras de infraestrutura de transporte, hidrelétricas, mineração legal, extração de petróleo, queimadas e desmatamentos.

"O que mais chama atenção é que 43% das áreas protegidas e 19% dos territórios indígenas estão ameaçadas por três ou mais destes fatores", diz Júlia Jacomini, pesquisadora da Raisg e uma das responsáveis pela apuração dos dados sobre a Amazônia brasileira.

Muitos projetos são apoiados por governos
O estudo da Raisg aponta que os maiores danos são causados por projetos apoiados por governos federais e regionais, como por exemplo, a abertura de estradas. O levantamento aponta que, dos 26 mil quilômetros dos 136 mil quilômetros construídos até 2018 na Amazônia estão dentro de áreas de conservação e territórios indígenas.

A construção de uma hidrelétrica como Belo Monte afeta todo o bioma, dizem pesquisadores — Foto: AFP Photo

"Estes projetos de infraestrutura são, em sua grande maioria, iniciativas de Estados nacionais em parceria com empresas, como parte de projetos de desenvolvimento que valorizam mais os aspectos econômicos e setores produtivos do que a preservação ambiental e dos modos de vida dos povos locais", diz Jacomini.

A extração de minério e petróleo são duas das atividades que representam maior risco à preservação destas áreas na floresta: 22% destas regiões protegidas sofrem alguma forma de pressão ou ameaça por parte destas indústrias.

O estudo destaca que alguns destes empreendimentos estão entre as maiores minas a céu aberto do mundo e implicam na construção de extensas redes de tubulações para transportar o petróleo extraído no meio da selva.

Isso gerou, por exemplo, 190 derramamentos de petróleo nos últimos 20 anos na Amazônia peruana, diz o estudo. Segundo o Organismo de Supervisão de Investimentos em Energia e Mineração, uma agência do governo do país, isso ocorreu por falta de manutenção da infraestrutura dos poços mais antigos, que datam dos anos 1970.

Ao mesmo tempo, no Equador, a exploração de petróleo levou ao desmatamento de mais de 2 milhões de hectares e ao derramamento de 650 mil barris de petróleo nos rios e córregos amazônicos.

Ao mesmo tempo, 162 das 272 usinas hidrelétricas planejadas, em construção ou já em operação na Amazônia estão dentro de áreas de proteção.

Mineração é uma das principais ameaças no Brasil
Em relação ao Brasil, a atividade de mineração foi uma das principais ameaças identificadas. O país lidera em área de floresta destinada a essa atividade entre as nações amazônicas, com 108 mil hectares, o que representa 75% do total.

Extração de petróleo na Amazônia equatoriana foi alvo de protestos de povos indígenas — Foto: AFP Photo

O ritmo de desmatamento da Amazônia brasileira caiu 72% desde 2004, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, mas a tendência mais recente vai no sentido contrário: houve um aumento de 13,7% no último ano.

A abertura de estradas e hidrovias tem um impacto relevante sobre isso: 94,9% da perda de vegetação nativa ocorre a 5,5 km de distância de estradas e a 1 km de rios navegáveis, de acordo com uma pesquisa do cientista Christopher Barber, do Centro de Excelência de Ciências Geoespaciais, nos Estados Unidos.

O estudo do Raisg cita ainda o projeto de construção da Ferrogrão, uma ferrovia com 933 km de extensão que ligará o Mato Grosso ao Pará, ao alertar que a expansão do transporte ferroviário na Amazônia brasileira "pode potencializar os impactos sociais e ambientais na região, com danos diretos a áreas de proteção e territórios indígenas".

Região ainda não tem um plano internacional de conservação
O resultado do levantamento estará disponível ao público por meio do portal Amazônia na Encruzilhada, elaborado pela InfoAmazônia, uma agência dedicada a divulgar informações sobre a região amazônica. No site, os visitantes terão acesso a mapas interativos, fotos, vídeos e estudos de casos.

Segundo o jornalista Gustavo Faleiros, editor do InfoAmazônia, a iniciativa busca conscientizar sobre a importância de se criar uma política transnacional para a Pan-Amazônia para, ao se realizar intervenções na região, considerar os efeitos sobre toda sua extensão.

O portal Amazônia na Encruzilhada reúne mapas interativos, fotos, vídeos e estudos de casos sobre ameaças à Amazônia — Foto: Divulgação

"Um estudo apontou, por exemplo, que se seis hidrelétricas previstas para a Amazônia forem construídas, todo um fluxo de nutrientes pelos rios será interrompido, afetando a vida aquática e a produção agrícola nas margens do rio", diz Faleiros.

"A Amazônia não é do Brasil, da Colômbia, do Peru ou do Equador. É um grande sistema interligado, mas até hoje não existe um plano internacional de conservação ambiental da região."

Jacomini diz que, sem uma visão mais ampla da floresta, os esforços de um país para preservá-la não terão os resultados esperados.

"Estamos falando de vários ecossistemas interligados. Um país pode ter um sistema de proteção e monitoramento forte, mas todo o bioma é impactado por um derramamento de petróleo que ocorre em um país e atinge os outros. Sem olhar para o todo, não há como garantir a preservação da Amazônia."

TOPO
Por BBC

Logo interativo na página inicial do buscador relembra espécies extraordinárias que habitam o planeta
Nesta segunda-feira, 22 de abril, é comemorado internacionalmente o Dia da Terra (Earth Day). Como já é tradição, o Google aderiu à campanha atualizando sua página inicial com um Doodle interativo, substituindo o seu logo na versão mobile e para PC.

O Dia da Terra nasceu em 1970, nos Estados Unidos, oficializado no calendário do país pelo senador Gaylord Nelson. O parlamentar decretou o dia 22 de abril como "dia da Terra" atendendo a movimentos ambientalistas que protestavam, desde 1969, por mais controle e regulamentação sobre atividades que ferem o meio ambiente.

O estopim para a criação desse movimento foi a explosão em uma plataforma de extração de petróleo na costa de Santa Bárbara, nos EUA, em 28 de janeiro de 1969. Estima-se que mais de 10 mil animais marinhos e aves morreram em decorrência dos 3 milhões de galões de óleo despejados no oceano após o incidente.

Desde 1970, o Dia da Terra passou a ser celebrado a cada dez anos nos Estados Unidos como forma de protesto, organizado por grupos de defesa do meio ambiente. Com o passar do tempo, grupos de outros países começaram a "importar" o evento, até que, em 2009, na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas, mais de 80 países concordaram em adotar o Dia Internacional da Mãe-Terra em 22 de abril de todo ano. Nascia assim o Dia da Terra como o conhecemos hoje.

Para criar o Doodle especial do Dia da Terra 2019, o Google montou uma equipe de nove pessoas lideradas pelo artista Kevin Laughlin. "Se você tiver que escolher apenas um dia por ano para lembrar que somos todos desta terra tanto quanto uma minhoca, uma montanha ou uma árvore, o Dia da Terra pode ser este dia", disse o designer.

O Doodle faz uma viagem ao redor do planeta para mostrar seis formas de vida com características impressionantes. 

São elas:
o albatroz-errante, a ave com maior envergadura do mundo;

a sequoia-vermelha, a árvore mais alta do mundo;

o Paedophryne amauensis, um sapinho descoberto em 2009 na Papua-Nova Guiné que é o menor ser vertebrado do mundo;

a vitória-régia, uma das maiores plantas aquáticas do mundo;

O celacanto, um peixe que existe há cerca de 400 milhões de anos e é a espécie animal viva mais antiga do mundo;

E o colêmbolo de gruta profunda, um artrópode (do mesmo filo que os escorpiões, parente dos insetos) que vive a 2 quilômetros abaixo da superfície e é o animal mais "profundo" do mundo.

"Aqui, temos apenas uma pequena parte da diversidade, da singularidade e das maravilhas encontradas entre as formas de vida no planeta que chamamos de lar. Feliz Dia da Terra!", 
Assim diz o texto que encerra o slide interativo. O Doodle do Dia da Terra desta segunda é exibido em praticamente todos os países onde o Google atua no planeta.

Concebida pelo renomado arquiteto mexicano Javier Senosiain, esta casa de 1985 é um exemplo perfeito de "arquitetura orgânica", que toma a forma da natureza e objetiva um impacto mínimo no meio ambiente. A duna verde envolve quase completamente os espaços internos, tornando-a quase invisível para as outras pessoas que passam pelo local.


Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“Dar um passeio no jardim é andar sobre o telhado da casa sem nem perceber”, disse Senosiain. O arquiteto mexicano é famoso por sua arquitetura orgânica - até hoje, ele construiu casas inspiradas na forma de uma cobra, um tubarão e uma flor, para citar apenas algumas.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“O objetivo era criar um ambiente semelhante ao claustro materno”, escreveu o arquiteto em seu site. “Aos refúgios de animais ou aos humanos primitivos, que faziam uso de cavernas sem modificar seu ambiente, aos iglus e a todos esses espaços de abrigo: côncavos como os braços de uma mãe embalando seu filho, contínuos, amplos e abrangentes.”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Pensando sobre o impacto das condições bioclimáticas no bem-estar físico e psicológico dos habitantes, a Senosiain usou árvores e arbustos para alcançar múltiplos objetivos. Eles criam barreiras verdes que filtram a luz do sol, mantêm os interiores frescos e protegem a casa da poeira e da poluição sonora. Além disso, o telhado/gramado protege contra o calor e o frio, ajudando a manter as temperaturas interiores confortáveis.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Embora o interior da casa pareça uma caverna subterrânea, ela é conectada com o exterior por uma grande janela.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
As paredes, tetos e móveis embutidos são feitos de ferro-cimento revestido com uma pasta de pó de mármore e cimento branco.

A sala possui uma cadeira em forma de mão, do artista mexicano Pedro Friedeberg e uma cadeira Bubble da Eero Aarnio.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“Esta casa semi-enterrada acabou por ser mais ensolarada e mais brilhante do que as casas convencionais, porque as janelas podem ser colocadas em qualquer lugar, e as cúpulas permitem a entrada da luz do sol de cima. A ventilação é facilitada pela forma aerodinâmica da habitação, que permite a livre circulação de ar por toda a parte. ”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
O túnel que liga a câmara viva às áreas de dormir privadas.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
A primeira câmara oval onde as áreas de estar, comer e dormir estão localizadas. A partir daqui, outro túnel conduz à segunda câmara onde estão localizados os recantos para dormir.

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Créditos da imagem: Javier Senosiain
Modelada a partir de uma casca de amendoim, a casa é composta por dois espaços ligados por uma passagem estreita. Uma parte contém as áreas privadas, que são usadas principalmente à noite, enquanto a mais iluminada contém as áreas sociais destinadas a atividades durante o dia.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“A casa, que inclui uma sala de estar, sala de jantar e cozinha, e outro local para dormir, com vestiário e banheiro, foi baseada nas funções elementares exigidas pelo homem: um lugar para morar e companheirismo com os outros” Senosiain disse.

Créditos da imagem: Javier Senosiain
“São espaços cujas luzes e formas variáveis se adaptam aos ritmos naturais das pessoas que nelas habitam, onde o mobiliário se integra com o entorno, facilitando a circulação e aproveitando ao máximo a área.”

Créditos da imagem: Javier Senosiain

Mais informação: arquitecturaorganica.com

A solução chamou a atenção por sua simplicidade e eficiência.
Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
Um supermercado em Chiangmai, na Tailândia, está testando uma alternativa para evitar o uso excessivo de plástico que embalam frutas e legumes. A solução encontrada pela Rimping Supermarket foi utilizar um material resistente, que existe em abundância, totalmente orgânico e ainda muito bonito: a folha de bananeira.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
Embrulhar com folhas de bananeira não é exatamente uma novidade para a cultura culinária de países tropicais, como na Ásia. A Índia usa folhas de bananeira para pratos de arroz durante séculos, enquanto as vizinhas China, Tailândia, Vietnã e Malásia utilizaram o engenhoso truque para embrulhar alimentos durante o mesmo tempo. No Brasil também foi muito utilizado pela cultura indígena e caiçara.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
O Rimping Supermarket foi inteligente em sua escolha de usar especificamente as folhas de bananeira. As folhas são grossas, largas e flexíveis. Elas podem ser enrolados e dobradas facilmente, sem quebrar, e suportam também variações de temperaturas -, ideal para o corredor de produtos refrigerados. As folhas totalmente orgânicas são bastante fortes e embalam perfeitamente os produtos, que ainda levam um laço de fibra natural para fechar a embalagem.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
São inúmeros os benefícios em substituir as embalagens plásticas por folhas de bananeira. Por um lado, a folha é matéria orgânica e se decompõe naturalmente, ao contrário do plástico, que leva centenas de anos para se quebrar completamente, durante o processo polui ecossistemas e mata milhares de animais asfixiados ou pela sua ingestão. Outro benefício é que a compostagem da folha de bananeira adiciona nutrientes ao solo, deixando-o mais rico. As folhas de bananeira ostentam até mesmo a qualidade de serem à prova d’água. Isso porque a superfície de sua folha não absorve água quando exposta a condições úmidas.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
A solução simples e eficaz, que era apenas um projeto piloto, acabou chamando a atenção mundial e a resposta do público foi incrível, que adorou não só por ser sustentável, mas também por adicionar um toque especial à experiência de compra no supermercado.

Foto: Facebook / Perfect Homes Chiangmai
As novas embalagens ecológicas do supermercado podem ajudar o setor de hortifrúti a adotar uma alternativa ao plástico que seja viável economicamente, e que ainda possa ser reproduzida em larga escala, principalmente em terras tropicais.

Por: Mayra Rosa

No início deste ano, noticiamos a mortandade de abelhas no sul do Brasil por causa de agrotóxicos usados em plantações de soja. No Rio Grande do Sul, cerca de 80% das abelhas morrem por causa do agrotóxico fipronil, que é utilizado na lavoura da soja. O problema é ainda muito mais grave e extenso, pois vem ocorrendo em outros estados do país.

Segundo a Agência Pública e o Repórter Brasil, cerca de 500 milhões de abelhas morreram, nos últimos três meses, em quatro estados brasileiros: 400 milhões no Rio Grande do Sul, 7 milhões em São Paulo, 50 milhões em Santa Catarina e 45 milhões em Mato Grosso do Sul.

Essa é a estimativa de associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades. A causa do extermínio, de acordo com especialistas, é o contato da espécie com agrotóxicos à base de neonicotinoides e de Fipronil, que já está proibido na Europa há mais de uma década. Os ingredientes contidos nesses agrotóxicos são letais para os insetos quando pulverizados, já que se espalham para além da área atingida.

O Fipronil é um inseticida que atua nas células nervosas dos insetos. Quando aplicado em pulverização aérea, as abelhas ficam diretamente expostas a ele. Uma pesquisa da Embrapa, feita em 2004, constatou que o método dispersa 19% do agrotóxico pulverizado para áreas fora da região de aplicação.

Já os agrotóxicos neonicotinoides têm a capacidade de se espalhar por todas as partes da planta. São usados em diferentes culturas: algodão, milho, soja, arroz e batata. 

Polinização e agricultura
Como se sabe, as abelhas são polinizadores da maior parte dos ecossistemas do planeta. São elas as responsáveis por promover a reprodução de várias espécies de plantas. Só no Brasil, 60% das 141 espécies de plantas cultivadas para a alimentação humana e a produção animal dependem em alguma medida da polinização das abelhas. Em escala mundial, esse percentual sobre para 75%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O apicultor Salvador Gonçalves, presidente dos Apicultores de Cruz Alta (Apicruz), município do Rio Grande do Sul, os venenos pulverizados por aviões pela manhã fazem com que as abelhas apareçam mortas já pela tarde. Aproximadamente,100 milhões de abelhas foram encontradas mortas em Cruz Alta somente no último trimestre. Isso fez com que todo o mel produzido pelos insetos fosse jogado fora pelos apicultores por medo de o produto estar contaminado com os venenos.

E se as abelhas desaparecerem?
Isso seria um caos planetário. A pesquisadora da Embrapa e doutora em Ecologia de Insetos Carmem Pires explica que deixaríamos de consumir várias frutas ou elas ficariam muito caras, já que o trabalho de polinização feito pelas abelhas teria de ser feito manualmente por seres humanos.

O trabalho de polinização das abelhas também afeta, indiretamente, outras culturas, como a da soja.

“Na de soja, por exemplo, é identificado um aumento em 18% da produção. É importante destacar também o efeito em cadeia. As plantas precisam das abelhas para formar suas sementes e frutos, que são alimento de diversas aves, que por sua vez são a dieta alimentar de outros animais. A morte de abelhas afeta toda a cadeia alimentar”, esclarece a pesquisadora. 

Os papéis das abelhas em uma colmeia são muito bem delimitados. A morte desses polinizadores via contato com agrotóxicos pode ocorrer de várias maneiras. A mais comum é quando a abelha operária sai para a polinização. Algumas acabam morrendo imediatamente, enquanto outras ficam desorientadas e infectadas. As sobreviventes tentam regressar à colmeia mas tanto podem morrer no caminho, como infectar toda a colmeia, quando conseguem regressar. O resultado é que todo o enxame morre em apenas um dia.

E agora?
Com esse evidente extermínio de abelhas no país, as associações de apicultores começaram a se organizar. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o engenheiro agrônomo Aroni Sattler emitiu 30 laudos para apicultores do estado comprovando o contato dos insetos com pesticidas. De posse do laudo, eles podem recorrer à Justiça para serem ressarcidos de seus prejuízos.

Entretanto, o agrônomo ressalta que as abelhas nativas silvestres são as que mais correm mais risco de mortandade, pois não há registro de que quantas estão morrendo.

“O impacto do uso desses agrotóxicos atinge um raio de 3 a 5 quilômetros das lavouras. Tudo no entorno desaparece”, comenta. 

Outro problema destacado por Sattler é a falta de informação sobre a aplicação dos agrotóxicos:

“Há casos de mortandade que acontecem porque os agricultores utilizam o agrotóxico de modo errado, ou até mesmo, por falta de conhecimento, eles acham que a abelha prejudica a lavoura e passam veneno”

Como denunciar?
As denúncias sobre mortes de abelhas devem ser reportadas às defensorias agrícolas ligadas às secretarias estaduais ou municipais. Aconselha-se, também, aos apicultores informar a Polícia Militar Ambiental e fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

No Rio Grande do Sul, há dois anos havia apenas duas denúncias registradas, embora houvesse muitos mais casos de abelhas mortas. É preciso tornar a denúncia oficial para governos e para a sociedade. A Lei Federal 7.802/89 (a Lei dos Agrotóxicos) prevê que a fiscalização do uso dos agrotóxicos é de competência dos órgãos estaduais. Entretanto, problemas provocados pelo uso desses químicos devem ser informados às secretarias de Meio Ambiente ou de Agricultura dos estados.

Embora exista base legal para considerar como crime ambiental a morte de abelhas, o Ibama diz que é muito difícil comprová-lo.

“Quando isso fica comprovado – uso onde não devia, na quantidade que não devia, na época que não devia, usando equipamento que não devia e causando a mortalidade – aí se enquadra no artigo e se trata de crime ambiental”, informa o Instituto, através da assessoria de imprensa.

por Gisella Meneguelli
Via: Greenme

Julian Rad, fotógrafo de vida selvagem da Áustria, mostra as fotos de esquilos, hamsters e raposas mais adoráveis ​​da vida selvagem que você provavelmente já viu. 

Recentemente nos deparamos com seu trabalho no Instagram e imediatamente nos apaixonamos por suas imagens adoráveis ​​e engraçadas. Em 2015, ele ganhou o renomado Comedy Wildlife Photography Award com sua imagem de um hamster em execução, intitulado "Hora do Rush".

Sempre observamos os grandes acontecimentos da natureza mas ignoramos a vida cotidiana e as lutas dos pequenos animais com quem compartilhamos nosso ambiente. Especialmente com animais tão rápidos e ariscos quanto um roedor, capturar o momento certo com um assunto selvagem não é tarefa fácil - mas Julian fez isso com maestria.

Um esquilo que gosta de cheirar uma flor, um hamster subindo em um galho de amora ou um esquilo vermelho tentando alcançar uma noz - cada uma de suas imagens conta uma história e evoca emoções. Os fotógrafos de vida selvagem fascinam por sua paciência e parece que Julian não se importaria de esperar milhares de horas para conseguir a foto perfeita.

Apenas ... Um pouco ... Mais ... Mais perto
Possivelmente uma reencarnação de Scrat, o esquilo dente de sabre da Idade do Gelo, em sua última busca pela bolota, e por bolota, na verdade, queremos dizer essa noz. Além disso - marcante em uma pose de ioga majestosa.

Raposa feliz
De repente, aparece uma raposa selvagem que parece estar compartilhando uma piada pessoal consigo mesma. Não sabemos ao certo por que o rosto sorridente, mas é muito contagiante.

Sentimentos de verão..
Perdido em meditação, este esquilo parece estar fazendo um desejo em uma flor - "Oh, por favor, por favor, por favor, deixe meus dias ficarem cheios de nozes e bolotas!"

Hamster Europeu
Um desejo em um dente de leão. Nós não sabemos que tipo de desejo este hamster está prestes a fazer, mas esperamos que até mesmo seus menores sonhos se tornem realidade.

"Ohh .. quem é você?"
O esquilo observa curioso o boneco de neve e no fundo deve saber que não é obra da mãe natureza

Diga queeeeijo
Notícias de Última Hora! Uma raposa pega outra raposa na câmera, e parece que a última tem muito a dizer. Nós nos perguntamos se esse encontro foi coincidência, ou talvez um encontro secreto planejado o tempo todo?

Hora do rush
Este predador rápido e furioso não só parece que acabou de escapar da prisão, ele também ganhou o concurso de Funny Wildlife Pictures 2015. Nós especulamos que foi devido ao conteúdo de suas bochechas, que permanece um mistério até hoje.

Esquilo vermelho
Esta pose certamente é boa para as suas costas! Tudo que você precisa fazer é encontrar uma floresta local, encontrar um galho de musgo e deixar que esses sentimentos ruins escapem de você.

"Posso tocar em você?"
"Bolotas sagradas! Esta cauda de penugem, a pele e o botão de olhos negros ... verdadeiramente, uma encarnação de perfeição! Onde você esteve toda a minha vida?"

Raposa vermelha
"Você acha que a neve vai trazer a cor da minha pele?"

Ooh
Dizem que as nozes são muito boas para os cérebros, e aqui um sujeito parece que foi atingido pelo maior momento da EUREKA na história dos roedores.

Um punhado de flores
Apenas um esquilo de passagem amigável de uma floresta vizinha. Ele parece ser pego em um passeio casual coletando flores para completar um buquê.

Acrobata
Nós todos sabemos que as acrobacias vêm com um certo risco. No entanto, acreditamos que desta vez o risco vale a pena as deliciosas framboesas que ele está prestes a pegar!

O Esquilo e a Tulipa
Nada é melhor do que um momento tranquilo na vida quando você realmente para e cheira flores. E por que não fazer uma pose majestosa enquanto faz isso?

Esquilo aprecia o verão

Com sede
Depois de uma sessão intensiva de ensino de esquilo Yoga para toda a população da floresta, uma boa hidratação é uma obrigação! Mesmo que seja apenas um punhado de minúsculas gotículas.

Kung Fu Esquilos
Esses companheiros certamente conhecem alguns movimentos legais do Kung Fu! Eu me pergunto o que poderia ter causado a luta entre os dois?

Raposa feliz

Tire um tempo para cheirar as flores

Bochechas Cheias
Há rumores, há todo um universo paralelo que existe dentro das bochechas deste hamster. É um universo onde só existem bolotas, nozes e pedaços de grama seca.

Esquilos
Você quer apostar se ele vai compartilhar seu precioso tesouro com seu amigo?

"Ei, Sr. Boneco de Neve, Posso Comer Sua Cabeça?"

Isso é um passaro? É um avião? Não, é um esquilo !!
E aqui vem super-esquilo para mais uma vez salvar o dia!

Guloso

Esquilo vermelho

Esquilo Sedento
Todo mundo fica com sede em um dia quente de verão e essa coisinha bonitinha pensou em uma boa maneira de saciar sua sede!

Outono tem as cores mais bonitas ... Você concorda?

O Hamster e a papoula

Esquilo vermelho

Reflexões

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